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31.7.08
 

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Supõe-se ter chegado ao fim o “enclave” criado dentro do Appleby Jazz Festival, sob a direcção artística de Evan Parker, evento que desde 2002 vinha a acolher propostas de improvisadores da e relacionados com a cena britânica, pessoas que giram em torno de Evan Parker e amigos, que tinha habitualmente lugar na St Michael's Church, em Appleby, Cumbria, Reino Unido. O que corre oficialmente é que em 2008 não voltará a haver Appleby Jazz nem Freezone Appleby, como já foi anunciado e está afixado na página oficial do evento. Não há dinheiro... . Razão acrescida para conhecer o que musicalmente se passou nas edições entre 2002 e 2007 do Freezone, todas documentadas e acessíveis, em particular a derradeira, se é que foi mesmo. Nestas coisas nunca se sabe. A proposta de 2007, mais curta e menos variada em relação às anteriores cinco – apenas participaram três músicos, em concerto único – está toda ela no disco que faz parte da meia dúzia de edições que Evan Parker e a Psi lançaram há pouco tempo. Trata-se do trio do sardenho de Palau, Paolo Angeli (guitarra e electrónica), do próprio Evan Parker (saxofones tenor e soprano) e de Ned Rothenberg (saxofone alto e clarinetes), numa sequência de dois duos e seis trios, combinações acústicas que vale a pena ouvir com atenção. Free Zone Appleby 2007, na Psi, via Emanem.

 
 
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Peter Brötzmann Chicago Tentet
Manufaktur Schorndorf (Germany), June 8, 2007

Part 1 (80 Mb); Part 2 (83 Mb); Part 3 (75 Mb)

Peter Brötzmann - sax, clarinet; Ken Vandermark - tenor sax, clarinet; Mats Gustafsson - baritone sax, fluteophone; Joe McPhee - pocket trumpet, clarinet, valve-trombone, soprano sax; Johannes Bauer - trombone; Jeb Bishop - trombone; Per-Ake Holmlander - tuba; Fred Lonberg-Holm - cello, electronics; Kent Kessler - bass; Paal Nilssen-Love - drums; Michael Zerang - drums.

 
 

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O New York Times publicou um artigo sobre as dificuldades das lojas de discos independentes, como a Downtown Music Gallery, situada no Lower East Side de Manhattan (na foto), a passar por momentos difíceis, muito por causa do aumento exponencial do valor das rendas. A DMG enfrenta a inevitabilidade de ter que se mudar para longe da downtown, onde tem vivido desde sempre, e realojar-se algures em Queens, Brooklyn ou Washington Heights, segundo Bruce Lee Gallanter. 'Record Stores Fight to Be Long-Playing', texto de Ben Sisario.
Pela mesma razão encerraram clubes como o Tonic, na Norfolk Street, importante centro difusor da música improvisada de Nova Iorque. Noutro local, também o clube The Stone está a lutar com dificuldades para manter a porta aberta. John Zorn vai fazendo o que se lembra e pode pôr em prática, como a edição de discos de concertos ali gravados ao vivo. É o caso de The Stone - Issue Three: Lou Reed / Laurie Anderson / John Zorn, edição especial da Tzadik datada de Abril último, cujas vendas vão por inteiro para custear as despesas de funcionamento do clube.

 
 

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Joshua Manchester & Aaron Zarzutzki
'Live at Heaven Gallery'
[modisti]

'This is a live improvised set from a Chicago concert at Heaven Gallery. Aaron and Joshua perform from different ends of the spectrum. Aaron uses electricity to create vibrations which he manipulates physically. Joshua seeks to exploit acoustic phenomena by utilizing a heavily modified snare drum'.

 
30.7.08
 

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Variable Geometry Orchestra, no Espaço Regueirão dos Anjos, Lisboa. 19.07.08
(Foto: Giovanna Tarallo)

 
 

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So Much Achieved.
So Much Left To Do
.

The Present And Future Of 12rec.net - An Anniversary Compilation

 
 

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ATOMIC. O quinteto escandinavo formado por Fredrik Ljungkvist (saxofones tenor e soprano), Mangus Broo (trompete), Håvard Wiik (piano), Ingegbrigt Håker Flaten (contrabaixo) e Paal Nilssen-Love (bateria), reaparece em edição tripla, da qual dois discos foram gravados em estúdio, faz agora um ano, e um terceiro disco captado ao vivo em Seattle, no Tula's Jazz Club, seis meses decorridos sobre as sessões de estúdio. Anos passados sobre outro triplo – The Bikini Tapes –, Retrograde só em parte repristina material antigo. À excepção de Crux e de ABC 101b, do CD Happy New Ears! (Jazzland, 2006), o concerto de Seattle inclui apenas composições versadas nos dois discos de estúdio, o que permite comparar diferentes maneiras de improvisar sobre as mesmas estruturas. A abordagem permanece idêntica à inicial: retorno à memória da New Thing, aditivada com as descobertas e invenções da free music europeia. Mistura reformulada e redesenhada para criar novos modelos. Retrograde é Atomic a triplicar, na Jazzland.

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Atomic, Retrograde

 
 

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25.º Jazz em Agosto - Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

 
29.7.08
 

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Blind Statement
Michele Del Zotto & Michele Spanghero
[headphonica live]

 
28.7.08
 

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ALL ABOUT JAZZ-NEW YORK AUGUST 2008

Benny Golson, Lenny White, Susie Ibarra, Jack Wilson, Moserobie ...

 
 

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Extended Techniques - Thomas Wincek
[Stasisfield]

«These pieces were recorded between 2001 and 2006. Each piece is recorded using ONLY sounds from the instrument named. A variety of playing techniques were employed (bowing the mandolin with dental floss, hitting the strings with chopsticks, rubbing the back of the thumb piano with a damp cloth, and over-blowing the reeds of a melodica to name a few). Digital processing also plays a role. But whether it’s granular synthesis on bowed strings or fitting hits of a ukulele into a groove pattern, the aim is to enhance the original sound source rather than to obscure it. The end result lies between a composition and a performance, and the techniques employed serve to expand the understanding of what instrumental “extended techniques” can be» - Thomas Wincek.

 
 

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CRITIKAL STATE: Trio of Jeff Surak (of Violet, V., Second Violin / Zeromoon / USA), Andrey Kiritchenko (Nexsound / Ukraine), Jonas Lindgren (of Dead+Hurt, Syri, musique:motpol / Sweden). A mixture of drones, musique concrete like textures with elements of acoustic improvisation. Sources used in this album include guitar, contact mics, prepared record player, hurdy-gurdy, autoharp, child toys, mouth harmonica, computer, field recordings, etc.

 
 
Jacob Wick e Andrew Greenwald são dois improvisadores norte-americanos de Nova Iorque, ainda na casa dos 20 anos. Além de curriculum sólido no jazz downtown e na música contemporânea onde lhes nasceram os dentes e se formaram, têm em comum o mesmo gosto pela densidade e pela textura do som e por um tipo de linguagem musical despojada, que tem vindo a fazer o seu caminho, sobretudo na Europa, mas também nos EUA e no Japão. A mais recente saída em disco do duo aconteceu na Creative Sources Recordings, e é bem o exemplo de uma nova forma de estar na música improvisada que tem vindo a contaminar a nova geração de músicos norte-americanos, nados e criados num mundo em que o jazz stricto sensu tem um peso muito grande. Wick e Greenwald iniciaram os esforços conjuntos em 2004, no trabalho sobre composição instantânea, concentrados em aplicar técnicas não ortodoxas sobre as propriedades físicas inatas dos instrumentos: trompete como tubo de metal por onde se faz a circulação do ar sob pressão; percussão sobre materiais feitos de madeira, plástico e metal – síntese elementar combinada que procura extrair sons ainda por ouvir e dar-lhe uma organização diversa da que é usual, próxima da que nasce das técnicas e métodos de trabalho usados na criação de esculturas e instalações sonoras – a sound art. Em 37:55 (Creative Sources CS 133), a ampla gama de possibilidades sonoras, favorecendo embora o despojamento e o reducionismo, evita o espartano descarnamento que caracteriza alguma da produção congénere da actualidade, expande-se em ciclos alternados que vão do silêncio à densidade saturada, mantendo um controlo apertado sobre a construção e o desenvolvimento das peças. Música consequente, vale por si e pela atitude saudável de procurar novas concepções sonoras com base na experimentação e no diálogo permanente entre os músicos.

 
 

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30 de Julho, às 20:00: actuação de Durán Vázquez no âmbito da Muestra ArtEx Sonora, patente no MACUF (A Coruña, Espanha).

«Durán Vázquez (Vigo, 1979) empieza a grabar sus trabajos de forma autodidacta en 1998, y en 2003 edita su primer trabajo con el sello portugués Crónica Electrónica. Desde entonces ha venido realizando con cierta regularidad nuevas grabaciones con diferentes sellos, así como actuaciones en el MARCO de Vigo, el Centro Cultural de España en Montevideo, el MAMBA de Buenos Aires (en el marco de la serie Conciertos en el LIMb0) y los festivales SONAR y LEM de Barcelona. Ha colaborado también en proyectos audiovisuales, componiendo música para el cortometraje Paranoias, producido por la Escola Galega de Cine (Vigo, 2003), y colaborando con el artista Sumugan Sivanesan en la pieza audiovisual Goebbel´s Pupils, seleccionada para concurso en el XV Festival Internacional de Arte Electrónico VIDEOBRASIL (Sao Paulo, 2005). En susdirectos busca formas de relación con la audiencia que se diferencien de las habituales. Así, evita una posición jerárquica frente al público, actuando además en completa oscuridad, lo que facilita una escucha atenta y desprovista de interferencias visuales. El viaje sonoro fluye como un discurso sin palabras, generando una experiencia perturbadora, mientras los equipos electrónicos se convierten en un medio rápido y poderoso, tanto para provocar respuestas emocionales, como para permitir al artista introducir su discurso político, filosófico o estético».

 
 

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Alexander Kan: 'Golden Years of Soviet Jazz'
A Brief History of New Improvised Music in Russia

 
 

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A segunda edição em 2008 do Mascavado reúne numa noite única um conjunto notável de artistas japoneses e europeus, e o esforço das editoras Ristretto e Sirr numa colaboração conjunta que se irá desenvolver em várias acções futuras. A acontecer mais uma vez com o apoio d'O Século, em Lisboa, já no próximo dia 29 de Julho, terça-feira (Poster: Carlos Santos).

http://www.grainofsound.com/ ++++++++ http://www.sirr-ecords.com/
http://www.grainofsound.com/ristretto +++http://www.myspace.com/sirrlabel

 
27.7.08
 

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Philip Julian na homophoni. Sob o nome de Cheapmachines, desde há mais de uma década que o artista britânico trabalha o ruido produzido com software alterado, gravações de campo, fitas, objectos amplificados, microfones de contacto, etc. Arc é uma peça improvisada (17'50) com recurso a feedback e processamento electrónico. Na página de Phil Julian, em Cheapmachines Live Archive, há 14 outras peças retiradas de actuações ao vivo.

 
25.7.08
 

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Desde a sua fundação que sigo com interesse o trabalho editorial da ucraniana Nexsound. Criada em 2000 por Andrey Kiritchenko, virou-se logo desde o início para a edição em CD e mp3 de música dirigida à estimulação emocional e intelectual do ouvinte, muito mais que mero papel de parede ou forma entretenimento lúdico com pista ou sem pista de dança no horizonte. De 2000 para cá, a Nexsound tem vindo a editar material do próprio Kiritchenko, de Kotra (Dmytro Fedorenko), que também co-dirigiu a editora entre 2003 e 2007, Zavoloka, Alla Zagaykevych, Muslimgauze, Kim Cascone, Francisco Lopez, Moglass e toda a sorte de novos experimentalistas da era digital. Neste sentido, “Vibrating Portraits”, projecto pensado e executado em união de esforços entre o holandês bluermutt ou Skyapnea e a Nexsound, é um catálogo que ilustra aspectos da ideologia musical da editora, uma mostra da diversidade estilística e conceptual da electrónica contemporânea, constituída por peças únicas de nove artistas do actual som electrónico, como são Elio Martusciello, Flotel, Autistici, Maps and Diagrams, Lawrence English, Salvatore Borrelli aka (etre), He Can Jog, Gregg Kowalsky aka Ossobuco e Motion, sob o mote “é possível pintar alguém ou alguma coisa através do som?” Ou, formulado de outra maneira: «Choosing a particular frequency could help to evocate a thin nose? A granular light? The fragrance of morning after a sunrise full of small rain? The taste of a coffee?». Entretanto, pode-se escolher um dos muitos toques de telefone que a Nesound disponibiliza gratuitamente.

 
 
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[arh027] BOGDAN - HARMONY WITHIN REPETITIVE STRUCTURES

 
24.7.08
 
Entre as cinco mais recentes edições da norte-americana Creative Improvised Music Projects, CIMP na designação abreviada, está o segundo volume de The Crookedest Straight Line, gravação de 2006 do quarteto do saxofonista soprano Chris Kelsey, cujo primeiro volume saíra mais ou menos por esta altura do ano passado. A ideia que está na base da construção de The Crookedest Straight Line é a de utilizar temas pré-compostos, que remetem para a memória do jazz, e depois, a partir deles, explorar uma série de elementos contidos dentro da moldura inicial através da improvisação, numa atitude de contínua exploração e descoberta do novo através do conhecido. Chris Kelsey é uma das vozes mais importantes (e menos conhecidas) do saxofone soprano actual, que desenvolve uma longa linha contínua de grandes instrumentistas, com grandes pontos de referência como foram e têm sido Bechet, Coltrane, Lacy, Parker, Coxhill, Mitchell, Braxton… Gosto bastante deste som de soprano com arestas, enérgico, carregado de inflexões, subtilezas tímbricas e mudanças de direcção, dentro e fora do free bop, matriz principal, mas não única, da composição e improvisação do Chris Kelsey Quartet. A equipa de Kelsey é a mesma da primeira parte da sessão, desdobrada em dois volumes: John Carlson (trompete), François Grillot (contrabaixo) e Jay Rosen (bateria) - uma working band madura com vários anos de rodagem, facto reconhecível na fluidez do discurso colectivo, na concentração e na agilidade rítmica em que a música se desenvolve. Modo de servir o propósito totalmente conseguido de, com autenticidade, criar uma música original e vibrante.
As outras quatro edições do último cacho CIMP, são: Kenbillou, do ESATrio (Bill Gagliardi, Ken Filiano e Lou Grassi); Conspiracy A Go Go, de David Haney, Dominic Duval e Andrew Cyrille; Clandestine, de David Haney, Andrew Cyrille e Dominic Duval; e The Art of the Trio, de Ernie Krivda, Peter Dominquez e Ron Godale.

 
23.7.08
 

cs130.jpg picture by eduardochagascs131.jpg picture by eduardochagascs133-1.jpg picture by eduardochagas

Novidades na Creative Sources Recordings:

Scott Fields - Drawings
Jacques Demierre - One is Island
Jacob Wick & Andrew Greenwald - 37:55

 
 

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Belgium 1969. Ornette Coleman ao vivo em 1969, com Dewey Redman, Charlie Haden e Ed Blackwell. O alinhamento inclui Song For Che, Tomorrow, Broken Shadows e Comme Il Faut, todos originais incluídos no LP Crisis, datado de Março do mesmo ano, a que o grupo acrescenta Space Jungle II, versão bastante diferente e mais longa (16’) do tema homónimo (Space Jungle) do mesmo disco. A espanhola Gambit Records reeditou agora a gravação há muito esgotada de uma das últimas e raras configurações do Ornette Coleman Quartet, sem Don Cherry e sem Denardo Coleman, realizada no belga Bilzen Festival, a 24 de Agosto daquele ano. O som de Belgium 1969 não é dos melhores, mas a musicalidade de Ornette Coleman e seus rapazes mais do que compensa a quebra.

 
22.7.08
 

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Protoplazma: The label focused on experimental directions in ambient and acoustic music, therefore to us it is interesting to work with any Latvian and foreign authors playing qualitative and not ordinary music.

 
 

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Novas e antigas na Porter Records: Odean Pope - "What Went Before, Volume1"; Andrew Raffo Dewar - "Six Lines of Transformation & Music for Eight Bamboo Flutes"; Andrew McGraw - "Kolaborasi"; Byard Lancaster - "Personal Testimony" (Now and Then); Henry Grimes & Rashied Ali - "Going to the Ritual"; e Misled Children - "Peoples Market". E o mais que está para vir.

 
 
tn009p.jpg picture by eduardochagas tn008p.jpg picture by eduardochagas

PANGEA - Combustion Chamber [TN009] // Terje Paulsen - Encoded [TN008]

«TECNONUCLEO is a non profit Net.Label specialised in experimental electronic music, focused on the expression of new musical concepts, from glitchy to field recording, which includes noise, stochastic synthesis, drone, minimalist, microsounds, music concrete. TECNONUCLEO is also an online platform for the creation, promotion, criticism of emerging sound languages and sound art for the information & interaction of the public and artists alike»

http://pangea-juanantonionieto.blogspot.com/ ~ http://terjepaul.googlepages.com/

 
 
Open Ears Music
Adventure Jazz & Improvised Music

A weekly concerts of adventure jazz and improvised music. The performances are on Wednesdays, upstairs at The Blue Nile, 532 Frenchmen St. NOLA. Curated by Jeff Albert, Justin Peake and Dan Oestreicher. Its simple goal is to provide an accessible venue for interesting music.

Andrew Weathers (guitar, laptop) Justin Peake (percussion, laptop)
- Andrew Weathers (mp3)
- Beautiful Bells (Justin Peake) (mp3)
- Andrew Weathers & Justin Peake (mp3)

 
 

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Christopher McFall - Grayscale Is Failing (CA 030)

«Grayscale Is Failing was composed from variety of digital and treated analog field recordings. The resulting compositions were conceived through a variety of computer-based manipulations. For me, this grouping of works has assumed a very visual quality, as the source recordings used to create it were procured in the metropolitan districts of Kansas City, USA during the winter of 2007. I feel that these works tend to portray a digital vision of the subtle aspects of winter in urban America; it's long nights and short days shadowed by overcast skies, giving way to portraits of dimly lit buildings and city streets that serve as a scaffolding for the continuous advance of technology, while at the same time, allowing for the mass consumption of the remnant» - Christopher McFall.

 
21.7.08
 

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Jeph Jerman & Tanner Menard - The Now of Sound
[Archaic Horizon Records]

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20.7.08
 

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Coincide [Impulse, 1974], uma de duas sessões que o saxofonista Dewey Redman (1931-2006) gravou para a Impulse! Records entre os anos de 1973 e 1974. A primeira, The Ear of the Behearer, foi reeditada em CD há uns anos; a segunda, ainda não. Mera coincidência ou propósito deliberado, é uma maravilha poder ouvir Dewey Redman (saxofone tenor, clarinete) com Ted Daniels (trompete), Leroy Jenkins (violino), Sirone (contrabaixo) e Eddie Moore (bateria).

«Music is the most powerful force I know; it’s the only force that can make you cry, laugh, be happy, dance, fuck, fight. It can do strange things to people. Music is the only pure thing that's left because everything else is so corrupted, and being a Black jazz musician in America is hardly a lucrative thing. I’m happier when I’m playing than when I’m walking to the bank, and I'm happy doing that, too. But the two don't hardly go hand in hand». - Dewey Redman

 
 

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ExB Music Productions

 
 

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DÍNAMO - Festival de Música Exploratória. Barcelos, 25-27/7
CINEMA / MÚSICA / INSTALAÇÕES
Jean-Luc Guionnet, Nikos Veliotis, Klaus Filip, Mattin, Axel Dörner, Alfredo Costa Monteiro, Taku Unami, Masahiko Okura, Ko Ishikawa, Annette Krebs, Radu Malfatti …

ENTRAR (PT) / ENTER (EN)

 
 
John Butcher & Mark Sanders live at St. Giles, London, February 2008
(videos by Helen Petts )

Part I

Part II

 
 

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Edoardo Romani Capello - 'Chrysopraze Spheres' [test tube 131]

Edoardo Romani Capello, na Test Tube. Capello, músico italiano de Milão, flautista e compositor, dá largas ao seu gosto pelas artes da música electrónica “clássica”. Chrysopraze Spheres, obra de 2007, reúne seis composições originais de luminosidade iridescente, linhas sonoras organizadas como canções que se vão derretendo e modificando ao longo do suave deslizar dos sintetizadores. Ambientes de melancolia, com um delicado toque oriental, atravessam a órbita errática em que se estabelecem as trocas e os processos químicos que dão origem a mutações nos cristais esféricos. Estes atravessam o espaço em sucessivas metamorfoses de cor e forma, com densidades sonoras de diferente estrutura e configuração. Não há mudanças bruscas, tudo flutua em serpentinas que tomam as mais insuspeitas direcções e efeitos emocionais. Por vezes Capello evoca a electrónica alemã dos anos 70. Chrysopraze Spheres prima pelo mesmo tipo de ingenuidade, sugestão e poder elusivo.

 
 

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Downtown Music Gallery - Newsletter - 17.07.2008

 
 

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High Zero Festival 2008

 
 

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CLAN, trio italiano de improvisação livre (Alberto Prezzati, Marco Clivati e Marco Riva), que utiliza objectos amplificados, guitarras, cítara, rádio, percussão e processamento electrónico, gravou um conjunto de três peças intitulado Dür d'ona orègia para a netlabel polaca Audio Tong. Na digitalbiotope saiu em 2006 Venerdì 17 improvisation.

 
19.7.08
 

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Variable Geometry Orchestra
Espaço Regueirão dos Anjos, Lisboa

 
 

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Daily Misconceptions, aka João Santos
if I hug your sweaters will they get their colour back?
[mimi records]

 
 

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Energia da Música Irrealizada
(texto e modulações rádio em onda curta de Jorge Lima Barreto)

 
 

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O prolífico pianista norte-americano Mulgrew Miller aportou ao Centro Cultural de Belém para dirigir a Lisbon Jazz Summer School, a decorrer entre 18 e 26 de Julho no CCB, em Lisboa. Como introdução à iniciativa, na noite de sexta-feira, 18 de Julho, o pianista deu no Grande Auditório um concerto de jazz mainstream sofisticado de alto nível técnico e artístico. Miller, músico com um curriculum feito de muito trabalho com gente como Art Blakey, Tony Williams, Duke Ellington, Joe Lovano, Ron Carter, entre muitos mais, além da memória do jazz dos últimos 50 anos, trouxe consigo um sexteto muito rodado, grupo com o qual trabalha há cerca de duas décadas - o Wingspan, episodicamente forçado a quinteto, por doença súbita do trompetista Duane Eubanks. Da formação base do Wingspan – que é também título de um tema que Mulgrew Miller escreveu em homenagem a Charlie Parker – também não veio o saxofonista Steve Wilson, substituído por Antonio Hart, em saxofone alto e soprano, permanecendo Steve Nelson no vibrafone, Ivan Taylor no contrabaixo e Rodney Green na bateria. Em palco, o grupo pratica um jazz maduro, queimado nas formas do bop mais criativo, que vem de Charlie Parker para diante. Das mãos do pianista do Mississípi saíram composições que ou já são standards do jazz ou para lá caminham, como Go East Youg Man, The Sequel, When I Get There, num estilo em que é notória uma mistura complexa de influências, que vão de Oscar Peterson a McCoy Tyner, com passagem por Duke Ellington. A sua sonoridade consegue um interessante equilíbrio entre lirismo, intensidade dramática e acento tónico nos blues, tal como Thelonious Monk os viveu e interpretou. O swing moderno vem dos Jazz Mesengers de Art Blakey, escola que lhe ensinou a sacar do piano toda a gama possível de emoções. O reportório assentou na sua maior parte em The Sequel, disco de 2002 que MM gravou para a editora MaxJazz, com tempo e espaço para todos os músicos brilharem, com competência, verve e imensa criatividade. Destaquem-se as intervenções de António Hart (belo rasgo em Sophisticated Lady), com outro grande solo num tema de Hank Mobley – o homem da noite, logo seguido pelo estonteante Steve Nelson e as suas excursões maravilhosas pelas lâminas do vibrafone. A fechar uma excelente actuação, Mulgrew Miller & Wingspan tocaram Samb D’Blue, tema que é também o derradeiro do CD The Sequell. (Foto: Jimmy Katz)

 
 

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Highlights of The Vision Festival, 2008
Matthew Shipp Trio / Edward ‘Kidd’ Jordan
BBC Radio 3 (Jazz on 3)

 
 
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Dead Letters Spell Out Dead Words - »Live in Mimer«
[Ideal Recordings]
 
17.7.08
 

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Improvised Music From Japan, Vol. 10
(...)

 
 

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Nils Bultmann - Terminally Unique
Nils Bultmann / Roscoe Mitchell / Parry Karp / Paddy Cassidy

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"Blue" Gene Tyranny - The Somewhere Songs
(Mutable Music)

 
16.7.08
 
035-2008-b.jpg picture by eduardochagas035-2008-02.gif picture by eduardochagas

Crónica 035~2008 - TU M' / Is That You?

 
 

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Novas da surpreendente Larraskito, um mimo de netlabel que não se fica apenas pela edição de formas de expressão musical fora do comum, de cariz experimental /// ArtEx Sonora: Muestra de Arte y Experimentación Sonora, iniciativa que procura cruzar correntes de experimentação artística e linguagens audiovisuais, comissariada por Alejandro Durán Barreiro y Antía Dona Vázquez. Em simultâneo, organiza um workshop de introdução à criação sonora por computador, dirigido por Ángel Faraldo. Patente até 5 de Agosto no Museo de Arte Contemporáneo de UNION FENOSA (MACUF), aqui tão perto, entre a Corunha e a Galiza.

 
 

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Nova avançada de Vanessa ‘Niwi’ Rossetto, artista plástica e sonora de Austin, Texas, na Fire Museum Records. Rossetto (The Mighty Acts of God, Pulga, Hweat, Bright Duplex, This Maiden's Crimes, Catrider) associou-se ao multi-instrumentista italiano Salvatore Borrelli, do projecto Harps of Fuchsia Kalmia, também conhecido no meio por (etre), e convidaram Valerio Cosi para abrilhantar com guitarra um dos onze temas do disco, Questi Orizzonti Scomparsi – Cosi que participa com Vanessa Rossetto no projecto PULGA, com o qual gravaram Pulga Loves You para a Fire Museum, em 2007. Rossetto e Borrelli, músicos com inúmeras afinidades, se se atender ao percurso de cada um, unem esforços e estreiam-se com Cavallo Meraviglioso, disco gravado sob a designação colectiva de Wondrous Horse. Para o efeito, armam-se com um vasto arsenal de ferramentas produtoras e transformadoras de som. O método é idêntico ao de Pulga e de outras realizações congéneres: experimentar processos vários de colagem, descolagem, adição, subtracção e sobreposição de aparas de som, e desenvolver uma linguagem estável, coerente e personalizada, através da qual remetem para um imaginário neo-psicadélico de weird-folk, ácido e experimental, mistura complexa de free music, improvisação e electrónica glitch, feita com instrumentos de cordas, electrónica, órgão, theremin, xilofone, concertina, percussão, vozes, kalimba e outros instrumentos exóticos, para formar um composto orgânico versátil e variado nas formas, cores e sabores.

 
 

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In Memoriam Andrey Tarkovsky (1932-1986)

«In the entire history of cinema there has never been a director, who has made such a dramatic stand for the human spirit as he did. Today, when cinema seems to have drowned in a sea of glamorized triviality, when human relationships on screen have been reduced to sexual intrigue or sloppy sentimentality, and baseness rules the day - this man appears as a lone warrior standing in the midst of this cinematic catastrophe, holding up the banner for human spirituality. The Genius of modern Russian cinema - hailed by Ingmar Bergman as "the most important director of our time" - died an exile in Paris in December 1986».

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Yolanda Uriz y Ángel Faraldo - Villa Ockenburg

«Yuaf son Yolanda Uriz (Navarra) y Ángel Faraldo (Galicia). Su trabajo, fundamentado en la improvisación, combina la riqueza tímbrica de las flautas de Yolanda con las posibilidades de transformación de la electrónica manejada por Ángel. Presentamos el primero de sus trabajos direccionados hacia el registro: grabado en diversos días dentro de la Villa Ockenburg que da nombre al disco, con la compañía de la artista plástica Claudia Ignoto, es un trabajo que varia su habitual praxis para mostrarnos tres composiciones que utilizan su trabajo de improvisación tan solo como base. Tres pistas majestuosas a la par que inquietantes, con un sonido brillante y repleto de matices en constante movimiento».

LARRASKITO es un netlabel con una misión de investigación antropológica sobre el ser respecto a la música, clasificando aquellos que crean, incluso sin pretenderlo. En el tienen cabida cualquier tipo de expresión sonora inusual o no tanto. No entendemos de géneros, solo de verdades.

 
 
autumn_leaves-cover.jpg picture by eduardochagasautumn_leaves-cover2.jpg picture by eduardochagasautumn_leaves-cover3.jpg picture by eduardochagas

Autumn Leaves - Sound and Environment in Artistic Practice
[gruenrekorder]

 
15.7.08
 

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A mais recente realização da francesa Aposcaphe apresenta Daylight [module 1], trabalho conciso e bem estruturado de Boris Jakobek, artista da área da improvisação electroacústica, noise e electrónica, que nas suas preparações se serve de gira-discos, objectos, cabos, gravações de campo, bricolage, glitch, parasitas electrónicos, microfones, computadores traficados e outras máquinas produtoras de vibrações. A proposta imediatamente anterior da Aposcaphe também merece ser ouvida com carinho e atenção: LA TROMBE - pelures d'oignon, pain sur la planche.

«Larsens, drones, frottements, vibrations (pulsation), bourdonnements, parasites, bruissements, évolution, processus, développements, métamorphoses, mouvements, rythme régulier, continu. Captés, saisis ou fabriqués (produit, réalisé, créé, confectionné, élaboré), Boris Jakobek joue avec les sons et leurs formes. Il conçoit des installations et compose des morceaux à partir de sons travaillés sur ordinateur. Captés dans son environnement, au gré de ses déplacements, fabriqués à l’aide d’instruments de musiques, ou encore obtenus par frottements, vibrations ou autres manipulations d’objets divers, sa musique a souvent pour base un drone, autour duquel il articule ensuite ses sons. Ses installations consistent en une accumulation d’objets, d’instruments trafiqués/bricolés et de haut-parleurs. Minimaliste, parfois aléatoire, faisant la part belle à l’improvisation, les harmoniques/accords s’enchaînent et s’assemblent dans un rythme sporadique». - Carole Lamour

 
 

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CCB FORA DE SI
15 JULHO A 31 AGOSTO 2008
JAZZ . JAM-SESSIONS . FUNÂMBULOS
ACROBATAS . TEATRO . DANÇA
MÚSICAS DO MUNDO . CINEMA . ANIMAÇÃO DE RUA

 
 

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Em Outubro próximo, finalmente... The Complete Arista Recordings Of Anthony Braxton. Em 8 CDs, um total de 14 LPs, a obra completa de AB por que os braxtonianos há anos suspiram. Na Mosaic Records.

«Anthony Braxton is the sort of artist who triggers those heated "Is it jazz?"debates; whatever his music is, it is brilliant. By the time he signed with Arista Records in 1974 at the age of 29, he had emerged as one of the major figures in Chicago's AACM, formed Circle with Chick Corea, Dave Holland and Barry Altchul and lived the expatriate life in Paris and moved freely in jazz and contemporary classical circles.

What made his output at Arista (1974-80) so unique was the range of projects he was able to realize thanks to the supportive budgets of a major label. This 8-CD set rescues his entire 14-LP Arista output from forgotten vaults. From live and studio recordings with his quartet (with Kenny Wheeler or George Lewis, Dave Holland and Barry Altschul) to solo alto excursions to a duet with Muhal Richard Abrams to Creative Orchestra Music to trios with Roscoe Mitchell/Joseph Jarman and Henry Threadgill/Douglas Ewert to his thoroughly composed pieces for two pianos and for four orchestras, Braxton explored every aspect of modern music through his own creative vision with astonishing results.

 
 

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Artigo na Time Out de Nova Iorque sobre a ESP-Disk, editora fundada há mais de 40 anos por Bernard Stollman: 'Transcending Labels: Legendary ’60s imprint ESP-Disk attempts to overcome its troubled past'.

 
 

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The Sound of Snow and Ice / Various Artists
A collection of pure field recordings of snow and ice around the globe
[gruenrekorder]

 
14.7.08
 

Yells At Eels: The Road to Cha'ak'ab Paaxil

«In early July 2008, Yells At Eels took to the road once again. This time the destination was the Cha'ak'ab Paaxil Improv Music Festival in Merida, Yucatan, by way of Monterrey's Espacio Cultural Gargantua, under the auspices of Juan Castañón and Maria Belmonte» - Dennis González

 
 

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«O JiGG 2008, sob a direcção artística de Rui Neves, exibe vários tipos do jazz através de grupos que se estreiam em Portugal. “O jazz europeu, na 4ª edição do Jazz im Goethe-Garten, JiGG 2008, continua a marcar presença e a caracterizar-se pela autonomia, criatividade e novos talentos, demonstrando o poder de uma linguagem que há muito se universalizou”, afirma o director artístico.
Chegam assim até nós o projecto Largo do trompetista do Luxemburgo Gast Waltzing e o Quarteto Fuzz Noir, da Áustria, marcam pela audácia musical; o Quinteto Sing Sing Penélope, da Polónia, evoca o jazz eléctrico de Miles Davis; dos Países Baixos vem o saxofonista Yuri Honing e o projecto Wired Paradise; da nova geração suíça, o trompetista Manuel Mengis e Sexteto e da Alemanha um dos mais brilhantes talentos do novo jazz, o trompetista Matthias Schriefl com o projecto Shreefpunk.
Mas nem só de música é composto o cartaz da 4ª edição do JiGG 2008. Este ano realiza-se também o primeiro festival de peças radiofónicas ao ar livre. O instituto alemão apresenta cinco obras de autores portugueses e alemães. As peças são emitidas no jardim, durante 30 minutos, seguidas de um debate com autores e peritos da Rádio Arte».

Sing Sing Penelope - (Polónia) - 15 Julho, 19h
Yuri Honing Wired Paradise - (Países Baixos & Alemanha) - 17 Julho, 19h
Manuel Mengis Gruppe 6 - (Suíça) - 22 Julho, 19h
Matthias Schriefl Shreefpunk - (Alemanha) -24 Julho,19h

Jardim dos Sons – Rádio Arte, sempre às 19.00 horas
Eberhard Petschinka/Rafael Sanchez: “Aconteceu uma vez no Oeste“.
Moderação: João Almeida, dia 14.
Mia Couto: Vozes anoitecidas. Carlos Pinto Coelho, João Cabral, dia 16.
Antje Vowinckel: Call me yesterday.
Com a presença da autora, dia 18.
Livros que falam: “Querida Mãe”. Cartas de Escritores às Mães.
Moderação: Sandra Silva. Na presença de Filipe Vargas e Alexandre Cortez, dia 21.
Ingeborg Bachmann: Der gute Gott von Manhattan.
Um clássico da Rádio Arte, produzido em 1957. Moderação: Ronald Grätz, dia 23.

 
 

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WOODS. Regueirão dos Anjos, Lisboa - 15/7, 22h00

 
13.7.08
 

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To4ka.Dna, aka Sergey Misyureff
ZVUK
sound art with musique concrete elements
[constanta-label.ru]

 
12.7.08
 

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Robert Henke - Layering Buddha

«The track here is a stereo recording of the very first Layering Buddha six channel performance, recorded on January 31 2007 at Maria am Ufer during the Club Transmediale events in Berlin. The material for this performance is derived from material I created for the Layering Buddha CD & Vinyl release. During the performance the audience is placed in between a ring of six speakers with the performer sitting in between them in the center. The layers of sound were dynamically distributed in space, providing an experience of being really placed in between the sonic cloud where the acoustic result depends on the position of the listener» - Robert Henke.

 
 

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Ernesto Rodrigues Quinteto, programado para a tarde (19h00) de dia 12.07.2008, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no âmbito do festival Música Portuguesa Hoje. Com Ernesto Rodrigues, em viola, o libanês Stéphane Rives, em saxofone soprano, o galês Rhodri Davies, em harpa eléctrica e electrónica, Guilherme Rodrigues, violoncelo, e Carlos Santos, computador. Muito suavemente, do impulso inicial passou-se a uma cadência lenta, cordas eléctricas e acústicas, sopro e electrónica em murmúrio descontínuo, alternado com breves, muito ligeiras, altercações, a pôr em relevo o carácter rendilhado da peça única que compôs o set, sempre mais variado nos timbres que nas dinâmicas. A partir do primeiro quarto, a sessão evoluiu por sobre a camada electrónica de fundo, trama sobre a qual se foram dispondo os outros elementos sonoros de modo esparso, micro-eventos em que preponderaram os cordofones acústicos. A música do grupo, que tocou junto pela primeira vez, salvo três quintos (Rodrigues, Rodrigues e Santos) que há anos se desdobram nas mais variadas formas e contextos, mostrou-se tributária das formas de improvisação moderna que primam por fomentar menor actividade sonora, fazendo uso de elementos acústicos de maneira sóbria e elegante. Com uma ou outra hesitação e indecisão geral, e em particular de Davies e Rives, por opção própria mais ausentes que presentes na panorâmica, tempo houve para deixar cada som nascer e desenvolver-se no espaço, lentamente, procurando o momento e o local certeiro para provocar a imaginação e deixar fluir as emoções, como feixes de luz a tremeluzir no escuro. Música intrinsecamente tensa apesar da enganadora serenidade, cheia de momentos interessantes para quem aprecia a atonalidade, a dissonância e o convencionalismo próprio da improvisação livre, em parte graças ao intercâmbio gerado instantaneamente, noutra parte pelo facto de os músicos terem sabido ouvir-se entre si, sabedores de que neste tipo improvisação de câmara tão importante é a decisão de intervir como a de ficar de fora num determinado momento.

 
 

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É difícil lidar com o tempo, mais ainda quando se é um mito do Séc. XX, um ícone da cultura pop global ainda no activo. O dilema seria então fazer como Greta Garbo, sair de cena e aumentar a carga mítica, ou cantar até que a voz e a energia desapareçam no meio da rouquidão absoluta. Bob Dylan ainda não chegou a este ponto, mas enquanto não se decide – e já vai sendo tarde para a primeira opção – continua a ser o papa de uma religião com uma liturgia muito própria, a andar de terra em terra na evocação das memórias de um passado de lenda viva, já que o presente não ajuda e o futuro do ofício passar-lhe-á inevitavelmente ao lado. As leis da vida, dizem. Dylan, símbolo de duas maneiras de estar na música popular norte-americana, de uma guitarra folk que depois ligou à corrente eléctrica, gesto que provocou o primeiro de uma série de cismas, tais foram as heresias para os muitos dos seus seguidores de outros tempos. Agora, apareceu a empunhar não uma nem outra das guitarras, mas a tocar um órgão de som desenxabido que, se não fosse tão murcho, pareceria até uma saudável provocação. Mas não foi. Em palco, viu-se um Dylan estático, sempre de lado em relação ao público, vestido num estilo Nashville conservador, chapéu largo e fato escuro, de risquinha branca na perna da calça. Os membros do grupo, todos de escuro e de chapéu preto, compunham uma imagem vinda de um passado quase presleyano, tudo certo, tudo canónico, lânguido e previsível, a condizer com uma música igualmente fatigada, rhythm & blues e rockabilly mais dito que cantado, a valer sobretudo pelas memórias que acordou em quem conseguiu reconhecer as canções, de tão pachorrentamente transformadas. E não foi preciso ir muito longe, porque o alinhamento incidiu à volta de Modern Times, com ponto alto em Spirit on the Water, e fora dele, em Don't Think Twice it's Alright, Ballad of a Thin Man, Highway 61 Revisited e numa ou noutra que não deu para perceber bem, já tanto fazia, para rematar com o único tema em que o público vibrou um pouco mais e cantou por ele: Like a Rolling Stone. Once upon a time you dressed so fine... Quase pareceu que coisa pegara e ia começar naquele momento, mas não, estava concluída a missa e cumprida a devoção de ir a Algés ver o papa. Uma questão de fé, mais ou menos abalável, ou de Maria vai com as outras. Bob Dylan @ Optimus Alive!08 - 11.7.08

 
 

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The Past Inside The Future - A Tribute to Philip K. Dick [bruit]

 
11.7.08
 

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No Limits Art Fest - Awesome Happening N1 @ Ulica Ogi

11 Julho 2008, 21:00
Petrovka St, 26, Blvd. 8, Moscovo, Rússia

 
 

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Massacre Divino - Agarez/Arnal [enrmp172]
portuguese dark ambient released by
enough records
http://www.myspace.com/massacredivinoii

 
 

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mengele quartet . mongolo bat bi hiru [larr15]

«Mikel Etxegarai, Joseba Irazoki, Xabi Iturria e Iban Urizar son Mengele Quartet, una banda que reune a varios de los músicos mas destacados del lado este del Pais Vasco. Su paleta sonora: guitarras, percusión, instrumentos de viento y electrónica; su fin: aprovechar el potencial que tiene la improvisación libre para la creación musical; el resultado: una música muy rica y orgánica de audición siempre interesante, con momentos delicados y momentos mas potentes, que aúna influencias del free-jazz y la música experimental mas abstracta».

«LARRASKITO es un netlabel con una misión de investigación antropológica sobre el ser respecto a la música, clasificando aquellos que crean sin apenas pretenderlo. En el tienen cabida cualquier tipo de expresión sonora inusual, o no tanto. No entendemos de generos, solo de verdades».

 
 

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Paul Bley Trio: Darkly Winsome Jazz (NPR)

 
10.7.08
 

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Lindíssimo, este Night Dreamer, primeiro disco de Wayne Shorter para a Blue Note, em 1964. Lírico, cheio de soul, a roçar ao de leve o experimentalismo. John Coltrane já aquecia os motores apontando noutras direcções, a marcar o ponto de largada do modalismo. Aqui prima o lirismo shorteriano de belas e melodiosas composições, como contraponto ao expressionismo espiritual que Coltrane lançava. A secção rítmica dele está cá em peso: McCoy Tyner (piano), Reggie Workman (contrabaixo) e Elvin Jones (bateria). A sessão é excelente, ainda por cima com a adição do brilhante Lee Morgan (trompete), que Shorter coloca ao seu próprio nível em termos de protagonismo. Funciona como uma espécie de Jazz Messengers de Art Blakey, em expansão, por assim dizer, de som refinado e com uma química muito forte entre os membros do quinteto. Ainda que não atinja a maturidade de Speak no Evil ou Juju, Night Dreamer, é notável como primeiro disco para a Blue Note, momento em que Shorter tinha os olhos e os ouvidos de toda a gente em cima dele. A remasterização de Rudy van Gelder não acrescenta diferença que se ouça relativamente à edição anterior, aspecto de menor importância. O que conta é que o disco está de novo em circulação e a preço muito convidativo. Quem não tinha chegado a este clássico antes pode fazê-lo agora com grande proveito. E pode comparar duas versões de Virgo, um aliciante entre vários outros.

 
 

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Música Portuguesa Hoje, CCB, Lisboa

 
 

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Larry Blumenfeld, no Village Voice:
Recapping 2008's Vision and JVC Jazz Festivals

 
8.7.08
 

HOMOPHONI

http://www.homophoni.com

 
 
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The Mercury Theatre on the Air

 
 

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A ideia, além de meta-musicalmente interessante, resultou bem. “A fábrica e a sua voz – texturas sonoras da indústria têxtil”. Ou uma via de estudo da arqueologia industrial do Séc. XIX numa perspectiva sonora, pesquisada através do ambiente original de uma fábrica de lanifícios oitocentista movida a energia hidráulica, segundo processos industriais em uso numa época anterior à da máquina a vapor, ambiente transportado a este tempo de tecnologia electrónica, com duas revoluções industriais de permeio. A exposição/instalação sonora, constituída por quatro peças (Wheel Room; Weaving; Work Canteen; e Cardroom), foi montada in loco na Fabbrica della Ruota di Pray, em Itália, ao cabo de meses de investigação no interior do edifício, gravações, produção e pós-produção. Trabalho de fhievel (Luca Bergero) e Luca Sigurtà, dois artistas da sonorização, sonoplastia e experimentalismo musical, originários de Biella, e ligados às correntes do minimalismo electrónico. Juntos, com Claudio Rocchetti, já haviam publicado Pocket Progressive na mesma Creative Sources Recordings (cs024), em 2005, noutro tipo de contexto e com propósitos muito diferentes, mais ligados à improvisação electroacústica. O que Bergero e Sigurtà pretenderam com The Wheel (cs113), foi trazer de volta a voz das máquinas há muito emudecidas, voz distante apresentada tal como se nos aparecesse em sonhos, filtrada, manipulada, distorcida, porém reconhecível como pertencente a um tempo e a um espaço conhecidos, mas projectada numa dimensão espectral e fantasmagórica inteiramente nova, acentuada pela vastidão do espaço natural que lhe era próprio. Durante semanas a dupla cirandou pela vastidão reverberante das salas da velha Fábrica da Roda, instalando microfones, cabos, computadores, material electrónico diverso, pondo em funcionamento canais de água, a grande roda e seu desdobramento noutras rodas dentadas, elevadores, carris, rotativas, correias de transmissão, engenhos vários, sem-fins, veios e teares, ao mesmo tempo que gizavam um plano para memória futura de uma paisagem sonora situada num tempo remoto, a que não faltam as vozes das centenas de homens que lá trabalharam, porque as podemos imaginar.

 
 

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International Computer Music Conference 2008

«The 2008 conference explores notions of placement and displacement in the context of music practice. It provides an opportunity for the investigation of the interface between technologies which develop through international collaboration and the specificity of music cultures rooted in a place. The theme of the conference reflects current trends in the de-centralisation of music production and dissemination demonstrated by the increasing number of artist-run labels, podcasts, web archives and blogs».

 
6.7.08
 

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Faz parte da fornada de Junho da britânica Leo Records. WITHIN é o novo disco (11º) do saxofonista canadiano François Carrier, desta vez em trio com o contrabaixista francês Jean-Jacques Avenel e o baterista originário do Canadá, Michel Lambert, que já vinha do mano-a-mano travado no anterior Kathmandu (FMR Records, 2007). Agora é o espírito de Steve Lacy que se agita com elegância, convocado pelo som personalizado de Carrier (sax alto e soprano) e pelo familiar andamento de mestre Avenel, tantos anos passados ao lado de Lacy. Coisas deste mundo e do outro.

«You can hear François Carrier's joy in this recording, using mouthpiece calls, interrupting a bass passage with a biting phrase, reacting to Avenel's use of the kalimba, or leading the three-way conversations between the musicians with wit and aplomb. His joy is communicative, and spreads to the ensemble sound. Michel Lambert - playing with time, timbre and intensity, never locked in a pattern - pushes the improvisations forward. As for Jean-Jacques Avenel, one would never guess the bass master is a guest here, but instead was always meant to play with Carrier and Lambert, since his huge sound, agile runs and unfailing imagination provide the perfect cement for the trio».

 
 

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Crónicaster 031 - Carlos Santos: “Orla

«This audio piece is a full recording of a audiovisual concert called "memory", presented @ Bang Festival, FBAUL, Lisbon, on April 3, 2008. Audio by Carlos Santos and video by André Sier.

I renamed it “Orla” because the sound material deals with the notion of presence, something that’s concrete, that we take for granted in a audible way, but never presents itself in a fully open range, something near the threshold, as the video imagery accents that with its black canvas and small emerging white signs».

 
 

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ImproJazz # 147 - Julho-Agosto/2008

 
5.7.08
 

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Improvised Music From Japan, Vol. 9

 
 

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Capítulos musicais de radioarte, instalação sonora, arquivo histórico, improvisação, gravações de campo, inter alia. Touch Radio, acervo importante com trabalhos de artistas tão diferentes como Tom Lawrence, figura a quem pertence o mais recente episódio radiofónico do portal (Touch Radio 32: Donadea Forest Recordings), Simon Fisher Turner, Enrico Coniglio, Jana Winderen, Gudni Franzson, Lasse Marhaug, Chris Watson, Steve Roden, Leif Elggren, Scott Taylor, The Skull Defekts, Daniel Menche, Fennesz, Peter Rehberg, Rafael Toral, João Paulo Feliciano, Brandon LaBelle, Stephan Mathieu, Leif Inge, Jacob Kirkegaard, Dylan Carlson, People Like Us, KK.Null, Toshiya Tsunoda, Philip Jeck, Max Nagl e Carl Michael von Hausswolff. A peça de reciclagem sonora do norueguês Lasse Marhaug, por exemplo, é absolutamente invulgar. «Into The Pandemonium is a de-composition/ celebration of 25 years of extreme metal music. Fragments of classic moments in death/thrash/black metal music have been mangled, disfigured and reworked into a festering pulp of distortion, doom and noise». Na Touch. Com um toque britânico.

 
 

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http://www.escritanapaisagem.net

 
 

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A maior mostra de música portuguesa realizada até hoje num Festival que celebra os compositores, as obras e os músicos portugueses. 52 obras de 48 compositores, 3 orquestras, 2 ensembles, 3 concertos de câmara com 19 músicos, 12 concertos de música jazz, improvisada ou electrónica, em formatos e criações inovadoras, e ainda 4 conferências e 2 colóquios. - CCB, Lisboa, 11, 12 e 13 Jul 2008

 
 

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¡¡¡Bienvenidos a ORO MOLIDO!!!
Ya está en tus manos el número 23. Vayamos con los contenidos, como siempre con ganas de encontrarte dispuesto a leerlos y disfrutarlos.
El auge de las netlabels nos requería de un experto que escribiera sobre ellas. Hablamos con Miguel Angel Tolosa (ubeboet) hace ¿2 años?. No te asustes, su extraordinario trabajo, actualizado y a modo de guía, te servirá y ayudará a conocer este mundo de grabaciones on-line. M.A. Tolosa es responsable de con-v.
Nuestro ya asiduo colaborador belga Jean Michel van Schouwburg nos dió permiso para publicar su mejor documentada historia del Spontaneous Music Ensemble, de John Stevens. Esperamos repartirla en tres capítulos. La primera parte la puedes encontrar en este número a lo largo de más de 25 páginas. También hemos recogido algunas críticas del sello Treader, firmadas por Jean Michel, y con nuestro agradecimiento a la publicación hermana Improjazz.
Después de conocer parte de la historia de la música improvisada inglesa a través de la música de John Stevens y colaboradores, este número acoge un tema que creemos sumamente interesante sobre la enseñanza de la improvisación. Ofrecemos la primera de las entrevistas en este número: Charity Chan entrevista a Fred Frith, quien imparte en Mills College. Oakland. California. Hemos realizado la crítica de algunos de los discos del músico, compositor e improvisador inglés. Nos encargamos de ello Rubén Gutiérrez, Jesús Moreno, Rui Eduardo Paes y un servidor, que también escribo de los conciertos del Minim08, en Barcelona, en el apartado de Escenarios.
Contamos con las secciones habituales, donde queremos destacar también el apartado de Libros y Revistas con un toque de atención de Eduardo Chagas, recomendando Eartrip (publicación online estrenada en marzo), y el reciente libro Improvisación Libre. La Composición en Movimiento, de Chefa Alonso.
¡También numerosas próximas citas de conciertos, salpicadas por doquier en las páginas de este número!
¡Agradecimiento sumo a los colaboradores, sólo me queda espacio para desearte un buen verano, amigo! Saborea la diferencia....
Chema Chacón, 23 de junio de 2008

 
 

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Comets on Fire
Live in concert at Paradiso (Amsterdam, Holland), May 27, 2007

Conversão para mp3, papinha feita.

 
 

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Rodrigo Amado_saxofone
Miguel Mira_violoncelo
Gabriel Ferrandini_bateria


Domingo, dia 6 de Julho, 22h00
Associação Bacalhoeiro
Rua dos Bacalhoeiros, 125, Lisboa

 
 

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Guelph Jazz Festival

Guelph, Canadá, 3 a 7 de Setembro 2008

Jazz Festival

DJ Spooky & Vijay Iyer; Matana Roberts’s Coin Coin: Prologue Rouge Ciel René Lussier & Kevin Breit; Kidd Jordan Quartet; John Kameel Farah; Kid Koala; François Houle Aerials; Burrows; Friendly Rich and the Lollipop People; Sangha; Barry Guy, Maya Homburger & Jeff Reilly; Tallboys: Kevin Breit, Matt Brubeck, Jesse Stewart; Burnt Sugar; L’Orkestre des pas perdus; Tortoise; Bernardo Padrón Group; Jane Bunnett’s Carnavalissimo & Puppets by Jerrard Smith & Natalie Axon¸ John Zorn: Improvisations; John Zorn’s The Dreamers; John Zorn’s Electric Masada.

 
 

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O Nuno Martins chama a atenção para um artigo à venda no ebay que tem tanto de raro como de curioso: um single promocional de PETER BRÖTZMANN - "LILA EULE" #1 & #2. A compra imediata vale $39.99. A licitação continua.

 
4.7.08
 

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Improvised piece by American musicians Joseph Volmer and Eric Fourman. Manipulated sounds of piano, guitar, some toy instruments and vocals. One of the highlights of AudioTong's catalogue, especially as it comes from brand new people in the music scene. Joseph Volmer and Eric Fourman - The Transcription of Organ Music.

 
 

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PHAT - La Grande Peste [insub26]

Fabien Duscombs_bateria, percussão
Marc Perrenoud_baixo
Heddy Boubaker_saxofones alto e baixo

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SONIC SCOPE 2008

QUINTA 03 julho: 21h30
One-off
André Gonçalves /sintetizador analógico modular, Carlos Santos /laptop, Ernesto Rodrigues /viola, Guilherme Rodrigues /violoncelo e trompete de bolso, João Silva /taça e sino tibetanos, Nuno Moita /gira-discos, Miguel Cabral /percussão, Travassos /electrónica
Plan
Luís Temudo /gira-discos
Sei Miguel
SM /escrita, trompete e direcção, Fala Mariam /trombone alto, João Castro Pinto /piano total Pedro Lourenço /guitarra baixo, César Burago /percussão

SEXTA 04 julho: 21h30
Red Trio
Hernâni Faustino /contrabaixo, Gabriel Ferrandini /bateria, Rodrigo Pinheiro /piano eléctrico
Whit
Fernando Fadigas, Miguel Sá, Nuno Moita, Pedro Lopes /gira-discos
Curia
David Maranha /órgão, Manuel Mota /guitarra eléctrica, Margarida Garcia /guitarra eléctrica, Afonso Simões /bateria

SÁBADO 05 julho: 21h30
Carlos Pereira
microfones, laptop, vídeo
Feltro
André Gonçalves /sintetizador analógico modular, laptop, vídeo
@c + Vítor Joaquim
Miguel Carvalhais, Pedro Tudela, Vitor Joaquim /laptop

 
3.7.08
 
Nunca escondi o apreço que tenho pela obra de Pauline Oliveros, seja ela nos campos da música experimental, electrónica ou improvisada. De há muito reverencio o trabalho da fundadora do projecto Deep Listening Institute, um espaço multi-referencial onde, numa perspectiva global, se aborda a música nas suas mais variadas manifestações, nas relações com a literatura, as artes plásticas e as artes digitais, um viveiro de novas e interessantes experiências, que também é um espaço para a reflexão teórica, a performance, a gravação e a edição discográfica, sem descurar a promoção de novos artistas. Pauline, uma das grandes figuras da música do Séc. XX, tem uma extensa discografia, infelizmente pouco conhecida fora do meio em que trabalha, mas sem dúvida merecedora de uma atenção mais alargada. Neste disco de Janeiro de 2008, intitulado Accordion Koto (Deep Listening), Pauline Oliveros toca acordeão acompanhada pela kotista japonesa Miya Masaoka. Os resultados são deveras interessantes, não apenas pela invulgar combinação instrumental entre o acórdão e o koto, cordofone originário da antiguidade japonesa, que Masaoka ligou a um laptop preparado com um sistema de projecção laser, mas sobretudo pela experiência que o ouvinte pode ter ao apreender o som como uma esfera em flutuação que se expande e retrai em volume, algo que as artistas vão gerindo através da tensão que nasce dos sons delicados dos seus instrumentos, de uma maneira encantatória. Interagem entre si e connosco, de modo a afazer-nos participar activa e conscientemente no processo através do acto consciente e deliberado de escutar atentamente. Este é um tipo de experiência que tem muito a ver com a meditação, disciplina que ambas as artistas cultivam, e tem a ver com a concentra no acto de respirar e toma consciência dos detalhes mais particulares do mundo sonoro que existe dentro de nós e à nossa volta. O que vai ao encontro da atitude artística de Miya Masaoka, cujo interesse tem residido na investigação da microscopia sonora relacionada com elementos da natureza, como plantas, insectos e microrganismos; na projecção acústica das respostas fisiológicas do que é orgânico e das conexões que é possível estabelecer com formas de comunicação digital. O que chama a atenção para uma ideia central à música destas duas improvisadoras, a da procura do registo, em cada instante, da essência daquilo que é reconhecidamente familiar, porque inscrito na memória do ouvinte, e é feito regressar à superfície sob a forma de reminiscência, e do que é novo e irrepetível – a dialéctica entre o duradouro, sucessão de instantes passados, e o presente, que encerra em si o anúncio do imediato. Nada é estático; tudo está em movimento. E esta música celebra essa perene tomada de consciência.

 
 
COMA é a sigla de California Outside Music Associates. Depois de Shrubbery, segundo disco desta associação cultural e recreativa sob a forma de trio, com John Vaughn (saxofones, percussão e theremin), Zone (violoncelo, baixo eléctrico e percussão) e Dax Compise (percussão), chega o terceiro disco, Big Words, na Edgetone Records. Está de volta a mesma vivacidade aplicada no primeiro disco homónimo e no segundo, Shrubbery, tal como o exercício nos limites do precipício. Se a escorregadela e estatelamento ao comprido não aconteceu antes, também agora o COMA soube contornar os obstáculos, conseguindo concretizar musicalmente o potencial que tinham deixado em bruto no capítulo anterior. Sopros, vozes, cordas electrificadas, theremin e percussão, misturam-se livremente em composições instantâneas cuja euforia e irrequietude geral me levam a dizer preto no branco que são impróprias para quem só se governa com doces melodias. O primeiro tema, 10 minutos a rasgar pano, é o mais frenético e chega a cortar a respiração, de tão intenso e incisivo. Dali para a frente as coisas acalmam substancialmente, dando lugar a ambientes de disposição variada, que por vezes evocam o Revolutionary Ensemble, de Leroy Jenkins, Sirone e Jerome Cooper. Fora isso, embora com resultados desiguais e um ou outro aspecto menos conseguido, Big Words, se nem sempre é big, tem pelo menos o condão de entreter satisfatoriamente o ouvinte com um discurso que prende a atenção e a que apetece regressar.

 
2.7.08
 

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The Green Kingdom comemora o primeiro aniversário da SEM/IOD, label e netlabel fundadas por Sasa Vojvodic (Letna) e Alexandre Navarro. Com as participações de Manrico Montero, Darren McClure, Koutaro Fukui, Gogooo, Letna, Alexandre Navarro e Offthesky (Jason Corder).

 
 

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coen oscar polack na narrominded
psychic investigations

 
 
Open Ears Music
Adventure Jazz & Improvised Music

A weekly concerts of adventure jazz and improvised music. The performances are on Wednesdays, upstairs at The Blue Nile, 532 Frenchmen St. NOLA. Curated by Jeff Albert, Justin Peake and Dan Oestreicher. Its simple goal is to provide an accessible venue for interesting music.

Simon Lott (drums), Tony Barba (tenor sax), Peter Harris (bass), Justin Peake (percussion)
Barba & Lott (mp3)
Barba, Lott, Harris & Peake (mp3)

 
1.7.08
 

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Mike Patton, voz camaleónica de uma vastidão de projectos, como Mr. Bungle, Tomahawk, Lovage, Fantômas, The Dillinger Escape Plan, Peeping Tom, Faith No More, Mondo Cane e por aí adiante, em concerto no Paradiso com a Metropole Orchestra, no âmbito do Holland Festival 2008.

MIKE PATTON & METROPOLE ORCHESTRA Live at Paradiso, Holland, 12.06.08

«Italian 1960s glitter and glamour by hard rocker Mike Patton (from Faith No More) and the Metropole Orchestra. Patton discovered the golden years of 1960s Italian B-film music thanks to the young film composer Daniele Luppi. Together they reworked the finest classics of Gino Paoli, Luigi Tenco and Ennio Morricone and others into amazing arrangements for full orchestra with electronic accompaniment. Don’t be deceived by Patton’s white suit and severely combed-back hair: Mondo Cane (A Dog’s World) is absolutely not nostalgic. Mike Patton makes us see and hear how vital and important this music continues to be through his adventurously modern interpretations».

 
 
González's Renegade Spirits with Famoudou Don Moye

A 10 de Junho passado, Famoudou Don Moye, o lendário baterista e percussionista do Art Ensemble of Chicago, foi a Dallas, Texas, tocar em quarteto com Dennis González, o saxofonista de New Orleans, Tim Green, e o Yells At Eels, contrabaixista Aaron González e baterista Stefan González. Filme de DG.

 
jazz, música improvisada, electrónica, new music e tudo à volta

e-mail

eduardovchagas@hotmail.com

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