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30.9.07
 


Rodrigo Amado Quartet - Live at ZDB Gallery, April 13, 2007
(Video: Nuno Moita)

 
 

The Music Improvisation Company

Derek Bailey (guitarra eléctrica); Evan Parker (saxofone soprano); Hugh Davies (electrónica); Jamie Muir (percussão); Christine Jeffrey (voz).

1. Third Stream Boogaloo; 2. Dragon Path; 3. Packaged Eel; 4. Untitled No. I; 5. Untitled No. II; 6. Tuck; 7. Wolfgang von Gangbang.

Data de meados da década de 60 o encontro entre Derek Bailey e Evan Parker no Spontaneous Music Ensemble, apadrinhado por John Stevens. Bailey e Parker deram-se bem na altura, e resolveram prolongar a experiência de tocar juntos. O primeiro contexto em que o fizeram, na sequência da colaboração conjunta no SME, foi The Music Improvisation Company, grupo que, mais tarde, a partir de 1976, já só com Derek Bailey, passou a ser abreviadamente designado por Company. Para a quadratura do círculo chamaram o percussionista Jamie Muir, e o pianista e electronicista Hugh Davies, músicos com a mesma fé na improvisação não-idiomática. O quarteto, a que se somou circunstancialmente a voz de Christine Jeffrey, posicionou-se de imediato na vanguarda da música improvisada que então se fazia em Londres, corria o ano de 1968. Em 1970, nasce a editora Incus, criada pela dupla fundadora da Music Improvisation Company, e pelo percussionista Tony Oxley. No mesmo ano em que a Incus inicia actividade, sai na ECM The Music Improvisation Company, um dos mais importantes discos de toda a fugaz carreira da MIC, gravado em Agosto de 1970, nos Merstham Studios de Londres. Edição ECM (LP, 1970). Em CD, apenas no Japão.

 
28.9.07
 

Italian genre-smashing free-form experimentalists Zu team with forward-thinking Japanese DJ Nobukazu Takemura on 2007's IDENTIFICATION WITH THE ENEMY: KEY TO UNDERWORLD. Predictably, the results are totally unpredictable. Skittering IDM collides with free jazz-influenced gestural noise, resulting in a wild ride that is at times intriguingly atmospheric, at others unsettling and frenetic. While those with more conventional palettes might be put off by the sonic curveballs thrown on track after track, adventurous listeners will find plenty to appreciate.

 
 

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FRANK LOWE - FRESH (LP Arista/Freedom,1975)

1. Epistrophy; 2. Play Some Blues; 3. Fresh; 4. Mysterioso; 5. Chu's blues

Frank Lowe (saxofone tenor); Lester Bowie (trompete); Joseph Bowie (trombone); Abdul Wadud (violoncelo); Steve Reid (bateria, 1); e Charles 'Bobo' Shaw (bateria, 2, 3, 4). Os sons, cores e formas do Frank Lowe deste período não andam longe das do Art Ensemble of Chicago da mesma época. Os manos Bowie, Lester e Joseph (embora o segundo não tivesse integrado o AEC), puxam muito para esse lado, assim se compreende. Fresh, gravado entre 1974 e 1975, foi reeditado em CD há uns anos pela Black Lion, com outra capa, e desde então levou sumiço. Em 1975, Frank Lowe publicou outra obra imprescindível: The Flam (Black Saint), que, tal como este outro, exala um intenso aroma free. O alinhamento de Fresh inclui cinco temas, dois deles originais de Thelonious Monk (Epistrophy e Misterioso). O último (Chu's Blues, mais funk que blues) junta Lowe e um grupo de que não mais ouvi falar, os Memphis Four. Fresh, que se seguiu a Black Beings (Esp-Disk), a estreia de Frank Lowe como líder, continua a soar fresco passados 33 anos sobre a data da gravação. Esta é outra das muitas pedras preciosas do acervo Arista, que continuam nas mãos de melómanos abonados ou sortudos, ou nas de ciosos coleccionadores. As masters lá estão, 'esquecidas' nos arquivos da velha Arista, a aguardar que alguém num dia de bom augúrio se lembre de vasculhar a fundo nos catálogos, recuperá-los e trazê-los à luz do dia. A febre das resmasterizações ainda não chegou lá. Disponíveis, para quem pretenda conhecer aspectos mais recentes da obra gravada de Frank Lowe, estão Bodies & Soul, Vision Blue e Lowe-down & Blue, três títulos importantes da discografia do saxofonista, editados na Creative Improvised Music Projects (CIMP).

Frank Lowe (1943-2003)

 
 


HIGH ZERO 2007!

 
27.9.07
 

Miles Davis' The Complete 'On The Corner' Sessions

 
 

cover art

Gravação ao vivo no Millenium Park de Chicago, a 24 de Agosto de 2006, no âmbito do programa Made in Chicago: World Class Jazz. Corresponde à sexta proposta da mais surpreendente e diversificada das formações de Ken Vandermark – a Territory Band – numa actuação que contou com a presença de… Fred Anderson! Depois do excelente New Horse for the White House, de 2005, via Okka Disk, surge agora Collide. No programa, uma pièce de résistence, Collide, como sempre desenhada e dirigida por Vandermark para servir de base à improvisação de um vasto grupo de músicos, desta vez constituído, entre permanentes e eventuais, por: Ken Vandermark (saxofone tenor e clarinete); Fred Anderson (saxofone tenor); Dave Rempis (saxofones alto e tenor); Fredrik Ljungkvist (saxofones barítono e tenor); Axel Dörner (trompete), Per-Ake Holmlander (tuba); Lasse Marhaug (electrónica); David Stackenäs (guitarra); Jim Baker (piano); Fred Lonberg-Holm (violoncelo); Kent Kessler (contrabaixo); Paul Lytton e Paal Nilssen-Love (bateria e percussão). Daqui a dias, na Okka.

 
 
Há 7 anos a esta parte que a sueca Ayler Records (live music with spirit) vem a acarinhar os ouvidos do público interessado no jazz irreverente. Fundada em 2000, por Jan Ström, que dirige, e por Åke Bjurhamn, que pinta as capas e trata do grafismo, a Ayler prossegue o trabalho de desencantar e recolocar à disposição do ouvinte gravações obscuras, raridades, ao mesmo tempo que documenta o que de mais relevante tem passado pelo Glenn Miller Café, um minúsculo clube de Estocolmo, que é hoje uma referência geográfica importante na Europa para o jazz actual. A música deste volume Live at Glenn Miller Café resulta de dois concertos que o quarteto The Electrics deu a 3 e 4 de Outubro de 2005, escolhida, seleccionada e preparada pelos próprios músicos para edição. Apesar do título, o grupo toca exclusivamente instrumentos acústicos: Sture Ericson, saxofone tenor, clarinete e clarinete baixo; Axel Dörner, trompete; Ingebrigt Håker Flaten, contrabaixo; e Raymond Strid, bateria - tudo gente (re)conhecida, habitantes da paisagem jazz/improv made in Europe. A partir de composições instantâneas (Electrips; Electrance; Electrash; Electroops; e Electraps), em que abundam marcas da livre-improvisação e do experimentalismo europeus, em concomitância com swing electrizante, a fazer jus ao nome do grupo, a música combina aspectos particulares do trabalho sobre o som enquanto matéria-prima, e outros ligados à tradição do jazz, tal como recebido e transformado na Europa. A improvisação, tesa e a apontar em insuspeitas direcções, é de encher as medidas, à semelhança do que aconteceu no anterior disco do quarteto, o recomendável Chain of Accidents, um Ayler de 2000 gravado ao vivo na Copenhagen Jazz House, Dinamarca. A questão não é escolher de entre os dois; é, se possível, entreter com ambos a espera por um terceiro volume.

 
 

Na francesa Potlatch: Propagations - os saxofones de Marc Baron, Bertrand Denzler, Jean-Luc Guionnet e Stéphane Rives.


 
26.9.07
 

Workshop Freie Musik, Akademie der Künste, Berlin, 1977. Embalado pelo espírito de John Coltrane, Gerd Dudek (flauta, shenai, saxofones tenor e soprano), o contrabaixista Buschi Niebergall, ambos alemães (o primeiro, radicado na Polónia), e o baterista finlandês Edward Vesala, que, anos mais tarde, viria a ser extensivamente documentado na ECM Records. Em Abril daquele ano, o trio encontrou-se para actuar ao vivo na Academia das Artes de Berlim, e aí apresentar uma sequência de seis temas compostos por Dudek e Niebergall. São breves linhas melódicas enunciadas logo na abertura, e depois, venha a liberdade e a improvisação. O concerto documentado em OPEN (UMS/Atavistic) ficou para a história como um dos grandes acontecimentos da free music dos anos 70. Dudek, na liderança, à parte as discretas participações na Globe Unity Orchestra, de Alexander von Schlippenbach, evidencia um som potente, mas macio e suave no fluir; já encerrava as propriedades que anos mais tarde viria a revelar de forma mais depurada em Smatter (Psi Records, 2002), gravação “britânica” de 1998, em quarteto com John Paricelli, Chris Laurence e Tony Levin.
Dudek foca-se num instrumento por tema. No primeiro (H.S.), sax soprano, depois (Kugel) tenor, a seguir (Mira), flauta e shenai, retomando a sequência tenor (Manchmal), flauta (Open) e soprano (Chain). O acompanhamento do contrabaixo e da bateria, sem marcação regular, contribui em grande medida para o elevado nível artístico de uma sessão em que nada está a mais ou a menos, e impulsionar Gerd Dudek para alguns dos seus melhores momentos, caracterizados por um lirismo doloroso e melancólico. Originalmente editado em LP na Free Music Production (Archive Edition, 1979), OPEN foi reeditado em 2004 pela Unheard Music Series/Atavistic. Som actual, passados 30 anos.


 
25.9.07
 

cover art

Aqui está o que se sabia existir mas não era conhecido do público em geral: a sessão completa que Andrew Hill gravou no final dos anos 70 para o disco From California With Love, que Hill gravou nos estúdios da Fantasy, em Berkeley, Califórnia. Dessas sessões resultaram, além dos temas que vieram a ser incluídos em From California with Love, duas horas extra de música, material que deu para preencher três CDs. Andrew Hill - Solo, edição limitada da Mosaic Records (Mosaic Select 23).

 
24.9.07
 

Rahsaan Roland Kirk - Natural Black Inventions: Root Strata (1971

Ao vivo em estúdio, Rahsaan Roland Kirk (1936-1977) toca a quase totalidade dos muitos instrumentos de sopro e percussões que se podem ouvir em Natural Black Inventions: Root Strata, sem dobragens dele próprio e sem quaisquer efeitos de pós-produção, o que é espantoso, já que são vários os instrumentos de sopro que executou em simultâneo (saxofones alto e tenor, flauta, clarinete, apito, voz, sirene, sinos campaínhas, manzello e stritch), como um autêntico one-man band, imagem de marca que acentua o lado folk (klezmer e não só) da música de Roland Kirk. Piano (Sonelius Smith, em Daydream) e um ou outro instrumento de percussão (Joe Texidor, em tábua de lavar, ferrinhos e pequenas percussões, e Maurice McKinley, em conga), foram os únicos instrumentos a que não deitou mão. Natural Black Inventions: Root Strata, que é hoje uma raridade, foi gravado entre Janeiro e Fevereiro de 1971 e editado em Julho do mesmo ano, pela Atlantic Records. Actualmente, circula uma edição relativamente recente em CD, acoplada a outro importante título da discografia oficial de Rahsaan Roland Kirk: The Inflated Tear.

 
 

RIP Michael Evans Osborne (1941-2007)

It is with great sadness that we announce the passing of alto saxophonist Mike Osborne, or Ozzy as he was affectionately known, less than a fortnight before what would have been his 65th birthday. The cause was lung cancer. Osborne, often referred to as the Jackie McLean of Britain, an appellation of which he would be most proud, came to prominence in the fertile English jazz scene of the mid '60s. He was a member of the progressive Mike Westbrook Concert Band and participated in the small ensemble recordings of John Surman, Ric Colbeck, Harry Beckett and Alan Skidmore. He showed his versatility playing in the rock projects of Mike Cooper concurrently with being a member of the hornline of Chris McGregor's Brotherhood of Breath. Osborne released several recordings under his own name from 1970 to 1977 on the Turtle and Ogun labels. Notable associations included a trio with bassist Harry Miller and drummer Louis Moholo, a duo with pianist Stan Tracey and the horn trio SOS with Surman and Skidmore, one of the first of its kind. Osborne's playing was marked by several qualities: excellent articulation and time, wonderful invention that absorbed both traditional and free playing (despite his affiliations, he was far more the former than the latter) and an enthusiasm that manifested itself in some of the most incendiary playing on the instrument in jazz history. Whether it in an intimate setting or as part of a large ensemble, Osborne was an unmistakable voice, one of the finest to come out of a long tradition of British saxophonists. Sadly, drug use and mental illness would take its toll by the beginning of the '80s. Documents exist of Osborne actively playing at least until 1982 but after that police troubles forced him back to his childhood home of Hereford (near the Welsh border) where he remained, first at home then in hospital care, until his death. Though he did not record after the '70s, recent issues of older material have brought Osborne's career back into focus - albums by Harry Miller's Isipingo, the Brotherhood of Breath and John Stevens. To view his discography is to witness the development of British jazz into a creative and enduring legacy. A complete list is available at www.jazzlab.iwarp.com. Jazz is filled with tragic stories like Osborne's. At the end of his life, he greatly appreciated that people still remembered him and his music and still retained some of the beautiful spirit heard on his recordings. Farewell Ozzy - Andrey Henkin / All About Jazz NY

 
23.9.07
 

[Parker.jpg]

É esta a cara de Corn Meal Dance (Aum 043), novíssimo disco de William Parker, o papa do free jazz moderno (“um dos 50 mais distintos músicos de Nova Iorque de sempre”, segundo a Time Out New York), com o grupo Raining On The Moon, em versão expandida. Participações, além de WP em contrabaixo, de Rob Brown, saxofone alto; Lewis Barnes, trompete; Hamid Drake, bateria; Eri Yamamoto, piano, tal como em Luc's Lantern, disco de WP em trio; e Leena Conquest (a June Tyson de WP?) voz comum ao anterior disco do quarteto Raining On The Moon, o mesmo que esteve em Coimbra, em 2003, para um concerto inesquecível, cantora com quem tive o prazer de almoçar um dia na Associação 25 de Abril, em Lisboa, à mesa com João Pedro Viegas, o então director artístico dos Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, Jazz ao Centro.
Raining on the Moon (Thirsty Ear/Blue Series, 2002) constituiu uma relativa surpresa, face ao que se conhecia do trajecto discográfico de Parker enquanto líder, iniciado em 1981, com Through Acceptance of the Mystery Peace (Centering/Eremite). Neste formato de 'quarteto mais participações especiais', William Parker combina jazz e poesia, põe o melhor do seu lirismo militante ao serviço da causa da esperança e do optimismo como formas de combater o desalento e o desespero que grassam pelo Mundo. Ainda não ouvi o disco e já me soa a qualquer coisa, algo entre o espírito dos blues, com muito groove, temas em formato canção/composição, com bastante improvisação à mistura, na linha do disco anterior.
Corn Meal Dance tem edição na americana AUM Fidelity, que este ano comemora uma década de actividade editorial. Agora me lembro que já me está a fazer falta mais um episódio da grande Little Huey Creative Music Orchestra, a big band de William Parker, que seria outra bela maneira de comemorar os tais 10 aninhos. Com ou sem LHCMO, parabéns a Steven Joerg, o homem por detrás do balcão, e que assim escreve: «Corn Meal Dance is an incomparable and uncompromising work that AUM Fidelity is deeply honored to present; the release of this wonderful record is how AUM Fidelity is celebrating its 10th Anniversary as a purveyor of immaculate sounds for the healing of nations (hey, "you got to go big out here" ). The title track here alone is enough to have made me weep tears of joy on many a night since its creation; some eternal wisdom to be found and sung and danced along to here folks».

 
 
Fred Anderson está doente, diz-se por aí. Teme-se o pior, já que é irreversível; foi a idade (78) que entrou por ele adentro e tomou conta do momento. Em 2003, Fred estava bem de saúde. Tinha-a para dar, vender e tocar saxofone. Um rio de enorme caudal brotava cada vez que o seu sopro enchia os ares. Tal como aconteceu no Vision Festival, em dupla com o contrabaixista Harrison Bankhead (8 Bold Souls e Frequency), funcionário público de profissão, músico nas horas livres, que os tempos não correm de feição para viver exclusivamente da música, possibilidade reservada apenas a uma minoria. Bankhead, também ele oriundo de Chicago, possui um som cheio e escuro, lírico sem cair no adocicado. Fred & Harrison, um duo de saxofone tenor e contrabaixo pleno de empatia comunicativa, convergente na partilha do mesmo tempo e espaço, um a funcionar como a sombra do outro, alternadamente, como se não fosse possível viverem separadamente, tal é a coesão e a vontade consequente de se entenderem, no palco como na vida. Em The Great Vision Concert, tanto durante o anúncio dos temas (todos de Fred Anderson: Cloverleaf; Wandering; Trying to Catch the Rabbit; e The Strut) como na improvisação, o duo swinga a valer, alternando entre tonalidades sombrias e momentos de clara luminosidade. Assinale-se a plena comunhão de pontos de vista, construída a partir das bases em que assenta a linguagem comum, o leite onde ambos beberam: os blues e a tradição que vem do bop, isto é, Chicago de ponta a ponta. Esta visão histórica é temperada pela abordagem personalizada – a revisão da herança recebida dos antigos, a que eles mesmos acrescentam lastro, espelhado no calor da emoção partilhada por estes dois espíritos, unidos pelo mesmo sentido de risco e atrevimento, projectado muito para além das paredes do Vision Festival (e do Velvet Lounge, clube onde Fred Anderson trabalha desde 1979, espaço entretanto desalojado para nele ser construída uma torre de apartamentos).
Louvor a Jan Ström, curador da Ayler Records, por ter querido partilhar connosco este que foi seguramente dos grandes momentos do Vision de 2003. Tal como a voz que se ouve repetidamente no final do concerto, apetece dizer: "Thank you!"

Marshall Allen, Avreeayl Ra, Henry Grimes e Fred Anderson (Spaceship on the Highway) © Mark Sheldon

 
 

Neste dia 23 de Setembro de 1926, nascia John Coltrane.

 
22.9.07
 

Sun Ra and his Intergalactic Astro-Solar Infinity Arkestra
The Night of the Purple Moon (Saturn LP 522/Thoth)

Side A:
Sun-Earth Rock; The All of Everything; Impromptu Festival; Blue Soul; Narrative;
Outside the Time Zone
Side B:
The Night of the Purple Moon; A Bird's Eye View of Man's World; 21st Century Romance; Dance of the Living Image; Love in Outer Space

Sun Ra (Rocksichord, mini-Moog, Wurlitzer electric piano e Celeste); John Gilmore (saxofone tenor e bateria); Danny Davis (saxofone alto, clarinete alto, flauta, bongos e bateria); Stafford James (baixo eléctrico). Nova Iorque, 1970.

Nota: A versão que se pode ouvir desta viagem espacial apelidada The Night of the Purple Moon, foi convenientemente extraída de um LP Saturn, datado de 1972, que me havia chegado às mãos via cassette, e mais tarde via DVD, graças a Roberto "Puro Jazz" Barahona, o nosso homem no Advisory Board do Vision Festival (congrats, D. Roberto!, é como se lá estivessemos todos. Aproveito para agradecer a T-shirt). Entretanto, pela mão atenta e vasculhadora de John Corbett, acabou de sair uma edição (primeira) em CD na Unheard Music Series, da Atavistic, com quatro temas extra: uma versão alternativa do famoso Love In Outer Space; uma outtake nunca antes editada (Wurlitzer and Celeste) e dois solos de piano eléctrico Wurlitzer, Wurlitzer Solo 1 e Wurlitzer Solo 2. Além dos muitos pontos de interesse desta fusão entre jazz, blues, rock e electrónica, acresce o facto de Sun Ra experimentar aqui pela primeira vez o Rocksichord, espécie de cravo eléctrico, instrumento que tinha sido acabado de inventar. E, claro, a denominada Intergalactic Astro-Solar Infinity Arkestra, não é mais do que um quarteto. Mas que bem soa a entidade do universo astro-solar virada para o infinito...

 
21.9.07
 

CHARLES BRACKEEN - Rhythm X (Strata East LP, 1968)

Side One - 1. Rhythm X 8:03; 2. Hour Glass 11:31 ///// Side Two - 1. Charles Concept 7:50; 2. C.B. Blues 7:00. Saxofonista tenor Charles Brackeen, em 1968 (que é feito dele?), com 3/4 do quarteto de Ornette Coleman (à época, Don Cherry, Charlie Haden e Ed Blackwell). De Brackenn conheço três episódios: este Rythm X; outro, denominado Worshippers Come Nigh, e um terceiro, com o trompetista Dennis González e os fantásticos New Dallas Angels. The Desert Wind, chama-se o disco, editado pela sueca Silkheart, tal como o Worshippers. Entretanto, a Silkheart acaba de publicar outro Charles Gayle (Blue Shadows) em quarteto, com William Parker, Vattel Cherry e Michael Wimberly, gravação de 1993, ainda com Gayle em saxofone tenor, instrumento que deixou, em favor do alto. Uhm... ainda ontem, na viagem de regresso ao lar, ouvi Live at Glenn Miller Café (Ayler Records), disco de Gayle (sax alto), em trio com Gerald Benson (contrabaixo) e Michael Wimberly (bateria).

 
 

Não me apraz ver o adjectivo génio usado a despropósito, mas quando se trata de Tom Waits (n. 1949), a sensação que se tem é a de que o epíteto lhe cai que nem uma luva. Desde Closing Time, de 1973, a Orphans: Brawlers, Bawlers and Bastards, de 2006, nos cerca de 20 discos que gravou entretanto estão todas as muitas razões que fazem dele um verdadeiro génio criativo e uma figura indispensável para se compreender a música actual, para ela das evidências pop superficiais. Tom Waits possui uma personalidade musical complexa, talhada nos vastos domínios dos blues, jazz, rock, gospel, vaudeville e experimentalismo, sem dispensar um irresistível lado crooner bastardo e de palhaço embebido em bourbon (coffee & cigarrettes...Jim Jarmusch), que compõe e executa uma bizarra mistura de valsas, polcas, baladas, canções de embalar, swing, cabaret, hinos religiosos e ocasional revisão do american song book - histórias da noite que Waits canta ao luar. Assisti uma vez a um concerto de Tom Waits em Paris. Experiência arrepiante e inesquecível, ouvir Waltzing Matilda a dois metros do piano. Como inolvidável deve ser ouvir Scarlett Johansson, que por esta altura deve já ter dado sequência ao plano de emprestar a sua voz rouca à interpretação de clássicos de Mr. Waits … Deve ser de tirar o sono a qualquer vegetariano. Enquanto não se conhece o resultado de Miss Joahnsson sings Waits, fiquemos com INVITATION TO THE BLUES (bootleg), gravação integral (74') de um concerto de Tom Waits em Hamburgo, Alemanha (1977), no auge do período smoky jazz beatnik, um dos mais interessantes, por sinal.

Grapefruit Moon (de Closing Time, a seguir a Diamonds on My Windshield)

Grapefruit moon, one star shining, shining down on me.
Heard that tune, and now I'm pining, honey, can't you see?
'Cause every time I hear that melody, well, something breaks inside,
And the grapefruit moon, one star shining, can't turn back the tide.
Never had no destination, could not get across.
You became my inspiration, oh but what a cost.
'Cause every time I hear that melody, well, something breaks inside,
And the grapefruit moon, one star shining, is more than I can hide.
Now I'm smoking cigarettes and I strive for purity,
And I slip just like the stars into obscurity.
'Cause every time I hear that melody, well, puts me up a tree,
And the grapefruit moon, one star shining, is all that I can see.

Invitation to the Blues: 01. Spare Parts 1 (A Nocturnal Emission); 02. Invitation To The Blues; 03. Depot, Depot; 04. The Piano Has Been Drinking - not me (An evening with Pete King); 05. Pasties & A G-String; 06. Step Right Up; 07. Semi Suite; 08. Fumblin' With The Blues; 09. Midnight Lullaby; 10. Emotional Weather Report; 11. I Can't Wait to Get Off Work (And See My Baby on Montgomery Avenue); 12. New Coat of Paint; 13. Diamonds On My Windshield; 14. Grapefruit Moon; 15. The One That Got Away; 16. Small Change (Got Rained on With His Own '38).


 
19.9.07
 
Verão nas despedidas, manhã timidamente ensolarada. Vai bem com a música de Walter Norris (n. 1931, Liltle Rock, Arkansas, a terra do saxofonista e ex-monitor de estagiárias, Bill Clinton), pianista brilhante, de cores suaves, envolvente no tempo e no modo. Drifting (ENJA), dispensa bateria e agrupa temas de dois LPs editados em 1974 e 1978, o homónimo Drifting, com o contrabaixista George Mraz, e Synchronicity, com o húngaro Aladar Pege a substituir o checo Mraz. Se tivesse que escolher um só tema de Drifting optaria por Spring Can Really Hang You Up the Most, pelo lirismo e riqueza harmónica. Há músicos que têm tudo para ter sucesso e reconhecimento, e no entanto acabam por ficar na penumbra em favor de outros que por vezes não lhes chegam aos calcanhares. A vida... O Drifting original (47') foi recentemente reeditado pela ENJA em versão remasterizada a 24 bits.

 
 

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