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18.12.06
 

Nunca disse isto a ninguém, nem mesmo como segredo de alcova, mas Paul Bley é o meu pianista favorito. Vá-se lá saber porquê. Aos meus ouvidos, o canadiano outrora marido de Carla, chega mais longe, vai mais fundo, e diz de um modo que não tem par, mesmo entre os modernistas. À medida que o tempo passa temos ambos vindo a “conversar” cada vez melhor. Tenho-me apercebido da grandiosidade da sua estética, da sua leitura incisiva, bem junto ao osso tayloriano. Até dói. E não venham já atirar com os maiores talentos que pululam por aí, fabricados em série, uns, em parte verdadeiros, outros; noutra, insuflados pelo marketing do showbiz e pela sorte das companhias em que andaram. Jarrett é maior que Bley? Chia muito mais enquanto toca, é verdade, mas, na minha terra, nem pó.
Só ouvi este ESP-Disk de 1965 há para aí 10 anos. Nem sequer foi uma revelação imediata. Antes algo que se foi infiltrando quase imperceptivelmente, que me serviu, entre outras coisas, para sugerir outros discos, para trás e para diante (The Floater / Syndrome, em LP da Savoy, e depois em CD, na Vogue, com Steve Swallow e Pete LaRoca, vem-me de imediato à cabeça) e assim sucessivamente, até chegar à certeza de que Bley é "o" pianista. O tempo o dirá? Não, não, o tempo já o diz. E já dizia em 1966, em trio com Steve Swallow (contrabaixo) e Barry Altschul (bateria). Closer: três em um de três em pipa.

 


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