Auditório Municipal da CMS: 29 Out. Dave Holland Quintet; 30 Out. Cindy Blackman Quartet; 31 Out. The Leaders; 1 Nov. Guy Barker Jazz Orchestra //Seixaljazz Clube: 29 Out. The Electrics; 30 Out. BRP; 31 Out./1 Nov. The Fringe
Cai bem, a música do britânico March Rosetta (aka Thomas Carter), que hoje mesmo estreou um projecto de música electrónica assaz cativante. To Wash Against the Hudson River Running, a que não faltam guitarras, piano, percussão e outros instrumentos convencionais, explora alguns aspectos das inesgotáveis relações entre o ar vibrante e o silêncio. Gosto disto, sobretudo pela noite dentro. Edição da Clinical Archives.
Para comemorar os seus 50 anos de vida, a Deutsche Harmonia Mundi editou no verão passado uma caixa contendo 50 CDs, totalmente dedicada à música barroca e à música antiga. Hengelbrock, Camerata Köln, Leonhardt, Kuijken, Cantus Cölln, Suzuki, Almajano, Al Ayre Espanol, Bylsma, Sempé, Savall, Figueras, Schola Cantorum, L’Arte Dell’Arco, Canticum, Jacobs, Pro Cantione Antiqua, Deller, Collegium Aureum, Ensemble Rebel, La Petite Bande, Perl, Daniels, McGegan, Tafelmusik, Hogwood, The Harp Consort, Freiburger Barockorchester ... na Amazon francesa custou-me à volta de € 45.
BOTTICINO JAZZ '08(prima edizione) 27-28-29 OTTOBRE 2008 Teatro Lucia - Botticino (Brescia) Italia
Produzione: Comune di Botticino e Centro Lucia Servizi Direttore Artistico: Luigi Settala Direttore Esecutivo: Maria Teresa Porteri
«La prima edizione di Botticino Jazz è dedicata alla fertile scena dell'avanguardia newyorchese che ruota attorno alla figura del contrabbassista William Parker ed al massimo ispiratore delle istanze rivoluzionarie nella comunità afroamericana, Amiri Baraka. L'incontro tra le due grandi personalità ha dato vita al complesso progetto sulla musica di Curtis Mayfield che concluderà il programma. Dave Burrell, Hamid Drake, Sabir Mateen e gli altri brillanti artisti dell'entourage di William Parker hanno elaborato un'espressione radicale ben conscia della tradizione ereditata da tutta la storia della musica nera, che ha permesso loro di raggiungere una ricchezza tematica e stilistica sorprendente. Il festival presenterà anche i concerti del quartetto di Corrado Guarino ed il solo di Fabrizio Puglisi, musicisti italiani di notevole livello spesso ingiustamente ignorati dalla critica e dal pubblico».
Kurt Elling Quartet, Steve Coleman and Five Elements, Django Bates and StorMCHaser, Marcus Strickland Quintet, The Cookers, Kenny Barron Trio e Metropole Orchestra – com direcção de Vince Mendoza e com Peter Erskine como solista convidado – compõem o cartaz da 17ª edição do Guimarães Jazz que terá lugar no Centro Cultural Vila Flor entre 13 e 22 de Novembro.
Se a coesão e a qualidade das propostas de outras edições têm sido uma imagem de referência do Festival, este ano não será excepção, com um programa que deseja afastar-se dos formatos apresentados em anos anteriores, explorando novos projectos e formações, mantendo contudo inalterável a estrutura dos concertos e a consistência das escolhas. Para além dos concertos, o Guimarães Jazz 2008 apresenta também um amplo programa de actividades que inclui as já históricas jam sessions, oficinas de jazz, uma conferência com Django Bates, exposições, cinema, entre outras.
A primeira série de concertos foi estruturada seguindo uma ideia que assenta na diversidade de estilos e na multiplicidade das formas. Para além das suas próprias singularidades, as escolhas da primeira semana do Festival têm como elemento agregador a predominância da voz, experimentada sob diferentes abordagens e contextos. Com Kurt Elling (13 de Novembro), a voz é retomada na visão clássica de cantor de jazz, acrescida de novas ideias nas reinterpretações do legado musical deixado por grandes nomes da história do jazz cantado. Steve Coleman and Five Elements (14 de Novembro), um dos nomes fundamentais da M-Base, procuram uma integração de estilos musicais apoiados num poderoso sentido rítmico, recorrendo à voz como mais um instrumento na unidade do quinteto. Com Django Bates and StormChaser (15 de Novembro), o seu novo projecto para orquestra, a música encontra pontes e contactos com toda a espécie de objectos sonoros do quotidiano, enquanto a voz é utilizada para passar mensagens mordazes através de um apurado sentido de humor, ao mesmo tempo que se desdobra como mais um instrumento no âmbito da orquestra.
No segundo fim-de-semana, o programa mantém um conjunto de pontos musicalmente identificativos e já desenvolvidos em anos anteriores, acrescidos de mais uma nova experiência musical produzida por um projecto para grande orquestra, nunca antes apresentado. A começar a segunda volta de concertos está o Quinteto de Marcus Strickland (19 de Novembro), liderado por um dos mais novos e promissores instrumentistas do jazz actual. Este concerto reitera o interesse do Guimarães Jazz em dar a conhecer artistas talentosos em ascensão na cena jazzística internacional. Segue-se uma celebração do 70º Aniversário de Lee Morgan (20 de Novembro), um extraordinário trompetista precocemente desaparecido, com a reunião de um conjunto notável de boppers, destacando-se as presenças de Bennie Maupin e Billy Harper, músicos que tocaram com Lee Morgan, além de David Weiss, Cecil McBee e Billy Hart, numa celebração cujo significado remete para um momento histórico de consagração. Kenny Barron Trio (21 de Novembro) reafirma o interesse do Guimarães Jazz em explorar o piano trio como proposta fundamental e essencial na determinação da identidade deste Festival, servindo também meio de divulgação e momento de culto no contexto do programa. Por fim, a Metropole Orchestra (22 de Novembro) traz um grupo alargado de 60 músicos, sob a direcção de Vince Mendoza, um dos mais importantes compositores e arranjadores da actualidade. A Metropole Orchestra, com Mendoza e Peter Erskine como solista convidado, propõe-se a tocar composições da autoria de Vince Mendoza, Wayne Shorter e Joseph Zawinul, temas fundamentais do legado do jazz adaptados e arranjados para grande orquestra. Os bilhetes para o Guimarães Jazz encontram-se à venda no Centro Cultural Vila Flor.
«Os próximos días 31 de outubro e 28 de novembro terán lugar os dous concertos que compoñen o Festival Fase de Música Improvisada 2008 (FFMI) na súa primeira edición. Este festival está organizado pola Asociación Cultural Fase coa axuda da Fundación Luis Seoane. O día 31 de outubro terá lugar a primeira colaboración en directo entre o neerlandés Jozef Van Wissem (laúde) e o galego Miguel Prado (guitarra). O segundo concerto será o 28 de novembro e constituirá a primeira actuación en Galicia do dúo formado por Radu Malfatti e Taku Unami, dous dos músicos máis activos na música de vangarda actual. Ambos concertos comezarán ás 22.30 h e serán de entrada libre. Terán lugar no salón de actos da Fundación Luis Seoane, A Coruña».
«Generalmente trato de usar este espacio para explicar a veces de manera mas acertadas otras no tanto de que trata cada pieza musical que editamos en audio:808. La verdad es que no tengo sufientes palabras que puedan explicar un disco que nació desde la alegría y terminó como un desahogo. Por momentos me dieron ganas de tirar todos los tracks y empezar de nuevo, por momentos asumido en una tristeza compleja no sentía que estas musicas representaran mi estado de ánimo. Lo concreto es que el disco esta aqui, lo pueden descargar, no creo que nunca lo toque en vivo, dado que nació con vida y terminó con muerte. Después de un tiempo largo entendí el significado fantástico y religioso que significa el limbo. ojalá que encuentres a tu hijo allí». - Roberto Massoni
Em caminhada pela serra, meditava eu sobre isto de se ser democrata ou republicano nos dias de hoje, e nas eleições norte-americanas de dia 4 de Novembro, nas quais, como se diz, toda a gente deveria poder votar. Numa revisão da música de Charles Mingus, ocorreu-me a história de Fables of Faubus, o lendário tema composto pelo contrabaixista, publicado em duas versões diferentes: a que veio a ser originalmente incluída em Mingus Ah Um (Columbia, 1959) como Fables of Faubus, mais polida que a outra que veio a ser intitulada Original Faubus Fables, e passou a fazer parte do álbum Charles Mingus Presents Charles Mingus (Candid, 1960), esta última, com a letra que ficara de fora da edição Columbia, casa que deve ter achado a letra um bocadinho controversa e como não queria problemas com o poder vigente, o melhor era cortar as palavras. É que Fables of Faubus refere-se ao episódio protagonizado por Orval Eugene Faubus (1910-1994), o governador democrata (e progressista!) do Arkansas que, em 1957, proibiu nove estudantes negros de frequentar a Central High School, em Little Rock, a terra de Bill Clinton, por curiosidade. Era assim com o partido democrata de então, o mesmo de onde vai sair a eleição do primeiro presidente negro da história da América, 50 anos depois da Little Rock Crises e da segregação estudantil que vigorava segundo das leis federais daquele tempo. Dá que pensar. Na altura Charlie Mingus escreveu: Oh, Lord, don't let 'em shoot us! / Oh, Lord, don't let 'em stab us! / Oh, Lord, don't let 'em tar and feather us! / Oh, Lord, no more swastikas! / Oh, Lord, no more Ku Klux Klan! / Name me someone who's ridiculous, Dannie. / Governor Faubus! / Why is he so sick and ridiculous? / He won't permit integrated schools. / Then he's a fool! Boo! Nazi Fascist supremists! / Boo! Ku Klux Klan (with your Jim Crow plan) / Name me a handful that's ridiculous, Dannie Richmond. / Faubus, Rockefeller, Eisenhower / Why are they so sick and ridiculous? / Two, four, six, eight: / They brainwash and teach you hate. / H-E-L-L-O, Hello.
Fables of Faubus: John Handy, Booker Ervin, Shafi Hadi, Jimmy Knepper, Horace Parlan, Charles Mingus e Dannie Richmond.
Deve haver mais gente a quem isto acontece: de vez em quando tenho que voltar a ouvir Thick as Brick, Jethro Tull. Conheci-o em 1974 e de então para cá ouvi os dois temas de lado inteiro centenas de vezes. O Brick é o melhor disco dessa combinação irrepetível de rock, folk, blues, jazz, música medieval e sei lá que mais, a que se convencionou chamar rock progressivo, numa sucessão de temas, variações, secções, intersecções, interlúdios e transições. Ian Anderson, então com 25 anos, sabia fazer isso muito bem. Tal como fazer crer ao povo ouvinte que teria sido um puto de 8 anos, o tal Gerald Bostock da lenda prodigiosa, a escrever aqueles textos... pois sim. Durante décadas a especulação à volta do disco, letra e música, foi grande e ainda continua. O que importa é que, com Mr. Anderson, de 1971 (Aqualung, outro caso especial) a 1979, cada cavadela foi minhoca certa, sendo que Thick as a Brick dá mesmo p'os peitos a um cavalo (Heavy Horses). E envelheceu bem, o que não aconteceu com grande parte do prog complexo que se fez na altura. Este anda no leitor de mp3. É excelente para passear pelo campo. Quando entra a guitarra acústica no início da segunda parte (lado B do LP) depois de uma brilhante introdução de 4'04, é de ir às lágrimas com tudo o que se segue até ao fim do disco. Jethro Tull em 1972: Ian Anderson (voz, flauta, guitarra, violino, saxofone, trompete); Martin "Lancelot" Barre (guitarra e alaúde), John Evan (órgão, piano e cravo), Jeffrey Hammond-Hammond (baixo eléctrico) e Barriemore Barlow (bateria e percussão).
Novo disco do Trio Sowari (Phil Durrant, Burkhard Beins, Bertrand Denzler) na francesa Potlatch. A receita electroacústica que aplicaram no anterior Three Dances (2005) está na base de Shortcut, gravado em 28 e 29 de Novembro de 2006, em La Muse en Circuit, França. «Il s'agit du second enregistrement du Trio Sowari. Le premier paru également sur Potlatch début 2005, avait révélé une formation surprenante par la richesse de ses propositions sonores et la subtilité d'un jeu interactif habilement renouvelé. Ce nouvel enregistrement montre à quel point le trio a atteint une phase de maturité et est devenu un groupe emblématique de l'improvisation électro-acoustique». A não perder, a prestação ao vivo do Trio Sowari no âmbito da 14ª edição do London Musician's Collective (LMC) Festival of Experimental Music: Trio Sowari live at the 14th LMC´s Festival, London 2005. Recomendo a audição das gravações do arquivo LMC, onde constam parte das 14ª e 15ª edições, bem como da 30 year concert series.
No 80º aniversário de Albert Mangelsdorff (1928-2005), a Universal teve a luminosa ideia de ir às caves, recuperar e reeditar em CD os LPs que o trombonista e compositor alemão gravou nos anos 60 e 70 para a MPS (Musik Produktion Schwarzwald). Assim, foram editados dois sets de 5 CDs cada e dois CD duplos (Solo e Live), o que totaliza 15 álbuns, apresentados com capas e anotações idênticas às originais. Volta agora a ser possível ouvir preciosidades como Zo-Ko-Ma, Never Let It End, The Wide Point, A Jazz Tune I Hope, Trilogue - Live!, Live in Montreux e outros que ajudaram a construír o grande nome de Albert Mangelsdorff. Àqueles, somam-se Albert Mangelsdorff And His Friends, Die Opa Hirchleitner Story, Tension!, e Now Jazz Ramwong-In Asia. Com Albert, Attila Zoller, Colin Wilkie, Joachim Kühn, Gunter Hampel, Pierre Favre, entre outros. Mangelsdorff Originals, na JazzEcho, por exemplo.
Num exclusivo dirigido à mente e ao coração dos passageiros do Jazz e Arredores, Carlos Santos compôs e ofereceu Leaking Basket, conjunto de seis temas que «partem da manipulação digital de field recordings compostas em estúdio, onde se acentuam texturas e timbres dissimulados no material originalmente capturado. Recorrendo à filtragem espectral ou a processos de pitch shifting, de modo a colocar em evidência a musicalidade dos "aparentes" sons quotidianos, criam-se atmosferas sonoras imersivas». Um abraço e o agradecimento ao Carlos Santos pelo excelente trabalho gráfico e sonoro.
Sáb, 25 Out - 22h @ O Século Rua de 'O Século', 80 - Lisboa
Concerto com espacialização sonora e dupla projecção video. Apropriação poética da cidade de Évora, através da manipulação digital da paisagem visual e sonora numa perpectiva contemporânea.
Improvisations for George Riste, titula o mais recente disco da London Improvisors Orchestra(LIO), formação cujo início de actividade data de há uma década, e inclui grandes figuras da cena inglesa, como são Lol Coxhill, Evan Parker, John Butcher, Philipp Wachsmann, Steve Beresford, Harry Beckett, Simon Fell, Mark Sanders e Pat Thomas (17, ao todo). O disco reúne quatro improvisações datadas de 2003 e 2007 e está acessível através da psi/emanem ou da bruce’s fingers.
Chega-me à mão notícia de que Komplektatzija-1 – compilação originalmente editada pela GOST Records, que deu uma panorâmica abrangente da actividade experimental de Perm, cidade russa dos Urais – desapareceu do mercado de CD-R logo após ter visto a luz do dia em 2006. Entretanto, a Concrete Beam Production recolocou a música ao dispor dos ouvintes com gosto pelo experimentalismo russo com acentuada propensão para as texturas saturadas e para os movimentos para-industriais pesados.
Umbrellas in the Rain, é o nome artístico por que dá o vienense Andrei Bernhard. Há um lado tocante e ingénuo na música de Bernhard que acorda emoções e vivências passadas, possam elas ser mais distantes, algures no recôndito da infância perdida, ou num qualquer fim de verão que ficou para trás. Tome-se o caso de Tiny Dream, por exemplo, a canção que abre a sequência, e vá-se lá a gente não recordar de quando se era novinho... É tão bom ser pequenino / Ter pai, ter mãe, ter avós... . Parece até que se ouvem os carris desengonçados da máquina do tempo. Aquela e as outras peças electroacústicas de Wieder Daheim convidam-nos a empreender a tal viagem, uma revisão de imagens de arquivo à boleia de um punhado de canções ambientais sem palavras, a que não falta o toque experimental – aquilo que o autor, em síntese, designa por ‘sad music for sad people’ – para cuja confecção são usados instrumentos acústicos, como o xilofone, mas também teclados, acordeão, guitarras eléctricas, field recordings processadas e meios electrónicos sortidos. A mim, que descarreguei e passei os ficheiros a CD-R para ouvir repetidas vezes em viagem nocturna de ida e regresso a casa, pareceu-me muito bem empregue o tempo dedicado a Wieder Daheim, uma das melhores edições da mui apreciada test tube. Felizmente, Pedro Leitão está atento e não deixa escapar pequenas pérolas como esta, que depois oferece a quem se interessar. Agradeço.
O californiano Ben Stapp deambulou um pouco pela Europa até que aportou a Lisboa, onde permaneceu durante alguns anos. Aqui estudou, ensinou e tocou com músicos locais. Actualmente a residir em Nova Iorque, Stapp acaba de editar o seu primeiro disco como líder. Ecstasis, publicado na Uqbar Music, expõe composições originais do tubista, que, como o próprio conta nas notas, “passaram por inúmeras fases durante a estadia em Portugal”. São nove as composições de Ecstasis, estruturas abertas, de extrema flexibilidade, por onde passam correntes de ar capazes de veicular tanto a expressividade robusta de Tony Malaby, em saxofones tenor e soprano, como o som encorpado e elegante das linhas melódicas, rítmicas e harmónicas da tuba, que aqui desempenha com eficácia o papel de densificador do fluxo criativo; e a percussão sinuosa do japonês Satoshi Takeishi, que aprofunda os procedimentos e alarga o campo de audição. É difícil escolher uma ou duas faixas de Ecstasis, sinal de que o disco vale sobretudo pelo conjunto multifacetado, revelador da escrita sólida de Stapp compositor e da capacidade de improvisação colectiva de um trio nascido ao cabo de um par de ensaios. E assim se fica de ouvidos presos à música de Ben Stapp, uma voz que reconheço como uma das mais promissoras da moderna música improvisada que tem no jazz a sua referência primordial, e à qual o músico associa um distintivo e refrescante tempero afro-mediterrânico. Ecstasis. Pessoalmente, agrada-me bastante o resultado. Dá-lhe, Benjamin!
Alípio C Neto Trio Alípio C Neto_saxofones Masa Kamaguchi_contrabaixo Federico Ughi_bateria
O jazz como linguagem em constante mutação, expressão do instante agudo da experiência artística musical que propõe a curiosidade pelo novo. Federico Ughi, que gravou e trabalhou com Daniel Carter, William Parker, Ed Schuller, Sabir Mateen, Roy Campbell Jr., Steve Swell, Steve Dalachinsky, Andrea Parkins e Steve Gauci (entre outros), junta-se ao contrabaixista japonês Masa Kamaguchi, que tem actuado ao lado de Frank Kimbrough, Paul Motian, Ben Monder, Tony Malaby e Ron Horton, para acompanhar Alípio C Neto neste novo projecto, ALÍPIO C NETO TRIO, "POWER" TRIO.
A obra do maestro, compositor e figura de relevo da cultura chilena, Gustavo Becerra-Schmidt, coligida em três fascículos pela netlabel Pueblo Nuevo. Becerra-Schmidt (n. 1925) estudou na Universidade do Chile (1949), onde leccionou a partir de 1952 nas disciplinas de análise e composição. Entre 1954 e 1956 residiu na Europa. Foi director do Instituto de Extensão Musical (1959-63) e secretário geral da Faculdade de Música da Universidade do Chile (1969 a 1971). Foi adido cultural da Embaixada do Chile em Bona, Alemanha. La música electroacústica de Gustavo Becerra (Homenaje a sus 80 años). Revista Musical Chilena.
«There are no two ways about it... Ian Hawgood is a superstar in the making. I'm lucky enough to have heard quite a bit of his material (under this name and his other guise - Koen Park) and I simply think it's awesome. This is a fabulous release and features soothingly beautiful electronic sounds that seem to come from an organic underworld of depth and beauty. Long, sweetly honed textures play over delightful background sounds and the melodic nature of the tones means that this is a complete joy from beginning to end. A big recommendation from me and something you should investigate without any hesitation. Class». - Mike Smallfish
Para comemorar uma década de actividade do Trio X (Joe McPhee, Dominic Duval e Jay Rosen), a CIMPoL (por extenso, Creative Improvised Music Projects on Location), subsidiária da CIMP/Cadence Jazz Records, lançou uma caixa de 7 discos em edição limitada. Trio X on Tour 2006 (Limited Edition Box Set). Desta, destaca-se uma edição ainda mais limitada de cópias assinadas pelos artistas, pelo produtor (Bob Rusch) e pelo técnico de som (Marc D. Rusch) da CIMP. A caixa documenta um conjunto de sete concertos integrais realizados entre 2 e 9 de Outubro de 2006, e antecipa a nova digressão americana do trio, a decorrer ainda este mês. CD 1: St. Lawrence University; CD 2: Colgate University; CD 3: Chicago, IL; CD 4: Waukee, IA; CD 5: Greenbay, WI; CD 6: Detroit, MI; CD 7: Hamilton College. CIMPoL 5006-5012.
«The Rest Is Noise: Listening to the Twentieth Century [Alex Ross] is a voyage into the labyrinth of modern music, which remains an obscure world for most people. While paintings of Picasso and Jackson Pollock sell for a hundred million dollars or more, and lines from T. S. Eliot are quoted on the yearbook pages of alienated teenagers across the land, twentieth-century classical music still sends ripples of unease through audiences. At the same time, its influence can be felt everywhere. Atonal chords crop up in jazz. Avant-garde sounds populate the soundtracks of Hollywood thrillers. Minimalism has had a huge effect on rock, pop, and dance music from the Velvet Underground onward (...)».The Rest is Noise...ou Noise, que vai dar ao mesmo, mas é mais barato.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) promove no dia 23 de Outubro, quinta-feira, um concerto com o quinteto Woods. Integrado no projecto de dinamização do Espaço APAV & Cultura, este concerto tem lugar na sede da APAV (Rua José Estevão 135-A, ao Jardim Constantino, em Lisboa), às 19h. O grupo Woods é constituído por Bruno Parrinha (clarinete alto e clarinete), João Camões (viola), João Parrinha (bateria), João Pedro Viegas (clarinete baixo) e Miguel Mira (violoncelo). O quinteto concentra a sua atenção na música de câmara improvisada, viajando do jazz à música electroacústica, das novas correntes reducionistas à música mais orgânica. Ao vivo o grupo utiliza peças escritas e improvisação livre, num registo intimista que joga com as componentes tímbricas dos instrumentos. Entrada gratuita sujeita a confirmação prévia, devido ao número limitado de lugares, para: nunocatarino@apav.pt ou 21 358 79 15.
Rafael Toral news:Já está disponível a edição em vinil do Space Elements Vol. I, pela TAIGA. Uma edição com colagem de João Paulo Feliciano na capa (como todas desta série), design de Helder Luís, e prensada em vinil "audiophile" de 200g, transparente. Também em edição limitada em vinil azul transparente. Participam Rute Praça (violoncello), César Burago (percussão), David Toop (flauta), Margarida Garcia (contrabaixo eléctrico) e uma aparição especial de Sei Miguel (pocket trumpet) e de Fala Mariam (trombone alto). A edição CD sai daqui a duas semanas, pela Staubgold.
«O programa REVERBERAÇÕES nº 6 pela dAdA RAdiO e pela rAdiO EsCUTA do CCJ, apresenta um caledoscópio de sons sob licenças livres. Neste programa começamos com: Bernd Burnson & Simon Schimpf com o album The Jazz Massacre publicado pela Netlabel Headphonica.HOTEL 7 com o disco homônimo fazendo um house jazzificado e publicado no portal de musicas sob licenças creative commons, JAMENDO que remunera os artistas, segundo o número e cliques. Ainda deste potal tocamos o artista Obviously Grimy com electro-triphop-jazz com seu The Idiot Who Would Be King e o produtor e músico Tom La Meche com seus improvisos de guitarra sobre bases programadas no album Hypnotic Project. Um interlúdio com Out Level ao vivo na radio zero Espaço Ilimitado - Cenários Sonoros para a netlabel de etiqueta Merzbau. Depois Uniquetunes com seu primeiro trabalho Inner Smile Volume 1 publicao pela Netlabel red, embora o grupo já esteja no selo Bump Foot japonês. Finalizando o programa o eperimentalismo eletrônico do produtor e dj Bazaar pelo selo de Hamburgo na Alemanha Kreislauf.org e também da Alemanha o duo Pentatones com o album Mosaique Beats Boa escuta... e ótimas reverberações!!!»
«Curated by Claudia Gould and Stephen Frailey, ‘The Voices of Paul Bowles’ [1910-1999] is an audio portrait combining some of the composer’s music with readings from his own texts, morrocan traditional music and location recordings from Tangier and Morroco where he lived from 1947. The most striking device is the handsome and warm voice of Bowles reading through his writings. Also notable are the lively field recordings of folk local music Bowles made himself in 1959 (tracks #01, 03, 06 & 09). The simoon (my conjecture) heard at the end of ‘The Garden’, track #08, is a short but evocative recording of a North Africa typical wind. Bowles own compositions are exquisite vignettes full of humour and wit. A microcosm in itself, a day in the life of Paul Bowles, the tape starts with the muezzin’s morning call to prayer and ends with dogs barking at sunset, an amazing barking chorale recorded amid the rising desert wind. A poignant conclusion to an utterly beautiful tape». UbuWeb Sound
Retomei hoje o contacto, agora via disco, com o Combo Recife de Improviso. A designação diz quase tudo o que importa saber quanto ao propósito, género cultivado e origem geográfica do projecto: trata-se, como é evidente, de um colectivo de improvisação oriundo de Recife, Pernambuco, Brasil. Sem contar com 'Impro' (Cumshot Records), disponível para descarga via archive.org, ou através da página pessoal de Thelmo Cristovam. Thelmo é um activo dinamizador de vários projectos e grupos nas áreas do free jazz e da improvisação livre, em Olinda, Pernambuco. O Combo Recife de Improviso, de formação variável, dedica-se por inteiro à improvisação extrema, no sentido que Derek Bailey professava (embora longe da Escola Inglesa), em que nada é pré-estabelecido e tudo deve acontecer de forma livre, franca e espontânea no momento em que os músicos se encontram, sejam eles quem forem, conquanto apareçam à hora da actuação. Ao que sei, antes deste Untitled #03, que a editora britânica dead sea liner se prepara para editar, o grupo lançou outros quatro discos em momentos e combinações diferentes. Desta formação do CRI, habitualmente mais alargada, fazem parte Thelmo Cristovam: guitarra acústica, objectos e c-melody saxofone; Túlio Falcão: sintetizador, leitor de CD e violino, e Arthur Lacerda, guitarra eléctrica, objectos e aparelhos diversos. Os três músicos contribuem com idêntico e eficaz protagonismo para a trama que se joga nos seis temas (Trio #01 a #06), baseada em drones descontínuos de sintetizador aquoso, sobre os quais são semeados fragmentos de guitarra acústica e eléctrica, violino e restante bricolage sortida, utilizada para preencher espaços e sublinhar o passo lento, suave e vagaroso da procissão, a que não faltam convenientes e bem colocados pontos de ebulição. A tonalidade geral do preparado é ambarina, com laivos de cores claras e ocasionais incandescências electrizantes. Deveras agradável. Thelmo Cristovam e a rapaziada de Olinda estão de parabéns. E, mais que isso, merecem atenção.
Noite de festa na BBC Radio 3. Jez Nelson programou para o 'Jazz On 3' de hoje um concerto com o Sonny Simmons Quartet, em sessão pública gravada no Vortex Jazz Club, de Londres. Mais logo, quando forem 23h15 locais, e durante toda esta semana, em webcast. The Sonny Simmons Quartet at the Vortex Jazz Club: Sonny Simmons (saxofone alto e trompa), Derek Saw (trompete e trombone de válvulas), John Jasnoch (guitarra eléctrica e oud) e Charlie Collins (bateria, cajon, waterphone e percussão).
Interessante descoberta, esta do guitarrista russo Andrey Popovskiy. Entre muitas outras coisas que ouvi este fim-de-semana, dediquei-me à escuta atenta e repetida deste Pobriakushki, edição da sempre surpreendente Clinical Archives. Pobriakushki [ca170] reúne um conjunto de 11 improvisações em guitarra acústica, gravadas no Experimental Sound Gallery, em São Petersburgo, Rússia, Maio de 2008.
A Miso Music Portugal informa que estão abertas as candidaturas para residências de criação no Laboratório Electroacústico de Criação (LEC). Este estúdio, que tem por objectivo estimular a criação musical oferecendo aos jovens compositores condições de trabalho para a composição electroacústica, acolheu já uma dezena de compositores nacionais e internacionais desde a sua fundação em 2005. As candidaturas estão neste momento abertas para o ano de 2009. Os interessados deverão enviar uma descrição do projecto de obra que pretendam vir a realizar/desenvolver no LEC, um curriculum vitae e outras informações que julguem necessárias à apreciação da sua candidatura, incluindo gravações e partituras de sua autoria. Poderão adicionalmente enviar cartas de recomendação. As candidaturas de residência para 2009 deverão ser recebidas até ao dia 30 de Novembro de 2008. Esclarecimentos adicionais: tel: 214575068 / email:pedroferreira@misomusic.com
Rui Neves retomou o podcast 'Músicas no Plural' na Fundação Gulbenkian: «Um percurso de escolhas investido em várias tipologias actuais da Música, as mais inovadoras e menos convencionais, um recenseamento do que não é de imediato visível e audível, neste século XXI em que se instituiu a nova Era do Digital». Edição de Tiago Jónatas.FCG SM: Podcasts Músicas no Plural.
Jacques Demierre (n. 1954), pianista e improvisador suíço, mantém desde há anos uma actividade regular como colaborador de músicos da mesma e numerosa família europeia, norte-americana e japonesa, a par do trabalho regular sobre o piano solo. Se, quanto à primeira faceta, abundam os exemplos de actividade partilhada (ouçam-se, a título ilustrativo e sem intenção de esgotar o assunto, os discos publicados pela suiça Intakt Records, com Barry Guy, Lucas Niggli, Sylvie Courvoisier, Hans Koch, Martin Schütz, Fredy Studer, Andreas Marti e Stephan Wittwer), a abordagem individual do piano, ainda que frequente, tem sido menos documentada. No campo da intervenção individual, a netlabel Insubordinations publicou em 2006 Black/White Memories, cuja audição se recomenda. Preenchendo esta “lacuna”, saiu recentemente na Creative Sources Recordings um volume de Demierre exclusivamente em piano solo, sessão gravada em Abril de 2007, num estúdio de Berlim. One is Land, inspirado no minimalismo abstracto de Robert Lax, é composto por duas peças de longa duração (Sea Smell, 23’20; e Land Smell, 19’46), ambas estruturadas como sequências de notas, com intervalos mínimos, quase imperceptíveis. Na primeira, Demierre cria blocos de notas percutidas, estruturados em fiadas contínuas, fragmentadas e irregulares, de cor e intensidade variáveis, que emprega no acto de transformar o piano numa orquestra percussiva de muitos timbres. Na segunda, complementar e contrastante no uso que faz do piano preparado, Demierre favorece o trabalho dentro e fora do instrumento, agora sem o ataque denso e cerrado da primeira parte. Neste aspecto, Land Smell é todo delicadeza minimal, silêncio e suspensão, espécie de bailado microscópico que privilegia a contenção à exuberância sobrecarregada de energia cinética de Sea Smell, por via do macio afagamento das cordas. Da combinação das duas partes resulta um conjunto de belo efeito, que se vai descobrindo nos seus infindáveis pormenores a cada nova audição.
«The harsh Canadian winter served as the backdrop for the creation of these tracks, and while there may be a certain oppressiveness to its roots, the resulting sounds progress from darkness to light. The sonic spectrum on display here slowly builds in complexity at first, with more and more elements layered over a similar low-ringing drone. A slight stylistic shift takes the music to a slightly higher pitch and a more gentle tone for the final two tracks, with buzzes and drones intertwined in a mesmerizingly thick blanket of static».
The Complete Detroit Jazz Center Residency (28-CD Box Set). Reedição pela Transparency da caixa de 28 discos que ilustra a estadia de Sun Ra em Detroit. Ao todo são onze concertos integrais, realizados durante a curta residência da Arkestra no Detroit Jazz Center entre 26 de Dezembro de 1980 e 1 de Janeiro de 1981. The Complete Detroit Jazz Center Residency, de que já havia sido publicado um excerto em Beyond The Purple Star Zone, inclui sobretudo inéditos e é vintage Sun Ra com a Omniverse Jet-Set Arkestra, daquele que é por muitos considerado o melhor período do mestre, toda a década de 70, em particular os últimos anos. Sun Ra and his Omniverse Jet-Set Arkestra em 26 horas de música distribuídas por 90 composições: Sun Ra em órgão, sintetizador e piano, Marshall Allen e John Gilmore, saxofones; Michael Ray e Walter Miller, trompetes; June Tyson, voz e dança; Tony Bethel, trombone, Vincent Chancey, trompa; Danny Thompson, contrabaixo e flauta; James Jackson, fagote; Skeeter McFarland e Taylor Richardson, guitarras; Richard Williams, contrabaixo; e Luqman Ali, bateria.
São 52 as faixas reunidas neste cacho de obras musicais, num total de cerca de 4 horas e meia de som electrónico experimental, distribuídas por três segmentos, Red, Blue e Yellow. Para começar a desbravar a farta abundância que constituiu a escolha da NTNS Radio nos meses de Julho, Agosto e Setembro passados, o melhor, primeiro, será talvez passar os olhos pela página da archive org (pela ordem Blue, Red e Yellow) e consultar a impressionante lista de artistas, álbuns e netlabels que fazem parte do acervo. Depois, é só ouvir no leitor da archive e/ou convenientemente descarregar para o leitor de mp3. NotTheNormalShit Radio.
«Radical free/spontaneous music/art ensemble, Electronoise Group (ENG), founded in early 2006 by Japanese-American sound artist, shotahirama, is making concrete drone sounds with free-improv expression. Using laptop, tape-operation, and tape-loop, generated guitar, the project ideal is to express the content of various psycho-pathalogical conditions, especially depressive psychosis and paranoia. Also making an art design, a photomontage with strong attention to DaDa and Bauhaus. Members include shotahirama and laptop guitarist Toshitaka Ikeda».
Sabato 11 Ottobre 2008 - ore 22:00 «Il Kinà Art Café riapre la stagione degli eventi live con un concerto d’eccezione. Protagonista della serata è il quintetto Harafè. Il quintetto Harafè nasce dalla collaborazione tra il trombettista Angelo Olivieri ed il sassofonista Alípio Carvalho Neto, due musicisti che hanno suscitato l’attenzione di pubblico e critica per le capacità di innovazione dimostrate nell’ambito del jazz e della musica improvvisata, accompagnate da un profondo rispetto della tradizione. L’incontro musicale tra i due avviene tra Lisbona e Roma e si concretizza a Marino nei locali del Kinà Art Cafè. Qui in Agosto viene registrata una session di musica improvvisata che porterà alla realizzazione di un CD in produzione per jèi (collana di jazz e musica improvvisata delle edizioni Terre Sommerse). Il CD, realizzato in collaborazione con l’associazione culturale Giazzè e il Kinà Art Café, sarà sul mercato all’inizio del prossimo anno. Alla registrazione prendono parte il chitarrista Ezio Peccheneda, il contrabbassista Roberto Raciti e il batterista Federico Ughi, musicista romano trasferitosi a New York dove ha lavorato con musicisti del calibro di William Parker e Daniel Carter. Fin dalle prime note si intuisce come il lirismo di Olivieri e le pirotecniche evoluzioni del sassofono di Neto possano determinare le trame di una musica impreziosita dalla sapienza armonica di Peccheneda, dal groove di Raciti e dal drumming creativo di Ughi. Il risultato è una musica dal forte impatto e di grande energia che richiama talvolta gli elementi del funk e del ..rock come per la rivisitazione del classico dei Rolling Stones “Satisfaction”, ma che non rinuncia alle conquiste informali del jazz di ultima generazione. Quintetto Harafè: Angelo Olivieri – tromba; Alípio Carvalho Neto – sassofoni; Ezio Peccheneda – chitarra; Roberto Raciti – contrabbasso; Federico Ughi – batteria» - http://www.comune.marino.rm.it/.
O Passarinho voa a 14 de Outubro, na Aum Fidelity.
«William Parker's Quartet is the premier outlet for his (and their) immense and timeless talents. The group's first two albums are universally recognized as still-revealing exemplars of modern music. Here now is the third album -- Petit Oiseau aka 'Little Bird' -- a wholly new set of melodically, harmonically and rhythmically advanced compositions rendered by one of the greatest jazz bands the world has yet had the good fortune to bear witness to. Insinuating melodies and counter-melodies, layers upon layers of sound unfolding through dancing in your head and with your muscles 'n' bones. The band uses the launching pad of Parker's indelible tunes to explore the far reaches of collective improvisation and then returns home to move it back to you here on planet Earth. The music is delivered within a beautiful 6-panel digipak featuring extensive liner notes by William Parker and cover art by renowned modern master painter David Kroll. So eternally much here to enjoy, wrap yourself in sound and get alive with. Named after Little Bird (or Petit Oiseau in French), a character from one of bassist/composer William Parker's tone poems, this recording features eight original compositions, including works dedicated to musicians Malachi Favors, Alan Shorter and Arthur Williams. Other pieces take their inspiration from such diverse sources as the inherent rhythm of life and the nomadic people of Northern Europe."Its blend of tight inside and out playing, demon-possessed solos, and relentless groove delivers like no other band in jazz,' declared AllAboutJazz.com's Jeff Stockton. JunkMedia.org's Troy Collins adds, 'This quartet exemplifies the art of jazz improvisation at its most telepathic level, a group that will easily go down in the history books as revered as Miles Davis' second quintet or John Coltrane's classic quartet». - ExB Music Productions
Point of Departure, n.º 19, Outubro de 2008. What’s New? Por exemplo, a mesa redonda moderada por Bill Shoemaker no âmbito da edição deste ano do lisboeta Jazz em Agosto, na qual participaram Taylor Ho Bynum, Mary Halvorson e Barre Phillips. Ainda nesta edição: Bill Shoemaker entrevista Joe McPhee; Kevin Norton responde ao questionário de Travellin' Light; Art Lange conta que foi a Chicago conversar com Mike Reed. Places & Things. Brian Morton aborda o trabalho do String Trio of New York. Francesco Martinelli elabora acerca do berlinense Jazz Jamboree. Stuart Broomer, Ed Hazell, Art Lange, Brian Morton e Bill Shoemaker, ouviram uma catrefa de discos, entre os quais trabalhos de Lotte Anker/Sylvie Courvoisier/ Ikue Mori; Jorge Lima Barreto; Carla Bley; The Blue Notes; Uri Caine; Free Zone; Lafayette Gilchrist/David Murray; Ingrid Laubrock/ Liam Noble/ Tom Rainey; Rudresh Mahanthappa/ Mauger; Michael Moore/ The Persons; William Parker Quartet; Mario Pavone Double Tenor Quintet; Pendulum; Barre Phillips/ Joëlle Léandre; Bobo Stenson Trio; Trio Viriditas; Seymour Wright. Motivos de sobra para prestar atenção ao novo volume da Point of Departure.
Der Leuchtturm, novidade na berlinense Resting Bell. Kriipis Tulo e Mahi Bukimi, também conhecidos por Astrowind, acendem o farol e orientam a navegação por entre os escolhos da navegação pelo Báltico. A música, originada em sintetizadores analógicos do tempo da antiga URSS, segue pelas linhas de Somewhere the Music Had Been Played, um Resting Bell do ano passado. Der Leuchtturm foi gravado por meios analógicos no Tokctoka Studio, em Riga, Letónia, em Outubro de 2007. Design gráfico de Grisha Kochenov.
Aria Nativa: Paul Flaherty solo na Family Vineyard. Habitualmente na companhia alternada dos bateristas Randall Colbourne e Chris Corsano, este terceiro “épico” de um dos últimos expoentes do free jazz totalmente descomprometido com as estéticas passadas ou vigentes, encontra o saxofonista só e politicamente empenhado na crítica feroz aos desmandos da Administração Bush. O som arranhado, agreste e livre do tenor de Paul Flaherty, imediatamente identificável, é das coisas realmente boas que se pode ouvir. Em quatro peças musicais (Woman In The Polka-Dot Dress; I Don't Live Here Anymore; Weren't There Two of Them?; Moving Through the Darkness) e um poema de Ken DelPonte (No More America), na esteira do anterior Whirl Of Nothingness (FV, 2006), o veterano saxofonista de New England arrasa, expõe as suas convicções e dá-nos uma perspectiva pessoal, sombria e desencantada da América dos dias de hoje. Um requiem sob a forma de blues, vertiginoso, cru e duro como só Paul Flaherty pode e sabe. Uma espécie em vias de extinção? Não parece… . Edição em LP e em mp3 da Family Vineyard.
Frontal Grid (petcord), trabalho de Nodepet, nome artístico sob o qual por vezes actua o compositor alemão Olliver Wichmann. Novo episódio de expressionismo electroacústico nado e criado em computador. Em 2007, O. Wichmann publicou o excelente Concrete Muser na portuguesa Test Tube e logo depois Decay, também na alemã petcord, editoras ambas vocacionadas para as novas formas de expressão musical.
«Frontal Grid investigates the problems of spectromorphological mutations, deviations from a central pitch and approximity versus distance. How a simple phrase or an accidentally created sequence can be used for deriving entire arrangements and the way analogies can be built to retain the idea without literal repetition. In other words, I was more concerned about creating a composition structure that is suitable for developing a musical organism. Much like in photography, a composition is an arrangement of contrasts, differences and opposites that carry a common thread. The object is entirely irrelevant so long as the construction in itself is appealing. This is also the main reason for the absense of actual titles: whilst I feel the movement order makes some kind of sense, I prefer to leave the listener in the driver seat concerning his/her imagination».
Dave Holland no austríaco Saalfelden Jazz Festival com sexteto novo, a 23 de Agosto de 2008. O concerto passa esta noite (segunda-feira) às 23h15 no ‘Jazz on 3’ e durante toda a semana a qualquer hora em webcast. Com Holland, tocam Antonio Hart (saxofone alto), Sasha Sipiagin (trompete e flugelhorn), Robin Eubanks (trombone), Mulgrew Miller (piano) e Eric Harland (bateria). BBC Radio 3.
«Improvised music scene in Krakow seems to be very lively and rapidly developing. The recording here is a good example of what we mean. Well-known Swedish pianist, Lisa Ullen, came to the city in July and performed an astonishing concert with local musicians - the PROCESS ensemble, featuring Rafal Mazur on custom-made acoustic bass guitar, Rafal Drewniany on laptop and electronic devices, and Michal Dymny on electric guitar. Starting off with a low but intense sound the performance went into the area of unstoppable fury and passion. Four great musicians understanding each other almost perfectly made this slighlty more than 30 minutes a really enjoyable concert». Assino por baixo. Gravação ao vivo no Contemporary Art Centre Solvay, em Cracóvia, Polónia, a 25 de Julho de 2008.
Our Prayer, disco inédito do Chris McGregor Trio, sai para a rua a 13 de Outubro, com edição da britânica Fledg’ling. A música desta sessão deve muito ao processo criativo que Mc Gregor usava ao tempo na sua Brotherhood of Breath, orquestra que partia de bases melódicas marcadamente influênciadas pelo jazz sul-africano que ele e os seus contemporâneos haviam trazido para Londres, ao tempo do expatriamento por razões político-raciais. Our Prayer antecede outra jóia da discografia de Chris McGregor, recuperada em Maio deste ano: Up to Earth, do Chris McGregor Septet, disco que também ficara anos a fio dentro da lata a aguardar melhores dias e vontades mais esclarecidas. Além do pianista, participaram nesta sessão de 1969 Dudu Pukwana (saxofone alto), Mongezi Feza (trompete), Louis Moholo (bateria), John Surman (saxofone barítono e clarinete baixo), Evan Parker (saxofone tenor) e dois contrabaixistas à vez: Barre Phillips e Danny Thompson.
COOP CAVE ENSEMBLE ao vivo em Roma, Agosto de 2008 Alípio C Neto - saxofone tenor; Davide Piersanti - trombone; Fabrizio Spera - bateria; Federico Ughi - bateria (video: Rachele Gigli) Próximo episódio do Coop Cave Ensemble: 9 de Outubro, Teatro "IL CANTIERE" Via Gustavo Modena 92, Roma (Trastevere) / 22:00
Esta semana, na DMG:John Zorn's ARCANA Volume III Book, ERIK FRIEDLANDER'S Broken Arm Trio, Mary Halvorson/Jessica Pavone/Devin Hoff/Ches Smith, SUN RA'S 'SECRETS of the SUN,' Mostly Other People Do the Killing (w/ PETER EVANS), FAB TRIO w/ Fonda, Altschul & Bang, DIZZY REECE QT w/JOHN GILMORE, ANDREW HILL & CHICO HAMILTON Duo, DAVE HOLLAND SEXTET, FRANCISCO MELA w/ Jason Moran & Mark Turner, John Ettinger & Peter Forbes, Craig Green & David King, OK/OK, VAN DER GRAAF GENERATOR, Sound-Off Typewriter Comp, Kampec Delores & Yugen...
«Mandorla is a multinational collective and label of sound and visual arts based in Mexico City founded and directed by Manrico Montero, focused on Landscapism, Soundscape Composition, Field Recordings, Free Improvisation, Digi & Electro-Acoustics, Digital Folk, Acoustic Minimalism, and other sound and visual ranges».
Beyond Quantum, disco de três sumidades, Anthony Braxton, William Parker e Milford Graves, que se encontraram para improvisar cinco peças, gravadas ao vivo no estúdio de Bill Laswell. Isso mesmo, um trio, e não três músicos a interpretar partituras de Braxton, que aqui se faz ouvir em saxofones alto, sopranino, baixo e ‘concert bass’. Com tais companhias, ao longo dos 5 “meetings” de Beyond Quantum, o saxofonista brilha à vontade e voa livremente por entre os pilares de Parker e Graves. É incrível a troca de ideias, tal como o balanço polirritmico e a variação dinâmica ao longo de 63 minutos de inspiração e emoção pura. Além do mais, esta é uma das raras oportunidades de ouvir mestre Milford Graves, pela primeira vez na companhia de Braxton e Parker, ele que, sendo um dos maiores bateristas do free jazz, foi sempre foi tão discreto, em particular em anos recentes. Na verdade, o trio resultou em cheio e o disco está fadado à partida para vir a ser um clássico. Antes disso, e daqui a algum tempo, é vê-lo nas listas de melhores do ano, seguramente. Zorn apostou forte e ganhou. Edição Tzadik, Agosto de 2008.
Novidade editorial a ser lançada pela atavistic dia 7 de Outubro: Sun Ra & His Solar Arkestra - Secrets of the Sun. Realização conjunta com a El Saturn Records, trata-se de repor, pela primeira vez em CD, o LP Saturn, editado em 1965, no início da fase de Nova Iorque, aquela que se seguiu à década de permanência em Chicago. Ao LP original foram entretanto adicionados 17 minutos extra, retirados do lado B de outro LP Saturn. As notas são de John Corbett. Alinhamento de Secrets of The Sun: Friendly Galaxy; Solar Differentials; Space Aura; Love In Outer Space; Reflects Motion; Solar Symbols; Flight To Mars. Exultai, raófilos de todo o mundo, que há razões para tanto. A 7 de Outubro.