O artista sonoro luso João Ricardo (n. 1973), ‘faz-tudo’ da experimentação electrónica, também conhecido por OCP, sigla que designa Operador de Cabine Polivalente, com curriculum nas áreas da composição, produção e experimentação multimédia, voltou a editar um EP. Já lhe dei umas passagens e gostei bastante do que ouvi. Pode encontrar-se na editora digital espanhola (Gran Canaria) mascero lab (+0 LAB). A receita é basicamente a mesma que se pode encontrar noutras netlabels de referência – techno minimal, IDM, glitch, paisagismo sonoro experimental, improvisação electroacústica, ruidismo e outras formas de expressão congéneres – embora aqui o bom gosto impere e seja uma constante. Recomenda-se a visita e a audição dos seis projectos em exposição.
Paul Brousseau (batterie/sampling/keyboard) solo Franck Vigroux (guitare, électronique) et Michel Blanc (batterie/électronique) Bruno Chevillon (contrebasse/électronique) et Samuel Sighicelli (électronique)
à l'occasion des sorties en 2008 des disques "Hors-Champ" de Bruno Chevillon, "Marée Noire" de Samuel Sighicelli, "Kolköze printanium: Kolkhöznitsa " de Paul Brousseau et "les Onze tableaux de l'escouade" de Michel Blanc et "Supersonic Riverside Blues" le label D'Autres Cordes vous invite à une soirée unique dans un lieu à découvrir: la Cométe 347.
45 Rue du Faubourg du Temple 75010 Paris Métro: République ou Goncourt
Up, Down, Charm, Strange, Top, Bottom, disco recente do duo portuense @C (Miguel Carvalhais e Pedro Tudela) regista uma experiência criativa que lida com a microtonalidade e a criação de sons digitais e/ou digitalizados produzidos em ambiente laptopiano, tanto em circuito fechado como em espaço amplo e aberto ao longo de um período de cinco anos. Nesta nova edição da Crónica Electrónica, o duo aplica com saber e efeito um vasto conjunto de técnicas de estúdio no tratamento de material sonoro produzido e captado em actuações ao vivo em trabalho de campo, via recolha de sons ambientais. Partículas que se organizam para produzir/reproduzir propostas consequentes no domínio da arte sonora. Em Up, Down, Charm, Strange, Top, Bottom não se chegam a formar linhas contínuas de sinal, tantas são as alterações no fluxo narrativo, que já não o é, antes se afirma como o resultado de um conjunto ordenado de eventos em cadeia que se condicionam uns aos outros e formam novas sinergias. Recusando a passividade do paisagismo descritivista e contemplativo, a música do duo @C prefere interpelar-nos, ao exigir um compromisso da parte do ouvinte no sentido de, através da atenção concentrada, criar o magma mental que acabará por ligar os incontáveis fragmentos que compõem os quatro puzzles sonoros (62; 71; 72 e 61) em constante movimento. Em tudo se nota uma preocupação (conseguida) de integrar vestígios do mundo orgânico (voz humana, percussão, saxofone, violoncelo, ladrar de cães, tráfego, sons nocturnos e aquáticos) num tecido digital cativante na sua sóbria beleza formal e na solidez fragmentária das esculturas que a dupla nos propõe e que parecem assumir-se simultaneamente como síntese e projecção futura das diferentes abordagens que têm dado a conhecer ao longo da sua actividade artística, de que se conhecem já sete saídas, três delas na editora por ambos fundada e dirigida. Distribuição: Matéria Prima.
Segunda instalação de Distante, tríptico do artista da cena audio-experimentalista galega Juan Carlos Blancas, EP editado na netlabel alg-a, criação de Berio Molina, Isaac Cordal e Antía Sánchez. «Distante II forma parte dunha trioloxía chamada Distante. A primeira parte foi editada polo netlabel xaponés minusn.com. Este traballo é unha mixtura de paisaxes sonoras e manipulación dixital dunha extraordinaria calidade, nel combínase a síntese dixital do son, mixturando erros informáticos, algoritmos xenerativos e gravacións de campo».
É sempre uma experiência revitalizante dar uma volta pelo David S. Ware Quartet dos anos 90. Earthquation (DIW, 1994) é todo ele polpa e sumo de uma colheita que foi das melhores de sempre do DSWQ, grupo que é já uma lenda do jazz do fim do Séc. XX. O sopro de David S. Ware é colossal e troante, aqui menos Sonny Rollins e mais Pharoah Sanders, com Matthew Shipp, William Parker e Whit Dickey a manterem a fornalha incandescente enquanto o líder invoca os espíritos e com eles dialoga a nosso favor, como na revisão de Tenderly, que ainda há pouco tempo repôs em BalladWare (Thirsty Ear), editado em 2006, embora gravado em 1999. O jazz anda mesmo a precisar de gente tesa e deste tipo energia.
Por esta também eu não esperava. Foi preciso lá ir para topar com DAMP, excelente disco a solo (à excepção de dois temas, em que se pode ouvir a guitarra de Sören Runolf) do sueco Sten Sandell. O pianista, recorde-se, é membro do trio Gush, em que também participam o saxofonista Mats Gustafsson e o percussionista Raymond Strid, e do Sten Sandell Trio, com Johan Berthling, contrabaixo, e Paal Nilssen-Love, percussão. DAMP faz parte de um punhado de discos que Sandell gravou para a editora sueca Bauta Records no decurso dos anos 80, os quais reflectem o seu lado mais exacto e percussivo em matéria de improvisação que o pianista quer desligada do swing e da tradição norte-americana, o que não o impede de cultivar formas inspiradas em Cecil Taylor, com o segundo pé no piano preparado de John Cage. É nesta dialéctica que o disco se estrutura. Inventor de outro tipo de lirismo, Sandell tem vindo a tornar-se num dos pianistas europeus mais originais e interessantes. Em DAMP [(1.Damp (10.11); 2. Perhentian (05.23); 3. To Be (04.25); 4. Ahead (05.04); 5. Flowing (to Sanna) (12.19); 6. The End, And (02.55)], Sten Sandell toca piano, piano preparado, sintetizador, percussão e gongs. Morton Feldman não desdenharia o que aqui se passa.
I'm sorry to report that I just heard from Juanita Giuffre that Jimmy died of pneumonia and Parkinson's today (April 24) two days before what would have been his 87th birthday. I met them (via email) because they listened regularly to my show and we discovered that Jimmy and I shared our birthday, April 26. We usually exchanged cards this time of year. He was most famous for "Four Brothers" with Woody, or with Shorty Rogers "Martians Go Home" or the Lighthouse All Stars, but fewer are aware of the beautiful very personal music Giuffre made in the 70's, 80's and 90s, much of it very free but in a thoughtful, non-aggressive kind of way. He was very important as a teacher as well, notably at the New England Conservatory. I'm spending the evening listening to some of Jimmy's great trio music... right now the trio with Paul Bley and Steve Swallow "Fly Away Little Bird". I just read a beautiful article on Jimmy written about 5 years ago by Rex Butters on allaboutjazz.com. - Jim Wilke
The Revolutionary Ensemble: Leroy Jenkins (1932-2007), violino; Sirone (Norris Jones), contrabaixo; e Jerome Cooper, piano, bateria e percussão. De 1971-1977 contaram uma história cheia de peripécias interessantes. Reuniram-se em 2004 (foto infra) para um disco muito digno na PI Recordings. The People's Republic (1975) é um momento alto da breve carreira do trio, tal como The Psyche, do mesmo ano, entretanto reeditado em CD pela Mutable Music.
Extraordinária dupla instalação de dois grandes criadores de som da moderna música electroacústica experimental e improvisada, o cipriota Yannis Kyriakides (laptop) e o argentino-berlinense Lucio Capece (saxofone soprano e clarinete baixo). O primeiro, Juncture, é um conjunto de onze takes gravados em Paris, no estúdio de Antonin Rayon, em Janeiro de 2003, que são outras tantas experiências que relacionam tempo, espaço e percepção dos seus cruzamentos, sem preocupações narrativas. O som enquanto princípio, meio e fim de uma história sem história. A segunda saída, Live in Brussels, foi registada no ano seguinte no belga Van Vlaanderen Festival, e agrupa duas improvisações (I e II) de 20' e 18', respectivamente, temas que funcionam como desenvolvimento de alguns dos andamentos mais concentrados na acção de Juncture. Ambas as edições estão disponíveis para descarga gratuita na label e netlabel polaca AudioTong, a funcionar desde 2005 em Cracóvia. Estas são descargas que se podem partilhar sem problemas, como os que ia tendo o cidadão espanhol que baixava discos e partilhava com os internautas, como contou o Diário de Navarra. A acção é de 2006, intentada pelas poderosas Associação Fonográfica e Videográfica Espanhola e Associação Espanhola de Distribuidores e Editores de Software de Entretenimento, com o olhar guloso do Fisco a apioar os seus intentos via Ministério Público. Mas, hélas... soube-se entretanto que o recurso judicial apresentado num tribunal espanhol que visava a condenação de um cidadão por partilhar ficheiros de música na net, foi julgado improcedente. A juíza Paz Aldecoa, de Santander, entendeu que o crime contra a propriedade intelectual tem ter subjacentes fins lucrativos, o que não acontecia no caso, apesar de o Ministério Público espanhol pedir a condenação do homem em dois anos de prisão, em multa de € 7.200,00 e numa indemnização de €18.361,00. Toca a partilhar música, rapaziada, que agora ninguém nos agarra. Desde que não haja enriquecimento ilícito e a cópia seja para uso privado, é sempre a aviar. O precedente, embora indicativo, aí está na União Europeia...
Raw Materials Vist Ag Return of the New Thing Otomo Yoshihide Altenburger / Blondy / Gauguet Giancarlo Locatelli & Barre Phillips Obliquity Elisabeth Flunger: Songs Here comes the Sun & Philip Jeck Taylor Ho Bynum's 13th Assembly The Wardrobe Trio Couscous
Festival for Jazz and Improvised Music May 1-3, 2008 at Jazzatelier Ulrichsberg, Austria.
25 de Abril Esta é a madrugada que eu esperava O dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo
Neo-psicadelismo japonês dos Acid Mothers Temple na ZDB, em Lisboa. 25 de Abril sob o signo do cravo vermelho e do cogumelo mágico de Kawabata Makoto e Yoshida Tatsuya.
Jan Ferreira: "In Filare I attempted to produce sustained music which at the same time would contain movement and harmonic richness. Recordings of instruments (organ, sitar, bouzouki, harmonium, etc.) in different environments and excerpts of classical music are processed through a long chain of channels which have slight time intervals in between them so as to produce small phase differences. The sound is then recorded in a recursive process, e.g. the result of each recording was used as a departure point, and so on. Through repeated processing certain frequencies/overtones would cancel each other out and others would accumulate, so that progressively there would be an emphasis on certain overtones that would "crystallize". These results are then eventually equalized, layered and transposed in whole tones as well as on a microtonal scale, so as to produce frequency "clashing" and thereby the desired movement. It was intended to create a sound that would have depth on several layers, emotionally as well as acoustically, without wanting to emphasize any of them in an exaggerated manner. It seems to me that a great part of the beauty of modern electronic/electroacoustic music lies in its balance between technical finesse/complexity and the emotional nuances/subtleties that can thereby be achieved. In this light I'd like to contribute this album as one aesthetic possibility to a large ocean of to-be explored musical/acoustical possibilities". ........ Design: Pedro Tudela
Geri Allen, the pianist, composer, and arranger has received a Fellowship from The John Simon Guggenheim Memorial Foundation for Musical Composition. She has begun a work to be titled, "Refractions, inspired and informed by three mighty pianists, Herbie Hancock, McCoy Tyner, and Cecil Taylor.
I am honored that The John Simon Guggenheim Memorial Foundation has recognized my work and awarded me a Fellowship which will give me the freedom to create without restriction. As a working mother of three children, this encouraging honor will most certainly fuel the 'creative intention' that all artists need to do their best work. My composition (a work in progress) celebrates and embraces the continuity of innovation as personified by the three individual, yet connected, universes of modern music's seminal pianist-composers: Herbie Hancock, McCoy Tyner, and Cecil Taylor. I call my composition 'Refractions' because I will allow the music of these three great artists to pass through me, as through a prism, in order to make something new through my creative imagination. "Refractions" will be a celebration about what is most inspiring about humanity. Jazz is a music of continuity, a direct outgrowth of the spirit of a people who rose, thrived, and innovated in spite of seemingly impossible odds. This music will speak to freedom, and the right each and every one of us has to aspire to that ideal.
David Crigger, Chuck Britt e Michael Vlatkovich assinam este Book III da saga que têm vindo a criar son o aliasTRANSVALUE. The ’58 Retractable Hardtop, editado na Transvalue Press, trata de ligar poesia (spoken word) e música das mais diversas tipologias: jazz, pop, funk, música de cinema de todos os géneros, música de circo, de casino, clássica, música séria e a brincar, cabaret, croonerismo, noise convencional e muito mais além, com características conhecidas e identificáveis e outras que se ficam a conhecer. Poesia sobre temas como sexo, moralidade e transcendência, na melhor tradição beat, que Chuck Britt recita com uma voz flexível e bem colocada, capaz de chegar a registos muito diferentes e de acentuar cada verso com o quantum de emoção necessário a criar o efeito pretendido. Entretanto, o trio-base original reforçou-se e expandiu-se substancialmente com a adição de gente notável do jazz experimental e da música improvisada norte-americana, como Dominic Genova (contrabaixo), Glenn Horiuchi (piano), Vinny Golia, Jay Hutson e Bill Plake (sopros), Lou Gonzales e Mark Underwood (trompetes), George McMullen (trombone), William Roper (tuba), Melanie Cracchiolo e Chuck Sabatino (vozes), Warren Hartman (teclados), Mike Turner (congas), Matt Cooker (violoncelo), Jeanette Wrate (percussão). Com um ar bastante 70's, o disco foi produzido com o mesmo gozo e desfaçatez que Frank Zappa colocava nas suas melhores produções daquele tempo, com arranjos luxuriantes e todas as convenções associadas, construídas e logo desmanchadas, para refazer com novas roupagens. As vozes femininas são outro ponto forte, vasto e multifacetado universo de cores, sabores e ideias. Berrante e espalhafatosa, tecnicamente competente e cheia de imaginação criativa, esta é uma aventura divertidamente séria, espirituosa e espontânea, simples e megalómana, que apetece e vale bem a pena viver.
JOE GIARDULLO’S LANGUAGE OF SWANS TRIO Joe Giardullo, soprano/tenor saxophone; Reuben Radding, bass; Todd Capp, drums IN & OUT of Motian- Music by (& for) Paul Motian
For almost 50 years, Paul Motian has been closely connected with the developments of modern jazz. Besides being a compelling drummer, he has been a one-of-a-kind composer, at once simple and complex, but always vital and to the point. From his work with Bill Evans to Keith Jarrett, and his own groups that have included David Izenzon, Charles Brackeen, Joe Lovano, Bill Frisell and many more important players, Motian has been a singular presence in the music. Joe Giardullo's Language of Swans Trio will play a night of Motian compositions and music that has been associated with the drummer over the course of his career. The instrumentation of the Swans' Trio intersects with Motian's beautiful trio with Izenzon and Brackeen, and that music is the jumping off point for this night.
De Youngstown, Ohio, EUA, chegam (The) Giants of Gender, denominação que agrupa Kyle Farrell (vibrafone e percussão), Jenna Barvitski (viola, também membro dos Devotees) e Andy Meyer (saxofone soprano, flauta e clarinete), todos com menos de 30 anos. Formado em 2006, o trio pratica uma música dificilmente classificável, transgenérica e refractária à rotulagem disponível. Tanto colhe na escrita contemporânea e no modus faciendi da moderna música de câmara, como na improvisação não-idiomática de formato experimentalista, que escapa à tradição do jazz e se fixa em territórios abertos mais comuns de se encontrar nas correntes europeias da improvisação actual. «Acreditamos que a improvisação é a música no seu estado mais puro. Está no âmago da nossa estética e da nossa prática musical». Além da participação em manobras colectivas, em compilações e de servir de suporte musical a outras formas de expressão artística, como a dança e as artes plásticas, o CD da Edegtone Records, editado no final de 2007, assinala a estreia discográfica dos Giants e leva o mesmo título do grupo. À excepção de duas peças (Go Barefoot e A Turtle Lives in the Waters), escritas por Kyle Farrell, todas as demais são criação colectiva. A amálgama resultante tem o seu quê de serena nostalgia, feição acentuada pela combinação dos timbres do clarinete e da viola, a que o vibrafone empresta uma irresistível coloração melancólica. Excelente início de percurso de um trio que se propõe trabalhar regularmente e que tem tudo para cativar audiências num espaço progressivamente mais alargado. Depois do circuito dos museus e galerias de arte da região de Cleveland e Columbus, e da aclamação no New Genre Festival, de Tulsa, o ensemble está já escalado para participar num dos eventos mais abrangentes e importantes da Costa Oeste, o Edgetone New Music Summit, que terá lugar em Julho de 2008, na Baía de S. Francisco, Califórnia.
Thickness/Mono-Layer, (The) Giants of Gender, Birgit Ulher Trio w/Gino Robair & Tim Perkis, Shudder w/ Jorrit Dijkstra, Different Strokes, C.O.M.A. (The California Outside Music Associates), Noertker’s Moxie, Go-go Fight Master w/Aaron Bennett, John Finkbeiner, Vijay Anderson, Lisa Mezzacappa, 15 Degrees Below Zero (Daniel Blomquiest, Michael A. Mersereau, Mark Wilson), Say Bok Gwai, The Late Severa Wires. July 20 22 23 24 25 26, 2008
Jose Ghast sobre The Radiant Mirror, de Michael Flower e Chris Corsano, em Galego: "Estas alturas é totalmente innecesario presentar a Chris Corsano, sobradamente coñecido polo seu traballo con Paul Flaherty (The Beloved Music é IM-PRES-CIN-DI-BLE, queda dito), Thurston Moore, Sunburned Hand of the Man, Jim O’Rourke, Keiji Haino e un longo etc. Batería excepcional e improvisador completo; xuntouse con Michael Flower, de Vibracathedral Orchestra, para gravar The Radiant Mirror. Editado hai pouco polo selo francés Textile, é a perfecta combinación entre as polirritmias de Corsano (algo máis contido que noutras gravacións e un pouco atrás na mestura, pero sobresaínte) e o “banjo xaponés” (unha especie de combinación de sitar e lap steel) de Flower adícase a facer drones como un animal. Foi gravado en directo o 21 de xaneiro de 2006 en Instants Chavirés, un local nos arrabaldes de París e tes que correr pola túa copia… xá!". Bem na onda Vibracathedral Orchestra, Acid Mothers Temple, Ashtray Navigations, Sunroof!, Terracid, Sunburned Hand Of The Man e de outros grupos de distintos cavalheiros ruidistas.
MICHAEL MOORE, alto saxophone + clarinets LINDSAY HORNER, double-bass MICHAEL VATCHER, percussion
Please join Ars Nova Workshop for the record release celebration of'Ships With Tattooed Sails', the new recording (featuring guitar icon Bill Frisell) from the all-star trio Jewels & Binoculars. The trio uses the power of the tried and true folk song forms as the starting point for their improvisational flights, all the while keeping the power of the words and images fresh in mind. Featuring multi-reedist Michael Moore - a main figure in the Dutch creative jazz scene - who has collaborated extensively with major Dutch improvisers including drummer Han Bennink and pianist Misha Mengelberg, as well as American jazz musicians such as Fred Hersch and Gerry Hemingway. Jewels & Binoculars was born out of New York bassist Lindsey Horner and Moore’s mutual love of Dylan’s music, and included Dutch drummer Michael Vatcher, best know for his work with John Zorn's Spy vs. Spy project.
Esta caiu-me no colo sem querer. Andava à cata de raridades e peças obscuras e saiu-me esta improvável pechincha a preço de ultra-saldo, disco que já havia cobiçado, embora a preço que, de tão escaldante, me fez abandonar a melhor das intenções aquisitivas. Falo da Grande Missa em Dó Menor de Mozart, KV 427 (Große Messe, Messe en Ut Mineur ou C Minor Mass), na leitura recente de Emmanuel Krivine. Com Sandrine Piau (soprano), Anne-Lise Sollied (soprano), Paul Agnew (tenor), Frédéric Caton (barítono), o Accentus Ensemble e La Chambre Philharmonique dirigida por Krivine. Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) escreveu 16 missas, 12 delas ao serviço do seu patrono, o príncipe-arcesbispo de Salzburgo, Hieronymus Colloredo. Conta-se que Colloredo gostava de interferir de forma directa no trabalho do compositor, condicionando-o esteticamente, ou porque não era grande apreciador da arte da fuga, em voga na época, gosto que Mozart recebera de Bach e Handel, compositores que estudava à época, ou porque gostava que os textos litúrgicos não perdessem a plena inteligibilidade no meio do emaranhado do contraponto. Havia também outro constrangimento de ordem temporal, que tinha a ver com a duração média de uma missa, a qual não deveria ultrapassar os três quartos de hora. Já em Viena, e fora da alçada de Colloredo, Mozart escreveu esta missa entre 1782 e 1783, como um voto pela melhoria do estado de saúde daquela que viria a ser sua mulher, Constanze, a filha mais nova da família Weber. Constanze, soprano amadora, tinha uma certa predilecção pela fuga. Esta, associada à religiosidade da família Weber, pode ter sido uma das razões para Mozart ter voltado à forma da missa, escrita fora do programa de encomendas que lhe iam fazendo. Duzentos anos depois, a obra continua rodeada de mistério. Porque é que a Grande Missa, tal como a outra das mais famosas missas de Mozart, o Requiem, ficou incompleta? A explicação talvez seja simples: falta de tempo, já que na mesma altura, em 1782, Mozart escrevia a ópera O Rapto do Serralho (Die Entführung aus dem Serail), em simultâneo com a série de quartetos de cordas dedicados a mestre Haydn. O Requiem viria a ser terminado por Süssmayr, discípulo de Mozart; a Grande Missa foi tendo várias propostas de versões completas (Schmitt, Robbins Landon, Robert Levin, ...) embora também seja tocada tal como o autor a deixou. Esta vibrante versão de Emmanuel Krivine, de grande qualidade sonora e beleza interpretativa, editada em 2005 pela francesa naïve, partindo da leitura de Helmut Eder (Bärenreiter, 1983), tem o aliciante suplementar de ser executada em instrumentos da época, o que pode dar uma ideia mais aproximada de como Mozart teria pensado que a obra deveria soar.
Kyrie, Mass in C Minor, K. 427, Mozart
John Eliot Gardiner / English Baroque Soloists / Monteverdi Choir
A weekly concerts of adventure jazz and improvised music. The performances are on Wednesdays, upstairs at The Blue Nile, 532 Frenchmen St. NOLA. Curated by Jeff Albert, Justin Peake and Dan Oestreicher. Its simple goal is to provide an accessible venue for interesting music.
Set 1 - Rob Mazurek (cornet), Dan Oestreicher (saxes), Justin Peake (drums) Set 1 (mp3) Set 2 - Diesel Combustion Orchestra DCO (mp3)
posted by eduardo chagas
@ 19.4.08
18.4.08
Este vai direitinho ao coração dos admiradores de Sonny Rollins e de John Coltrane de finais de 50. Não que seja mimético dos mestres ou sequer colado às estéticas dos anos gloriosos do jazz americano. Pelo contrário, Live at Glenn Miller Café, do Gyldene Trion, é um disco bastante personalizado, ou assim não fosse o som e atitude de Jonas Kullhammar, Torbjörn Zetterberg e Daniel Fredriksson. De há uns anos para cá, Kullhammar tem vindo a dar sinais de que é uma das vozes a considerar no saxofone tenor (e barítono); o mesmo se diga dos acompanhantes, dois dos jovens mais prolíficos e criativos da cena jazz nórdica, que despontou nos últimos anos, catapultada por editoras independentes como a Moserobie, a Smalltown Supersound/jazz e a Ayler Records, e se está a afirmar com uma vitalidade que não se encontra em parte nenhuma da Europa. Nem da América, dir-se-ia, sem grande risco de exagero. Não há dúvida que o disco gravado por Sonny Rollins em 1957, A Night at The Village Vanguard, em 1957, com Wilbur Ware e Elvin Jones é uma referência que vem à memória a cada passo, sobretudo porque entre um e outro há o mesmo tipo garra e trepidação, uma forma de respirar semelhante, o mesmo tipo de liberdade harmónica e equilibrada combinação dos aspectos energético e lírico. Perfeita noção de tempo, controle e fraseado solto, num ambiente de trio coeso, que privilegia os tempos médios na execução de três clássicos, The Night Has a Thousend Eyes, de Garrett/Wyane/Weismanm, e Friday The 13th e Stuffy Turkey, de Thelonious Monk (muito interessantes as leituras ao pé de Charlie Rouse, saxofonista de Monk), mais um original de Zetterberg (Hurricane Ann) e outro de Kullhammar (Snake City Rundown), este último de evidente ressonância rollinsiana, por referência a East Broadway Rundown, disco enorme que Sonny Rollins gravou em 1966 para a Impulse, com Freddie Hubbard, Jimmy Garrison e Elvin Jones. 50 anos passados sobre a histórica noite do Village Vanguard, Live at Glenn Miller Café, gravado a 13 de Agosto de 2007, em Estocolmo, captou um concerto inspirado do Gyldene Trion, que está aí para se continuar a afirmar, sem receios de o fazer com tipo de formação que tão bons e duradouros frutos tem dado nos últimos 50 anos do história do jazz. Notas, não dou. Mas se desse, teria que ser alta. Edição da sueca Ayler Records, com produção de Jan Ström.
SIRENEN & BLÜTEN (Creative Sources #125), de Sascha Demand (guitarra eléctrica) e Hannes Wienert (trompete, saxofone soprano, trumpsaz, sheng e tubos) desdobra-se em 18 peças miniatura, outras tantas maneiras de exprimir as concepções destes dois músicos alemães sobre o estado da música improvisada actual no sentido “europeu” do termo, ou seja muito longe da improvisação do jazz. Neste cenário, o primado vai inteiro para a relação entre timbres e texturas, a opção por tonalidades escuras, dispostas num plano em que as noções de melodia e harmonia e ritmo se esbatem, insinuam ou desaparecem em favor da exploração de ambientes atonais, com simplificação de volumes e geometrização de formas, linhas direitas e superfícies lisas. Sascha Demand e Hannes Wienert trazem a diversidade das suas experiências para um território comum. O mano-a-mano favorece a criação de ambientes criados a partir da relação complexa entre instrumentos acústicos e eléctricos, reduzidos à pluralidade mínima, como estratégia deliberada para focalizar a atenção sobre o núcleo essencial do seu trabalho. É nele que nascem os cruzamentos e as combinações sonoras mais heterodoxos, as técnicas fora do comum, procura de recursos alternativos e de meios para explorar novas vias de comunicação. Para o efeito, Demand e Wienert optam por focar o esforço de convergência sobre vibrações mínimas e micro-sons que se aglutinam para formar paisagens que mais não são que ligações entre linhas descontínuas cuidadosamente dispostas ao longo da vastidão do campo auditivo, como pequenos pontos de luz bruxuleante. Maneiras distintas de entender a livre-improvisação e de a colocar ao serviço da criação electroacústica experimental na sua variante mais intimista e sofisticada.
Com o pensamento e o coração nos visitantes do Jazz e Arredores (com dolo directo, eventual ou mera negligência) que têm um fraquinho pelos Radiohead e acham que isto aqui é só música 'esquisita', apraz-me informar que a BBC Radio2 disponibiliza em webcast o concerto (53') realizado no estúdio da rádio oficial britânica, a 1 de Abril passado. Verdade, Michael York e restante rapaziada na BBC Radio2 para quem quiser ouvir e/ou baixar. 10 temas, a maioria de In Rainbows, alinhados do seguinte modo: Bodysnatchers; All I Need; Nude; Airbag; Reckoner; The Tourist; House Of Cards; Wierd Fishes/Arpeggi; Lucky; Everything In Its Right Place. Mas onde?, perguntam ávidos os admiradores dos Radiohead, aqueles poucos que ainda não sabiam a novidade. Aqui mesmo ao lado. Radiohead Live at BBC Radio2, 2008/04/01.
O pianista norte-americano Thollem McDonas e o ensemble ad-hoc de sete músicos da região de Detroit e dali à volta, denominado BoxDeserter, gravaram TwoRevolutions. Ao vivo na Bohemian National Home daquela cidade, executaram duas peças, OneAtHome (36'17) e OneAbroad (42'18). No decurso da primeira, Brad Duncan apresenta uma breve conferência, com cerca de 3 minutos, sobre a temática da colonização portuguesa em África, na perspectiva de Portugal ter sido o simultaneamente o primeiro e o último colonizador do Continente, num processo que teve início no Séc. XV e terminou com a Revolução dos Cravos e a sequente independência dos actuais PALOP - as duas revoluções de que nos fala na sua dissertação. Musicalmente, o enredo tecido em simultâneo, ao sublinhar as emoções evocadas pela spoken word, constrói-se a partir da improvisação conduzida por Thollem McDonas, esteticamente tributária do jazz pós-free, com todo o aquirido da free music de 60 a esta parte. Thollem McDonas toca e dirige com o saber que se lhe reconhece de anteriores trabalhos e dá espaço à livre criação de todos os músicos, com destaque para a secção de sopros formada por Hasan Abdur-Razzaq, Michael Carey e Marko Novachcoff, autênticos motores do processo revolucionário em curso. Saxofone, clarinete e fagote entrelaçam-se timbricamente, enriquecidos pelo piano do líder, pelo som exótico do órgão de boca originário do Laos, tocado por Steven Baker, e pelos contributos fora e dentro da marcação, de contrabaixo e bateria (Joel Peterson e Kurt Prisbe). Tudo isto e o mais que se apreende em audições repetidas, faz de TwoRevolutions(SeptetLiveImprovisation), de Thollem McDonas e BoxDeserter, um projecto plenamente conseguido. Quente, como em África, com deserto, savana e floresta tropical, o disco vem anunciado como fazendo parte de um conjunto de álbuns resultantes da digressão 'FourKneesOfTheTurtleTour' que Thollem McDonas realizou o Outono passado, num total de 65 concertos em solo norte-americano. Edição da Edgetone Records.
In March of 2008, Yells At Eels, with special guest Rodrigo Amado on tenor saxophone, toured Northwestern Poland under the auspices of promoter Zbigniew Szwajewski. This video, filmed by Dennis, is a chronicle of their passage through Gdynia and Warsaw. Dennis Gonzalez: trompete; Rodrigo Amado: saxofone tenor; Aaron Gonzalez: contrabaixo; Stefan Gonzalez: bateria
Meredith Monk é compositora, cantora, coreógrafa, autora de nova ópera, peças de teatro musical, filmes e instalações. Pioneira naquilo a que agora se designa por "técnica vocal estendida" e "performance interdisciplinar", Monk cria trabalhos que intersectam música e movimento, imagem e objecto, luz e som, num esforço por descobrir e tecer novos modos da percepção. A sua exploração da voz como instrumento, como linguagem eloquente em si e de per si, expande as fronteiras da composição musical, criando paisagens sonoras que desenterram sentimentos, energias e memórias para as quais não temos palavras. Foi proclamada como " mago da voz" e "um dos compositores mais cool da América." Durante a carreira que se estende ao longo de 40 anos, foi aclamada pelo público e pela crítica como uma enorme força criativa nas artes performativas. Desde a licenciatura no Sarah Lawrence College, em 1964, Monk tem recebido inúmeros prémios pelas mais prestigiadas instituições de arte mundiais. É bolseira da Academia Americana de Artes e Ciências e tem vários doutoramentos honoris causa pelos Bard College, University of the Arts, Julliard School, San Francisco Art Institute e Conservatório de Boston. As suas gravações Dolmen Music (ECM New Series) e Our Lady of Late: The Vanguard Tapes (Wergo), foram laureadas com o Prémio da Crítica Alemã da Melhor Gravação em 1981 e 1986. A sua música foi ouvida em vários filmes, tais como La Nouvelle Vague de Jean-Luc Godard e The Big Lebowski de Joel e Ethan Coen. A relação com uma nova editora Boosey & Hawkes torna a música de Meredith Monk, pela primeira vez, acessível a uma audiência muito mais alargada. Em 1968, Monk fundou The House, uma companhia dedicada a uma abordagem interdisciplinar da performance. Em 1978, formou Meredith Monk & Vocal Ensemble, ampliando as suas texturas e formas musicais. Fez mais de uma dúzia de gravações, a maior parte pela editora ECM New Series. A sua música foi executada por inúmeros solistas e grupos, incluindo The Chorus of the San Francisco Symphony, Musica Sacra, The Pacific Mozart Ensemble, Double Edge, e Bang On A Can All-Stars, entre outros. Monk é pioneira em site-specific performance, tendo criado trabalhos como Juice: A Theater Cantata In 3 Installments (1969) e mais recentemente American Archeology #1: Roosevelt Island (1994). É também uma talentosa realizadora de filmes, tendo realizado uma série de filmes premiados, incluindo Ellis Island (1981) e a sua primeira longa-metragem, Book of Days (1988), posta no ar pela PBS, apresentada no New York Film Festival e seleccionada para a Bienal do Whitney Museum. Uma exposição de arte retrospectiva, Meredith Monk: Archeology of an Artist, foi inaugurada na The New York Public Library for the Performing Arts no Lincoln Center em 1996. Outras exposições de arte recentes fazem parte de uma instalação maior, Art Performs Life at The Walker Art Center. Em Outubro de 1999, Monk cantou Vocal Offering para Sua Santidade o Dalai Lama, como parte integrante do Festival Mundial de Música Sagrada em Los Angeles. Em Julho de 2000, a sua música foi distinguida com uma retrospectiva de três concertos intitulada Voice Travel integrando o Festival de Lincoln Center. O seu mais recente CD Mercy, foi lançado pela etiqueta ECM New Series em Novembro de 2002. A primeira peça para orquestra de Monk Possible Sky, encomendada por Michael Tilson Thomas para a New Wold Symphony, estreou em Abril de 2003 em Miami. Stringsongs, a primeira composição para quarteto de cordas, encomendado pelo Kronos Quartet teve a sua estreia mundial no Barbican Center em Janeiro de 2005. Os actuais projectos incluem um novo trabalho para o Western Wind Vocal Ensemble, uma nova peça de teatro musical, Impermanence, e uma nova peça para o seu Vocal Ensemble e Kronos Quartet intitulada Songs of Ascension, em colaboração com a artista visual Ann Hamilton.
Guillaume Belhomme assina a mais recente biografia de Eric Dolphy (1928-1964), saxofonista, clarinetista e flautista norte-americano, compositor e improvisador, referência fundamental do Jazz da segunda metade do Séc. XX.
Estava marcado para dia 8, mas só saiu hoje, 14.04. Broken Music, disco de outro trio, o enésimo de Ken Vandermark, saxofones tenor e barítono, com os noruegueses Paal Nilssen-Love, bateria, e Lasse Marhaug, electrónica. Broken Music (Atavistic) envereda pela via electro-jazz-noise. Inclui sete improvisações do trio: Broken Music 1, Slag, When Water Burns Air, Hand Lettered, Dashboard Fire, Line Of Lead e Broken Music 2. Entre o mavioso e o tempestuoso, há-de haver de tudo um pouco no largo espectro que vai do power trio puro e duro às excursões mais experimentais do tipo ensaiado com a Territory Band, formação alargada a que pertencem Vandermark, Nilssen-Love e Marhaug, E também Axel Dörner, Dave Rempis, Fredrik Lungkvist, Kent Kessler, Fred Lonberg-Holm, Paul Lytton, Jim Baker e Per-Ake Holmlander. A ouvir.
O baritonistabopper, e também flautista, Cecil Payne, falecido aos 84 anos em Novembro de 2007, e o pianista Duke Jordan (f. 2006) levaram mais de 30 anos a tocar juntos, associação musical que remonta a meados de 50 e se prolongou até ao final da década do 80. Além das actuações em palco, profícua foi a série de encontros discográficos, dos quais a Fresh Sound juntou agora três dos melhores momentos iniciais em CD: Cecil Payne e Patterns of Jazz (Savoy), ambos de 1956, e East and West of Jazz (Charlie Parker Records), de 1962. No primeiro segmento, de 1956, figuram Tommy Potter (contrabaixo) e Art Taylor (bateria). O segundo passa a quinteto e apresenta o trompetista Kenny Dorham.
Ambas as sessões, que misturam originais e standards do bop, foram gravadas no Rudy Van Gelder Studio, em Hackensack. No ano seguinte, Cecil Payne viria a participar em Dakar, disco de John Coltrane, ao lado de outro monstro do saxofone barítono, Pepper Adams. A sessão de Fevereiro de 1962, que se seguiu a um breve interregno, em que Payne colocou a música de lado, foi registada nos estúdios da RCA Victor, em Nova Iorque. Além da troca de trompetista, que passa a ser Johnny Coles, também mudam os titulares do contrabaixo (Wendell Marshall) e da bateria (Walter Bolden), sem que daqui resultem grandes variações de estilo.
Além do piano bluesy colorido de Duke Jordan, a reedição põe em evidência a robustez calorosa do som de saxofone barítono de Cecil Payne, cheio de soul, fluidez e um sentido de tempo impressionante. O solo de How Deep is the Ocean (Irving Berlin) vale quase o disco inteiro. O tanto mais que há para ouvir nesta recolha de preciosidades, síntese do som de Charlie Parker e de Lester Young, é bónus. Uma lição de swing com criatividade e inteligência por um consumado mestre do estilo.
Obra-prima de Billy Harper, texano que se fez grande saxofonista tenor nas 'universidades' de Gil Evans e Art Blakey. Originalmente editado em LP, Capra Black teve uma reaparição fugaz em CD na Strata-East, de Charles Tolliver. Actualmente, quem quiser chegar a esta peça de forte inspiração blakey-coltraneana só o poderá fazer através de coleccionadores ou do recurso à edição japonesa limitada via Bomba Records, ainda disponível. Capra Black dá mesmo p'os peitos a um cavalo. Com gente desta, difícil era não ser assim. Billy Harper - saxofone tenor; George Cables - piano; Reggie Workman - contrabaixo; Julian Priester e Dick Griffin - trombone; Billy Cobham, Warren Smith e Elvin Jones - bateria; Jimmy Owen - trompete; Barbara Grant, Laveda Johnson, Gene McDaniels, Pat Robinson e Billy Harper - vozes.
Três Projectos de Artistas Audiovisuais Membros da Organização Cultural MoKS (Estónia) John Grzinich, Evelyn Müürsepp e Toomas Thetloff (Associação Cultural de Nodar)
O Centro de Residências Artísticas de Nodar é coordenado pela Associação Cultural de Nodar, em colaboração com a Associação Binaural. Situado numa pequena comunidade rural do norte do Concelho de S. Pedro do Sul, organiza e produz o desenvolvimento de projectos artísticos pluri e transdisciplinares (com ênfase nas artes sonoras, vídeo, performativas e intermedia), seguidos de apresentações públicas na região. Os artistas residentes, no âmbito do desenvolvimento dos projectos artísticos, são encorajados a estabelecerem interacções com o local, seu espaço geográfico e social, identidade e memória. Desde Março de 2006 que residiram temporariamente em Nodar mais de 40 artistas contemporâneos (na grande maioria não portugueses), os quais desenvolveram projectos artísticos em ligação com as comunidades locais. Memória colectiva, lendas e mitos, identidade, género e idade, topografia, toponímia, música, património sonoro, paisagem, vegetação, água e fogo, dinâmicas de consumo, artefactos e utensílios, vida e morte, língua, agricultura e pastorícia, foram alguns das realidades que serviram de base para a concepção e realização dos projectos artísticos. Concertos, workshops, exposições, palestras e projecções de vídeo realizaram-se em diversas aldeias da região com interesse e participação crescentes. Desde que o Centro de Residências Artísticas iniciou a sua actividade, é já patente um acréscimo da auto-estima colectiva e individual na comunidade de Nodar e vizinhas, pelo facto de os habitantes verem retratados o seu quotidiano, as suas memórias, opiniões e vivências, pelo facto de serem ouvidos, fotografados, filmados e, finalmente, representados nos trabalhos apresentados pelos artistas. Ao acompanharem os trabalhos artísticos desenvolvidos, as pessoas (tenham a instrução e a idade que tiverem) intuem os rudimentos dos processos de transformação sensível da realidade em arte e reconhecem essa realidade como sua, o que reduz de sobremaneira o hiato entre a criação e a recepção. O Centro de Residências Artísticas de Nodar é presentemente apoiado pelo Ministério da Cultura, faz parte da rede mundial de residências artísticas Res Artis, e tem um acordo de cooperação estabelecido com a organização cultural da Estónia, MokS. - CyberJornal
Correio de Dave Douglas: Last week I played Don Cherry’s Symphony for Improvisers in Paris with Roy Campbell, Henry Grimes, Andrew Cyrille, Hamid Drake, Hill Greene, JD Allen, and Mixashawn. There will be a broadcast of the Radio France recording of this concert on Monday, April 14 from 10pm to 11pm Paris time. That should be just about perfect for those still jonesing for more live music after the last Keystone performance on April 13. The link for the broadcast is http://www.francemusique.com/.
Sábado, 12 de Abril:João Lencastre Group, nas Mudas Jazz Sessions, Centro das Artes - Casa das Mudas, Calheta, Madeira. João Lencastre (bateria), David Binney (saxofone alto), Benny Lackner (piano Fender Rhodes) e Mário Franco (contrabaixo).
Concepção, direcção musical e arranjos: Rafael Fraga Arranjos: João Paulo Esteves da Silva Assistência de direcção musical: Augusto Macedo
Alexandra Ávila, voz João David Almeida, voz Jorge Reis, saxofones Rafael Fraga, guitarras Augusto Macedo, baixo Bruno Pedroso, bateria e percussões João Paulo Esteves da Silva, piano Tempus, quarteto de cordas
Sábado, 12 de Abril, o RED Trio actua às 22h00 no salão nobre da Câmara Municipal de Barcelos, num concerto organizado pelo cineclube Zoom.
"O RED trio explora uma das mais proliferas formações do jazz: piano/contrabaixo/bateria, mas invés de se estabelecer um diálogo privilegiado do piano suportado por uma secção rítmica, o trio procura explorar uma improvisação simbiótica e interactiva entre os três músicos, não havendo predominância de um instrumento sobre o outro. A sonoridade do trio caracteriza-se, então, pela sua coesão tímbrica e rítmica, funcionando como um todo. O trio caracteriza-se por produzir uma música rápida, angulosa, enérgica, focada, dinâmica, por vezes nervosa e violenta, tendo sempre o silêncio como fonte inspiradora. Vai buscar grande parte das suas influências ao jazz mas especialmente à nova música improvisada. Contraponto a três vozes que oscila entre o mais subtil dos sons à descarga sónica plena de violência e intensidade".
Maceo Parker, Van Morrison, Eartha Kitt, Imelda May, Soweto Kinch, Bill Frisell, Dave Stapleton, Ruby Turner, Jack DeJohnette, Roberto Fonseca, Courtney Pine, Soweto Kinch, Andy Sheppard and The Lunatics, Pete Wareham, Dennis Rollins, Gilles Peterson, BBC Big Band with Nicola Conte, Jose James ... e ainda Bobby Previte's New Bump, Ralph Alessi com This Against That feat. Ravi Coltrane, Ruby Turner, Heritage Orchestra with Bonobo, Stefano Bollani & Enrico Rava, Tim Berne’s Science Friction, Iain Ballamy’s Alias, Han Bennink, Peter Brötzmann Trio e Sun Ra Tribute.
Marée Noire, peça de música electroacústica do compositor improvisador e cineasta e videasta francês Samuel Sighicelli, nascido em 1972. Com formação académica em piano (Primeiro Prémio do Conservatório Nacional Superior de Paris, em 1997, tem no curriculum extenso trabalho com a Orchestre National de Lyon, The Ina-GRM, e em diversos ensembles, como o Court-circuit, 2e2m, Ictus, l’Itinéraire, Icarus, Percussions de Strasbourg; como improvisador, nos grupos Sphota e Caravaggio, de que fazem parte Bruno Chevillon, Benjamin de la Fuente e Eric Echampard. Marée Noire, o disco (edição d’Autres Cordes, 2008), nasceu de uma encomenda do Institut National de l’Audiovisuel, através do Groupe de Recherche Musicale de Paris, como filme em suporte vídeo e banda sonora quadrifónica, sobre textos de Roland Barthes, Gaston Bachelard, Karl Marx, Henri Michaux e outros autores. A obra, composto de diversos aproveitamentos sonoros, equilibra movimento e estatismo, invenções e reinvenções acústicas e outras recuperações sonoras trabalhadas a partir de elementos de música concreta, como sons do mar. Referencia os aspectos negativos do petróleo, fazendo ressaltar os aspectos poéticos de um mundo simultaneamente movido e cercado pelo petróleo. Força motriz e desgraça colectiva simbolizadas nas texturas granulares tempestuosas, nos drones que se entrechocam e nas grandes estruturas para-industriais à escala da maquinaria de exploração e transporte do petróleo. Paisagem metálica onde o erro humano ou o acaso têm efeitos devastadores. Do outro lado, encontram-se sons de aeroportos, tráfego, recombinados em estúdio com piano, órgão sintetizador, sampler, com o contrabaixo e baixo eléctrico de Bruno Chevillon, que se junta a outras fontes, como percussão sobre madeira, plástico, tudo sujeito a uma conveniente mistura e montagem digital para que tudo fique no ponto. A estrutura da composição traduz o compromisso inteligente entre a tradição electroacústica ocidental, tal como se estabeleceu ao longo do Séc. XX, e o olhar arguto sobre a moderna música improvisada de feição europeia, que respira uma atmosfera sonora inspirada na música contemporânea, no ruidismo digital e no minimalismo. Não lhe faltam argumentos para convencer. Resta então um trabalho meticuloso sobre o som enquanto matéria-prima, que impressiona favoravelmente enquanto proposta poético-musical com sentido e validade. Produção de Samuel Sighicelli e Franck Vigroux.
A história é conhecida e teve cobertura no New York Times. Franzo Wayne King, o reverendo que traja vestes sacerdotais, fundou a Igreja de Coltrane em S. Francisco, Califórnia, logo a seguir à morte de John Coltrane, em 1967. Ele e um grupo de adoradores veneram o saxofonista como um santo da Igreja de Jesus Cristo. Valha-nos S. Coltrane da Igreja Ortodoxa de S. Francisco! Segundo o Reverendo Wayne King, "The music of John Coltrane is that anointed sound that leaped down from the throne of heaven out of the very mind of God". Amen.
Federico Monti's works are following the aesthetics of lowercase and microsound. He uses diverse sound applications and techniques to create a balance between extreme frequencies, tonal textures and clean glitches. Sometimes hidden just beneath the surface ending up in a sonic pleasure designed for the deep listening. Federico Monti comes from Argentina. INVIERNO
Subsource had been active for about seven years. The netlabel stopped it's work during the summer 2006. No new music will be released at this place. Past Releases will be kept online as long as possible. Thanks to all listeners, supporters and of course the artists for the good work. We had great times during this project.If you'd like to download all releases and dj sets at once we recommend two torrents provided by LegalTorrents.com. The complete release catalog (1.3 gb) is available here, the submix collection (2.8 gb) can be found here.
Guitarras há muitas, muitíssimas. Gente a reparar no trabalho do alemão Hans Tammen é que ainda não, mas para lá se caminha. Num tempo em que abundam os clones e os copycat, o trabalho de Tammen com a sua endangered guitar é outro assunto. Para perceber as diferenças bastaria atentar em Intersecting A Cone With A Plane, disco em trio com Ricardo Arias e Günther Müller. Lançamento da Creative Sources Recordings em 2006, tenho-o na conta de um dos melhores que Ernesto Rodrigues produziu e editou.
O Avant Garde Project apresenta música de um dos maiores compositores do Séc. XX, o grego nascido na Roménia e naturalizado francês Iannis Xenakis:Polla Ta Dhina, ST/10-1-080262 e Cendrees (AGP99), esta última uma das suas grandes obras corais, três composições retiradas de dois LPs que estão fora de circulação. Oportunidade de conhecer uma pequena parte da obra de Xenakis que ainda não foi reeditada em CD. Descarga gratuita através do Minova, por exemplo.
Nova saída de Charles Gayle na Ayler Records: By Any Means, Live at Crescendo. Charles Gayle, saxofone alto; William Parker, contrabaixo; Rashied Ali, bateria. Gravação ao vivo no clube Crescendo, Norrköping (Suécia), em Outubro de 2007. (Foto: Nuno Martins)
Charles Gayle, William Parker e Mark Sanders Red Rose, Londres, 21 de Setembro de 2007
Kali. Z. Fasteau com um novo trio, em concerto. Kali Z. Fateau (saxofone soprano, piano, voz, viola e mizmar), Isaiah Richardson (clarinete) e Ron McBee (percussão africana e berimbau). Sábado, 6 de Abril, no Brecht Forum, em Nova Iorque.
"Demonstrating a remarkable breadth in her multi-instrumentalism, Kali. Z. Fasteau manifests a fascinatingly diverse style in her new release with Kidd Jordan and Newman Taylor Baker, featuring music from the trio’s performance at the Kerava Jazz Festival: Finland, in June of 2007. While Jordan’s bold sax serves as the canvas, it is Fasteau’s playing that adds a brilliant mix of texture and color to the recording, injecting an enchanting sense of both mysticism and exoticism into every piece. Playing the Arabic double-reed mizmar, the piano’s harp and keys, a nai flute, a cello, a synthesizer, as well as some more conventional instruments, Fasteau more than masters many trades". - Mike Szajewski, Jazz Director WNUR
Cobra será provavelmente o projecto de improvisação de grupo mais discutido e celebrado nas últimas décadas. Desenhado pelo compositor e saxofonista über-influente John Zorn no início dos anos 80, Cobra é, na sua essência, uma experiência total mascarada de jogo: sem quaisquer partituras, a sua estrutura (admitindo que existe uma estrutura) baseia-se num conjunto físico de cartas com indicações mais ou menos secretas que servem de mote à interacção entre os músicos e o condutor do grupo, que as vai gerindo (introduzindo e retirando cartas da performance em curso) consoante a direcção (entenda-se a palavra no seu sentido mais amplo) que pretende dar à peça. Dada a natureza improvisacional das interpretações, cada apresentação do projecto Cobra é única em si mesma, podendo os registos variar radicalmente de noite para noite. You never know – mesmo.
Paulo Curado e Rodrigo Amado / saxofone Ricardo Pinto e Johannes Krieger / trompete Eduardo Lála / trombone Miguel Leiria Pereira / contrabaixo Rodrigo Pinheiro / piano Carlos Milhomens e Rui Faustino / bateria João Castro Pinto / electrónicas DJ Ride / gira-discos Nathan Fuhr / direcção
Piano (Magda Mayas), contrabaixo (Koen Nutters), percussão (Morten J. Olsen) e clarinete baixo (Carlos Galvez Taroncher), tocados por uma alemã, um holandês, um norueguês e um espanhol. A música de Mayas / Nutters / Olsen / Galvez, que fez sensação no festival Total Music Meeting de 2005, tem raízes na Escola Britânica de livre-improvisação pós-Spontaneous Music Ensemble (SME), de base acústica, algo que hoje em dia se ouve cada vez menos dissociado da electrónica. Tenha-se presente como ponto de referência e de partida o SME mais abstracto e vagaroso na progressão. Todas as nove peças do disco incluem idêntica participação dos membros do quarteto, o que, além de enriquecer a criação musical, coloca-a para além dos limites do vocabulário que as diferentes convenções foram sedimentando. A ideia com que se fica é que a música de On Creative Sources (Hail Satan) (cs093) tanto poderia ser composta no instante em que se executa, como penso que foi, como poderia ter sido previamente escrita, processo em linha com o da composição contemporânea. Seja como for, o que releva é que a obra testemunha a admiração do quarteto pela memória da música improvisada europeia, assim como participa de uma multiplicidade de referências musicais relacionadas com o Séc. XX, as mais emergentes das quais talvez sejam as do norte-americano Morton Feldman e a do austríaco Anton Webern, cuja presença se plasma na lentidão fragmentária com que o cortejo progride, e no ambiente soturno, enevoado e carregado de partículas de humidade que atravessa o disco do princípio ao fim. Globalmente, os quatro músicos preferem a contenção à loquacidade. Outro tipo de emoção que se adensa no olhar sobre o timbre, sem perder o fio à meada narrativa, na arte de intervalar silêncios com notas curtas, pontilhismo que preserva a concentração no equilíbrio e na proporção, sem descurar a musicalidade. Apesar de inspirada em sinais que lhe chegam de outros tempos, a obra consegue evidenciar uma poderosa radicalidade criativa, engenho artístico e confecção apurada.
Freemusic: "Ernesto Rodrigues invited 10 members of the Orchestra, plus Brazilian violinist Luís Loreto, to interpret a composition based on the concept of near silence. The piece was divided into 8 different sections".
Ernesto Rodrigues – composition, conduction, electric violin Luis Loreto – violin Jean-Marc Charmier – trumpet, flugelhorn Eduardo Chagas – trombone Bruno Parrinha – alto clarinet João Pedro Viegas – bass clarinet Alípio Carvalho Neto – soprano & tenor saxophone Lizuarte Borges – alto saxophone Peter Baastian – melodica Armando Gonçalves Pereira – accordion, piano Nuno Rebelo – electric guitar Abdul Moimême – electric guitar
Miles Davis, Ornette Coleman e Cecil Taylor, três das mais influentes figuras do jazz e arredores, vistos pela lente de Howard Mandel. Nascidos com um intervalo de quatro anos entre si, com formações académicas e musicais as mais díspares, inspiraram gerações de criadores muito para além do que fariam prever as suas origens afro-americanas. Howard Mandel entrevistou-os e seguiu-lhes o percurso durante décadas. Miles Ornette Cecil: Jazz Beyond Jazz (Routledge Music).
Nasceu viçosa a 'eartrip', uma nova revista sobre jazz, improvisação e música experimental. O primeiro número, além de tratar de blogs sobre jazz (que raio de entretenimento esse), versa sobre vários outros assuntos, como o compositor e contrabaixista norte-americano William Parker, a recente e, até à data, inédita colaboração entre Anthony Braxton e Cecil Taylor, discos, DVDs, concertos, e uma entrevista com Mike e Kate Westbrook. Disponível em formato PDF, para descarga gratuita.
Free Improvisation: The Unfolding Continuum Andy Martin Downtown Music: William Parker Daniel Huppatz Cecil Taylor and Anthony Braxton – Four Days in Italy Anthony Whiteford Beware of the Blogs David Grundy “Let’s not have barriers where we can avoid them”: An Interview with Mike and Kate Westbrook Noa Corcoran-Tadd e David Grundy Paul Rutherford Tribute Trevor Watts, Veryan Weston, e Mike e Kate Westbrook CD Reviews David Grundy, Ian Thumwood, Stef Gijssels, Noa Corcoran-Tadd, Henry Kuntz e Massimo Ricci Gig Reviews David Grundy, Ian Thumwood, Rod Warner e Scott McMillan.
"Conversas à volta do Espaço", 12 e 13 de Abril de 2008 Auditório da Biblioteca de Montemor-o-Novo (Entrada Livre)
Programa: Sara Antónia Matos
Delfim Sardo, Bragança de Miranda, Rui Chafes, Ricardo Jacinto, Carrilho da Graça, Bernardo Pinto de Almeida, José Augusto Mourão, Bruno Marchand,Nuno Grande, João Paulo Feliciano, Pedro Gadanho, João Tabarra, Rodrigo Eduardo Silva, entre outros, discutem o espaço e as suas tensões, a relação das artes plásticas com a arquitectura e o espaço da imagem na arte contemporânea. Nas conferências de 2008 "Conversas à volta do Espaço" (8ª edição), a reflexão focará o conceito espaço nas suas múltiplas acepções. Pretende-se que os diversos painéis versem a dilatação e a permeabilidade do espaço das disciplinas artísticas, a relação intrínseca entre as artes plásticas e a arquitectura, e a relação da arte contemporânea com a herança cultural e o património histórico. Acima de tudo, coloca-se em discussão como é que a prática artística contribui para a construção de um " lugar habitado". Os debates são abertos ao público.
psi: " I called it psi for all the associations with irrational numbers, golden ratios, etc, but above all for the Psi phenomena which I am convinced are at the heart of improvised music making." - Evan Parker.
Ouvir sons subaquáticos registados em directo? E se os sensores estiverem colocados debaixo do Oceano Glacial Antárctico e foram captados a 15 000 Kms de distância, num instituto alemão de investigação científica? O Projecto chama-se PALAO (Perennial Acoustic Observatory in the Antarctic Ocean), realizado pelo Alfred Wegener Institute for Polar and Marine Research.
Hank Jones (n. 1918) em gravações de 1955 para a Savoy, em quarteto e em quinteto, com o trompetista Donald Byrd a 'roubar' a posição cimeira ao pianista, irmão mais velho de Elvin e de Thad Jones, com o contrabaixista Eddie Jones e o lendário baterista Kenny Clarke. O quinteto completa-se com a adição de um Segundo trompetista, Matty Dice. A reedição Fresh Sound, de 2008, inclui dois temas, Hank's Pranks, com Byrd e Dice, e Bluebird (Charlie Parker) com o flautista Herbie Mann em vez daqueles dois. Grandes páginas de hard-bop, por alguns dos maiores cultores e estilistas, os genuínos.
É com grande contentamento que finalmente estamos em condições de anunciar um serão de concertos com Charlemagne Palestine, Colleen e David Maranha, a ter lugar na Sé Patriarcal de Lisboa, no próximo dia 10 de Abril, quinta-feira, pelas 21h. Entradas para o espectáculo, a 10€, irão estar disponíveis a partir de amanhã, terça-feira dia 2, nas lojas de discos AnAnAnA, Flur e Louie Louie. Aos interessados em vir ao espectáculo provenientes de fora de Lisboa, podem entrar em contacto connosco para reservar bilhetes em reservas@filhounico.com. Aos da capital, pedimos encarecidamente que adquiram previamente os bilhetes nas lojas de discos, de forma a facilitar uma entrada fluida no espaço. Na véspera do concerto da Sé Patriarcal, o espaço Oporto, na Calçada Salvador Correia de Sá, 2.º Frente (Sta. Catarina, no mesmo edifício do Noobai), irá estar a passar em loop, a convite de Alexandre Estrela, o notável vídeo ‘The IslandSong’, de Charlemagne Palestine, pelas 22h30, com entrada gratuita. Mais informações sobre este evento brevemente disponíveis em www.oportolisboa.blogspot.com
Charlemagne Palestine apresenta-se ainda para mais dois eventos em Portugal. A dia 17, toca no Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos, onde irão também ser projectados vários dos seus trabalhos em filme. No dia seguinte, 18 de Abril, vai ao Teatro Municipal da Guarda, apresentar as peças ‘A Charleprayer for Guarda’ e ‘Strumming For Yamaha C5’. Informações sobre a Zoom, entidade organizadora em Barcelos, em http://www.zoom.pt, e sobre o TMG em http://www.tmg.com.pt
Colleen apresenta, já nesta semana, três datas antes do concerto da Sé Patriarcal de Lisboa. Dia 3 toca no ciclo ‘put some / senses’ do Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra; no dia seguinte, 4 de abril, toca no Theatro Circo, em Braga; e, no dia 5, no Centro de Artes e Espectáculo de Portalegre.
Entretanto, e relativamente ao concerto dos Animal Collective, anunciamos também que a primeira parte da data da banda no Lux, bem como de todas as da digressão em que esta se insere, irá ser da responsabilidade de Atlas Sound, celebrado projecto a solo de Bradford Cox, vocalista dos Deerhunter, que lançou o seu primeiro registo neste álias recentemente pela norte-americana Kranky. Os bilhetes para esta noite estarão brevemente à venda unicamente na loja de discos Flur.
Para os interessados, bilhetes para o concerto dos Black Lips estão também já à venda na Flur, e irão estar a partir de amanhã à venda na AnAnAnA e na Louie Louie. -Filho Único(Poster por Nuno Henriques)
Pode-se-lhe chamar Jazz by Sun Ra(Transition) ouSun Song (Delmark), como foi reintitulado, e entretanto New Horizons... (Fresh Sound), que é sempre Sun Ra & His Arkestra em 1956. Coisa linda... Sun Ra (piano); James Scales (saxofone alto); John Gilmore (saxofone tenor); Art Hoyle, Dave Young (trompete); Julian Priester (trombone); Richard Evans, Wilburn Green (contrabaixo); Robert Barry (bateria); e Jim Herndon (percussão). Ainda bem dentro da tradição do jazz de Chicago, relativamente agarrado às convenções, mas já com um toque experimental, a antecipar o estalo que foi Super-Sonic Jazz (Saturn Records) – LP que também faz parte desta nova configuração, tal como Sun Ra Visits Planet Earth e Jazz in Transition – e o salto em comprimento de Sound of Joy (Delmark), meses não eram decorridos. Jordi Pujol reeditou em 2008 na Fresh Sound. Trabalho meritório. Distribuição nacional pela Dwitza.