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20.5.08
 
Michel Blanc (bateria, vibrafone, percussão), membro do trio Push the Triangle, Jean-Luc Capozzo (trompete, cornetim), Franck Vigroux (guitarra eléctrica, electrónica), Antonin Rayon (órgão), Sandrine Robilliard (violoncelo), Eloise Decazes (voz), Jean-Marc Bourg (voz), Tom Gareil (vibrafone, quadro 9) e Aurélien Besnard (clarinete), participam no disco do primeiro, Les Onze Tableaux de L'Escouade, um fresco evocativo das pequenas misérias e desventuras do indivíduo na enorme tragédia colectiva que foi a Primeira Guerra Mundial. Inspirado na leitura de obras sobre a Grande Guerra e no Diário do Regimento de Infantaria n.º 158 a que pertenceu o avô Adrien Blanc, que serviu na frente de batalha entre 1914 e 1918, Michel Blanc idealizou, escreveu e pôs em marcha (trata-se da guerra…) estes onze quadros, numa mistura de improvisação electroacústica, spoken word e composição vanguardista, para contar a história dos horrores vividos no dia-a-dia das trincheiras no Norte de França. A sequência musical baseia-se num tema melódico enunciado pelo vibrafone, que depois é utilizado como matéria-prima ao longo dos quadros seguintes, sob a forma de variações. Além de um baterista competente, muito activo na cena francesa da fusion e do avant-rock modernos, Michel Blanc prova que tem talento para compor e arranjar, e que sabe coordenar o trabalho de um grupo de notáveis músicos franceses. Cor, movimento, improvisação, banda sonora, excertos do Diário do Regimento n.º 158 lidos por Jean-Marc Bourg, num experimentalismo conceptual de difícil balanço, a que podem ser atribuídos diversos rótulos e etiquetas, elementos que Blanc consegue equilibrar sem perder a capacidade de nos mergulhar no drama contado de forma audaciosa, o passo a passo de um doloroso “dever de memória”. Gosto especialmente do contraste entre a acidez da guitarra de Vigroux, que exprime a bravura dos combates, e a melancolia da trompete de Capozzo, que mostra a angústia desoladora da paisagem depois do Inferno de Verdun – durante 300 dias, entre 21 de Fevereiro e 19 de Dezembro de 1916, foi considerada a mais longa, violenta e mortífera de todas as batalhas que a história militar registrou até hoje. Co-produção de Michel Blanc e Franck Vigroux. Edição de estalo da independente francesa D’Autres Cordes.

 
 



Novas da EMANEM:

Phil Minton - No Doughnuts in Hand (2007)

Spontaneous Music Ensemble & Orchestra - Trio & Triangle (1978/1981)


 
 

greetings drawing

SPEKK

Established in January 2004 by Nao Sugimoto (aka mondii) based in Tokyo, Japan. Spekk explores and focuses on various interpretations of minimalism ranging from experimental electronics, electro-acoustic to field recordings and unclassifiable tones... whether they are structured / non-structured or improvised / non-improvised or even just documents of phenomena.

 
 

narrominded split lp series #3
mats gustafsson / cor fuhler
released may 9 2008

 
 
Szilárd Mezei e Albert Márkos acabam de editar KOROM na Creative Sources Recordings. Mezei e Márkos são dois nomes relativamente desconhecidos ou porventura menos badalados nos circuitos alargados da música improvisada europeia, embora se conheçam trabalhos publicados na Leo Records e na Ayler Records, entre outros. Mezei, sérvio de minoria húngara da região de Vojvodina, é violinista de formação mas domina igualmente a viola, instrumento pelo qual opta para se apresentar neste duo com Markós, violoncelista húngaro, membro do grupo Realistic Crew. Ambos têm participado em projectos diversos, como o Szilárd Mezei Ensemble, em duos, trios, quartetos, quintetos, ou na performance de Les Philosophes, peça para cinco músicos escrita por Szilárd Mezei e inspirada na obra de Bruno Schulz. Em KOROM (CS #123), a ideia parece ter sido improvisar e investigar sons de cordas em ambiente de composição instantânea, a partir de pequenos motes pré-compostos com que os músicos se provocam mutuamente. Nessa medida, o disco é um documento que espelha bem o gosto do duo por ambientes classicistas dentro das formas actuais da improvisação acústica europeia, num complexo emocional que vai do lírico e meditativo, ao transcendente, com inesperadas irrupções após prolongado acumular de tensão, sucessão de metáforas acerca do mundo que nos rodeia, em que a luta pela sobrevivência é simbolizada pelas dissonâncias e pelas súbitas e imprevisíveis mudanças de ritmo. As peças, em número de dezoito, além de variarem muito no que respeita à coloratura, ao ambiente emocional e à duração (dos 20 segundos aos 15 minutos), constroem-se com linhas formais muito diferentes entre si, de recorte predominantemente sinuoso, com múltiplas arestas e formas angulosas. No geral, é comum um gosto especial pela estruturação mínima, progressão irregular e arranjo de criação instantânea. Nota-se um ouvido bem-educado nos clássicos, a somar a uma vasta memória dos ambientes próprios do jazz de câmara de lavra europeia. KOROM não cessa nunca de estimular o ouvinte, ao desfiar sequências de pormenores interessantes, à medida que a música se desenvolve com brilho e emotividade. Estas são algumas das razões pelas quais o disco, fruto da convergência de dois espíritos cultural e musicalmente sintonizados, é tão elegante.

 
 

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Pharoah Sanders – Meditation
Montreux, July 22, 1978 (Jazz File)

The Creator Has a Master Plan (You've Got To Have Freedom)

Pharoah Sanders / Duke Jones / Bobby Lyle
Billy McCoy / Norman Connors / Lawrence Killian

 
 

DMG.gif picture by eduardochagas

DMG Newsletter - May 16th, 2008

Anthony Braxton Piano Compositions BX - Dennis González - Sun Ra - Ab Baars - Vandermark! O'Leary / Kang / Van der Schyff - Bobby Previte - Jamie Saft - Noonan / Ribot / Tacuma - Miller / Prévost / Dean - Soft Heap - Mo' ESP remasters!

 
 

Fundação Calouste Gulbenkian - Serviço de Música

 
19.5.08
 

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Boa notícia é que o São Paulo Underground, projecto de Rob Mazurek (Chicago Underground Duo/Trio/Orchestra, Exploding Star Orchestra) e Maurício Takara, com discos na Submarine Records e na Aesthetics, actua dia 12 de Junho no palco da ZDB, em Lisboa. Segue-se uma enfiada de datas espanholas, a começar em Santiago de Compostela (13/6),seguido de Allariz, Ourense (14/6); Huesca (15/6); Múrcia (17/6); Madrid (18/6); Barcelona (20/6) e Bilbao (21). Dali, o duo norte/sul-americano segue para Verona, Itália, onde toca a 28/6, no Verona Jazz Festival.

 
 

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http://www.flur.pt

 
 

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A propósito de Third Stream – termo que Gunther Schuller inventou para designar um movimento que veio a tornar-se bastante activo nos anos 50 e 60, com defensores e detractores – a Jazz.com publica uma resenha de 12 obras consideradas essenciais para compreender o fenómeno.

 
 

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ricardo freitas
iNTeRLúNio

Gonçalo Lopes_clarinetes baixo e soprano
Johannes Krieger_trompete
Eduardo Lála_trombone
Ricardo Freitas_guitarra baixo acústica
Raimund Engelhardt_tabla, percussão


Quinta, 22.05.2008, 22.00
Centro Cultural de Belém, Lisboa

 
 

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Mike Nock Quartet - Magic Mansions
(LP Laurie, 1977)

Mike Nock (piano, teclados), Charlie Mariano (saxofone), Ron McClure (contrabaixo), Al Foster (bateria), Nacho Mena (percussão), Lyn Williamson (voz).

 
18.5.08
 

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A Power Stronger Than Itself: The AACM and American Experimental Music
George E. Lewis
The University of Chicago Press (Amazon)

 
 

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Sun Ra And His Arkestra em Nova Iorque e Paris, 1972/73. Lost Reel Collection Vol 5 - The Universe Sent Me. O quinto volume das recém-descobertas bobines contendo gravações inéditas de concertos da Arkestra reúne duas sessões, a primeira no South Street Seaport Museum, a 9 de Julho de 1972, com versões de Outerspaceways Incorporated, Discipline e Untitled Improvisation. A metade do parisiense do disco, datada de 8 de Setembro de 1973, prossegue na mesma senda do free jazz espacial com sotaque AACM. Edição da Transparency.

 
17.5.08
 

[mm.jpg]

 
 

AUDIOACTIVITY est un collectif d'artistes sonores et visuels, fondée en 2000 à Genève (CH), dont les membres sont répartis entre la Suisse, la France et la Belgique. Ses principales activités sont l'organisations d'événements et la diffusion de musique au travers du netlabel.

 
 

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d’incise - les restes du festin [tube' 123]

 
16.5.08
 

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Leroy Jenkins The Jazz Composer’s Orchestra
For Players Only

1. For Players Only, Part 1 - 15:45
2. For Players Only, Part 2 - 20:35

Composed by Leroy Jenkins

Recorded live January 30, 1975, Wollman Auditorium, Columbia University, New York City

Leroy Jenkins, conductor, violin; Leo Smith, trumpet; Joseph Bowie, trombone; Sharon Freeman, french horn; Bill Davis, tuba; Becky Friend, flute, piccolo; Dewey Redman, clarinet, musette, banshee horn; Anthony Braxton, contrabass clarinet; Charles Brackeen, soprano saxophone; Kalaparusha Maurice McIntyre, tenor saxophone; Diedre Murray, cello; James Emery, guitar; Romulus Franceschini, synthesizer; Dave Holland, Sirone, bass; Jerome Cooper, drums, percussion, piano; Charles 'Bobo' Shaw, Roger Blank, drums, percussion


 
15.5.08
 

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Eddie Gale's Ghetto Music (Blue Note, 1968)

The Rain / Fulton Street / A Understanding
A Walk with Thee / The Coming of Gwilu

Eddie Gale - trumpet, soprano recorder, jamaican thumb piano, steel drum, bird whistle; Russell Lyle - tenor saxophone, flute; Judah Samuel, James "Tokio" Reid - bass; Richard Hackett, Thomas Holman - drums; The Noble Gale Singers: Elaine Beiner, Sylvia Bibbs, Barbara Dove, Joann Gale, Evelyn Goodwin, Art Jenkins, Fulumi Prince, Norman Wright, Edward Walrond, Sondra Walston, Mildred Weston - vocals.

 
 

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Jazz at the Palace of Legion of Honor, Oct. 4, 1971

Registo em arquivo da emissão radiofónica de um concerto de jazz ocorrido no dia 4 de Outubro de 1971, no Palace of Legion of Honor, em São Francisco, Califórnia. Na primeira parte participou o Michael White Group, que publicaria por essa altura “Spirit Dance”, na Impulse! Records; na segunda, Anthony Braxton, em saxofone alto solo; e na terceira, Michael Nock Underground. Este triplo concerto (189') faz parte do acervo da RadiOM, subsidiária da Other Minds, organização sem fins lucrativos baseada em São Francisco, promotora da comunidade global de artistas, compositores, estudantes e amantes de novas músicas, que disponibiliza uma vasta colecção de arquivos de música, entrevistas, documentários, etc.).







 
 

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1955 RCA Electronic Music Synthesizer

 
 

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Anthony Braxton - Town Hall (Trio & Quintet) 1972
Part I // Part II

1. Composition 6 N (Braxton) 18:18
- Composition 6 (O) (Braxton)
2. All The Things You Are (Jerome Kern/Oscar Hammerstein) 14:12
3. Composition 6 P I (Braxton) 13:46
4. Composition 6 PII (Braxton) 21:25

Trio
Anthony Braxton - alto sax
Dave Holland - bass
Philip Wilson - drums
Quintet
Anthony Braxton - alto and soprano sax; flute; contrabass, soprano, and Bb clarinet; percussion
John Stubblefield - tenor sax, flute, bass clarinet, gong, percussion
Jeanne Lee - vocals
Dave Holland - bass
Barry Altschul - percussion, marimba

 
14.5.08
 

VGO Stills (The WIRE review)

 
 

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Rob Mazurek na ALARM

 
 

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Quase me passava ao lado este SYMMETRY, de Henning Sieverts, edição de 2007 da alemã Pirouet Records, não fora a advertência de quem, estando atento, me fez competente aviso. Em boa hora, pois teria sido uma pena. Porque além da brincadeira com palíndromos, que o compositor Sieverts usa, desde os títulos – Top Spot; Sun Is In Us; Lion Oil; Deep Speed; All For One, One For All; Bird Rib; Leaves Fall Fall Leaves; Sum Summus Mus; Luz Azul; Never Odd Or Even; Evil Olive; We Few; Emit Time; Dr. Awkward – às séries de acordes, escalas, estruturas rítmicas, etc., à curiosidade engenhosa e humorística associada à ideia de jogar com imagens visuais e musicais reflexas, a música de SYMMETRY é inventiva, lógica, rigorosa, refrescante e muito agradável de ouvir. Para este projecto euro-americano, Henning Sieverts (contrabaixo e violoncelo) convidou Johannes Lauer (trombone), Chris Speed (saxofone tenor e clarinete), Achim Kaufmann (piano) e John Hollenbeck (bateria e percussão). Interessante é notar a mistura homogénea de elementos que são caros a uma música enérgica e musculada como a de Albert Mangelsdorff, como ao jazz de câmara de feição europeia, na parte em que mais influenciado tem sido pelo modernismo e pela escrita contemporânea, ao bop e ao west coast de raiz norte-americana, e à improvisação livre, formas de expressão que exprimem contrastes entre figuração e abstraccionismo, nas quais os cinco músicos são amplamente ilustrados e praticantes com total à-vontade. O disco, de cores suaves, é um trabalho sólido que ganha corpo com frequente revisitação. Distribuição lusa da Mbari.

 
13.5.08
 

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I . Anthony Braxton Quartet - At Moers Festival, 1974

Anthony Braxton, Kenny Wheeler, Dave Holland, Barry Altschul

Part I // Part II

A1. 6-------77--(NJD)--T AR--36K (26:23)
B1. 489M 70-2--(THB) M (21:50)
B2. 84°--KELVIN--M (1:42)
C1. 84°--KELVIN--M (9:00)
C2. BOR---N-K64 (60)--M 0 H S (18:15)
D1. F64-- H488 (10:08)
D2. RBHM-F KNNK (10:59)

II. Anthony Braxton/George Lewis
Elements of Surprise, Live at Moers, 1976

 
 

Creative Construction Company, Vol. I
(Muse Records, 1970)

A. Muhal (Part I) (19:24)
B1. Muhal (Part II) (14:40)
B2. Live Spiral (2:40)

LEROY JENKINS: violin, viola, recorder, toy xylophone, harmonica, bicycle horn
ANTHONY BRAXTON: alto sax, soprano sax, clarinet, flute, contrabass clarinet, chimes
WADADA LEO SMITH: trumpet, flugel horn, french horn, seal horn, misc. percussion
MUHAL RICHARD ABRAMS: piano, cello, clarinet
RICHARD DAVIS: bass
STEVE MCCALL: drums

 
 
Jazz em Agosto/2008


Sexta, 1 Ago 2008, 21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sexta, 1 Ago 2008, 21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sexta, 1 Ago 2008, 21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre Otomo Yoshihide New Jazz Orchestra feat Axel Dörner, Cor Fuhler, Mats Gustafsson (Japão, Alemanha, Países Baixos, Suécia)
O. Yoshihide (condutor, guitarra), Kahimi Karie (voz), Kenta Tsugami (sax alto, soprano), Alfred Harth (sax tenor, clarinete baixo),Sachiko M (sinewaves), Kumiko Takara (vibraphone), Hiroaki Mizutani (contrabaixo), Yasuhiro Yoshigaki (bateria, trompete), Masahiko Okura (sax alto, clarinete baixo, carrilhão), Taisei Aoki (trombone), Ko Ishikava (sho), Taku Unami (objectos), Yoshiaki Kondoh (desenho som)
Sábado, 2 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois Sábado, 2 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois
Sábado, 2 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois «Last Date»
Filme documental sobre Eric Dolphy com a presença do realizador, Hans Hylkema
Sábado, 2 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Sábado, 2 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
Sábado, 2 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois «A Bookshelf On Top Of The Sky»
Filme documental sobre John Zorn com a presença da realizadora, Claudia Heuermann
Sábado, 2 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sábado, 2 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sábado, 2 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Satoko Fujii Min-Yoh Ensemble (Japão/EUA)
S. Fujii (piano), Natsuki Tamura (trompete), Curtis Hasselbring (trombone), Andrea Parkins (accordeon)
Domingo, 3 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Domingo, 3 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
Domingo, 3 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois PAAP (Japão)
Inada Makoto (contrabaixo, voz), Katori Koichiro (piano, accordeon, voz), Mizutani Yasuhisa (sax soprano, clarinete, flauta, percussão)
Domingo, 3 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Domingo, 3 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Domingo, 3 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre John Zorn / Fred Frith (EUA, RU)
John Zorn (sax alto), Fred Frith (guitarra eléctrica)
Quinta, 7 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Quinta, 7 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
«Misha Mengelberg Afijn»
Filme documental sobre Misha Mengelberg com a presença da realizadora e montadora Jellie Dekker e editor de som Dick Lucas
Quinta, 7 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Quinta, 7 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Quinta, 7 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Taylor Ho Bynum Sextet (EUA)
T. Ho Bynum (corneta), Matt Bauder (sax tenor, clarinete, clarinete baixo), Mary Halvorson (guitarra eléctrica), Jessica Pavone (viola, baixo eléctrico), Tomas Fujiwara (bateria)
Sexta, 8 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois Sexta, 8 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois
«The Changing Scene»
Mesa Redonda moderada por Bill Shoemaker com a participação dos músicos Joe McPhee, Taylor Ho Bynum e Mary Halvorson
Sexta, 8 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Sexta, 8 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
Sexta, 8 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Memorize the Sky (EUA)
Matt Bauder (sax tenor, clarinete, clarinete baixo, percussão), Zach Wallace (contrabaixo, vibrafone, percussão), Aaron Siegel (tarola, bombo, percussão)
Sexta, 8 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sexta, 8 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sexta, 8 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sylvie Courvoisier Lonelyville (Suíça, França, Japão, EUA)
Sylvie Courvoisier (piano), Mark Feldman (violino), Vincent Courtois (violoncelo), Ikue Mori (laptop), Gerald Cleaver (bateria)
Sábado, 9 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois Sábado, 9 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois
Sábado, 9 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois Fritz Hauser (Suíça)
Solo percussão
Sábado, 9 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Sábado, 9 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
Sábado, 9 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Pascal Contet/Barre Phillips (França, EUA)
Pascal Contet (acordeon), Barre Phillips (contrabaixo)
Sábado, 9 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sábado, 9 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sábado, 9 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Peter Brötzmann Chicago Tentet (Alemanha, EUA, Suécia, Noruega)
Peter Brötzmann (clarinete, taragot, sax alto e tenor), Mats Gustafsson (sax barítono, slide sax), Ken Vandermark (clarinete, sax tenor e barítono), Joe McPhee (trompete, sax alto), Johannes Bauer (trombone), Jeb Bishop (trombone), Per Ake Holmlander (tuba), Fred Longberg-Holm (violoncelo), Kent Kessler (contrabaixo), Paal Nilssen-Love e Michael Zerang (bateria)


 
 

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John Coltrane - Live in Japan


 
 

farewell

Mirakelmusik is dead, but the music is still alive

 
 

adozen.org :: netaudio

http://www.adozen.org/releases.htm

 
12.5.08
 

Jeph Jerman Hindsight [cnv48]

raw material performed by:

Greg Davis (laptop, elephant bells, singing bowl, shortwave, gongs);
Lawrence English (laptop, shortwave, piano);
Jeph Jerman (contact mic and amp, cymbal, baby monitor).

 
 

VICTO cd0110 INFO-pdf
KIKURI
Keiji Haino / Masami Akita

"Pulverized Purple"

VICTO cd0109 INFO-pdf
ANTHONY BRAXTON
"12+1tet (Victoriaville) 2007"
VICTO cd0108 INFO-pdf
ANTHONY BRAXTON
"Trio (Victoriaville) 2007"
VICTO cd0107 INFO-pdf
MARTIN TÉTREAULT
& KID KOALA

"Phon-O-Victo"
VICTO cd0106 INFO-pdf
BORBETOMAGUS & HIJOKAIDAN
"Both Noises End Burning"
VICTO cd0105 INFO-pdf
SATOKO FUJII MIN-YOH ENSEMBLE
"Fujin Raijin"
VICTO cd0104 INFO-pdf
NELS CLINE - ANDREA PARKINS - TOM RAINEY
"DOWNPOUR"
VICTO cd0103 INFO-pdf
THE NO-NECK BLUES BAND
"Nine For VICTOR"
VICTO cd0102 INFO-pdf
WILLIAM PARKER
& THE LITTLE HUEY CREATIVE MUSIC ORCHESTRA

"For Percy Heath"
VICTO cd0101 INFO-pdf
MY CAT IS AN ALIEN
"Il suono venuto dallo spazio"

Les Disques VICTO

 
 
Clic To Continue Shruti Project

Novidades na Ambiances Magnétiques:

Bernard Falaise - Clic

Jean Derome et les Dangereux Zhoms - To Continue

Ganesh Anandan, John Gzowski - Shruti Project

 
 

O inconstant sol quando nasce é para todos.

 
11.5.08
 
Há algum tempo que esperava poder ouvir Andrea Parkins num contexto deste tipo, espécie de prolongamento natural da performance que vinha a pôr em prática a partir das experiências em trio com Ellery Eskelin e Jim Black desde meados dos anos 90. Deriva notória no trabalho com Nels Cline e Tom Rainey, e nas sucessivas estadias na Europa, onde tem vindo a desenvolver intenso trabalho com músicos da improvisação electroacústica, de que é exemplo o duo com Jessica Constable, entre muitos outros. Ao curso de uma série de incontáveis projectos adiciona o trabalho de composição, actuações a solo, escrita para pequenos ensembles e desenho sonoro de instalações multimédia. Compositora, artista sonora, performer e improvisadora, Parkins utiliza acordeão, processamento electrónico e laptop, piano e sintetizadores, maquinaria que a artista manuseia com inteligência e sensibilidade. Para esta sessão de 2006 – gravada ao vivo num teatro de Lausanne, Suiça, em trio com o suíço Laurent Bruttin (clarinete, clarinete baixo e clarinete contrabaixo) e com o do romeno-suíço Dragos Tara (contrabaixo), a que se acrescentam os vocalizos onomatopaicos de Wanda Obertova em dois momentos – Andrea Parkins optou pelas três primeiras categorias, servindo-se delas para reinventar a sua própria linguagem em progressões fluidas e lineares, fracturas e disrupções, complexas estruturas rítmicas, samplagem pertinente e ruído disperso em vagas de electricidade modulada. Pulverização electrónica articulada com o puro som acústico do clarinete de Laurent Bruttin e do contrabaixo de Dragos Tara, que acrescentam perigosidade à mistura. Quick-Drop (Creative Sources Recordings #104) oferece uma impressionante colecção de 11 temas de improvisação electroacústica moderna, carregada subtilezas misteriosas que se vão revelando a pouco e pouco, ao longo de audições repetidas. A qualidade da gravação é excepcional para este tipo de preparação, tendo a montagem convenientemente optado por eliminar as incómodas palminhas entre temas, o que faz parecer um disco de estúdio em ambiente live.

 
 

Christopher McFall - Grayscale Is Failing (Clinical Archives 030)

 
 

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Mario Schiano [1933-2008‏]

A notícia-bomba acaba de chegar por mail. "Saxophonist Mario Schiano, one of the initiators of the Italian Free Jazz scene and one of the most influential figures in European Improvised music, passed away after a long illness yesterday [10/5] in his house in Rome".

 
10.5.08
 

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Nicole Mitchell e o Black Earth Ensemble numa dedicatória à escritora norte-americana Octavia Butler (1947-2006) que escreveu principalmente num género raríssimo em mulheres negras, a ficção científica. Xenogenesis Suite, título homónimo de uma trilogia ficcional da escritora homenageada, é uma peça em vários actos escrita por Nicole Mitchell, interpretada pelo Black Earth Ensemble, e originalmente apresentada ao vivo na XII edição do Vision Festival (2007). A música segue na onda afro-futurista da moderna escola AACM de Chicago, com David Young (trompete), Nicole Mitchell (flautas), David Boykin (sopros), Justin Dillard (piano), Tomeka Reid (violoncelo), Josh Abrams (contrabaixo), Arveeayl Ra (percussão), Marcus Evans (bateria) e Mankwe Ndosi (voz). Novidade na Firehouse 12.

 
 

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Henry Threadgill Sextett: Rag, Bush and All
(LP Novus, 1988)

Off the Rag [12:40]
The Devil is on the Loose and Dancin' with a Monkey [6:44]
Gift [5:44]
Sweet Holy Rag [13:20]

Henry Threadgill (saxofone alto; flauta baixo)
Ted Daniels (trompete; flugelhorn)
Bill Lowe (trombone baixo)
Diedre Murray (violoncelo)
Fred Hopkins (contrabaixo)
Newman Baker (bateria, percussão)
Reggie Nicholson (bateria, percussão)

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Henry Threadgill

 
8.5.08
 

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Joe McPhee

"What time is it?"
"Nation Time."


 
 

Tenho-me esquecido de agradecer os mais de 400.000 acessos ao Jazz e Arredores desde Setembro de 2004. Voluntários, uns, involuntários outros, obrigado a todos os que por aqui têm passado. Sempre há alguém mais a entreter-se além de mim próprio e da vasta equipa que aqui trabalha.

 
 

Freemusic: "This newly formed ‘improv’ trio is filmed here in it’s Lisbon. This formation will be exploring both open forms of music as well as structured compositions".

Abdul Moimême - tenor sax
Miguel Mira - cello
Pedro Roxo - double bass, electronics

 
 
Sou um admirador confesso e declarado do grupo mais dark underground dos vários que o meu amigo Rent Romus tem em marcha, os Lords of Outland. Neste quarteto jogam o versátil Rent Romus, moço trintão, que além de fundador da Edgetone Records, é versado nas artes do acordeão e dos saxofones alto, soprano e c-melody, cabendo-lhe também vozear para dentro duma maquineta a ver no que dá; depois há C J Borosque, electrónica e pedais de efeitos; Ray Scheaffer, baixo de 6 cordas; e Philip Everet, bateria, autoharp e electrónica. É desta invulgar e arrevesada combinação de músicos das áreas acústica e electrónica que o saxofonista da West Coast extrai a energia e a inspiração para os seus carrosséis sonoros, vulgo composições, que são tudo o oposto de uma música inócua, descritiva, confortável ou de bons sentimentos. Porque a realidade é grotesca, natural se torna que a arte reflicta esse lado menos conveniente e acomodatício. You Can Sleep When You're Dead (Edgetone Records, 2007), apanha o grupo no maior freakout de que há memória nos Lords of Outland, um dos expoentes do avant-jazz actual, bastante diferente das escolas de Nova Iorque e Chicago. Uma mistura luxuriante de catarse sonora e hipérbole psicótica de visões demoníacas. Mas calma aí, que nada disto se deve confundir com estardalhaço gratuito (gratuito aqui, para mim, só o exemplar que me calhou, porque me foi gentilmente oferecido pela artista, prática assaz saudável, que recomendo a todos os artistas que me interessem ouvir), ou com uma vulgar sessão em que se desatina forte e feio e há porrada de criar bicho. Não, aqui há ideias, há enquadramento, estrutura, mesmo que muito vaga e flexível, maturidade, saber (este pessoal da Califórnia sabe-a toda, de trás para a frente e têm menos cagança que o da Costa Este, em geral), expressividade e sólida cultura musical. O disco é bom, ouve-se várias vezes seguidas sem cansar. Sugere imagens visuais as mais coloridas e assim refresca os neurónios. Nessa medida faria particularmente bem àqueles (neurónios) habituados a uma dieta rigorosa de jazz murcho e copião, tão em voga nos salões da actualidade. Au contraire, a brincadeira aqui é muito a sério e por vezes em You Can Sleep When You're Dead a tensão sobe a pontos de meter medo. Mas não há papão nenhum, é só a mostrar os dentes, não morde. Só Lord (esta foi gira). Acordai, permanecei vigilantes, que tendes tempo para dormir depois do apito, digo, do Juízo Final.