Image hosted by Photobucket.com
30.9.07
 


Rodrigo Amado Quartet - Live at ZDB Gallery, April 13, 2007
(Video: Nuno Moita)

 
 

The Music Improvisation Company

Derek Bailey (guitarra eléctrica); Evan Parker (saxofone soprano); Hugh Davies (electrónica); Jamie Muir (percussão); Christine Jeffrey (voz).

1. Third Stream Boogaloo; 2. Dragon Path; 3. Packaged Eel; 4. Untitled No. I; 5. Untitled No. II; 6. Tuck; 7. Wolfgang von Gangbang.

Data de meados da década de 60 o encontro entre Derek Bailey e Evan Parker no Spontaneous Music Ensemble, apadrinhado por John Stevens. Bailey e Parker deram-se bem na altura, e resolveram prolongar a experiência de tocar juntos. O primeiro contexto em que o fizeram, na sequência da colaboração conjunta no SME, foi The Music Improvisation Company, grupo que, mais tarde, a partir de 1976, já só com Derek Bailey, passou a ser abreviadamente designado por Company. Para a quadratura do círculo chamaram o percussionista Jamie Muir, e o pianista e electronicista Hugh Davies, músicos com a mesma fé na improvisação não-idiomática. O quarteto, a que se somou circunstancialmente a voz de Christine Jeffrey, posicionou-se de imediato na vanguarda da música improvisada que então se fazia em Londres, corria o ano de 1968. Em 1970, nasce a editora Incus, criada pela dupla fundadora da Music Improvisation Company, e pelo percussionista Tony Oxley. No mesmo ano em que a Incus inicia actividade, sai na ECM The Music Improvisation Company, um dos mais importantes discos de toda a fugaz carreira da MIC, gravado em Agosto de 1970, nos Merstham Studios de Londres. Edição ECM (LP, 1970). Em CD, apenas no Japão.

 
28.9.07
 

Italian genre-smashing free-form experimentalists Zu team with forward-thinking Japanese DJ Nobukazu Takemura on 2007's IDENTIFICATION WITH THE ENEMY: KEY TO UNDERWORLD. Predictably, the results are totally unpredictable. Skittering IDM collides with free jazz-influenced gestural noise, resulting in a wild ride that is at times intriguingly atmospheric, at others unsettling and frenetic. While those with more conventional palettes might be put off by the sonic curveballs thrown on track after track, adventurous listeners will find plenty to appreciate.

 
 

1bit-wonder - 2063music.de - 23 seconds netlabel - 3patttes records - 6 on the dot - Aa - Abflug Records - Access Tonal Communcations - Access Tonal Communications - acediamusic.org - Aciendo - acrylik netlabel - adapter netlabel - adozen.org - aerotone - Aesova - ahornfelder - ailimaf.com net-label - Alces2 - alg-a netlabel - Alpinechic - amanita - Amduscias Records Net Label - and/OAR - AngstProd - ANGSTPROD - ANTIFROST - Antiritmo - Antiritmo - Antiritmo Netlabel - ANTISOCIAL - APE - Archaic Horizon Records - aRhiva7 - Arteqcue - Arterija - audealism.com - AUDIOACTIVISTE - Audiobulb Records - AudioTong - auf abwegen - Autoplate - autres directions in music - Backseat Recordings - Backseat Recordings - Backtrack - beatismurder.com - Beatpick.com - beAudible.com - Benekkea net/rec. label - BirdSong - Bitlab Records - bluedawe - Bontekoe Records - BuckramBeats - Bump Foot - c e n t i b e l - Carte Postale Records - Catch The Falling Leaves - clear-cut-records - clear-cut-records netlabel for minimal moments - Clinical Archives - Comatronic - Comfort Stand - Complementary Distribution - con-v - Coup d'Etat Communications - cuchara - CUMSHOT RECORDS - custom music records - Cyclene Records - Da ! Heard It Records - debun - deepindub.org - deepindub.org - deepwhitesound - default - defenestrated records - deleted_items - dharmasound.com - Digitalbiotope.net - Dinet - Diophantine Discs - Dirtybird Rexx - Discos Konfort - Drift Records - DubiousAudio - Dust, Unsettled - earphone - ear-recordings - earsheltering - Earstroke Records - Earth Monkey Productions - Edge Effect - Ekleipsi - eko netlabel - ElectroSound - ElectroSound.ru - Elektriksheep - empreintes DIGITALes - enoughrecords - Entity - Equaliteq - erewhon - esc.rec. - Escala - escala - experimedia - Far From Showbiz - field muzick - Fork Series - FOUR DIRECTIONAL DOUBT - Fronha Records - Frozen Elephants Music - Fukk God Lets Create - GARGANRECORDS - Gizmo Lab - GO Zombie Records - GRHK - Gruenrekorder ::. Label for field recordings & audioart - Haushaltsware - Hazardous Wonderdukes - H-A-Z-E - he@dphon.es - headphonica - HeilsKabaal - Homophoni - I/O Netlabel - iD.EOLOGY - illmatik vibes_delete:thought - INDEXOF/ - Infaces Records - Insubordinations - interdisco - Intervall-audio - Intransitive Recordings - Irdial Music - Japanesejoint - kabel - Kahvi - Kaiku - kikapu - klanggold - Knobs netlabel - kolorform records - Korm Plastics - Kvitnu - Laboratoire Classique - Laboratoire Moderne - Lacedmilk Technologies - Laconia Records - Language Lab - Lantern Records - LEEP - legoego - leibniz - leibniz - Live Reports - Lost Children - Loughton Sound Technologies - Luumu Recordings - LuvSound - machine.records - maetrixsolution - maetrixsolution - mahorka - MarkRushton.com - MarmiteSonore - Mechanoise Labs - menthe de chat - Merzbau - Miga - mimeograph-net - MiMi Records - Mirakelmusik - Mixotic - monohm.com - monohm.com - Mouthmoth - mp3death - msdm - msdm - muertepop - Musica Excentrica - Musicartistry Recordings - Mystery Sea - -N netlabel - nauzemuzick - Nexsound - no type - Nocharizma - noisy vagabond recordings (nvr) - Nosordo - Nosordo - ObservatoryOnline - ocp - Ogredung - ohrlab - op3n.net: mixtape netlabel - OpenLab Records - Oscilator - Ouzomusic - pana'pena - Panospria - Panzer Records - part2 records - pentagonik - Pentagonik - Pharmafabrik - Pitjamajusto Netlabel - plainaudio - Plattegrond - plattegrond - Pointy Bird Records - Politbureau - Polyfusia Records - polymorphic - post-digital.net - privatelektro - Protoplazma - proun - psycle. - pulsmusik - Quinquaginta - Random Access Recordings - re.cord.er.z - realaudio.ch - reamp3 underground - Red Venice Presents... - Redstar Budapest - RedStarCanada - Repan Records - Repan Records (netlabel) - Resting Bell - Reverse Engine - Rive - RoXxOr - S!te Records - SEM label - SERIES - Share My Wings - Silence Collector - silenzio - Sine Fiction - sirr - Skylab Operations - So Healthy Music - Sockets - Sonic Walker - Soulseek Records - soundsorange - sourceform - standard klik music - standardklikmusic - Stasisfield - Stomafunk Digital - Stomoxine Records - störung - Sub-machine.NET - Subnatura - Subsource - subverseco - sudd. - Surfaces - Surreal Madrid - TAKE PILLS DIE RECORDS - Takkeherrie Recordings - tanzprocesz - techNOH - test tube - textone - The Land Of - The Shadow Puppet Recording Company - The Weed Files - Thinnerism - This Generation Tapes - This Plague of Dreaming - TIBProd - TILN - tokyo dawn records - Tom Tipunk Records - Tom Tipunk Records - tonAtom - tonAtom - TONIMUSIC - Treetrunk - TROORG - the netlabel for electro-organic dance music - Trust Me I'm A Thief - Two left hands on two right arms - unDercoat - universal cooler records - Urban Sprawl Records - veerwaves - Vibration Institute - WeirdAndWired - windwitnessing - windwitnessing - Without Dead Time Records - xorsix records - Yuki Yaki - Zeromoon - Zimmer-Records - Zymogen
 
 

FRANK LOWE - FRESH (LP Arista/Freedom,1975)

1. Epistrophy; 2. Play Some Blues; 3. Fresh; 4. Mysterioso; 5. Chu's blues

Frank Lowe (saxofone tenor); Lester Bowie (trompete); Joseph Bowie (trombone); Abdul Wadud (violoncelo); Steve Reid (bateria, 1); e Charles 'Bobo' Shaw (bateria, 2, 3, 4). Os sons, cores e formas do Frank Lowe deste período não andam longe das do Art Ensemble of Chicago da mesma época. Os manos Bowie, Lester e Joseph (embora o segundo não tivesse integrado o AEC), puxam muito para esse lado, assim se compreende. Fresh, gravado entre 1974 e 1975, foi reeditado em CD há uns anos pela Black Lion, com outra capa, e desde então levou sumiço. Em 1975, Frank Lowe publicou outra obra imprescindível: The Flam (Black Saint), que, tal como este outro, exala um intenso aroma free. O alinhamento de Fresh inclui cinco temas, dois deles originais de Thelonious Monk (Epistrophy e Misterioso). O último (Chu's Blues, mais funk que blues) junta Lowe e um grupo de que não mais ouvi falar, os Memphis Four. Fresh, que se seguiu a Black Beings (Esp-Disk), a estreia de Frank Lowe como líder, continua a soar fresco passados 33 anos sobre a data da gravação. Esta é outra das muitas pedras preciosas do acervo Arista, que continuam nas mãos de melómanos abonados ou sortudos, ou nas de ciosos coleccionadores. As masters lá estão, 'esquecidas' nos arquivos da velha Arista, a aguardar que alguém num dia de bom augúrio se lembre de vasculhar a fundo nos catálogos, recuperá-los e trazê-los à luz do dia. A febre das resmasterizações ainda não chegou lá. Disponíveis, para quem pretenda conhecer aspectos mais recentes da obra gravada de Frank Lowe, estão Bodies & Soul, Vision Blue e Lowe-down & Blue, três títulos importantes da discografia do saxofonista, editados na Creative Improvised Music Projects (CIMP).

Frank Lowe (1943-2003)

 
 


HIGH ZERO 2007!

 
27.9.07
 

Miles Davis' The Complete 'On The Corner' Sessions

 
 

cover art

Gravação ao vivo no Millenium Park de Chicago, a 24 de Agosto de 2006, no âmbito do programa Made in Chicago: World Class Jazz. Corresponde à sexta proposta da mais surpreendente e diversificada das formações de Ken Vandermark – a Territory Band – numa actuação que contou com a presença de… Fred Anderson! Depois do excelente New Horse for the White House, de 2005, via Okka Disk, surge agora Collide. No programa, uma pièce de résistence, Collide, como sempre desenhada e dirigida por Vandermark para servir de base à improvisação de um vasto grupo de músicos, desta vez constituído, entre permanentes e eventuais, por: Ken Vandermark (saxofone tenor e clarinete); Fred Anderson (saxofone tenor); Dave Rempis (saxofones alto e tenor); Fredrik Ljungkvist (saxofones barítono e tenor); Axel Dörner (trompete), Per-Ake Holmlander (tuba); Lasse Marhaug (electrónica); David Stackenäs (guitarra); Jim Baker (piano); Fred Lonberg-Holm (violoncelo); Kent Kessler (contrabaixo); Paul Lytton e Paal Nilssen-Love (bateria e percussão). Daqui a dias, na Okka.

 
 
Há 7 anos a esta parte que a sueca Ayler Records (live music with spirit) vem a acarinhar os ouvidos do público interessado no jazz irreverente. Fundada em 2000, por Jan Ström, que dirige, e por Åke Bjurhamn, que pinta as capas e trata do grafismo, a Ayler prossegue o trabalho de desencantar e recolocar à disposição do ouvinte gravações obscuras, raridades, ao mesmo tempo que documenta o que de mais relevante tem passado pelo Glenn Miller Café, um minúsculo clube de Estocolmo, que é hoje uma referência geográfica importante na Europa para o jazz actual. A música deste volume Live at Glenn Miller Café resulta de dois concertos que o quarteto The Electrics deu a 3 e 4 de Outubro de 2005, escolhida, seleccionada e preparada pelos próprios músicos para edição. Apesar do título, o grupo toca exclusivamente instrumentos acústicos: Sture Ericson, saxofone tenor, clarinete e clarinete baixo; Axel Dörner, trompete; Ingebrigt Håker Flaten, contrabaixo; e Raymond Strid, bateria - tudo gente (re)conhecida, habitantes da paisagem jazz/improv made in Europe. A partir de composições instantâneas (Electrips; Electrance; Electrash; Electroops; e Electraps), em que abundam marcas da livre-improvisação e do experimentalismo europeus, em concomitância com swing electrizante, a fazer jus ao nome do grupo, a música combina aspectos particulares do trabalho sobre o som enquanto matéria-prima, e outros ligados à tradição do jazz, tal como recebido e transformado na Europa. A improvisação, tesa e a apontar em insuspeitas direcções, é de encher as medidas, à semelhança do que aconteceu no anterior disco do quarteto, o recomendável Chain of Accidents, um Ayler de 2000 gravado ao vivo na Copenhagen Jazz House, Dinamarca. A questão não é escolher de entre os dois; é, se possível, entreter com ambos a espera por um terceiro volume.

 
 

Na francesa Potlatch: Propagations - os saxofones de Marc Baron, Bertrand Denzler, Jean-Luc Guionnet e Stéphane Rives.


 
26.9.07
 

Workshop Freie Musik, Akademie der Künste, Berlin, 1977. Embalado pelo espírito de John Coltrane, Gerd Dudek (flauta, shenai, saxofones tenor e soprano), o contrabaixista Buschi Niebergall, ambos alemães (o primeiro, radicado na Polónia), e o baterista finlandês Edward Vesala, que, anos mais tarde, viria a ser extensivamente documentado na ECM Records. Em Abril daquele ano, o trio encontrou-se para actuar ao vivo na Academia das Artes de Berlim, e aí apresentar uma sequência de seis temas compostos por Dudek e Niebergall. São breves linhas melódicas enunciadas logo na abertura, e depois, venha a liberdade e a improvisação. O concerto documentado em OPEN (UMS/Atavistic) ficou para a história como um dos grandes acontecimentos da free music dos anos 70. Dudek, na liderança, à parte as discretas participações na Globe Unity Orchestra, de Alexander von Schlippenbach, evidencia um som potente, mas macio e suave no fluir; já encerrava as propriedades que anos mais tarde viria a revelar de forma mais depurada em Smatter (Psi Records, 2002), gravação “britânica” de 1998, em quarteto com John Paricelli, Chris Laurence e Tony Levin.
Dudek foca-se num instrumento por tema. No primeiro (H.S.), sax soprano, depois (Kugel) tenor, a seguir (Mira), flauta e shenai, retomando a sequência tenor (Manchmal), flauta (Open) e soprano (Chain). O acompanhamento do contrabaixo e da bateria, sem marcação regular, contribui em grande medida para o elevado nível artístico de uma sessão em que nada está a mais ou a menos, e impulsionar Gerd Dudek para alguns dos seus melhores momentos, caracterizados por um lirismo doloroso e melancólico. Originalmente editado em LP na Free Music Production (Archive Edition, 1979), OPEN foi reeditado em 2004 pela Unheard Music Series/Atavistic. Som actual, passados 30 anos.


 
25.9.07
 

cover art

Aqui está o que se sabia existir mas não era conhecido do público em geral: a sessão completa que Andrew Hill gravou no final dos anos 70 para o disco From California With Love, que Hill gravou nos estúdios da Fantasy, em Berkeley, Califórnia. Dessas sessões resultaram, além dos temas que vieram a ser incluídos em From California with Love, duas horas extra de música, material que deu para preencher três CDs. Andrew Hill - Solo, edição limitada da Mosaic Records (Mosaic Select 23).

 
24.9.07
 

Rahsaan Roland Kirk - Natural Black Inventions: Root Strata (1971

Ao vivo em estúdio, Rahsaan Roland Kirk (1936-1977) toca a quase totalidade dos muitos instrumentos de sopro e percussões que se podem ouvir em Natural Black Inventions: Root Strata, sem dobragens dele próprio e sem quaisquer efeitos de pós-produção, o que é espantoso, já que são vários os instrumentos de sopro que executou em simultâneo (saxofones alto e tenor, flauta, clarinete, apito, voz, sirene, sinos campaínhas, manzello e stritch), como um autêntico one-man band, imagem de marca que acentua o lado folk (klezmer e não só) da música de Roland Kirk. Piano (Sonelius Smith, em Daydream) e um ou outro instrumento de percussão (Joe Texidor, em tábua de lavar, ferrinhos e pequenas percussões, e Maurice McKinley, em conga), foram os únicos instrumentos a que não deitou mão. Natural Black Inventions: Root Strata, que é hoje uma raridade, foi gravado entre Janeiro e Fevereiro de 1971 e editado em Julho do mesmo ano, pela Atlantic Records. Actualmente, circula uma edição relativamente recente em CD, acoplada a outro importante título da discografia oficial de Rahsaan Roland Kirk: The Inflated Tear.

 
 

RIP Michael Evans Osborne (1941-2007)

It is with great sadness that we announce the passing of alto saxophonist Mike Osborne, or Ozzy as he was affectionately known, less than a fortnight before what would have been his 65th birthday. The cause was lung cancer. Osborne, often referred to as the Jackie McLean of Britain, an appellation of which he would be most proud, came to prominence in the fertile English jazz scene of the mid '60s. He was a member of the progressive Mike Westbrook Concert Band and participated in the small ensemble recordings of John Surman, Ric Colbeck, Harry Beckett and Alan Skidmore. He showed his versatility playing in the rock projects of Mike Cooper concurrently with being a member of the hornline of Chris McGregor's Brotherhood of Breath. Osborne released several recordings under his own name from 1970 to 1977 on the Turtle and Ogun labels. Notable associations included a trio with bassist Harry Miller and drummer Louis Moholo, a duo with pianist Stan Tracey and the horn trio SOS with Surman and Skidmore, one of the first of its kind. Osborne's playing was marked by several qualities: excellent articulation and time, wonderful invention that absorbed both traditional and free playing (despite his affiliations, he was far more the former than the latter) and an enthusiasm that manifested itself in some of the most incendiary playing on the instrument in jazz history. Whether it in an intimate setting or as part of a large ensemble, Osborne was an unmistakable voice, one of the finest to come out of a long tradition of British saxophonists. Sadly, drug use and mental illness would take its toll by the beginning of the '80s. Documents exist of Osborne actively playing at least until 1982 but after that police troubles forced him back to his childhood home of Hereford (near the Welsh border) where he remained, first at home then in hospital care, until his death. Though he did not record after the '70s, recent issues of older material have brought Osborne's career back into focus - albums by Harry Miller's Isipingo, the Brotherhood of Breath and John Stevens. To view his discography is to witness the development of British jazz into a creative and enduring legacy. A complete list is available at www.jazzlab.iwarp.com. Jazz is filled with tragic stories like Osborne's. At the end of his life, he greatly appreciated that people still remembered him and his music and still retained some of the beautiful spirit heard on his recordings. Farewell Ozzy - Andrey Henkin / All About Jazz NY

 
23.9.07
 

[Parker.jpg]

É esta a cara de Corn Meal Dance (Aum 043), novíssimo disco de William Parker, o papa do free jazz moderno (“um dos 50 mais distintos músicos de Nova Iorque de sempre”, segundo a Time Out New York), com o grupo Raining On The Moon, em versão expandida. Participações, além de WP em contrabaixo, de Rob Brown, saxofone alto; Lewis Barnes, trompete; Hamid Drake, bateria; Eri Yamamoto, piano, tal como em Luc's Lantern, disco de WP em trio; e Leena Conquest (a June Tyson de WP?) voz comum ao anterior disco do quarteto Raining On The Moon, o mesmo que esteve em Coimbra, em 2003, para um concerto inesquecível, cantora com quem tive o prazer de almoçar um dia na Associação 25 de Abril, em Lisboa, à mesa com João Pedro Viegas, o então director artístico dos Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, Jazz ao Centro.
Raining on the Moon (Thirsty Ear/Blue Series, 2002) constituiu uma relativa surpresa, face ao que se conhecia do trajecto discográfico de Parker enquanto líder, iniciado em 1981, com Through Acceptance of the Mystery Peace (Centering/Eremite). Neste formato de 'quarteto mais participações especiais', William Parker combina jazz e poesia, põe o melhor do seu lirismo militante ao serviço da causa da esperança e do optimismo como formas de combater o desalento e o desespero que grassam pelo Mundo. Ainda não ouvi o disco e já me soa a qualquer coisa, algo entre o espírito dos blues, com muito groove, temas em formato canção/composição, com bastante improvisação à mistura, na linha do disco anterior.
Corn Meal Dance tem edição na americana AUM Fidelity, que este ano comemora uma década de actividade editorial. Agora me lembro que já me está a fazer falta mais um episódio da grande Little Huey Creative Music Orchestra, a big band de William Parker, que seria outra bela maneira de comemorar os tais 10 aninhos. Com ou sem LHCMO, parabéns a Steven Joerg, o homem por detrás do balcão, e que assim escreve: «Corn Meal Dance is an incomparable and uncompromising work that AUM Fidelity is deeply honored to present; the release of this wonderful record is how AUM Fidelity is celebrating its 10th Anniversary as a purveyor of immaculate sounds for the healing of nations (hey, "you got to go big out here" ). The title track here alone is enough to have made me weep tears of joy on many a night since its creation; some eternal wisdom to be found and sung and danced along to here folks».

 
 
Fred Anderson está doente, diz-se por aí. Teme-se o pior, já que é irreversível; foi a idade (78) que entrou por ele adentro e tomou conta do momento. Em 2003, Fred estava bem de saúde. Tinha-a para dar, vender e tocar saxofone. Um rio de enorme caudal brotava cada vez que o seu sopro enchia os ares. Tal como aconteceu no Vision Festival, em dupla com o contrabaixista Harrison Bankhead (8 Bold Souls e Frequency), funcionário público de profissão, músico nas horas livres, que os tempos não correm de feição para viver exclusivamente da música, possibilidade reservada apenas a uma minoria. Bankhead, também ele oriundo de Chicago, possui um som cheio e escuro, lírico sem cair no adocicado. Fred & Harrison, um duo de saxofone tenor e contrabaixo pleno de empatia comunicativa, convergente na partilha do mesmo tempo e espaço, um a funcionar como a sombra do outro, alternadamente, como se não fosse possível viverem separadamente, tal é a coesão e a vontade consequente de se entenderem, no palco como na vida. Em The Great Vision Concert, tanto durante o anúncio dos temas (todos de Fred Anderson: Cloverleaf; Wandering; Trying to Catch the Rabbit; e The Strut) como na improvisação, o duo swinga a valer, alternando entre tonalidades sombrias e momentos de clara luminosidade. Assinale-se a plena comunhão de pontos de vista, construída a partir das bases em que assenta a linguagem comum, o leite onde ambos beberam: os blues e a tradição que vem do bop, isto é, Chicago de ponta a ponta. Esta visão histórica é temperada pela abordagem personalizada – a revisão da herança recebida dos antigos, a que eles mesmos acrescentam lastro, espelhado no calor da emoção partilhada por estes dois espíritos, unidos pelo mesmo sentido de risco e atrevimento, projectado muito para além das paredes do Vision Festival (e do Velvet Lounge, clube onde Fred Anderson trabalha desde 1979, espaço entretanto desalojado para nele ser construída uma torre de apartamentos).
Louvor a Jan Ström, curador da Ayler Records, por ter querido partilhar connosco este que foi seguramente dos grandes momentos do Vision de 2003. Tal como a voz que se ouve repetidamente no final do concerto, apetece dizer: "Thank you!"

Marshall Allen, Avreeayl Ra, Henry Grimes e Fred Anderson (Spaceship on the Highway) © Mark Sheldon

 
 

Neste dia 23 de Setembro de 1926, nascia John Coltrane.

 
22.9.07
 

Sun Ra and his Intergalactic Astro-Solar Infinity Arkestra
The Night of the Purple Moon (Saturn LP 522/Thoth)

Side A:
Sun-Earth Rock; The All of Everything; Impromptu Festival; Blue Soul; Narrative;
Outside the Time Zone
Side B:
The Night of the Purple Moon; A Bird's Eye View of Man's World; 21st Century Romance; Dance of the Living Image; Love in Outer Space

Sun Ra (Rocksichord, mini-Moog, Wurlitzer electric piano e Celeste); John Gilmore (saxofone tenor e bateria); Danny Davis (saxofone alto, clarinete alto, flauta, bongos e bateria); Stafford James (baixo eléctrico). Nova Iorque, 1970.

Nota: A versão que se pode ouvir desta viagem espacial apelidada The Night of the Purple Moon, foi convenientemente extraída de um LP Saturn, datado de 1972, que me havia chegado às mãos via cassette, e mais tarde via DVD, graças a Roberto "Puro Jazz" Barahona, o nosso homem no Advisory Board do Vision Festival (congrats, D. Roberto!, é como se lá estivessemos todos. Aproveito para agradecer a T-shirt). Entretanto, pela mão atenta e vasculhadora de John Corbett, acabou de sair uma edição (primeira) em CD na Unheard Music Series, da Atavistic, com quatro temas extra: uma versão alternativa do famoso Love In Outer Space; uma outtake nunca antes editada (Wurlitzer and Celeste) e dois solos de piano eléctrico Wurlitzer, Wurlitzer Solo 1 e Wurlitzer Solo 2. Além dos muitos pontos de interesse desta fusão entre jazz, blues, rock e electrónica, acresce o facto de Sun Ra experimentar aqui pela primeira vez o Rocksichord, espécie de cravo eléctrico, instrumento que tinha sido acabado de inventar. E, claro, a denominada Intergalactic Astro-Solar Infinity Arkestra, não é mais do que um quarteto. Mas que bem soa a entidade do universo astro-solar virada para o infinito...

 
21.9.07
 

CHARLES BRACKEEN - Rhythm X (Strata East LP, 1968)

Side One - 1. Rhythm X 8:03; 2. Hour Glass 11:31 ///// Side Two - 1. Charles Concept 7:50; 2. C.B. Blues 7:00. Saxofonista tenor Charles Brackeen, em 1968 (que é feito dele?), com 3/4 do quarteto de Ornette Coleman (à época, Don Cherry, Charlie Haden e Ed Blackwell). De Brackenn conheço três episódios: este Rythm X; outro, denominado Worshippers Come Nigh, e um terceiro, com o trompetista Dennis González e os fantásticos New Dallas Angels. The Desert Wind, chama-se o disco, editado pela sueca Silkheart, tal como o Worshippers. Entretanto, a Silkheart acaba de publicar outro Charles Gayle (Blue Shadows) em quarteto, com William Parker, Vattel Cherry e Michael Wimberly, gravação de 1993, ainda com Gayle em saxofone tenor, instrumento que deixou, em favor do alto. Uhm... ainda ontem, na viagem de regresso ao lar, ouvi Live at Glenn Miller Café (Ayler Records), disco de Gayle (sax alto), em trio com Gerald Benson (contrabaixo) e Michael Wimberly (bateria).

 
 

Não me apraz ver o adjectivo génio usado a despropósito, mas quando se trata de Tom Waits (n. 1949), a sensação que se tem é a de que o epíteto lhe cai que nem uma luva. Desde Closing Time, de 1973, a Orphans: Brawlers, Bawlers and Bastards, de 2006, nos cerca de 20 discos que gravou entretanto estão todas as muitas razões que fazem dele um verdadeiro génio criativo e uma figura indispensável para se compreender a música actual, para ela das evidências pop superficiais. Tom Waits possui uma personalidade musical complexa, talhada nos vastos domínios dos blues, jazz, rock, gospel, vaudeville e experimentalismo, sem dispensar um irresistível lado crooner bastardo e de palhaço embebido em bourbon (coffee & cigarrettes...Jim Jarmusch), que compõe e executa uma bizarra mistura de valsas, polcas, baladas, canções de embalar, swing, cabaret, hinos religiosos e ocasional revisão do american song book - histórias da noite que Waits canta ao luar. Assisti uma vez a um concerto de Tom Waits em Paris. Experiência arrepiante e inesquecível, ouvir Waltzing Matilda a dois metros do piano. Como inolvidável deve ser ouvir Scarlett Johansson, que por esta altura deve já ter dado sequência ao plano de emprestar a sua voz rouca à interpretação de clássicos de Mr. Waits … Deve ser de tirar o sono a qualquer vegetariano. Enquanto não se conhece o resultado de Miss Joahnsson sings Waits, fiquemos com INVITATION TO THE BLUES (bootleg), gravação integral (74') de um concerto de Tom Waits em Hamburgo, Alemanha (1977), no auge do período smoky jazz beatnik, um dos mais interessantes, por sinal.

Grapefruit Moon (de Closing Time, a seguir a Diamonds on My Windshield)

Grapefruit moon, one star shining, shining down on me.
Heard that tune, and now I'm pining, honey, can't you see?
'Cause every time I hear that melody, well, something breaks inside,
And the grapefruit moon, one star shining, can't turn back the tide.
Never had no destination, could not get across.
You became my inspiration, oh but what a cost.
'Cause every time I hear that melody, well, something breaks inside,
And the grapefruit moon, one star shining, is more than I can hide.
Now I'm smoking cigarettes and I strive for purity,
And I slip just like the stars into obscurity.
'Cause every time I hear that melody, well, puts me up a tree,
And the grapefruit moon, one star shining, is all that I can see.

Invitation to the Blues: 01. Spare Parts 1 (A Nocturnal Emission); 02. Invitation To The Blues; 03. Depot, Depot; 04. The Piano Has Been Drinking - not me (An evening with Pete King); 05. Pasties & A G-String; 06. Step Right Up; 07. Semi Suite; 08. Fumblin' With The Blues; 09. Midnight Lullaby; 10. Emotional Weather Report; 11. I Can't Wait to Get Off Work (And See My Baby on Montgomery Avenue); 12. New Coat of Paint; 13. Diamonds On My Windshield; 14. Grapefruit Moon; 15. The One That Got Away; 16. Small Change (Got Rained on With His Own '38).


 
19.9.07
 
Verão nas despedidas, manhã timidamente ensolarada. Vai bem com a música de Walter Norris (n. 1931, Liltle Rock, Arkansas, a terra do saxofonista e ex-monitor de estagiárias, Bill Clinton), pianista brilhante, de cores suaves, envolvente no tempo e no modo. Drifting (ENJA), dispensa bateria e agrupa temas de dois LPs editados em 1974 e 1978, o homónimo Drifting, com o contrabaixista George Mraz, e Synchronicity, com o húngaro Aladar Pege a substituir o checo Mraz. Se tivesse que escolher um só tema de Drifting optaria por Spring Can Really Hang You Up the Most, pelo lirismo e riqueza harmónica. Há músicos que têm tudo para ter sucesso e reconhecimento, e no entanto acabam por ficar na penumbra em favor de outros que por vezes não lhes chegam aos calcanhares. A vida... O Drifting original (47') foi recentemente reeditado pela ENJA em versão remasterizada a 24 bits.

 
 

bLoG do baruLHO & DADA Radio SonS

 
18.9.07
 

Shamek Farrah – First Impressions

(Strata-East LP, 1974/1977)

Shamek Farrah (saxofone alto); Norman Person (trompete); Sonelius Smith (piano); Milton Suggs (baixo); Calvert "Bo" Satter-White (congas); Ron Warwell (bateria); Kenny Harper (percussão)

A1. Meterologicly Tuned (11:00)
A2. Watch What Happens Now (5:35)
B1. Umoja Suite (7:21)
B2. First Impressions (11:29)

 
 

Image hosted by Photobucket.com

Terceiro Aniversário do J&A!!! A prenda para os leitores está já pronta e embalada no post supra. Só falta o lacinho. First Impressions, de Shamek Farrah. Ahm? Quem é amigo, quem é?! Além de uma raridade em LP – a Strata-East apenas lançou um módico de exemplares, por razões de orçamento, etc., e o disco apenas foi reeditado em CD no Japão, também com circulação restrita – First Impressions é uma obra-prima do Jazz, qualquer que seja o critério ou perspectiva de análise. Sobretudo, é uma grande malha de meados de 70, com muito soul, groove e todos os ingredientes, temperos e condimentos no ponto. Abençoados 34 minutos. Obrigado aos 160 e tal mil (de 142 países diferentes) pela companhia na viagem! Beijos e abraços. Watch What Happens Now...

 
 
Na EMANEM:

TRIO OF UNCERTAINTY ‘Unlocked’ (2007) - Emanem 4141
VERYAN WESTON (piano), HANNAH MARSHALL (cello) & SATOKO FUKUDA (violin).
A leading member of the London improvising scene teams up with two very talented newer members, both of whom come from ‘classical’ backgrounds. The result is improvised chamber music of the highest order, with no sign of any uncertainty.

JOHN BUTCHER ‘The Geometry of Sentiment’ (2004/6) - Emanem 4142
John Butcher's latest collection of saxophone solos starts off in a Japanese cavern and ends up in a German gas holder (with even more echo). In between there are performances at ‘normal’ venues in London and Paris. A couple of tracks use amplification and feedback.

ELLIOTT SHARP & CHARLOTTE HUG ‘pi:k’ (2004/5) - Emanem 4143
Two musicians from very different backgrounds finding common ground. The first half consists of studio duets on guitar and viola recorded in New York City without any electronics, but they are not what one would expect from these two instruments. The second half is very different - recorded in concert in Geneva with a liberal amount of electronics.

 
 

Já está marcada a data da próxima edição do TOTAL MUSIC MEETING 2007, International Artists Festival for Improvised Music: de 1 a 4 de Novembro, @ Berlinische Galerie. Landesmuseum für Moderne Kunst, Fotografie und Architektur, Berlim, Alemanha.
 
17.9.07
 

cover art

Finalmente, a sessão integral com bónus do ainda polémico Machine Gun, agora titulado por extenso THE COMPLETE MACHINE GUN SESSIONS (Atavistic/UMS), disco de 1968, originalmente publicado em LP na editora de Peter Brötzmann, e depois reeditado na Free Music Production (FMP). Naquele ano, o saxofonista germânico e companhia (Octet) puseram o mundo inteiro a olhar para a velha Europa e a falar de free improvisation. Peter Brötzmann, Willem Breuker e Evan Parker (saxofones), Fred Van Hove (piano), Peter Kowald, Bushi Niebergall (contrabaixos), Sven-Ake Johansson e Han Bennink (bateria e percussão), a disparar metal incandescente. Além da descarga de cavalaria que é o tema Machine Gun propriamente dito, há ainda para ouvir nesta revisão do assalto segundo Brötzmann versões desconhecidas de Responsible/For Jan Van De Ven; Music For Han Bennink; uma gravação alternativa de Machine Gun, (second take); e a primeira tomada de Responsible/For Jan Van De Ven. A fechar condignamente, uma tremenda versão ao vivo de Machine Gun gravada no Frankfurt Jazz Festival de 1968, a tal que adiciona o saxofone tenor de Gerd Dudek à mistura já de si bastante densa. Um disco que é uma lenda.

Peter Brötzmann

 
16.9.07
 

Sun Ra and his Myth Science Arkestra

Cosmic Tones for Mental Therapy & Art Forms of Dimensions Tomorrow

 
 

[livre+MK.jpg]

Mazen Kerbaj

 
 

Associada ou não às retumbantes comemorações do III Aniversário do J&A, a emissão desta semana do Jazz on 3 é totalmente dedicada a alguns pontos altos do XII Annual Vision Festival, que decorreu entre 19 e 24 de Junho passado, no Lower East Side de Nova Iorque, que homenageou o trompetista norte-americano Bill Dixon, sob o lema The Revolution Continues. Durante uma hora e meia de música e entrevistas, desfilam Fieldwork (na foto, de Darcy James Argue, Grão-Mestre da homónima Sociedade Secreta...), trio de Vijay Iyer – piano; Steve Lehman – saxofone alto; e Tyshawn Sorey – bateria. Segue-se o quarteto de Marc Ribot, Spiritual Unity, com Marc Ribot – guitarra; Henry Grimes – contrabaixo; Roy Campbell Jr. – trompete; e Chad Taylor – bateria. Depois, o duo de cordas de Mary Halvorsen – guitarra; e Jessica Pavone – viola. Tempo ainda para ouvir o quinteto Abstrakt Pulse, com Corey Wilkes – trompete; Kevin Nabors – saxofone tenor; Junius Paul – contrabaixo; Isaiah Spencer – bateria; e Jumaane Taylor – sapateado. A culminar a emissão, o quarteto de Myra Melford, Spindrift, com Myra Melford – piano; Brandon Ross – guitarra; Mark Taylor – trompa; e Charles Burnham – violino.

 
 

Mississippi Fred McDowell (1904-1972) The First Recordings

Ninguém – que me ocorra de imediato ou mais tarde – cantou a temática dos blues do Delta e tocou slide como ele. Quem conhece os blues sabe do que falo. Bukka White ou Son House andaram lá perto. E quando McDowell se encontrava com Big Joe Williams ... era como se se juntasse a fome com a vontade de comer. E lá ia tudo por água abaixo...

 
 
Dennis Gonzalez Electric Yells At Eels...for Jon Hassell



 
15.9.07
 

SÁBADO, 15.09, 22h30, CONVENTO DE S. FRANCISCO, em Montemor-o-Novo, 22h30m, INTERPRETAÇÃO SONORA DO FILME The Man With the Movie Camera, de Dziga Vertov, por João Bastos - composição electrónica.

The Man With the Movie Câmera é um documentário experimental realizado por Dziga Vertov em 1929. O filme retrata a vida urbana em várias cidades Soviéticas nos anos vinte. Com um ritmo frenético e ângulos de captação inovadores, a narrativa avança em torno das relações laborais e sociais do homem moderno. O sonoplasta João Bastos apresenta uma proposta de interpretação sonora multi-instrumental para o filme.


 
14.9.07
 

Prosseguem os grandiosos festejos por ocasião do 3.º aniversário de um certo e determinado blog, com exortações ao mentor e padroeiro do Jazz e Arredores, mestre SUN RA, algures no seu Saturno natal – que os deuses do Antigo Egipto estejam com ele – e a outros heróis cuja música nos inspira e ilumina as veredas do caminho. E que tal avançar já com Art Ensemble of Chicago, uhm? Parece-me bem. É um prazer relembrar os que já partiram, Lester Bowie (1941-1999) e Malachi Favors Maghostut (1927-2004), músicos que em vida já eram do outro mundo, e os outros AEC que ainda se contam entre nós, Joseph Jarman, Roscoe Mitchell e Famoudou Don Moyé. Honra e glória a uma das mais importantes formações do jazz de todos os tempos, Art Ensemble of Chicago! Para descarregar e ouvir, Live at Fabrik, gravação integral e inédita de um concerto ao vivo realizado em Hamburgo, Alemanha, a 14 de Julho de 1987, transmitido via rádio. No alinhamento, quatro improvisações do AEC, mais dois mimos: Ghost, de Albert Ayler, e No Woman, No Cry, de Bob Marley.
AEC::Great Black Music Ancient to the Future...

 
 

Variable Geometry Orchestra
Livraria Ler Devagar
Fábrica de Braço de Prata (Sala Nietzsche), Lisboa
Sábado, 15 de Setembro - 23horas

Ernesto Rodrigues (viola, condução); Guilherme Rodrigues (violencelo); Rodrigo Pinheiro (piano); Pedro Portugal (trompete); Marcello Maggi (trompete); Johannes Krieger (french horn); Eduardo Chagas (trombone); Miguel Bernardo (clarinete); Bruno Parrinha (clarinete); João Pedro Viegas (clarinete baixo); Rui Horta Santos (saxofone tenor); Nuno Torres (sax alto); Lizuarte Borges (sax alto); António Chaparreiro (guitarra eléctrica); Nuno Rebelo (guitarra eléctrica); Armando Gonçalves Pereira (acordeão); João Pinto (electrónica); Adriana Sá (electrónica); Jorge Trindade (electrónica); Hernâni Faustino (contrabaixo); Pedro Castello-Lopes (percussão); Peter Bastiaan (bateria).

 
 

umbrella music festival 2007

 
 

So long as men can breathe or eyes can see / So long lives this and this gives life to thee - W. Shakespeare (Charlie, agradeço o ofertório da citação shakespeareana)

Este é o mês em que o Jazz e Arredores faz anos. Três. Já?! Não pode ser! Tchh... como o tempo passa… Foi a 18 de Setembro de 2004 que esta vasta equipa iniciou as hostilidades. Três anos volvidos, munidos da mais sofisticada tecnologia de tipo Echelon, pedimos a Gil Elvgren que elaborasse o retrato robot do leitor médio do nosso querido J&A, assim tratado na intimidade. Resultado: o leitor médio é, afinal, uma leitora acima da média, que tudo imprime para depois ler confortavelmente instalada… Feliz aniversário, J&A. Que contes muitos! E que a gente leia!

 
12.9.07
 

Variable Geometry Orchestra
Jazz às Quintas, CCB - 13 de Setembro
(Foto: Rui Portugal)
 
 

Trompetista Erik Truffaz hoje no Lux (Lisboa), em quarteto com Patrick Muller (piano e Fender Rhodes), Christophe Chambet (baixo), e Marc Erbetta (bateria).

 
 
Um súbito desejo de me banhar nas águas cálidas do soul jazz levou-me até ao simpático organista Brother Jack McDuff (1926-2001), e a Somethin' Slick, um Prestige de 1963. Como me sinto clássico neste après-midi solarengo... Deve ser efeito do borrifo matinal que me humedeceu as meninges. Adiante. Dali, foi um pulo até aos dois LPs Prestige que Jack McDuff gravou com o saxofonista tenor de Miami, Florida, Willis "Gator Tail" Jackson (1932-1987), de 1959 e 1961, respectivamente. Falo de Together Again!, e da reprise do primeiro encontro, curiosamente intitulado Together Again, Again. Entretanto, muitos anos passados, em 2003, a Prestige pegou em ambos os LPs, deu-lhes uma remasterizadela e reeditou-os num único CD, cujo título regressa ao inicial Together Again!
Consistente, é a música de Willis Jackson e Brother Jack McDuff, aqui executada por diferentes formações. Comum a todas elas, além do célebre organista e do saxofonista tenor, em cujo som vive muito do espírito blue velvet de Lester Young, é o guitarrista Bill Jennings, que assume papel de relevo na exposição e solo sobre temas do reportório clássico do jazz, como Angel Eyes, Easy Living, Dancing In The Ceiling, It Might As Well Be Spring, ou Without a Song, além de originais de Willis Jackson. Apetece cantar, evocando Billie Holiday ou Chet Baker: Living for you is easy living / It's easy to live when you're in love / And I'm so in love / There is nothing in life but you / I never regret the years that I'm giving / They're easy to give when you're in love / I'm happy to do whatever I do for you / For you maybe I'm a fool / But it's fun / People say you rule me with one wave of your hand / Darling, it's grand / They just don't understand / Living for you is easy living ... Together Again! é bom para ouvir de vez em quando, desenjoa e faz regressar à vitalidade criativa do vintage groove e soul jazz, mistura de blues e gospel que se popularizou na década de 60.


 
 

Festival Música Viva 2007, de 11 a 23 de Setembro
O Festival Música Viva 2007, na sua 13ª edição, divide-se entre Lisboa e Porto, e apresenta espectáculos no Instituto Franco-Português, na Fundação Calouste Gulbenkian e na Casa da Música, a preencher duas semanas intensas. A criação musical portuguesa e as relações da música com a tecnologia estão em evidência e afirmam a sua plena vitalidade e diversidade.

 
 

Joe Zawinul (1932-2007)

 
11.9.07
 

Jazzin'Tondela - de 4 a 6 de Outubro

O Jazzin’Tondela vai libertar sons mágicos, contando para isso com um painel de eloquentes "monstros" da cena mundial, numa demonstração de que o jazz pode maravilhar mesmo quem, por razões que a razão desconhece, não o tenha como seu género preferencial de música.
Eis um Festival Internacional que, na sua quarta edição, elege conceituados músicos para celebrar com o público a festa do jazz.
Um virtuoso flautista da Costa do Marfim, Magic Malik, acompanhado por uma orquestra de eleição, promete um memorável concerto de jazz inovador, impregnado de espírito de aventura, sede de mudança e gosto pela pesquisa e experimentalismo.
É com "Dança Solidão" que Sofia Ribeiro e Marc Demuth nos brindarão com uma viagem fantástica e intimista, onde o pormenor, o humor e o silêncio ganham uma importância acrescida na interpretação inovadora de temas de compositores de referência. Um encontro peculiar e surpreendente entre dois instrumentos (voz e contrabaixo) que, apesar de situados nos extremos, se completam com virtuosismo.
Mário Laginha, um dos maiores pianistas portugueses da actualidade, não necessita de adjectivação. Na apresentação do álbum "Espaço", lançado em Junho, o artista define-se com a simplicidade do seu talento: "o acto de tocar tem de ser um acto de prazer e, se possível, mais: um momento de felicidade". Uma ocasião imperdível para desfrutar de mais uma viagem insuflada por uma aguçada curiosidade e uma originalidade única. Os músicos que com ele partilham este projecto dilatam apetências: Alexandre Frazão e Bernardo Moreira
. - ACERT

 
 

[brotzm.jpg]

Guts… foi o que teve Malachi Ritscher, artista plástico, literato, músico improvisador, gravador de concertos (contam-se aos milhares as sessões que deixou em arquivo, na sua actividade de documentalista da cena artística independente de Chicago), ao imolar-se pelo fogo numa sexta-feira, 6 de Novembro de 2006, em pleno centro de Chicago, como forma de protesto contra a política bélica da Administração americana para o Iraque. A actuação, a 3 de Agosto de 2005, do quarteto de Joe McPhee, Peter Brötzmann, Kent Kessler e Michael Zerang (o mesmo de Tales Out of Time, editado em 2002 pela Hatology), foi por ele gravada na sua segunda casa, The Empty Bottle, clube de Chicago. Editado este ano pela Okkadisk, o disco é a homenagem dos quatro músicos ao amigo Malachi Ritscher e às guts que ele teve que ter para cometer aquele último e terrível gesto. Guts (17’46) e Rising Spirits (41’16), as duas composições instantâneas do disco, complementam-se. Guts abre com uma breve introdução de bateria, a que se junta o groove do contrabaixo, como uma chamada para a acção que irrompe em fortissimo. Brötzmann (lado direito) e McPhee (lado esquerdo) anunciam que a coisa vai ser a doer e envolvem-se num interessante despique, um predominantemente ácido e abrasivo (Brötzmann), outro lírico e bluesy (McPhee), com trocas de posição a evocar as grandes batalhas de tenor dos velhos tempos. A fervura vai subindo e mantém-se em ebulição durante boa parte do tema, intervalada com mudanças de intensidade e descidas a zonas de maior serenidade, em toada lamentosa e emocional. Efeitos que acrescentam maior dramatismo à conversa, que entretanto volta a subir de tom até à conclusão. O segundo tema (Rising Spirits) inicia-se com longas passagens de arco de Kent Kessler. Menos intenso que o anterior, o primeiro terço sugere motivos exploratórios típicos da livre-improvisação europeia, um avolumar de tensão que abre espaço para a retoma do mesmo tipo de figurino exposto em Guts, só que agora e durante a maior parte do tempo, com Joe Mcphee em trompete e Peter Brötzmann em tarogato. A meio do tema surge um dueto de contrabaixo e bateria em groove, a preparar novas e excruciantes intervenções dos sopros, primeiro McPhee em sax tenor, depois Brötz em sax alto. Assim se aproximam da coda, que termina numa melopeia doce, a melhor forma de encerrar um concerto em que se cruzaram as mais diferentes emoções, e que deve ter sido memorável para quem a ele assistiu. Bela maneira de homenagear a dedicação do homem que o registou, Malachi Ritscher (1954-2006): As I listen I am reminded of the qualities I hear in live performances; subtlety, inteligence and generosity. Yet, for all of that it has balls, unashamed and unapologetic. For me, that is what a soundtrack for a spriritual warrior would sound like.
Guts não revela nada que ainda não se tivesse ouvido da parte destes dois grandes sopradores – aqui ritmicamente acompanhados de forma superior. No entanto, vale pela frescura e pela carga emocional que dele emana, mesmo ao cabo de mais de quatro décadas de actividade, que não pesam nas botas dos homens da frente.

 
 

Underground

Novo na Okka: Baker, Hunt, Sandstrom & Williams
Extraordinary Popular Delusions

 
 

Ornette Coleman - Of Human Feelings (Antilles, 1979)

Dos primórdios do free-funk harmolódico da Prime Time Band, à base de duas guitarras, baixo eléctrico e duas baterias, mais saxofone alto, saiu este excelente Of Human Feelings. Mais incisivo que Dancing in Your Head, Body Meta ou Virgin Beauty, outros três da Prime Time. Ornette Coleman, saxofone alto; Charlie Ellerbee e Bern Nix, guitarra; Jamaaladeen Tacuma, baixo; Calvin Weston e Denardo Coleman, bateria. 1. Sleep Talk; 2. Jump Street; 3. Him And Her; 4. Air Ship; 5. What Is The Name Of The Song?; 6. Job Mob; 7. Love Words; 8. Times Square.


 
 

"Jazz is the symbol of the triumph of the human spirit, not of its degradation. It is a lily in spite of the swamp." - Archie Shepp (Foto: Stefan Oldenburg)

 
10.9.07
 

Paul Rutherford In Memoriam (1940-2007)

 
 

Retomo a graciosa e refrescante malha que é We Are All From Somewhere Else (Thrill Jockey), da Exploding Star Orchestra. A música parece muito complexa e 'difícil' a princípio, mas ao cabo de duas ou três passagens tudo começa a clarear e a fazer pleno sentido. Claro que ajuda ter o ouvido habituado à improvisação orquestral, tal como facilita a abordagem conhecer o tipo de arranjos que Mazurek tem feito para as várias modalidades do Chicago Underground, tal como os de Miles Davis/Gil Evans, de um lado, e os da Globe Unity Orchestra, do outro; e, fundamentalmente, as andanças de Sun Ra and his Arkestra, espírito que aqui revive na forma e na substância desta fusão cósmica.
O início do projecto data de 2005, quando duas importantes instituições da Windy City, o Chicago Cultural Center e o Jazz Institute of Chicago, encomendaram ao cornetista Rob Mazurek (Chicago Underground, Mandarin Movie, Tigersmilk, ...) que estruturasse um projecto e agremiasse um conjunto de músicos dos mais representativos do estado da arte da música improvisada de Chicago. A estreia projecto veio a ocorrer na sala de concertos Millennium Park, e foi depois gravada por John McEntire no Soma Studio.

September 11 8pm ROB MAZUREK'S EXPLODING STAR ORCHESTRA
with Rob Mazurek, cornet/electronics; Matt Bauder, bass clarinet/tenorsaxophone; Jason Adasiewicz, vibraphone; Jason Ajemian, acoustic bass; and Mike Reed, drums/percussion International House Philadelphia. Originally rooted in the tradition of hard bop jazz, cornetist Rob Mazurekhas developed into one of the most consistently exciting pure improvisers ofhis time. As a founding member of the multi-faceted Chicago Undergroundcollective and the 21st century fusion outfit Isotope 217, his playing hasredefined musical boundaries through vibrant sonic palettes that defycategorization. He made numerous exciting extracurricular appearances, lending his cornet to Tortoise's 'TNT', Gastr del Sol's 'Camoufleur', Stereolab's 'Cobra and Phases Group', and Sam Prekop's solo debut, amongmany others. Please join us in celebrating this ensemble's debut recordingon Thrill Jockey Records
.

 
 

Sai amanhã na Sunnyside Records. Song for Anyone. Chris Potter, saxofones; Erica von Kleist, flauta; Greg Tardy, clarinete; Michael Rabinowitz, fagote; Mark Feldman, violino; Lois Martin, viola; David Eggar, violoncelo; Steve Cardenas, guitarrra; Scott Colley, contrabaixo; e Adam Cruz, bateria e percussão.


 
9.9.07
 

Marc Copland (piano) e David Liebman (saxofones tenor e soprano), formaram um quarteto com Mike McGuirk (contrabaixo) e Tony Martucci (bateria). Em 2001 gravaram LUNAR (Hatology), uma pérola totalmente dedicada à difícil arte da baladaria, entre standards e originais do tipo coração aberto, mas sem demasiada sacarina. No ponto. Como bem destaca e sintetiza Bob Blumenthal nas notas ao disco, a música é profundamente poética, it cries commitment as well as want, and sings with the affinity of true art. Hoje, calhou-lhe ter sido disco de viagem. Estrada fora, levou-me da tarde à tardinha. Mal dei pelo tempo passar.

 
 

Encontros de Música Exprimental - EME / 2007
De 3 a 6 de Out. Som e Imagem em Palmela, Portugal.
Direcção de Vitor Joaquim.

 
 

Anthony Braxton / George Lewis Duo - Elements of Surprise
(Moers Music, 1978)

Anthony Braxton - sax alto e soprano, clarinete; George Lewis - trombone

Side 1:
Comp. 64 (Braxton) 9:50
Ornithology (Braxton / Charlie Parker) 6:50
Comp. 65 (Braxton) 2:19
Side 2:
Music for trombone and Bb soprano (Lewis) 18:18

Recorded live at International New Jazz Festival, Moers (Germany), June 7, 1976

 
 

Dennis, Aaron e Stefan González convidam-nos: Come celebrate Stefan's birthday at Red Blood Club [Dallas, Texas] on Wednesday night, September 12... with Electric Yells At Eels and Akkolyte!

 
7.9.07
 

A 21 de Setembro p.f., abre a temporada da Firehouse 12, em New Haven, Connecticut, espaço multi-funcional fundado por Nick Lloyd e Taylor Ho Bynum, assim denominada porque se instala num quartel de bombeiros entretanto desactivado. Além de editora, já com dois títulos, um do Taylor Ho Bynum Sextet (The Middle Picture) e a monumental edição do Anthony Braxton 12+1tet, 9 Compositions (Iridium) 2006. Este terceiro ciclo das Fall Jazz Series, que vai de 21 de Setembro a 14 de Dezembro, inicia-se com um concerto de violoncelo solo de Erik Friedlander, que apresentará Block Ice & Propane, disco saído o mês passado na estreia da Skipstone Records. Até meados de Dezembro, decorrerá um vasto e ambicioso programa, que mobiliza nomes importantes da actuliadade do jazz/improv norte-americano, com nomes como Ted Poor Trio, Michael Musillami Trio com Mark Feldman, Claudia Quintet, Will Holshouser Trio, Marty Ehrlich / Myra Melford Duo, Rob Brown Trio, Billy Bang Quartet, Andrew Rathbun Quartet, Dave & Barre Phillips Duo, Daniel Levin Quartet e o Angelica Sanchez Quintet. Para Novembro, está prevista a edição de discos de Peter Evans e de Tyshawn Sorey.



Firehouse 12

 
 

No meio da floresta de Brighton (GB), durante três dias de delírio, juntam-se os gnomos das mais desvairadas tribos: sound poets, feral choirs, avant-noise collagists, ecstatic free-jazz, folk-primitives, home-spun electronics, free-yodelers and more. De 7 a 9 de Setembro, Brighton festival of exploratory sound.

 
 

mupi-festa-artista

Jazz / improv na Festa do «Avante!» / 2007

Sábado, 8
19.00 - Telectu com Han Bennink e Walter Prati
Sábado, 8
21.00 - Sexteto de Mário Barreiros, com Mário Santos, José Luís Rego, José Pedro Coelho, Pedro Guedes e Pedro Barreiros
Sábado, 8
22.00 - Sexteto «In Loko» de Carlos Barretto, com Mário Delgado, João Moreira, Bernardo Sassetti, José Salgueiro e Sebastien Scheriff
Domingo, 9
17.00 - Carlos Bica & Trio «Azul», com Frank Möbus e Jim Black
Domingo, 9

20.30 - Quarteto de Matt Pavolka, com Ben Monder, Pete Rende e Ted Poor

 
6.9.07
 

de-tour, disco recente de @C (duo de Miguel Carvalhais e Pedro Tudela), curadores da excelente Crónica Electrónica, com Vitor Joaquim. Saído na alemã Feld Records, de Frankfurt, reúne três sessões ao vivo realizadas nas cidades alemãs de Estugarda, Leipzig, Colónia, e uma outra gravada ao vivo em Lisboa (Galeria ZDB), forneceram a matéria-prima para este novo trabalho. Em alguns dos temas participaram colaboradores eventuais, como os alemães Harald 'Sack' Ziegler, em sopro, e Fried Dähn, em violoncelo eléctrico, e o austro-berlinense Pure, em laptop. Recolhido o material gravado nas sessões de improvisação ao vivo, seguiu-se o trabalho a pós-produção em estúdio, via processamento electrónico, edição e colagem, como prolongamento das actividades ligadas ao grafismo e às artes plásticas que os artistas prosseguem por outros meios. Talvez por isso a música de @C e Vítor Joaquim transporta uma forte imagética gráfica, de arte sonora resultante da improvisação a partir de sons concretos e de estruturas que se auto-modulam, montam e desmontam. de-tour (digressão alemã) resulta num trabalho de aposição e sobreposição de matéria com conteúdo sonoro, feita a partir de uma pluralidade de referências, que vão da música concreta à “sujidade” ambiental, passando ao de leve pela electrónica “industrial” pesada, mais incisiva no glitch e em alguns aspectos do minimalismo. Sinais que, inseridos num fluxo sonoro de assinalável coerência e musicalidade, se afirmam numa permanente tensão dialéctica entre o mundo orgânico (voz humana, ainda que processada, sons de trompa e violoncelo) e o digital (laptop); espaço e tempo, intencional e aleatório, linearidade e circularidade, paragem e movimento, e entre sons concretos e pura abstracção, resultado para o qual contribui a pulsação irregular que atravessa todo o disco. Embora se posicione em territórios conhecidos, a música de de-tour não perde por isso a qualidade experimental e a inquietação investigatória na procura imagens induzidas por sons e de sons que sugerem novas e interessantes formas.

 
 

Airport Symphony, commissioned by the Queensland Music Festival and Brisbane Airport Corporation, documents and synthesises the experiences of travel. Each piece represents a personal meditation on aspects of travel in the modern age and suggests ways in which we control, augment and ultimately exists in a time where almost no part of the face of the planet is inaccessible. Each of the pieces features a source recording made in and around Brisbane Airport between March and June 2007 – in a raw form or transformed by processing. Audio diary entries cataloguing the epic possibilities of flight, aero-passage and human bodies in motion and even at rest. - Lawrence English, June 2007

 
 
IMI Kollektief
Alípio C Neto_saxofone tenor
Jean-Marc Charmier_trompete, fliscórnio, acordeão
Jeffery Davis_vibrafone
Hugo Antunes_contrabaixo
Rui Gonçalves_bateria
6 de Setembro, 22h45
Jazz às Quintas, CCB

 
 

Morreu Pavarotti, um dos maiores tenores de sempre

Luciano Pavarotti (1935-2007)

 
5.9.07
 

Entrevista de Rodrigo Amado ao broda Taran Singh para o programa de rádio Free Jazz Hour (The Kamasutra of Creative Music), na Radio G 101.5 FM, Angers, França. Rodrigo Amado toca a 16 de Setembro em Nova Iorque, com o contrabaixista Adam Lane e o baterista Harris Eisenstadt (Downtown Music Gallery). Dá-lhe, Rodrigo! (Foto: Luís Lopes).

 
4.9.07
 

Issue 13 - September 2007

 
 

New Forms Festival 07: Re:Use

 
3.9.07
 

Tigersmilk

Novidade, novidade, é o lançamento do terceiro álbum de um dos trios que melhor me tem caído em tempos recentes. Falo de Tigersmilk, e o disco, Android Love Cry, saiu na Family Vineyard. Rob Mazurek (corneta, banjo, laptop e sintetizador), Jason Roebke (contrabaixo e baixo eléctrico) e ocanadiano Dylan van der Schyff (bateria e percussão), numa curiosa mistura entre tradição refrescada e inovação pós-bop, uma marca efervescente que os três músicos já tinham deixado nos discos anteriores a este novo Android Love Cry. Comparações com a temática sonora de Bill Dixon e de Ornette Coleman em quarteto, mais que razoáveis, são pertinentes.

 
 

A suíça Intakt Records acaba de editar um disco de Anthony Braxton exclusivamente em saxofone alto: Willisau Solo (Intakt 126). Gravação ao vivo na edição de 2003 do Jazzfestival Willisau, para emissão via rádio DRS 2. Todas as composições são de Anthony Braxton, à excepção do clássico All the Things You Are, de Jerome Kern.

 
 

VIAS DE FACTO (Outros Tons), programa de Paulo Somsen na Antena 2.

 
2.9.07
 

The Reader's Guide to the Chicago Jazz Festival

Programado pelo Jazz Institute of Chicago, a diversidade tem sido a tónica dominante neste Chicago Jazz Festival. Diversidade de estilos, formas de expressão, idiomas musicais, durante quatro dias de festa rija, é este o programa, como conta o Chicago Reader. A 30 de Agosto actuou a rising star israelita Anat Cohen, que toca tão bem como parece, na liderança do seu quarteto, seguida de outro novato, Herbie Hancock.

A 31 apresentaram-se a Exploding Star Orchestra, de Rob Mazurek (com um belo disco, por sinal, na Thrill Jockey), Tammy McCann, Ernest Dawkins & Jabari Liu, numa homenagem a Jimmy Ellis, a Kenwood Academy Jazz Band, dirigida por Gerald Powell, o Justin Dillard Trio, Charlie Haden com os alunos da escola do Jazz Institute of Chicago, Robert Irving III, Michele Rosewoman & Quintessence, The Latin All Stars: Tribute to Hilton Ruiz, Medeski, Scofield, Martin & Wood.

Ontem (1/9), Bill McFarland & the Chicago Horns, Miguel de la Cerna, Ken Chaney, Keefe Jackson’s Fast Citizens, Mulligan Mosaics Big Band, Edwin Daugherty Quartet, Percussion Discussion with John Vidacovich, Typhanie Monique & Neal Alger, Dan Trudell’s B-3 Bombers, The Cookers: Eddie Henderson, James Spaulding, Billy Harper, George Cables, Cecil McBee, David Weiss e Gene Jackson, Ernestine Anderson & Frank Wess, e Charlie Haden & Liberation Music Orchestra.

Hoje (2/9, daqui a umas horas), Pete Benson Organ Trio, Mark Courtney Johnson Quartet, Astral Project, Windy City Jam feat. Charlie Haden, Jazz & Heritage Stage, Erwin Helfer & Skinny Williams, Art of the Solo com Janice Borla, Matt Geraghty Project, Petrillo Music Shell, Kim Cusack and John Otto, Rob Mazurek’s Exploding Star Orchestra feat. Bill Dixon, Bobby Watson’s Horizon. A encerrar a festa, Mingus Big Band. Chega, ou querem mais? Só para o ano.

Anat Cohen

Anat Cohen

 
 

BARK! - Contraption. Depois de Swing, na Matchless Recordings (Quintessential moments in the new music), segunda saída deste trio britânico (Rex Casswell / Phillip Marks / Paul Obermayer) que tem levado muita gente a interessar-se pelos seus concertos. Edição na Psi, de Evan Parker. Improvisação electroacústica de largo espectro, à base de guitarra eléctrica, que tanto emite sons que normalmente se atribuem ao instrumento, como produz actividade fora dos cânones, samplers de matéria sonora inidentificável, que acrescentam cor e dramatismo à mistura, e percussão em teia. Além destes dois discos, o meu conhecimento com o trio nasceu de um concerto no Freedom of the City Festival de 2001, no Red Rose de Londres, apresentado por Eddie Prévost, um dos três curadores do festival (os outros dois são Evan Parker e Martin Davidson). Se não estou em erro, a certa altura a Matchless editou o concerto, junto com outro do percussionista britânico e mais uns trocos. O Bark! ladra muito bem. E morde!

 
 
Sister Funk2 - The Sound of the Unknown Soul Sisters

1. Rhetta Hughes - You're doing it with her; 2. Honey & Bees - Love addict; 3. Dolly Gilmore - Sweet sweet baby; 4. Barbara King - What i did in the street; 5. Coletta Woodson - Follow the wind; 6. Sandy Gaye - Watch the dog; 7. Big Ella - The queen; 8. Sheila Wilkerson - Baby your a jive cat; 9. Richi Corbin Trio - A woman was made for a man; 10. Barbara Trent - Heartbreak hotel; 11. Althea Spencer - Take me baby; 12. Cheryl Johnson - Its not too late; 13. Barbara Howard - I dont want your love; 14. Leon Mitchison - Wha cha need; 15. Cheryl Dorsey - If you want your man; 16. Fabulettes - Muddy waters; 17. Keisa Brown - The Dance Man; 18. Barbara Mason - You better stop it; 19. Hard Drivers feat. Vivian Lee - Since i was a little girl; 20. Florence Trapp - Love came into my life.

 
 
PERFECT SOUND FOREVER

The online music magazine with warped perspectives

AUGUST - SEPETEMBER 2007 edition

Margaret Leng Tan, Louis Jordan, Bowser of Sha Na Na
Lobby Loyde, Carl Palmer (ELP), Genesis P-Orridge


 
 
Na editora Auris Media Records (dedicated to promote undergound and independent music scene in Israel), acaba de sair um disco deveras interessante do pianista israelita Slava (Vyacheslav) Ganelin, líder do famoso Ganelin Trio, da antiga URSS, grupo que fez furor na década de 80 de ambos os lados da Cortina, e do contrabaixista russo Vladimir Volkov, músico da Moscow Composer's Orchestra. Ne Slyshno foi gravado há dois anos, em Setembro de 2005, no decurso de uma visita que Vladimir Volkov efectuou a Israel.
The interaction, openness and boldness of this duo creates very impulsive and surprising record, which is in fact much more than just plain free jazz or improvisational avant-garde stuff. Using the forms of cutting-edge jazz and contemporary improvisation this duo creates something which is no less than trans-european, inter-traditional and multi-sensual improvised music with multicultural ethnic and classical influences and aesthetics of contemporary jazz and classical music. Amazing musical landscape full of pleasant surprises.


 
 

Festival Música Viva 2007, de 11 a 23 de Setembro
O Festival Música Viva 2007, na sua 13ª edição, divide-se entre Lisboa e Porto, e apresenta espectáculos no Instituto Franco-Português, na Fundação Calouste Gulbenkian e na Casa da Música, a preencher duas semanas intensas. A criação musical portuguesa e as relações da música com a tecnologia estão em evidência e afirmam a sua plena vitalidade e diversidade.

 
1.9.07
 
Hoje à noite (1/9), na ZDB, o afrobeat de Cacique '97. Fundado em Lisboa, em 2005, com o objectivo de espelhar o crescente multiculturalismo da cidade, o colectivo de origens moçambicanas Cacique ’97 é uma referência incontornável no panorama afro-beat nacional. Recorrendo a samplagens diversas, actualizam a mescla irresistível de jazz, funk e ritmos Yoruba imaginada em primeira instância por insurgentes como Fela Kuti nos anos 60 e 70.
Milton Gulli, voz, teclas e guitarra eléctrica
Ruben Alves, teclas
Marcos Alves, bateria
Renato Almeida, baixo
Tiago Romão, percussões
Marisa Gulli, percussões
Zé Lencastre, saxofone alto
Gileno, trompete
Vinicius, trombone
Cabrita, saxofone barítono

 
 

Inner Space Cosmonaut. In Memoriam
Dr. Auratheft homenageia Alice Coltrane

1. Ptah, The El Daoud; 2. Prema Muditha; 3. Stopover Bombay; 4. Journey in Satchidananda; 5. Transfiguration; 6. Jaya Jaya Rama; 7. Turiya and Ramakrishna; 8. A Love Supreme (For John Coltrane); 9. Translinear Light; 10. Mantra; 11. The Sun.

 
 

Pensava não voltar à vaca fria (ou será sagrada?), mas como nas últimas semanas tenho vindo a receber e-mails de leitores a comentar o meu comentário ao concerto do Ornete Coleman Quintet no Jazz em Agosto, e uma vez que jamais me furto à discussão de ideias, retomo o ponto. Fazendo um apanhado das intervenções que me foram chegando, sintetizaria as diversas observações numa única, assim desdobrada: alegadamente, eu não teria reparado que “Ornette Coleman é um revolucionário”; consequentemente, deveria dobrar a cerviz e, reverente, tomar por ouro fino tudo o que o homem produz; que o concerto foi, se não extraordinário, pelo menos de “alto nível”; que só me prendo com pormenores irrelevantes; que, se não gostei, “o problema é meu”, e coisas por aí, além dos imprescindíveis "mimos", que revelam tanto um "alto nível" de baboseira, como (para mim) insuspeito fanatismo e idolatria pela persona de Ornette Coleman.

Dando por reproduzida a opinião crítica que escrevi sobre o concerto, e descontando questões de nível, como passagens de nível, com e sem guarda (estas últimas são mais perigosas, mas sempre são sem guarda e nesta matéria tenho é saudades do Guarda Ricardo, do Sam), sem saber eu o que é isso de "alto nível", mesmo assim, penso que não foi um concerto de nível alto. Alto, ali, só mesmo Ornette himself (rodeado de empatas) e o nível do som, em demasia para aquela música e para este par de delicados pavilhões auditivos. O concerto teve até o seu momento sofrível, para rimar. Ou momentos, se atentarmos no contínuo da prestação de Denardo Coleman, monolítico obstáculo de “altos níveis” e “altos voos”. Quem, como Ornette Coleman, nunca fez a coisa por menos de Billy Higgins, Charles Moffett ou Ed Blackwell (suponho que estes devam ser, no critério do leitor, bateristas de “alto nível”, talvez mesmo “ao mais alto nível”), optar pelo matacão do filho para lhe bater nas peles não é seguramente uma decisão isenta de riscos de … “alto nível”.

Mas vamos à “revolução”, sem passar pela casa dos “pormenores irrelevantes", porque esses estão escritos. Diz a história e não mente que Ornette foi um revolucionário. Quando? No tempo das revoluções. Falando sério, é hoje um facto histórico que, a partir do final da década de 50, início de 60, Ornette mudou radicalmente o paradigma harmónico, melódico e rítmico do jazz. Libertou a improvisação dos acordes, como até aí vinha a fazer-se (excepções poucas, com Lennie Tristano, em finais de 40), soltou-se das formas ritmicamente fechadas do bebop, reinventou a melodia e apresentou-se com um novo fraseado, que, partindo de Charlie Parker, levava o seu legado mais além, mantendo a preferência pelos registos médio e agudo do saxofone alto, e preservando o mesmo amor pelos blues e pelo espírito do bop. Foi o tempo dos discos da Atlantic, que têm como pináculo revolucionário Free Jazz (A Collective Improvisation), obra que ainda hoje deixa meio mundo de boca aberta. O ataque colectivo à melodia em duplo quarteto, como duas ondas enormes que se entrechocam, a ausência de centralidade harmónica e melódica – entre outras, coisas até então nunca ouvidas – foram realmente conceitos e práticas revolucionários. Mas isto passou-se quando? Ah, pois, em 1961. De então para cá, Ornette teve ainda ensejo de outro momento revolucionário, nos anos 80, com o conceito de harmolodics, posto à prova com a Prime Time Band. Music is not a style. Music is ideas. In any normal style, you have to play certain notes in certain places. You play in that style only and try to make people believe that style is more important than other styles. Which removes you from the idea. With harmolodics you go directly to the idea – escreveu ele.

E pronto. Daí a pretender que tudo o que o saxofonista tenha feito, ou faça ainda hoje, como um qualquer concerto, tem que ter aposto o carimbo de “revolucionário”, tão estafado nos dias de hoje, ou trazer à baila a “revolução” por dá cá aquela palha, vou ali e já venho. Ornette não tem nada que provar nesta matéria; fez o que fez, tem o seu lugar na história da música e ninguém lhe tira mérito por achar que não é um Midas qualquer que tudo o que toca transforma em ouro. Não há vacas sagradas. Lamentavelmente, o concerto de dia 11 de Agosto, em Lisboa, não foi um momento dourado, pelas razões que alinhei e me dispenso de repescar. E a isso nem sequer obviou o facto de Ornette ter saído o ano passado com um disco excelente, Sound Grammar. Nele – vá-se lá saber como – até Denardo Coleman parece estar em "alto nível", pelo menos à altura das circunstâncias.
Agradeço os contributos e envio abraços a umas e outros.

 
 

abop tv provides free music downloads, art and poetry.

Uma caterva de vídeos (excertos) novos e mais antigos, disponíveis para download na ABOP.TV, de Nova Iorque. Jackson Krall, Dave Ross, Brian Groder, Albey Balgochian, Andre Martinez, Jason Candler, Mark Hennen, Sabir Mateen, François Grillot, Doug Principato, Burton Greene, Roy Campbell, Adam Lane, Lou Grassi, Joe Giardullo, Harvey Sorgen, Mike Bisio... .

 
jazz, música improvisada, electrónica, new music e tudo à volta

e-mail

eduardovchagas@hotmail.com

arquivo

Setembro 2004
Outubro 2004
Novembro 2004
Dezembro 2004
Janeiro 2005
Fevereiro 2005
Março 2005
Abril 2005
Maio 2005
Junho 2005
Julho 2005
Agosto 2005
Setembro 2005
Outubro 2005
Novembro 2005
Dezembro 2005
Janeiro 2006
Fevereiro 2006
Março 2006
Abril 2006
Maio 2006
Junho 2006
Julho 2006
Agosto 2006
Setembro 2006
Outubro 2006
Novembro 2006
Dezembro 2006
Janeiro 2007
Fevereiro 2007
Março 2007
Abril 2007
Maio 2007
Junho 2007
Julho 2007
Agosto 2007
Setembro 2007
Outubro 2007
Novembro 2007
Dezembro 2007
Janeiro 2008
Fevereiro 2008
Março 2008
Abril 2008
Maio 2008
Junho 2008
Julho 2008
Agosto 2008
Setembro 2008
Outubro 2008
Novembro 2008
Dezembro 2008
Janeiro 2009
Fevereiro 2009
Março 2009
Abril 2009
Maio 2009
Junho 2009
Julho 2009
Agosto 2009
Setembro 2009
Outubro 2009
Novembro 2009
Dezembro 2009

previous posts

  • Na Bypass saiu em Novembro passado MUST, novo e in...
  • «(...) We have a specially composed, seasonally in...
  • Synflict - Prismatine Marco Cervellin & Olliver ...
  • Roulette Concert Archive http://www.roulette.org/ ...
  • CLOUDS IN MY HOME - White Blue Black [pass002]Cutt...
  • All About Jazz - New York # 92 / December 2009 Ch...
  • Interpretations presents: FLUX Quartet premieres D...
  • DARMSTADT: ESSENTIAL REPERTOIRE Festival [ISSUE Pr...
  • John Butcher, Live at ISSUE Project Room (11/11/09...
  • Rainfall, do polaco Marcin Drabot, também conhecid...

  • links

  • Improvisos ao Sul
  • Galeria Zé dos Bois
  • Crí­tica de Música
  • Tomajazz
  • PuroJazz
  • Oro Molido
  • Juan Beat
  • Almocreve das Petas
  • Intervenções Sonoras
  • Da Literatura
  • Hit da Breakz
  • Agenda Electrónica
  • Destination: Out
  • Taran's Free Jazz Hour
  • François Carrier, liens
  • Free Jazz Org
  • La Montaña Rusa
  • Descrita
  • Just Outside
  • BendingCorners
  • metropolis
  • Blentwell
  • artesonoro.org
  • Rui Eduardo Paes
  • Clube Mercado
  • Ayler Records
  • o zurret d'artal
  • Creative Sources Recordings
  • ((flur))
  • Esquilo
  • Insubordinations
  • Sonoridades
  • Test Tube
  • audEo info
  • Sobre Sites / Jazz
  • Blogo no Sapo/Artes & Letras
  • Abrupto
  • Blog do Lenhador
  • JazzLogical
  • O Sítio do Jazz
  • Indústrias Culturais
  • Ricardo.pt
  • Crónicas da Terra
  • Improv Podcasts
  • Creative Commons License
    Powered by Blogger