Image hosted by Photobucket.com
2.3.05
  Dave Douglas, visto por João Santos
.
.



Dave Douglas toca em Lisboa no próximo dia 12 de Março. À cabeça do programa está a apresentação do álbum Mountain Passages, recentemente editado pela Greenleaf. Será no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. Com Douglas, vêm Michael Moore, Rubin Kodheli, Marcus Rojas e Tyshawn Sorey.

Sobre Dave Douglas e o projecto Mountain Passages, escreve João Santos:

Uma leitura inicial permitir-nos-ia criar um paralelo entre esta música de Dave Douglas e a montanhosa região que a inspirou. Forçosamente, surgiriam extremos – vales profundos, picos agudos, planaltos verdejantes, áridas escarpas – e apelar-se-ia à vertigem própria do que é criado à escala do mundo natural. Ou então, relembrar-se-iam as palavras do seu pai no que concerne aos caminhos já criados pelos parques naturais dos EUA – Damon, tal como o filho, possuía uma pulsante e esclarecida visão quanto à forma de conciliar o conhecido (a preservação) com o iminentemente novo (a criação). Na sua área de especialidade (cartografia e história - publicou o influente relato «The Bridge Not Taken: Benedict Arnold Outwitted»), defendia que novos trilhos deveriam ser desbravados se quiséssemos efectivamente compreender a nossa relação com a floresta. Na frase com que iniciámos este texto – poeticamente premonitória – está claramente patente a devoção que lhe dedicava.

Em «Mountain Passages», Douglas regista um conjunto de composições estreado (em Agosto de 2003) em pleno coração das alpinas Dolomitas, correspondendo ao convite do Festival “I Suoni delle Dolomiti” para nele apresentar uma peça inédita que, em certa medida, correspondesse ao duplo desafio de a interpretar a mais de 3000 metros de altitude e de se traduzir numa invocação própria da região. (Para mais informações sobre a edição desse ano – e fotos do local – acedam por favor a http://www.fassainfo.com/suoni/).
Além de imediatas reflexões políticas e culturais (por exemplo, o tema de abertura é claramente inspirado pela música ladina enquanto «Bury Me Standing» é uma referência ao homónimo livro da Uruguaia Isabel Fonseca, que narra a sua convivência com ciganos nómadas da Roménia, Polónia ou Albânia), Douglas adicionou-lhe uma inesperada dimensão ao decidir-se por dedicar a composição ao seu pai.
Em http://www.greenleafmusic.com/ e, obviamente, http://davedouglas.com/, podem encontrar toda a informação referente ao projecto. E, ainda que biografia e expressão artística se confundam naturalmente no percurso de um compositor e intérprete como Dave Douglas, dê-se-lhe as voltas que se der, este terá de se tratar de um dos seus mais pessoais e complexos testemunho. Mas, por agora, convirá ainda esclarecer que a Greenleaf foi uma editora por si fundada – não apenas para a sua própria produção, claro – e que no seu site encontram uma extensa biografia, notas sobre a gravação deste álbum, um conjunto de críticas ao disco (do allaboutjazz à Downbeat), além de fotos de alta resolução e demais material promocional.
Como saberão, o quinteto NOMAD apresentará entre nós este álbum já no próximo dia 12, no pequeno-auditório do Centro Cultural de Belém. Por questões de agenda, a integrá-lo estarão os músicos que têm acompanhado Douglas nas últimas apresentações nos EUA - Michael Moore, Rubin Kodheli, Marcus Rojas e Tyshawn Sorey – e não a formação patente em «Mountain Passages». O disco, esse, fica como o primeiro por nós trabalhado desde que decidimos iniciar nova actividade. E fica bem, até porque o 1º disco que promovi na Ananana – há precisamente 5 anos – foi o «Leap of Faith» e o último que o Rui promoveu na Multidisc, há 3 meses, foi o «Bow River Falls». Entretanto, a nossa empresa está ainda em processo de formação, pelo que o apresentamos em nome individual, o que até nem fica mal.
Esta não é a primeira vez que Douglas se desloca a Portugal. Esteve ainda há pouco tempo – respectivamente em 2001 e 2002, enquanto líder – nos Festivais de Seixal e Ponta Delgada. Mas, tal como convém, esta formação tem pouco em comum com as anteriores.
Ao longo de mais de 15 anos, paralelamente ao seu percurso no jazz, Douglas compôs música para bailados, agrupamentos de câmara e, inclusivamente, para Orquestra Sinfónica. Em 23 álbuns predominantemente dedicados ao seu repertório, comandou múltiplas formações numa série de tangentes entre o jazz de vanguarda, a música clássica e o folclore. Participou, como convidado, em mais de 100 gravações. Após uma série de Master Classes e Workshops nas principais Universidades Norte-Americanas, é há 2 anos director artístico do Banff International Workshop in Jazz and Criative Music. Recebeu bolsas do National Endowment for the Arts e do fundo Meet the Composer. É um dos mais influentes, criativos, prolíficos e originais músicos das últimas duas décadas.
Discografia: http://home.arcor.de/nyds-exp-discogs/index0.htm

Enquanto líder >
A abrir a década de 90, surge ao lado de Kermit Driscoll, Mark Feldman, Andy Laster e Tom Rainey no quinteto New and Used (Knitting Factory) – não se trata propriamente de uma formação por si liderada, mas pode afirmar-se que é nela que começa a mais dar nas vistas enquanto compositor.
Em 1993, a italiana Soul Note edita «Parallel Worlds». Recorrendo a Mark Feldman (violino), Erik Friedlander (violoncelo), Mark Dresser (contrabaixo) e Michael Sarin (bateria), Douglas estreia-se à frente de um grupo de certa forma empenhado em revitalizar a prática do Third Stream, surgindo com intensas composições originais e brilhantes releituras de Webern, Ellington e Stravinsky.
Em 1994, a Canadiana Songlines edita o primeiro álbum do Tiny Bell Trio, de Douglas, Brad Shepik e Jim Black. Como principal impulso, criar uma música espontânea permeável a influências de formas tradicionais Europeias, nomeadamente das Balcãs, com destaque para as interpretações de temas Húngaros. Espaço ainda para uma composição de Kurt Weill e 6 originais de Douglas.
Em 1995, à luz de Booker Little – de quem interpreta 3 temas – Dave Douglas surge na New World com o álbum «In Our Lifetime», liderando um supergrupo com Uri Caine ao piano, Joey Baron na bateria, James Genus no contrabaixo, Chris Speed no clarinete e saxofone, Marty Ehrlich no clarinete baixo e Josh Roseman no trombone. É, no entanto, na leitura das suas peças mais longas que sobressaem as fortes características da sua música – de um musculado lirismo a um dramatismo quase púdico, Douglas ia criando uma voz única no panorama do jazz de vanguarda.
É igualmente de '95 a segunda gravação do Tiny Bell Trio, «Constellations», desta feita na Suiça Hat Hut. Permanecem as influências da Europa de Leste, mas sobressai a agenda política de Douglas (da guerra na ex-Jugoslávia à exploração laboral na fronteira entre os Estados Unidos e o México) – factor aliás, que, de forma mais ou menos dissimulada, estará sempre presente nos seus álbuns.
Um ano depois, novamente na Soul Note, o apropriadamente denominado «Five» torna a explorar a pouco habitual formação de cordas (com Drew Gress substituindo Mark Dresser) que Douglas havia apresentado na sua estreia. Uma interpretação de Monk, outra de Rahsaan Kirk e uma série de originais dedicados a compositores como Wayne Shorter, John Cage, Steve Lacy ou Woody Shaw.
Em 1997 reaparece com o bem sucedido Tiny Bell Trio com um álbum gravado na Europa (precisamente «Live In Europe»), editado pela nova iorquina Arabesque. Para além do repertório comum aos registos precedentes, há espaço para uma curiosa abordagem ao universo de Robert Schumann.
É do mesmo ano «Sanctuary», registo duplo de duas datas no Knitting Factory editado pela japonesa Avant. É um dos seus mais exploratórios documentos incorporando Anthony Coleman e Yuka Honda nos samplers, Cuong Vu no trompete, Mark Dresser e Hilliard Greene nos contrabaixos, Dougie Bowne na bateria e Chris Speed em clarinete e saxofone. Manobrando por entre as elásticas fusões da downtown, Douglas combina grooves electrónicos com incursões pela memória do melhor jazz eléctrico.
A fechar ’97, «Stargazer», álbum dedicado a Wayne Shorter, entre interpretações do seu repertório e novas composições por ele inspiradas. O sexteto é de luxo: Douglas, Chris Speed, Joshua Roseman, Uri Caine, James Genus e Joey Baron.
1998 é mais um grande ano para Douglas. Primeiro, com «Moving Portrait» (DIW), criando novos arranjos para 3 canções de Joni Mitchell – num quarteto de peso com James Genus no contrabaixo, o sempre precioso Billy Hart na bateria e o pontilhante Bill Carrothers ao piano – e dedicando-se a uma série de composições contidas e intimistas, que renovam uma dimensão algo espiritual e elegíaca na sua música e vêm, de certa forma, abrir as portas ao seu lançamento seguinte, o impressionista «Charms of the Night Sky» (Winter & Winter). Aqui, com Greg Cohen no contrabaixo, Mark Feldman no violino e Guy Klucevsek no acordeão, Douglas assume uma perspectiva quase essencialista na sua escrita para pequeno ensemble (ou, pelo menos, claramente pós-minimalista), num conjunto de motivos de algum dramatismo, presos a dinâmicas subtis e a um estado de quase melancolia suspenso pela respiração lenta do seu sopro, vagamente temperados por melodias balcânicas ou judaicas. Depois, desta feita na Arabesque, equilibra a balança com um registo a roçar o free bop, «Moving Triangle». Com Chris Potter no saxofone, James Genus no contrabaixo e Ben Perowsky na bateria, Douglas demonstra mover-se à vontade em áreas mais frontais e mais dependentes do virtuosismo, inventividade e capacidade improvisacional dos seus intervenientes.
A abrir ’99, na sua formação “Soul Note” (Feldman, Friedlander, Gress e Sarin), uma certa síntese das suas tendências mais eruditas, passando pela música clássica, pelo klezmer e pela música de câmara de vanguarda, no álbum «Convergence». Foi também neste ano que encontrou um lar para o seu Tiny Bell Trio na Winter & Winter. «Songs For Wandering Souls» veio cimentar a posição deste trio como um dos mais originais e emocionalmente comunicativos no universo do jazz contemporâneo. A interacção entre Douglas, Shepik e Jim Black é notável.
2000 é o ano do seu acordo de exclusividade com a RCA. Após quase uma década de dispersão por 9 editoras independentes, Douglas assina um contrato válido por 5 anos com uma multinacional, garantindo um nível de investimento e exposição até então por igualar. Antes, na Arabesque, tempo para «Leap of Faith» com Potter, Genus e Perowsky. Não seria necessário invocar o desafio do título para que todos os amantes de jazz aceitassem que estavam perante um criador único, com – pelo menos ao nível da sua geração - um quase inigualável legado criativo. Este quarteto é explosivo e intenso e um dos seus maiores triunfos criativos. Depois chegou a estreia na RCA com «Soul on Soul», uma terna e brilhante invocação da memória de Mary Lou Williams, ao lado de Chris Speed, Greg Tardy, Joshua Roseman, James Genus, Joey Baron e Uri Caine, com particular rigor e respeito por um conceito de tradição que, feitas bem as contas, nunca foi assim tão conformado quanto isso. A fechar 2000, a reedição do seu agrupamento de «Charms of the Night Sky» em «A Thousand Evenings». Mais uma vez, Douglas era o testemunho vivo de que a disparidade de interesses não implica dispersão criativa – ou muito menos de públicos – mas antes um fluxo e refluxo constante capaz de lidar com o maior número possível de possibilidades e interrogações. Por aqui especulava-se sobre o jazz de câmara, o folclore europeu, tango e klezmer, num conjunto de ideais de incessante reafirmação de individualidade.
2001 começa com «El Trilogy», disponível exclusivamente através da loja da Downtown Music Gallery. Com Feldman, Klucevsek, Cohen, Susie Ibarra e Gregory Tardy, grava a música que compôs para a Trisha Brown Dance Company. São um conjunto de peças líricas, delicadas e evocativas, por vezes lembrando Copland ou as miniaturas de Ives. É do mesmo ano «Witness» - o tal com o tema de spoken word narrado por Tom Waits. Trata-se de um álbum influenciado pelas preocupações políticas de Douglas, no qual participam um conjunto de músicos habituais nos seus registos (Chris Speed, Feldman, Friedlander, Sarin, Gress, etc).
Com «The Infinite», de 2002, Douglas funda um novo quinteto (Uri Caine, Chris Potter, James Genus e Clarence Penn) e invoca Miles Davis – essencialmente da fase a partir de ’68, quando os teclados electrónicos começam a introduzir-se nas suas formações. Mas o ouvinte era surpreendido ao verificar que haviam aqui versões de Rufus Wainwright, Mary J. Blige e Bjork. É, no entanto, em «Freak In», um ano mais tarde, que explora mais profundamente as possibilidades da criação de novos híbridos e fusões. Com Jamie Saft, Marc Ribot, Brad Jones, Joey Baron, Ikue Mori ou Craig Taborn na formação, aborda novas texturas e tangentes, aplica mais efeitos e manipula o output criativo dos seus instrumentistas num software de computador – como há bem pouco tempo fez igualmente Tim Berne, também com bons resultados. Nada, no entanto, que soe estéril ou que não sugira uma transbordante energia e complexidade invulgar.
No ano passado, o último álbum em exclusivo para a RCA, «Strange Liberation», de novo com Uri Caine, Clarence Penn e Chris Potter, mas com uma adição que sempre fez sentido mas que demorou a acontecer, a de Bill Frisell na guitarra. Espaço, de certa forma, sem abandonar o jazz, para Douglas ingressar num mundo paralelo ao seu, mas igualmente vasto e de uma elegância sem precedentes, onde os ecos do primeiro cancioneiro norte-americano ressoam livremente. E, antes dos balanços, «Bow River Falls», na Premonition, com Louis Sclavis, Peggy Lee e Dylan van der Schyff, resultante da sua participação no workshop anual de Banff. Douglas havia tocado já com Lee e Schyff no excelente «In The Vernacular», de François Houle, e a fluência e naturalidade por eles retribuída – num registo de um certo experimentalismo formal – permitiu-lhe conceber NOMAD, a sua última formação.

Enquanto sideman >
Primeiras gravações em meados dos anos 80 com os Doctor Nerve - formação liderada pelo guitarrista Nick Didkovsky - com os quais veio a gravar 5 álbuns. Até ao início da década de 90: participação em múltiplos projectos relativamente experimentais, liderados por compositores e instrumentistas como Mark Wagnon, Mark Whitecage, Vincent Herring, Dave Cook, Peter Tomlinson, Jamie Baum ou Michael Jefrey Stevens. Anos 90: notabilizado ingresso em projectos como «... Plays The Music Of Mickey Katz», de Don Byron, no ainda activo quarteto Masada, de John Zorn (no qual gravou a seminal série de 10 álbuns para a DIW), em várias formações lideradas por Myra Melford, Michael Formanek, Mark Dresser, Fred Hersch, Greg Cohen ou Uri Caine (incluindo o destacado projecto «Urlicht/Primal Light» consagrado à música de Gustav Mahler), novamente com Zorn em «Bar Kokhba», no Rova Saxophone Quartet (para a interpretação de «Ascension», de Coltrane), no What We Live, de Lisle Ellis, ao lado de uma luxuosa formação (Marty Ehrlich, Lester Bowie ou Hamiet Bluiett) para o regresso às gravações de Fontella Bass (em «No Ways Tired»), ou, entre outros, no agrupamento de François Houle para «In The Vernacular» - isto tudo, além de pontuais e curiosas ingressões no domínio da Pop, como convidado em álbuns de Suzanne Veja, The Band, Sheryl Crow, Sean Lennon, Cibo Matto ou Ron Sexsmith. Desde 2000: numa fase de maior produção individual, espaço ainda para a participação em «Flights of Fancy» de Joe Lovano, no «The Gift», de Zorn ou em «Verse», de Patricia Barber.
- João Santos


 
7.6.06
 

Cada novo disco do prolífico Dave Douglas, não constituindo embora motivo para grandes surpresas (passou a ser normal encontrar novas edições, para além do regular disco por ano) traz sempre consigo um elemento susceptível de estimular a curiosidade do ouvinte em saber por que caminho o trompetista e compositor pretende seguir. Tanto mais interessante esse exercício é, quanto o músico já experimentou, como líder ou acompanhante, a quase totalidade dos estilos, formatos e geometrias que o jazz conhece, mesmo nas suas formulações mais heterodoxas. E que propõe Dave Douglas neste seu 24.º disco? Um novo e terceiro capítulo do seu quinteto “clássico”, o primeiro para a Greenleaf Music, depois de “Strange Liberation” (RCA), a que acresceu o contributo de Bill Frisell, e “The Infinite” (RCA), cuja principal diferença formal em relação a anteriores edições se assinala na mudança da titularidade do saxofone tenor. É então que, onde antes se encontrava Chris Potter, surge agora Donny McCaslin (excelente nas trocas químicas com o trompetista, temperadas pela cor do piano eléctrico), mantendo-se o resto da banda, com Uri Caine (Fender Rhodes), James Genus (contrabaixo) e Clarence Penn (bateria). Musicalmente, com este grupo Douglas continua a investir na leitura moderna das reminiscências estéticas do quinteto de Miles Davis, de imediatamente antes do abraço definitivo da electricidade (momento de que "Filles de Kilimanjaro" seria o epítome, estando Donny McCaslin para Douglas, como Wayne Shorter esteve para Miles), uma inesgotável fonte de inspiração, acrescentada da especial inventividade de Dave Douglas enquanto compositor, que também é um dos maiores e mais importantes trompetistas da sua geração. Um músico exímio na consumada arte de dosear fogo e reflexão, que aplica tanto ao recorte melódico dos temas como à improvisação que os mesmos flexivelmente suportam e instigam, com o apoio de uma secção rítmica que impressiona mais pela respiração e pelo espaço que concede, que pela marcação do tempo sem falhas. Se procurarmos hoje o músico-paradigma do jazz contemporâneo, herdeiro de um certo classicismo do final da década de 60, encontrá-lo-emos em Dave Douglas. Não obstante a intensa exposição a que tem estado sujeito, prossegue o seu caminho através de um saudável compromisso entre a tradição e o vanguardismo, que recolhe o melhor de ambas as fontes, sintetizando-o num discurso moderno e virado para o futuro. “Meaning and Mystery”, com os seus nove temas originais, é um belo disco de Dave Douglas, que exprime uma componente importante da sua visão musical, a assumpção prática de que o quinteto de jazz é uma toca de onde ainda continuam a sair bons coelhos. E um bom contraponto a “Rue de Seine”, em duo com o pianista Martial Solal, e ao groove de “Keystone”, para citar as mais recentes saídas do trompetista de New Jersey. Esteticamente, não apresenta nada que se possa considerar novo, é certo, mas tudo é muito bem composto, arranjado e executado, com a classe e a elegância a que Douglas nos habituou. Edição da Greenleaf Music, distribuída em Portugal pela Dwitza.

 
7.11.07
 

Por junto, dei apenas duas demãos completas no Live at the Jazz Standard, do Dave Douglas Quintet na sua mais recente formação, com o jovem mas já bem desemburrado, Donny McCaslin, e os batidões Uri Caine, James Genus e Clarence Penn. Pouco escavei ainda, mas pelo que ouvi o disco não é nada de se deitar fora. Breves notas de prova, quase a vol d'oiseau: Douglas está na sua melhor forma, rápido, sensível e inteligente as usual, a comprovar (não é bem o termo, mas não tenho outro agora) uma vez mais que se pode fazer bom, tesudo e eventureiro jazz mainstream sem concessões, nem ter que andar a copiar o que os antigos fizeram no seu tempo, e a esse tempo pertence, sem prejuízo do respeito pela tradição. As composições, que vão do figurino "clássico" de Mr. Douglas, ao calipso e à latinidade, são todas originais recentes do trompetista. O quinteto, rodadíssimo, toca que se desunha, como seria de esperar, tanto nos tempos rápidos como na baladaria, inexcedível na arte de dizer em conjunto, em contraponto e fora dele, e na queda natural para a improvisação – tudo muito bem feito, profissional, mas com entrega de corpo e alma. A gravação, datada de 2006, captou bem o ambiente do Jazz Standard, clube de Nova Iorque onde Dave Douglas gravou as longas maratonas realizadas durante a residência que ali manteve entre 5 e 10 de Dezembro daquele ano, que vieram a desembocar num conjunto de 12 capítulos autónomos, disponíveis em mp3 via Musicstem; Dave Douglas trocou a trompete pela corneta, outro timbre, outras cores, diferentes do habitual; e, o que me cai particularmente bem, pessoalmente, Uri Caine toca piano eléctrico Fender Rhodes em todos os temas, lembra Chick Corea de outros tempos e fica a matar nesta faceta de Dave Douglas. Edição conjunta da Koch e da Greenleaf Music em CD duplo, 2007. Mesmo para quem, como é o meu caso, tem as prateleiras ajoujadas com discos de Dave Douglas (fora Masada e outros projectos continuados ou eventuais), enfim, a loucura do costume, este Live merece atenção e escuta deliciada. Melhor cenário... uhm... talvez depois de jantar, estirado no sofá, a pensar na morte da bezerra, por exemplo. Outra volta ao disco 2 e mais não digo, que tenho uma coisa ao lume.

 
20.12.06
 

É o próprio senhor Dave Douglas quem conta a história da mais recente (?) travessura editorial com o quinteto-maravilha que agremiou e reformulou ainda não há muito tempo, mas que se posiciona de forma ambiciosa para vir a ombrear com outros grandes da história recente (o de Dave Holland, por exemplo) e não tão próxima (os vários de Miles Davis): este mês de Dezembro, na semana de 5 a 10, Dave Douglas e o quinteto aportaram ao Jazz Standard, em Nova Iorque, para uma residência de 6 noites consecutivas, num total de 12 sets de uma hora. Os técnicos do local conversaram com os de Douglas e assentaram na ideia de gravar a integral do acontecimento, para posterior edição através da Greenleaf Music, editora fundada e dirigida pelo próprio trompetista. O programa – de acordo com a ainda escassa informação disponível – comporta temas de discos anteriores The Infinite (2001), Strange Liberation (2003) e Meaning and Mystery (2006), um punhado de novas composições escritas por Douglas propositadamente para apresentar no Jazz Standard, assim como versões de temas de Bjork, Beck, Mary J. Blige e Rufus Wainwright. O conjunto está já disponível na página da musicstem (Premonition Music), a $70 o pacote completo (12 sets), a $7 o álbum, ou a $0.99 o tema. Aguarda-se a saída em CD, para quem careça de voltear o dito entre mãos.
O Chicago Reader, que as apanha bem, rezou assim: "The recording quality is first-rate, not some middling board feed—which seems to present this project as an alternative to the rampant BitTorrent bootlegs you practically stumble into on the Internet these days—and what I've heard of the massive set thus far has been creatively excellent".
Dave Douglas Quintet: Dave Douglas, Donny McCaslin, Uri Caine, James Genus e Clarence Penn – a mesma e renovada formação com que Douglas gravou o bem rematado Meaning and Mystery.

 
30.6.09
 

Photobucket

Dave Douglas & Brass Ecstasy, Spirit Moves. O novo disco de Dave Douglas está pronto e disponível em vários formatos e embalagens. Com ele, Douglas estreia o novo projecto Brass Ecstasy. A sessão, gravada em Dezembro de 2008, conta, além do trompetista, com uma secção de metais formada por Vincent Chancey (trompa), Luis Bonilla (trombone) e Marcus Rojas (tuba), ritmicamente apoiada pelo baterista Nasheet Waits. Na secção de vendas da Greenleaf Music é possível adquirir ou ouvir o disco gratuitamente.

Dave Douglas - The View From Blue Mountain

 
18.10.06
 

Na edição on-line do Bloomberg, canal de notícias especializado em economia, negócios e finanças, Mike Zwerin entrevista o trompetista Dave Douglas. No centro da conversa a velha polémica Dave Douglas vs. Wynton Marsalis, artistas que têm em comum o facto de serem dois dos maiores trompetistas, compositores e produtores da actualidade. O que é que os separa essencialmente? De um lado, a atitude progressista – “Progressive music means improvised music that investigates elements of, for instance, classical music, world music, electronics, and rock, music that conservatives don't want to encourage”; do outro, a conservadora retro, mais interessada em preservar as tradições e em recriar o espírito e a forma dos anos 40 e 50, um olhar sobre o passado que tem como pano de fundo questões raciais. O que de certa forma é paradoxal, pois cada vez menos a juventude negra americana se volta para o jazz, mais interessada noutros estilos, como o hip-hop e suas derivações. “Conservatives speculate that Douglas wins so many polls because he's white, and white critics relate to him more easily than to Marsalis”. A contenda, que já dura há mais de 10 anos e retoma a velha querela entre conservadores e progressistas, “reflecte o clima político da América”, segundo o fundador do Festival of New Trumpet Music, com os primeiros a querer abrir o jazz à saudável contaminação de outros géneros, e os tradicionalistas, ciosamente apostados em preservar a suposta pureza eugénica do jazz, atitude que teve como paradigma o recente episódio de apartheid estético fomentado por Marsalis na pele de programador do Lincoln Center de Nova Iorque, quando vetou a inclusão de nomes como os de Anthony Braxton, Dewey Redman ou Albert Mangelsdorf. “It's easy to fall into a dangerous kind of Mussoliniland. Mostly, it's such a waste of time. Let's just try and make some good music happen”, remata Dave Douglas.

 
5.10.05
 


Na Greanleaf Music, e não na Premonition Records, como antes escrevera (obrigado, João Santos), provavelmente por vir em trânsito de uma para a outra: «Keystone, Dave Douglas' new project, features new Douglas compositions inspired by the great and unfairly maligned Roscoe 'Fatty' Arbuckle, one of America's earliest and funniest movie stars. The electric-invoked scores are warm, funny, funky, and experimental, perfectly capturing the atmosphere of the films. Keystone is a two disc release: a CD with 11 music tracks and a DVD presenting two Arbuckle films with original "scores" by Dave Douglas».

O disco terá lançamento em Portugal pela distribuidora nacional Dwitza, no fim deste mês. Entretanto, recomenda-se uma vista de olhos pelo acervo de informação nova sobre Dave Douglas, incluindo o blog e a Greenleaf Radio.



 
13.3.05
 
Image hosted by Photobucket.com
Casa cheia para ouvir Dave Douglas & Nomad na apresentação em Portugal de Mountain Passages. O disco, vigésimo segundo da carreira do trompetista e primeiro para a Greenleaf, editora própria recém-fundada, resultou de uma encomenda do Festival I Suoni delle Dolomiti para nele apresentar uma peça inédita para ser interpretada a mais de 3000 metros de altitude, em que era suposto músicos e assistência deslocarem-se a pé até às alturas alpinas e aí conviverem e celebrarem a alegria de viver através da música.
Em Lisboa, o local escolhido para a apresentação foram as planuras de beira-rio de Belém, onde Dave Douglas (trompete), Marcus Rojas (tuba), Michael Moore (clarinetes e saxofone alto), Rubin Kodheli (violoncelo) e Tyshawn Sorey (percussão), fizeram muito por transportar o auditório ao topo imaginário das mais altas montanhas musicais.
Nomad é uma banda fora de comum na instrumentação, no som e na atitude. Não é vulgar, mesmo nas linguagens do jazz ou dele afins, ouvir-se uma combinação instrumental de trompete, tuba, saxofone alto, clarinetes, violoncelo e bateria, e menos ainda a produzir um tipo de som tão diverso e eclético, próximo da música de câmara de tradição europeia, da música cigana, da folk centro-europeia, da música ladina, do jazz, das steet bands, atravessado de ponta a ponta pelo espírito do jazz, entre o ébrio e a elevação espiritual. A plasticidade sonora é tal, que tanto soa a música de bar em noite de folia, como a música de câmara interpretada numa sala de concertos, perante públicos exigentes e condicentes com ambos os cenários.
Além da competência técnica individual de cada músico integrante desta particular formação do NOMAD, que sofreu alterações no line-up original em função de compromissos de agenda dos “originais” elementos, e da excelência das composições do trompetista, impressionou imenso a capacidade de interacção, o lirismo e o sentido de colectivo que os cinco injectaram a cada passo da progressão musical. Os pormenores dos arranjos e a improvisação transformaram a música em algo de grandiloquente, sem ser pomposo, com enorme profundidade de campo, elevada concentração dos executantes e sentido de unidade na produção de um som extraordinário.
No primeiro encore ouviu-se aquele que ficou como um dos momentos altos da celebração, uma composição de homenagem ao grande Lester Bowie, num tom de gospel repassado de saudade pela trompetista do Art Ensemble of Chicago, que deixou a sala rendida à intensa interpretação do quinteto. Como o público não dava mostras de se querer ir embora, o grupo regressou ao palco para tocar uma última peça, que rematou uma noite de excelente música e um concerto a todos os títulos memorável.
Dave Douglas & Nomad
Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém
12 de Março de 2005.


 
26.4.06
 

Num interessante artigo publicado no seu Greenleaf Music Blog, Dave Douglas discorre sobre as gravações de 1970 de Miles Davis, realizadas num clube de Washington DC, o Cellar Door, recentemente editadas pela Columbia na caixa de 6 CD, "The Cellar Door Sessions". Douglas aborda questões relacionadas com a progressão gradual do quinteto acústico de inícios de 60 para a chamada “fase eléctrica”; rebate a ideia que por vezes se quer fazer passar, segundo a qual Miles, enquanto executante, seria um trompetista menor e tecnicamente limitado. «PLEASE listen to this recording and then refrain from saying Miles had bad trumpet technique. Ever again. OK?».
Douglas fala da fluência, do impecável timing do ataque de Miles; do contributo do trompetista para a moderna linguagem do trompete; do papel do produtor Teo Macero, tantas vezes criticado e condenado por alegadamente interferir demasiado na música, quer no som, quer nas opções quanto ao material a incluir ou a deixar de fora das edições discográficas. Macero, como Dave Douglas bem assinala, teve realmente um papel ingrato, na media em que trabalhava sobre música que era novidade para a época, e relativamente à qual era difícil destrinçar as peças ou segmentos excepcionais, das de menor valia, para efeito de as incluir ou não em disco.
Foi o caso da selecção de material para "Live Evil", em parte retirado das sessões de Washington, as mesmas que agora, e na íntegra, constituem as "Cellar Door Sessions" e dão uma imagem nítida do que era a música de Miles em 1970. Diferente da de 1969, de 1971, e assim sucessivamente. «But to me this work stands the test of time because it sounds inevitable. It sounds like a logical progression from the music that came before it, it sounds like a brilliant solution to a series of questions, it sounds as fresh and ingenious as the day it was made. It still excites with the freshness of discovery. What more should it have to do for us?».

 
4.4.06
 

Esperava-se muito deste duo e a expectativa não sai defraudada. Martial Solal e Dave Douglas, músicos de diferentes gerações e latitudes, têm o mesmo tipo de respiração e inteligência discursiva. Solal reafirma a identidade que construiu ao longo de décadas – a de um dos mais sólidos pianistas europeus do pós-bop, que combina swing e liberdade harmónica num estilo que recolhe múltiplas influências. Douglas, um dos maiores trompetistas da sua geração, executa com profundidade a consumada arte de dosear fogo e reflexão. Nesta medida, comunga com Solal da mesma atitude e perspectiva. Além dos 4 standards com que encerra, o disco inclui 6 temas originais, 3 de cada compositor. Blues to Steve Lacy (Douglas) e Fast Ballad (Solal), são, além de obras‑primas em miniatura, exemplos acabados da pujante criatividade da dupla.
Martial Solal / Dave Douglas - Rue de Seine (CamJazz / Dwitza)

 
12.4.07
 

The Iridium Jazz Club is pleased to present....Dave Douglas & Keystone return with a new program of modern electric jazz and early American silent films. Each set will present new pieces composed since the release of their Grammy-nominated recording, Keystone, on Douglas' own Greenleaf Music label. The band will also reprise music heard on that release and perform along with short silent film comedies from the works of Roscoe Arbuckle, unfairly maligned director and star of the early film era. This will be a passionate and humorous evening of music and film.

The band is an all-star affair, with some of the strongest and most creative players on today's scene: Dave Douglas, trumpet; Marcus Strickland, saxophones; DJ Olive, turntables; Gene Lake, drums; Brad Jones, electric bass; Adam Benjamin, keyboards.


 
15.4.06
 


No Jazz on 3 desta semana: Dave Douglas & Tiny Bell Trio ao vivo em Londres (St Luke). No programa, "Blue Latitudes", obra comissionada e co-executada pelo Birmingham Contemporary Music Group. Composições de Douglas inspiradas nas aventuras e explorações náuticas de Captain Cook. Para o empreendimento, em vez dos habituais Brad Shepik e Jim Black, Dave Douglas escolheu Susie Ibarra e Mark Dresser, confrontando em palco estes dois pesos-pesados da improvisação actual com o BCMG, ensemble britânico de música contemporânea.

 
12.3.05
 
Image hosted by Photobucket.com

É hoje às 21h00, no CCB: Dave Douglas & Nomad apresentam Mountain Passages. Com Dave Douglas (trompete), tocam Marcus Rojas (tuba), Michael Moore (clarinetes e sax alto), Rubin Kodheli (violoncelo) e Tyshawn Sorey (percussão). Ausentes estão Peggy Lee e Dylan van der Schyff, as escolhas de Douglas para a gravação de Mountain Passages.


 
7.12.04
 


Dave Douglas, trompetista, compositor e arranjador, lançou uma nova editora discográfica, a meias com Michael Friedman, da Premonition Records, de Chicago - Greenleaf Music. O primeiro disco de Douglas a ver a luz do dia à sombra da Greenleaf, será Mountain Passages, com o trompetista a conduzir o grupo NOMAD. Estão já programadas edições de Misha Mengelberg, pianista holandês, homem da Instant Composers Pool (ICP Orchestra), e de Jeff Parker, guitarrista do novo som de Chicago, respectivamente. Com a fundação da sua própria editora, Dave Douglas satisfaz o seu desejo de maior autonomia estética e temporal, ou seja, maior liberdade criativa. A Greeleaf Music editará jazz, world music e diferentes combinações de ambos os géneros, em busca de um "som universal".

 
22.4.09
 
Photobucket
Jazz em Agosto 2009
Ícones e Inovadores

Sábado, 1 Ago 2009, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
George Lewis Sequel (EUA, Itália, Reino Unido, Alemanha) - George Lewis (trombone, laptop), Jeff Parker (guitarra eléctrica), Siegfried Rössert (contrabaixo, voz, laptop), Miya Masaoka (koto, laptop, electrónica), Kaffe Matthews (electrónica), DJ Mutamassik (gira-discos), Ulrich Müller (guitarra, laptop), Guillermo E. Brown (bateria, percussão, electrónica)
Domingo, 2 Ago 2009, 15:30 - Auditório Três
Conferência por George Lewis - Tema: «A Power Stronger than Itself / The AACM and American Experimental Music»
Domingo, 2 Ago 2009, 18:30 - Auditório Dois
Rough Americana (Itália, EUA) - DJ Mutamassik (gira-discos, gravador magnético, efeitos), Morgan Craft (guitarra preparada)
Domingo, 2 Ago 2009, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Nublu Orchestra condução ® Lawrence D. «Butch» Morris (EUA, Dinamarca, Suécia, Itália) -Lawrence D. «Butch» Morris (condução), Fabio Morgera (trompete), Jonathon Haffner (saxofone alto), Ilhan Ersahin (saxofone tenor), Ava Mendoza (guitarra), Doug Wieselman (guitarra, clarinete baixo), Thor Madsen (guitarra), J.A. Deane (samples em tempo real, electrónica), Juini Booth (contrabaixo), Michael Kiaer (baixo eléctrico), Kenny Wollesen (bateria)
Quinta, 6 Ago 2009, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Dave Douglas & Brass Ecstasy (EUA) - Dave Douglas (trompete), Vincent Chancey (trompa), Marcus Rojas (tuba), Luis Bonilla (trombone), Nasheet Waits (bateria)
Sexta, 7 Ago 2009, 18:30 - Auditório Dois
Peter Evans (EUA) - solo trompete
Sexta, 7 Ago 2009, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Buffalo Collision (EUA) - Tim Berne (saxofone alto), Ethan Iverson (piano), Hank Roberts (violoncelo), Dave King (bateria)
Sábado, 8 Ago 2009, 15:30 - Auditório Três
«Escalator Over the Hill» (EUA) - Filme de Steve Gebhardt (1970-71)
Sábado, 8 Ago 2009, 18:30 - Auditório Dois
Franziska Baumann + Matthias Ziegler (Suiça) - Franziska Baumann (voz, electrónica, sensorlab), Matthias Ziegler (flauta, flauta baixo, flauta contrabaixo, loops)
Sábado, 8 Ago 2009, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Peter Evans Quartet (EUA, Colômbia) - Peter Evans (trompete, trompete piccolo), Ricardo Gallo (piano), Tom Blancarte (contrabaixo), Kevin Shea (bateria)
Domingo, 9 Ago 2009, 15:30 - Auditório Três
«Imagine the Sound» (Canadá) - Filme de Ron Mann (1981)
Domingo, 9 Ago 2009, 18:30 - Auditório Dois
Propagations (França) - Marc Baron (saxofone alto), Bertrand Denzler (saxofone tenor), Jean-Luc Guionnet (saxofone alto), Stéphane Rives (saxofone soprano)
Domingo, 9 Ago 2009, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Bill Dixon with Exploding Star Orchestra (EUA) - Bill Dixon e Rob Mazurek (trompete, composição), John Herndon (bateria), Damon Locks (voz), Josh Abrams (contrabaixo), Jeff Parker (guitarra eléctrica), Nicole Mitchell (flauta, voz), Jebb Bishop (trombone), Jason Adasewicz (vibrafone, carrilhão), Matt Lux (baixo eléctrico), Matt Bauder (clarinete baixo, saxofone tenor), Mike Reeed (bateria, tímpano).

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

 
10.12.09
 

Photobucket

Dave Douglas Quintet: Live At The Village Vanguard
Dave Douglas, Donny McCaslin, Uri Caine
James Genus, Clarence Penn
[NPR Music]

 
5.8.09
 

Photobucket

Toca amanhã (quinta-feira) no Jazz em Agosto da Fundação Calouste Gulbenkian. Via NPR Music, uma curta sessão vídeo (17'53): Dave Douglas Brass Ecstasy, Tiny Desk Concert. Dave Douglas, Luis Bonilla, Vincent Chancey, Marcus Rojas e Nasheet Waits apresentam o novo disco, Spirit Moves, saído há pouco na Greenleaf Music.

 
5.5.05
 
Dave Douglas' Nomad, o mesmo de The Sound of the Dolomites, que veio a Lisboa dar um concerto que ficou na memória das centenas que a ele assistiram, esteve em Utrecht, Holanda, no dia seguinte ao do Centro Cultural de Belém, a 13 de Março de 2005.
Dave Douglas, trompete; Michael Moore, clarinete, clarinete baixo, saxofone alto; Rubin Kodheli, violoncelo; Marcus Rojas, tuba; Tyshawn Sorey, bateria.
Transmite em webcast a VPRO Radio Vier.


 
3.2.05
 

Territory Band 3 - Map Theory, o mais recente disco de estúdio da formação alargada de Ken Vandermark (Ken Vandermark / Jeb Bishop / Axel Dörner / Per-Åke Holmlander / Kent Kessler / Fred Lonberg-Holm / Fredrik Ljungkvist / Dave Rempis / Paul Lytton / Paal Nilssen-Love / Kevin Drumm / Jim Baker), vai passar no programa "Um Toque de Jazz", que Manuel Jorge Veloso realiza para a Antena 2.

«UM TOQUE DE JAZZ»
Domingos - 24.00 às 01.00
Quintas (rep.)- 10.00 às 11.00
__________________________________________________

Programação de FEVEREIRO

06.02.04 (e 10.02.04) – Novidades discográficas mais recentes: «Map Theory» pela Territory Band de Ken Vandermark; «Live in Montreux», pelo trio «Der Rote Bereich»; «Road Movies» pelo quarteto de Eric Watson e Christof Lauer; «Spirals» pelo quarteto «Conference Call» de Gebhard Ullmann; «Coral» sob a direcção de David Sánchez; «Triage: American Mythology» pelo trio de Dave Rempis; «Bow River Falls» pelo quarteto de Dave Douglas, Louis Sclavis, Peggy Lee e Dylan van der Schyff.

13.02.04 (e 17.02.04) – Concertos europeus (1) – Hoje: o quarteto do guitarrista Pat Metheny, com Michael Brecker (sax-tenor), Christian McBride (contrabaixo) e Antonio Sanchez (bateria), num concerto realizado em 05.07.03 no Festival «Jazz Baltica 2003». Gravação cedida pela Eurorádio.
20.02.04 (e 24.02.04) – Concertos europeus (2) – Hoje: o quarteto «Oregon», com Ralph Towner (guitarra, piano), Paul McCandless (oboé, saxofones), Glenn Moore (contrabaixo, piano) e Mark Walker (bateria, percussões), num concerto realizado em Umeå (Suécia) em 31.10.03. Gravação cedida pela Eurorádio.

27.02.04 (e 03.03.04) – Concertos europeus (3) – Hoje: a Orquestra Nacional de Jazz (ONJ, França) sob a direcção de Claude Barthélémy num concerto realizado em 27.02.04 no Estúdio Charles Trenet da Rádio França (Paris). Gravação cedida pela Eurorádio.

Transmissão: FM e AM da RDP/Antena 2 e webcast.



 
3.2.06
 

Notícias da SQUIDCO:

Jazz & Improv fans: Portugal's excellent Clean Feed label introduce 8(!) new albums, including Vinny Golia and Joe Morris CDs; Tzadik's latest includes a new Zorn Filmworks, the great duo of Mark Feldman and Sylvie Courvoisier playing Zorn compositions, the complex rock of Muddy World and a minimalist Jon Gibson concert from 1979; we add the rest of Japan's Doubtmusic label to our roster (Kato Hideki, Kazutoki Umezu, Mats Gustafsson and Andrew d'Angelo); 2 new releases on Ayler Records; 3 Asian Improv CDs including new Tatsu Aoki and Jason Kao Hwang; Collectif Inaudible and News from the Shed on Emanem, while psi brings us Agusti/Gustafsson and Louis Moholo's last London release with Evan Parker and company; Fred Frith/Carla Kihlstedt and Stevie Wishart improvise on Intakt; James Blood Ulmer's Odyssey band is back at long last on Pi Recordings, while we fill in Pi back-catalog; Dorgon is pitted against Greg Kelley; Han Bennink meets Dave Douglas on Songlines while Anthony Braxton teams with Douglas on Splasc(h).

 
jazz, música improvisada, electrónica, new music e tudo à volta

e-mail

eduardovchagas@hotmail.com

arquivo

setembro 2004
outubro 2004
novembro 2004
dezembro 2004
janeiro 2005
fevereiro 2005
março 2005
abril 2005
maio 2005
junho 2005
julho 2005
agosto 2005
setembro 2005
outubro 2005
novembro 2005
dezembro 2005
janeiro 2006
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
agosto 2006
setembro 2006
outubro 2006
novembro 2006
dezembro 2006
janeiro 2007
fevereiro 2007
março 2007
abril 2007
maio 2007
junho 2007
julho 2007
agosto 2007
setembro 2007
outubro 2007
novembro 2007
dezembro 2007
janeiro 2008
fevereiro 2008
março 2008
abril 2008
maio 2008
junho 2008
julho 2008
agosto 2008
setembro 2008
outubro 2008
novembro 2008
dezembro 2008
janeiro 2009
fevereiro 2009
março 2009
abril 2009
maio 2009
junho 2009
julho 2009
agosto 2009
setembro 2009
outubro 2009
novembro 2009
dezembro 2009
janeiro 2010
fevereiro 2010
junho 2011
maio 2012
setembro 2012

previous posts

  •   Na edição de 2012 do Festival Música Viva, e...
  • Fabula (CS 220) dá título à peça única improv...
  • Jazz em Agosto 2012
  • jonas kocher ~ soloAlors que son précédent disque ...
  • lefolk – weather to shorelefolk is audio/video art...
  • Cecil Taylor, Wadada Leo Smith, Peter Brötzmann, J...
  • Sun Ra: Space Is the Place[UbuWeb]Avant-garde jazz...
  • Tem saída prevista para Março próximo, na norte-am...
  • RELENTLESS (Sébastien Branche & Artur Vidal) Metal...
  • derrick hart – fall asleep to this [RB078][http://...

  • links

  • Improvisos ao Sul
  • Galeria Zé dos Bois
  • Crí­tica de Música
  • Tomajazz
  • PuroJazz
  • Oro Molido
  • Juan Beat
  • Almocreve das Petas
  • Intervenções Sonoras
  • Da Literatura
  • Hit da Breakz
  • Agenda Electrónica
  • Destination: Out
  • Taran's Free Jazz Hour
  • François Carrier, liens
  • Free Jazz Org
  • La Montaña Rusa
  • Descrita
  • Just Outside
  • BendingCorners
  • metropolis
  • Blentwell
  • artesonoro.org
  • Rui Eduardo Paes
  • Clube Mercado
  • Ayler Records
  • o zurret d'artal
  • Creative Sources Recordings
  • ((flur))
  • Esquilo
  • Insubordinations
  • Sonoridades
  • Test Tube
  • audEo info
  • Sobre Sites / Jazz
  • Blogo no Sapo/Artes & Letras
  • Abrupto
  • Blog do Lenhador
  • JazzLogical
  • O Sítio do Jazz
  • Indústrias Culturais
  • Ricardo.pt
  • Crónicas da Terra
  • Improv Podcasts
  • Creative Commons License
    Powered by Blogger