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30.6.08
 

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A nova improvisação electroacústica japonesa vai dando os seus frutos. Um deles é 2006 1 27, que apesar da data de gravação, apenas agora saiu na lusa Mimi Records. São 38 minutos seguidos de um projecto de Daisuke Miyatani (n. 1982), denominado LOLICOM, em que participam Tatsuya Toyota, Motohiro Nakashima e Isao Nkgt. A música do quarteto, tal como em boa parte a de Daisuke Miyatani nos seus projectos a solo, recorre a sons de guitarra processados, xilofone, gravações e laptop. E ao mesmo tipo de corrente fragmentada de sons como pranchas de manga electrónica, notas soltas que formam um colorido conjunto em miniatura a que a nostalgia do dedilhado suave da guitarra dá um tempero contrastante com a animação geral.

 
 

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Peça única (22’) de suave e lenta construção, num progressivo aglomerar de peças e sentidos. A Glass Darkly revela o lado mais crepuscular de segue, alter ego do artista canadiano sediado em Vancouver, Jordan Sauer, vem ao de cima neste tipo de ambientes que lembram uma floresta ao entardecer, quando o sol no seu ocaso dá lugar às sombras que crescem horizontalmente à nossa volta. O efeito, criado pela técnica de justapor várias composições, de que resulta a mistura final, é acentuado pela utilização omnipresente do órgão analógico como um veio condutor que liga a guitarra de 12 cordas, piano, violino, melódica e percussão, contínuo sonoro sobre o qual borbulham eflúvios digitais de baixa luminosidade. Um convite à meditação e ao silêncio interior. Relaxante, tal como os trabalhos anteriormente publicados por Jordan Sauer na duckbay (editora que fundou e dirige), na silent season e na thinner/autoplate (esta última, temporariamente encerrada para reformulação), A Glass Darkly acaba de estrear na netlabel de Berlim Resting Bell, dirigida por Christian Roth. Imagem de capa da autoria de Nicholas T. (Lackawanna State Forest, Pennsylvania, EUA).

 
 

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Já ouviram falar no Conet Project? E em numbers stations? A pouco e pouco, a obesseão de um homem, Akin O. Fernandez, que nas noites de insónia se entreteve a sintonizar, ouvir e registar longas séries de números debitados um pouco por todo o mundo, deu origem a um culto fascinante. Neste tempo em que códigos e segredos dão a volta à cabeça de muita gente com e sem miolo, este é um manancial de sons a que não falta mistério e um potencial de interesse acrescido. Poder-se-ia pensar hoje que era coisa de museu, mas não: dos tempos da Guerra Fria, quando os números voavam aos magotes de um lado para o outro do Muro de Berlim, às guerras quentes da actualidade; dos cartéis da droga e de todos os tráficos à espionagem industrial, toca a debitar números encriptados via ondas curtas, seja por adultos, homens ou mulheres, rapazes ou raparigas, crianças ou máquinas. E há mistérios como este: porque é que ainda há emissoras deste género na Europa de Leste a emitir séries de números 24 horas por dia? Os ficheiros que o archive.org disponibiliza em The Conet Project - Recordings of Shortwave Numbers Stations [ird059] já foram descarregados 408 887 vezes, até 29 de Junho de 2008. A edição em CD, de 1997 (One, Two, Three, Four), também tem tido muita saída. Matt Cowan, da rádio norte-americana NPR, conta a história em 8 minutos. E fica-se a perceber onde é que muito boa gente da pop às electrónicas tem vindo buscar inspiração (e sons) para compor as suas bizarrias musicais... Neun, sieben, fünf… Achtung!

 
 

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WOODS - 05.07.2008
Parágrafo, Cais do Ginjal, Cacilhas

 
29.6.08
 

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nOnsOnsÓsOns - 2us [alg041]

 
 
Jazz em Agosto/2008


Sexta, 1 Ago 2008, 21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sexta, 1 Ago 2008, 21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sexta, 1 Ago 2008, 21h30 - Anfiteatro ao Ar Livre Otomo Yoshihide New Jazz Orchestra feat Axel Dörner, Cor Fuhler, Mats Gustafsson (Japão, Alemanha, Países Baixos, Suécia)
O. Yoshihide (condutor, guitarra), Kahimi Karie (voz), Kenta Tsugami (sax alto, soprano), Alfred Harth (sax tenor, clarinete baixo),Sachiko M (sinewaves), Kumiko Takara (vibraphone), Hiroaki Mizutani (contrabaixo), Yasuhiro Yoshigaki (bateria, trompete), Masahiko Okura (sax alto, clarinete baixo, carrilhão), Taisei Aoki (trombone), Ko Ishikava (sho), Taku Unami (objectos), Yoshiaki Kondoh (desenho som)
Sábado, 2 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois Sábado, 2 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois
Sábado, 2 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois «Last Date»
Filme documental sobre Eric Dolphy com a presença do realizador, Hans Hylkema
Sábado, 2 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Sábado, 2 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
Sábado, 2 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois «A Bookshelf On Top Of The Sky»
Filme documental sobre John Zorn com a presença da realizadora, Claudia Heuermann
Sábado, 2 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sábado, 2 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sábado, 2 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Satoko Fujii Min-Yoh Ensemble (Japão/EUA)
S. Fujii (piano), Natsuki Tamura (trompete), Curtis Hasselbring (trombone), Andrea Parkins (accordeon)
Domingo, 3 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Domingo, 3 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
Domingo, 3 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois PAAP (Japão)
Inada Makoto (contrabaixo, voz), Katori Koichiro (piano, accordeon, voz), Mizutani Yasuhisa (sax soprano, clarinete, flauta, percussão)
Domingo, 3 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Domingo, 3 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Domingo, 3 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre John Zorn / Fred Frith (EUA, RU)
John Zorn (sax alto), Fred Frith (guitarra eléctrica)
Quinta, 7 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Quinta, 7 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
«Misha Mengelberg Afijn»
Filme documental sobre Misha Mengelberg com a presença da realizadora e montadora Jellie Dekker e editor de som Dick Lucas
Quinta, 7 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Quinta, 7 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Quinta, 7 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Taylor Ho Bynum Sextet (EUA)
T. Ho Bynum (corneta), Matt Bauder (sax tenor, clarinete, clarinete baixo), Mary Halvorson (guitarra eléctrica), Jessica Pavone (viola, baixo eléctrico), Tomas Fujiwara (bateria)
Sexta, 8 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois Sexta, 8 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois
«The Changing Scene»
Mesa Redonda moderada por Bill Shoemaker com a participação dos músicos Joe McPhee, Taylor Ho Bynum e Mary Halvorson
Sexta, 8 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Sexta, 8 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
Sexta, 8 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Memorize the Sky (EUA)
Matt Bauder (sax tenor, clarinete, clarinete baixo, percussão), Zach Wallace (contrabaixo, vibrafone, percussão), Aaron Siegel (tarola, bombo, percussão)
Sexta, 8 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sexta, 8 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sexta, 8 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sylvie Courvoisier Lonelyville (Suíça, França, Japão, EUA)
Sylvie Courvoisier (piano), Mark Feldman (violino), Vincent Courtois (violoncelo), Ikue Mori (laptop), Gerald Cleaver (bateria)
Sábado, 9 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois Sábado, 9 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois
Sábado, 9 Ago 2008, 15:30 - Auditório Dois Fritz Hauser (Suíça)
Solo percussão
Sábado, 9 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Sábado, 9 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois
Sábado, 9 Ago 2008, 18:30 - Auditório Dois Pascal Contet/Barre Phillips (França, EUA)
Pascal Contet (acordeon), Barre Phillips (contrabaixo)
Sábado, 9 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Sábado, 9 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre
Sábado, 9 Ago 2008, 21:30 - Anfiteatro ao Ar Livre Peter Brötzmann Chicago Tentet (Alemanha, EUA, Suécia, Noruega)
Peter Brötzmann (clarinete, taragot, sax alto e tenor), Mats Gustafsson (sax barítono, slide sax), Ken Vandermark (clarinete, sax tenor e barítono), Joe McPhee (trompete, sax alto), Johannes Bauer (trombone), Jeb Bishop (trombone), Per Ake Holmlander (tuba), Fred Longberg-Holm (violoncelo), Kent Kessler (contrabaixo), Paal Nilssen-Love e Michael Zerang (bateria)


 
28.6.08
 

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bernd schurer - parallax [domizil 27]
algorithmic compositions 2004 - 2007

 
 

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Gary Bartz - Libra / Another Earth
(Milestone, 1967/68)
Jimmy Owens / Albert Dailey / Richard Davis / Billy Higgins
Pharoah Sanders / Charles Tolliver / Stanley Cowell / Reggie Workman / Freddie Waits

Dois grandes clássicos do saxofonista alto Gary Bartz, num cacho da Milestone. Influenciados por Max Roach e pela estética da Strata-East, de Charles Tolliver, Libra e Another Earth marcaram o início da carreira de Bartz como líder, ele que acabou por ficar mais conhecido como sideman de figuras como Miles Davis, e, como tal, um dos menos valorizados saxofonistas e compositores da história do jazz. De qualquer modo, Libra e Another Earth são dois excelentes exemplos do melhor soul jazz pós-Coltrane de finais de 60. Andava Bartz pelos 26, 27 anos e já a sabia toda.

 
 

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Children of the Black Sun, Boyd Rice / NON (Mute Records, 2002).
Dronologia elevada aos píncaros. Uma experiência e tanto.

 
27.6.08
 

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Estreia da Impressus Records com um título do pianista italiano Tonino Miano, fundador da editora, músico que toca e ensina em Nova Iorque desde 1993. Miano, em duo com o trompetista Mirio Cosottini, do Music Improvisation Research Group (GRIM). O ambiente de The Curvature of Pace (curioso trocadilho com a curvatura do espaço, da teoria da Relatividade de Einstein, que, metendo a força gravitacional ao barulho, recusou a ideia euclidiana de espaço-tempo plano) é de pura improvisação livre, por dois músicos que se conheceram encontraram há cerca de uma década, gravaram esta sessão. À época, a opção foi deixá-la “estagiar” durante uns anos, para depois ouvir como soaria. Tempo passado sobre o registo, a música revela-se fresca, inventiva e exploratória de uma grande variedade de registos. Um tipo de experiência que estimula e desafia o ouvinte, através da projecção a várias velocidades de imagens sonoras fora do vulgar, contínuas e fracturadas. Sons ácidos de trompete combinam com o pendor mais melódico do piano, num agridoce cativante. Quanto mais se ouve mais se gosta.

 
 

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John Zorn - A Tribute to Derek Bailey

Outro re-up a não perder. John Zorn e os compadres Bill Laswell, George Lewis, Milford Graves, Tony Oxley e Gavin Bryars, homenagearam mestre Derek Bailey. Zorn gravou com ele discos tão importantes como Yankees, Harras, Mirakle, Saisoro e o último em que estiveram juntos, Ballads. O tributo teve lugar durante a residência de John Zorn no Barbican, em Londres, durante dois dias. Ao segundo dia, Zorn estreou Crowley At The Crossroads, peça para voz e médio ensemble, com Mike Patton, Trevor Dunn, Joey Baron e a London Sinfonietta. Foi a 17 e 18 de Junho de 2006. John Zorn's Tribute to Derek Bailey - Live At The Barbican, London, são 44 preciosos minutos, apresentados de um fôlego. Como é de bom tom avisar, algumas partes, aquelas em que Zorn está particularmente endiabrado, levam o carimbo de "not for the faint of heart".

 
26.6.08
 

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Gruenrekorder :: Label for Phonography & Audio Art

 
 
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As famosas gravações islandesas, realizadas pelo britânico Simon Whetham foram republicadas. Quem as perdeu pode agora chegar a conhecer este material absolutamente invulgar. Algo muito para lá de meras field recordings, os sons recolhidos e tratados em estúdio constituem autênticas composições estruturadas e um retrato sonoro da paisagem natural da Islândia, com e sem espécie humana presente. A ideia nasceu no âmbito de um projecto iniciado em Dezembro de 2005. Simon Whetham partiu para os gelos da Islândia integrado numa expedição/residência que incluía criadores das artes visuais. O objectivo era fazer interagir som e imagem, criando um fundo sonoro a partir de gravações de campo, que, por sua vez, inspiraria as criações dos artistas visuais. O resultado a que Whetham chegou, com autonomia estética em relação às imagens, veio a ser editado em 2006, na editora britânica agora desactivada, a Filament Recordings, sob o título Dark Light Audio Tracks. Surge agora a reedição de Dark Light na Earth Monkey Productions, editora talhada para este tipo de projectos, ao mesmo tempo que publica uma remistura da obra, denominada A Dark Light - Winter Lights Edition.

 
 

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"Sneak Preview Screening Celebrating Werner Herzog's 'Encounters At The End Of The World' plus live improvising ensemble from the film playing to deleted underwater scenes"

«Following some excerpts from the forthcoming Herzog film (which Henry produced and created original music for with David Lindley), the band improvised a live score to a screening of "Under The Ice," Henry's short film of his underwater cinematography (comprised of diving scenes that were not used in the final version of the feature film)».


Henry Kaiser - guitar; Cheryl E. Leonard - glassware, viola; Bruce Ackley - soprano saxophone; Jen Baker - trombone; Damon Smith - bass; William Winant - percussion.

 
 

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«Two left hands on two right arms is a small nonprofit netlabel with a base in Sweden (Gävle). Ambient, avantgarde, electroacoustic, industrial, dark ambient and similar».

 
 

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Com este calor, só assim...

 
 

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Explorations in Sound, Vol 3: Music of Sound - Various Artists
[furthernoise.org]

Music Of Sound is a compilation of sound works inspired by the tones, drones and rhythms of everyday life. Drawing on the ideas of Pierre Schaeffers’ Musique Concréte movement, contributing artists were invited to respond to the tones, timbre and rhythms present in everyday acoustic sound, and field recordings. The resulting collection of tracks is an innovative and eclectic set of contributions from a wide group of international sound artists known for their work in this field.
Curated by Roger Mills

 
25.6.08
 

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Uma das primeiras concepções do compositor polaco de música experimental Zbigniew Karkowski (Cracóvia, 1958), artista cuja formação musical decorreu na Suécia, Holanda e França, onde estudou com Iannis Xenakis, Olivier Messiaen, Pierre Boulez e Georges Aperghis. Actualmente, Zbigniew vive em Tóquio, onde mantém intensa actividade nos meios ligados à electrónica underground nipónica, do noise e do electro-industrial. Composta no final dos anos 80, a peça Uexkull foi originalmente editada em CD em 1991, na sueca Anckarström, de Gotemburgo. De então para cá o disco não foi reeditado e a edição original há muito que se esgotou. Entretanto, a Audio Tong obteve permissão para editar a obra nos formatos mp3 a 320kbps e AIFF. Uexkull é constituída por uma peça única com a duração de uma hora. Um longo drone de contrabaixo e electrónica analógica (sintetizador modular) servido por maquinaria pesada do tempo da Cortina de Ferro, que vai sofrendo mutações lentas e misteriosas. Ouvido com auscultadores e máxima concentração nos detalhes consegue-se apreender a enorme profundidade de campo e os fascinantes efeitos multidimensionais, indutores de efeitos psicotrópicos por sugestão. Participação fugaz da cantora alto Karin Westman. Tão discreta que mal se dá por ela. Uexkull não é para todos os gostos. Ler entrevista com Zbigniew Karkowski na Disquiet, de Marc Weidenbaum.

 
24.6.08
 

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Sem sair do Brasil, terra de Hermeto Pascoal e de tantos outros nomes importantes na música global, regresso a Thelmo Cristovam e a um disco que baixei há algum tempo na Menthe de Chat. Falo de Distribuição Atmosférica, trabalho notável de gravações de campo, fitas e processamento electrónico a que regresso com frequência. Tal como ao disco com Fernando S. Torres, o fundador da Menthe, chat005 (real-time composition for trumpet, c-melody sax, concert flute, piezos, air-duster and processed feedback), de que gosto ainda mais. Thelmo Cristovam, esteta, improvisador e experimentalista de Olinda, Pernambuco, tem também um disco em preparação na portuguesa Creative Sources Recordings, um duo com Alípio C Neto. A não perder é Inneresteren, EP saído na francesa Earsheltering, tal como a quantidade de edições que tem vindo a lpublicar nos últimos anos, fora o que tem em arquivo.

 
 

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Conta o Vagner Pitta, no Farofa Moderna, sempre atento ao que se passa aí por esse vasto Universo, a que não faltam Cecil na Terra e Ra, nosso Pai em Saturno: «Aproveitando a discografia de Trane, aqui vai o Cosmic Music, um disco póstumo com gravações divididas em duas partes. São quatro músicas, sendo que duas foram gravadas pelo grupo de Alice Coltrane em homenagem a seu marido. Nas sessões com Trane, temos um raro registro dele tocando clarinete-baixo».
Cosmic Music - John Coltrane

 
 
O trio brasileiro SÔNAX leva a sério a sua pesquisa de criação e construção de esculturas e ambientes sonoros com o propósito de intervir radicalmente sobre o espaço que se forma em ambiente triangular. Os detalhes do jogo dinâmico adquirem aqui uma importância primordial. É este encadeado de acidentes, formas e texturas que realça a sensação de movimento oscilante e descontínuo, que aviva o progressivo adensar do corpo sonoro, o aumento da pressão, logo seguida de distensão, silêncio e reagrupamento. Marco Scarassatti (Campinas, 1971), Marcelo Bomfim (São Paulo, 1977) e Nelson Pinton (Campinas, 1974) trabalham segundo o processo de improvisação e composição instantânea, versus electrónica em tempo real criada por Nelson Pinton. Wicleff Vianna toca cordas de piano no primeiro dos 11 temas (Takemitsu Garden), todos sob a direcção musical de Marco Scarassatti. Para resultado de composição electroacústica híbrida a que chega, o trio usa todo o tipo de bricolage a que pôde lançar mão, restos, resíduos, desperdícios diversos da sociedade de consumo feitos de diferentes materiais (plástico, madeira, pele, metal) postos a vibrar sob fricção, raspagem e percussão, bem como instrumentos convencionais (flautas, piano, guitarra, teclados, percussão) e manipulação electrónica em computador. Fragmentos inertes (re)criam organismos vivos, com eles compondo esculturas e ambientes sonoros como o que ilustra a capa da edição de Sônax. Estas instalações servem a possibilidade dupla, quer de fruição plástica e visual, quer de produção de som com valor musical, acrescido e refinado em directo com um módico de processamento electrónico. O trabalho do Sônax, globalmente bem equilibrado, apresenta uma poesia sonora de cores e tons suaves, que se estrutura de forma aberta e inesperada, nascida do imprevisível intercâmbio alquímico de sons novos criados por objectos antigos e por instrumentos convencionais. O que reforça a componente da interactividade audiovisual, construída em função de diferentes estádios de evolução tecnológica, da mais básica, primitiva e artesanal, ao estado da arte do desenvolvimento electrónico aplicado à criação musical. Daí o disco soar simultânea e paradoxalmente a coisa antiga e a novidade, assumindo-se assim como uma proposta de relevante valor estético, musicalmente apelativa. Gravação de 2008, realizada no Vitrola Digital Studio, em São Paulo. Edição da Creative Sources Recordings.

 
23.6.08
 

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Matt Milton / David Thomas / Ryan Jewell / Patrick Farmer
Recorded at Middlesex University, London, on the 4th March 2008
[Compost and Height]

 
 

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Duas de Neil Davidson (Woads in no one/Woads in no noone) na Compost and Height

 
 

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Luís Lopes – guitarra eléctrica
Adam Lane – contrabaixo
Igal Foni – bateria

26 Junho, 22h00 – CCB (Cafetaria Quadrante, Lisboa)
27 Junho, 00h30 – II Sines em Jazz (Sines)
28 Junho, 00h30 – Fábrica Braço de Prata (Lisboa)
29 Junho, 18h00 – Casa das Artes e Cultura do Tejo (Vila Velha de Ródão)
2 e 3 Julho, 23h00 – Hot Clube Portugal (Lisboa)

 
 

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Autêntica oficina de som e laboratório de pesquisa, a francesa Aposcaphe (collectif de bricolages hétéroclites, musique électronique, acousmatique, vidéo), sediada em Nantes. Funciona como um atelier virtual em torno do qual se reúne um colectivo de músicos franceses cujo trabalho se inspira nos danos colaterais com origem na grande família ligada à fabricação sonora electrónica, experimental, noise, música concreta e improvisação acustrónica. Os diferentes grupos e participações individuais organizam-se em função de um pequeno grupo de artistas que usam variados instrumentos da gama electroacústica, «microphones, câbles en tout genres, synthétiseurs et autres machines, ordinateurs, platines préparées, haut-parleurs, caméscope, guitares, consoles, visseuses, archet, papier-crayon, bontempis, basses, radios, fers à souder, bandes magnétiques…» . Antenne (Jorcade e Orgebin), Mikk Jorcade, Meriadeg Orgebin, Boris Jakobek, Nicolas Joubaud, Pierre Gordeeff, GnOm, Fader Zone e Gog et Magog, são nomes pouco conhecidos mesmo dos aficionados destas músicas, mas o que fazem é mais do que motivo suficiente para justificar uma visita demorada à página da editora. Sugere-se uma entrada ao universo do “collectif de bricolages hétéroclites” através do ícone “Ecouter” colocado na barra de navegação. Aí abre-se um flash que permite ouvir uma amostra do grande som Aposcaphe.

 
 

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Músicas no Plural - programa de Rui Neves com edição de Tiago Jónatas (Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian). «Um percurso de escolhas investido em várias tipologias actuais da Música, as mais inovadoras e menos convencionais, um recenseamento do que não é de imediato visível e audível, neste século XXI em que se instituiu a nova Era do Digital». Todas as segundas-feiras.

 
22.6.08
 

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achnn - la tactique du quotidien

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digitalbiotope
independant netlabel dedicated to improvised & experimental music

 
 

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Foto-reportagem de Martin Morissette sobre a 25ª edição do Festival International de Musique Actuelle de Victoriaville (FIMAV), que decorreu entre 15 e 19 de Maio de 2008, no Québec, Canadá.

 
21.6.08
 

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Michel Waisvisz died peacefully in his home on Wednesday June 18 after fighting the mean cells in his body for the last eight months. He was born on the 8th of July 1949 and lead STEIM as Director for 27 years. He left us on a day when artists and friends from around the world gathered downstairs to perform for a full-house season-closing concert. Michel was a musician, visionary and occasional gardener - touched by sound and forever happy to be surprised. He was the source of an enormous surge of energy that continues to flow through STEIM into the world. We will miss his touch, crackle, inspiration and constant improvisation of the now.

 
20.6.08
 

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d'incise - drones en berne sur l'espoir

 
 

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Interrupción. O porteño Gabriel Paiuk, (piano preparado), músico que gravou, entre outros, o excelente DORSAL (Creative Sources Recordings), com Ernesto Rodrigues e Manuel Mota, surge mancomunado com o norte-americano Jason Khan (sintetizador analógico) no cometimento dum acto musical pós-AMM, cativante pela aura de mistério que o envolve. Edição da Homophoni, de David Kirby.

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Sonic Circuits - Festival of Experimental Music, de vento em popa desde 2001, organizado pelo American Composers Forum, de Washington. Dedicado à música experimental, vai de 26 de Setembro a 5 de Outubro de 2008.

«The Festival is the premier showcase in the mid-Atlantic region for cutting edge new music of all genres, from contemporary academic composition, free jazz, noise rock, electronic music, and audio art. The festival acts as a platform for artists to present new and challenging works, which are generally overlooked by more commercial venues.
Sonic Circuits - DC also provides an essential networking opportunity for DC area artists to meet artists from around the world so that they may forge new relationships that will form the basis for future collaborations. The festival seeks to expand the audience for experimental music and further foster the growth of the Washington area experimental music community».

 
 

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Para lá dos longínquos Urais vive a jovem Constanta, nada e criada na cidade russa de Perm. Ainda no viço da idade, publicou cinco discos desde Dezembro de 2007, entre os quais Kapel, ep (31') do artista russo que dá pelo nome de Microflora. O noise/ambient áspero e abstracto de microflorista não será para todos os gostos, mas vale a pena experimentar. Quanto mais não seja para dizer que não se gosta, que é insuportável, essas coisas.

 
19.6.08
 

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Vladislav Makarov & Ilia Belorukov - 'ANTITHESES' [H-A-Z-E]

 
 

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Na galesa Serein, Daniel Maze / Red After Image. De tudo o que já ouvi ao Daniel, este LP é o que me parece mais maduro, dentro da estética electro-psicadélica que tem vindo a desenvolver.

 
 

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Banabila / Zenial - Signals from Krakrot [tng1040]

 
18.6.08
 
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The 12 in 2007 Project
from Pine Ear Music


 
 

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Wordless Music Series

MAX RICHTER WITH STRING QUINTET
DEERHOOF
METROPOLIS ENSEMBLE
"800 YEARS OF MINIMALISM"
MANUEL GOTTSCHING: E2-E4
RHYS CHATHAM: A CRIMSON GRAIL
BEATA VISCERA: THE MUSIC OF PEROTIN

 
 

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Jimmy Behan - In the Sudden Distance [zym020]

Da Irlanda, país onde, como se soube há dias, vivem os novos gauleses da Europa, chega um ep de Jimmy Behan dado à estampa por essa estampa de editora imaterial que, nascida na Itália, dá pela graça de Zymogen. E o que ela edita tem geralmente graça. É o caso de In the Sudden Distance. Uns pingos de harpa aqui, um teclar de piano ali, a lembrar Erik Satie (até rima), electrónica acolá, a transformar e a borbulhar por toda a parte, poeiras em suspensão, enfim, ingredientes mais que suficientes para o caro Jimmy compor uma sessão despretensiosa, tranquila e aprazível, como certos fins de tarde de Junho, a escassos dias do Verão. Como me escrevia ontem um energúmeno não identificado, "isto das electrónicas não é jazz, não tem swing". Pois não. Que chatice, veja lá. E eu a pensar que era e que tinha... Experimente flutuar, como a música de Jimmy Behan flutua. Haja sol!

 
 

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A mais recente edição da austríaca bruit encontra o alemão Udo Heitfeld sob o pseudónimo de TV Victor. Heitfeld é considerado uma das figuras de maior relevo da transição da electrónica alemã dos anos 60 e 70 – em que pontificaram Edgar Froese, Klaus Schulze e os Tangerine Dream, por exemplo, do Krautrockbewegung, vizinho do coevo minimalismo norte-americano – para a actualidade. Com Tempelhof – Graz, Udo Heitfeld celebra essa mesma evolução, ao mesmo tempo que revisita o fascinante mundo iconográfico da aviação, simbolizado nas instalações do famoso Tempelhof de Berlim, o gigantesco edifício aeroportuário construído entre 1934 e 1945, durante o regime hitleriano, considerado um dos três maiores edifícios do mundo, sendo os outros dois o Pentágono, em Washington, e o Palácio Parlamentar da Roménia, dos tempos de Nicolai Ceausescu, em Bucareste.

 
17.6.08
 

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Pharoah Sanders // Love In Us All (ABC/Impulse! 1973)
1. Love Is Everywhere (19:52); 2. To John (20:42)

Pharoah Sanders - saxofones tenor e soprano, flauta; James Branch - flauta;
Joe Bonner
- piano; Cecil McBee - contrabaixo; Norman Connors - bateria;
Badal Roy, James Mtume, Lawrence Killian - percussão.

 
 
Through the Wire
Hey, I’m just happy to be here…”

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No blog Through the Wire, oportunidade de ouvir, descarregar para o disco e encher os leitores de mp3 com as emissões do programa da rádio WNUR de Chicago, The Jazz Show. Sessões alargadas de jazz e blues de Chicago e não só, com a duração média de duas horas e meia. Na mais recente emissão, de 10.06.2008, pode ouvir-se música de Kalaparusha Maurice McIntyre, Hassan Hakmoun & Adam Rudolph, Charlie Jackson, Shot x Shot, Indigo Trio (Nicole Mitchell/Harrison Bankhead/Hamid Drake), Herculaneum, Trio Arc (Mario Pavone, Paul Bley, Matt Wilson), Jeb Bishop Trio, Roy Campbell Ensemble, Robert Pete Williams, Ali Farka Touré, Amina Claudine Myers e de muitos outros artistas.

 
 
Sonny Simmons Trio Live in Paris

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France Musique, "Jazz Club"
November 25, 1994

Sonny Simmons - sax alto / Jean-Jacques Avenel - contrabaixo / George Brown - bateria

 
 

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Jérôme Pergolési, de Estrasburgo, além de ter fundado e de continuar à frente da irrequieta editora La P’tite Maison (cabinet de curiosités sonores), faz uma perninha na Frozen Elephants Music como criador de “insectos” mecânicos e electrónicos, que vai disseminando um pouco por toda a parte. É esta bicharada que se ouve a zunir, grilar, sibilar, besourar, a restolhar e a percutir livremente ainda que confinada ao espaço que Pergolési lhe dá para crescer e se multiplicar no decurso dos 24 minutos que demora o ep Restless Dreams of One Koala. Que sonha com insectos em quatro temas: 1. Koala’s talking with a caught cold whale + contamination (8.03); 2. To run after Okapi (4.21); 3. When I dream, I’m a Frog Fish (6.48) 4. Koalas team trained by Warhol and Young (4.57). A reouvir: Aphasie, outro trabalho recente e representativo da arte ruidista de Pergolési, na Earsheltering.

 
 

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Improvised Music From Japan, Vol. 8

 
16.6.08
 

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Swedish jazz pianist Esbjörn Svensson dies in diving accident at 44

«STOCKHOLM, Sweden — Swedish jazz star Esbjörn Svensson was killed at the weekend in a scuba diving accident off Stockholm, his manager said Monday. He was 44. According to Swedish media reports, Svensson had been diving with a group and an instructor in the Stockholm archipelago when he suddenly disappeared. The married father of two had been found badly injured on the sea bed and had been transported by helicopter to a Stockholm hospital, where he died shortly before midnight (2200 GMT) on Saturday. Svensson, a genre-defying musician who reached audiences far beyond the traditional jazz crowd, was "the most important figure in jazz in this decade," said Burkhard Hopper, manager of the Esbjörn Svensson Trio. E.S.T., formed in 1993 by pianist and composer Svensson, drummer Magnus Oestroem and base player Dan Berglund, have released a dozen records that have enjoyed critical acclaim and commercial success in Europe and the United States. Their 2001 record "Good Morning Susie Soho" was voted best album of the year by Britain's Jazzwise Magazine, while their 2002 "Strange Place for Snow" won numerous awards.» - AFP.

Notícia do Público de 16.06.2008 [última hora]: «O músico de Jazz sueco Esbjörn Svensson morreu este fim-de-semana quando fazia mergulho de profundidade no arquipélago de Estocolmo, anunciou hoje o seu agente. Segundo os media suecos, Svensson mergulhava no Báltico com um grupo, acompanhado por um instrutor, quando desapareceu repentinamente. Foi encontrado gravemente ferido e transportado por helicóptero para o hospital mas não pôde ser salvo. Esbjörn Svensson, que tocava um público bem mais vasto do que o dos amantes de Jazz, era a “figura mais importante do Jazz desta década”, sublinhou Burkhard Hopper, agente do Esbjörn Svensson Trio (E.S.T.), a partir de Munique, que compara a sua influência à de Miles Davis. “De todos os pontos de vista, ele era um dos maiores músicos europeus. Era um artista de Jazz com a dimensão de uma ‘pop star’”, acrescentou Hopper. O E.S.T., formação lançada em 1990 e liderada pelo pianista e compositor Esbjörn Svensson, gravou uma dezena de álbuns».

 
 

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Há poucos dias foi editado na russa Musica Excentrica (avantgarde post-music netlabel) um trabalho de colagem de oito peças acústicas e digitais reunidas num único “nevão”, como se diz na apresentação do disco dos artistas russos Nikita Golyshev (aka CD-R) e Bogdan Dullsky (aka Quest.Room.Project). Digital Snow (41’) é um bom exemplo do trabalho conjunto de artistas que, não se encontrando fisicamente presentes em simultâneo, colaboram à distância trocando ficheiros entre si através da net, aos quais acrescentam valor via troca e improvisação, processo criativo de que resulta este jogo profícuo de estímulos e reacções alternadas. CD-R & Quest.Room.Project — Digital Snow, está disponível para descarga alternativa em formato mp3 ou em flac. De escuta muito recomendável são também os trabalhos de Joe Colley, Jessica Rylan and Kevin Drumm, Pure; de Kenneth Kirschner, 10/19/06 Fragments; Kim Cascone, The Astrum Argentum, e alguns mais.

 
 

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A 21 de Abril de 2007 – como poderia ter esquecido tal data? – publiquei um post festivo e engalanado com um disco que tem tanto de bom como de raro. Tratava-se de Karyobin, do Spontaneous Music Ensemble. Não sei por que artes da tecnologia, o link quebrou-se e com ele a oportunidade para dezenas se poderem deliciar com a obra de John Stevens e companhia, além das mais de quatro centenas que já o haviam feito em bom tempo. Ter-me-ia passado desapercebida tão funesta ocorrência, não fossem as sucessivas chamadas de atenção de leitores ávidos de conhecer ou voltar a ouvir o disco, mesmo que em mp3. Para vos fazer o gosto, tomai o re-up por que ansiavam as vossas mentes inquietas e os vossos coraçõezinhos apaixonados:

KARYOBIN
are the imaginary birds said to live in paradise
The Spontaneous Music Ensemble

Evan Parker (saxofones), Derek Bailey (guitarra),
Kenny Wheeler
(trompete), Dave Holland (contrabaixo) e John Stevens (bateria).

«Karyobin is a gem from 1968. Look at the line-up. The impeccable Evan Parker (saxes), already showing the trademarks of his emerging virtuosity and split second reflexes. Derek Bailey (guitar) beginning to carve a new language from the vocabulary of the jazz and function musician of only a few years previous. Kenny Wheeler (trumpet), the most conventional player here yet with a fluidity of invention that does full justice to the company he keeps. Dave Holland, shortly to leave for the States and Miles Davis, underpinning the proceedings with his quicksilver lyrical bass. And, of course, the group's convenor the late great John Stevens (drums), who committed himself to the pursuit of freedom and beauty in the darkest corners. This is jazz on the cusp of free improvisation, and it is the spirit of collectivity and the ascendance of spontaneity over tradition that makes it such a landmark». (Gus Garside)

 
15.6.08
 
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FlOating POints 2008
ISSUE PROJECT ROOM

 
 

SINGULARITY TRIO
Alípio C Neto - sassofono
Masa Kamaguchi - contrabbaso
Clarence Becton - batteria

«Il concetto di "singolarità" (SINGULARITY), esplorato da questo trio, consiste in una attualizzazione atemporale delle diverse correnti estetiche che caratterizzano il jazz nella sua storia. La "singolarità"è questa capacità di condensare passato, presente e futuro in un unico momento, il momento in cui la musica ha luogo, esplorando al massimo il potere che tre musicisti compositori offrono attraverso l'improvvisazione. Il jazz come linguaggio in costante mutazione, espressione dell'istante acuto dell'esperienza artistica musicale che propone la curiosità per il nuovo. "Curiosity. Advice to the young. Curiosity." (Ezra Pound). È questa curiosità poundiana che il SINGULARITY TRIO offre a chi lo ascolta, un asse di riflessione costante sul ruolo innovatore e sovversivo del jazz. Clarence Becton, che ha inciso con Mal Waldron il primo album della ECM, Free at Last, e ha lavorato con Thelonius Monk, Joe Henderson e Henry Grimes ( tra gli altri), si aggiunge al contrabbassista giapponese Masa Kamaguchi, che ha suonato al fianco di Frank Kimbrough e Paul Motian, Ben Monder, Tony Malaby e Ron Horton, per accompagnare Alípio C Neto in questo nuovo progetto, SINGULARITY TRIO, "POWER" TRIO». Filme e tradução de RAchele Gigli (baci per te).

 
 

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Two more Rare Sun Ra albums Finally On CD!

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SUN RA - Sleeping Beauty [aka Door Of The Cosmos] (Art Yard 003; UK) "Originally released by Saturn in 1979, this is a studio recording by a large ensemble (including, unusually, electric guitar and bass). These are the first recordings of the titles included (though they were played live a few months earlier on German radio). Springtime Again is a floating, sonically open composition, with a distant sung ostinato, interestingly mixed. The door of the Cosmos, which features June Tyson, is a relaxed groove-driven piece in which electric piano, guitar and bass function as ground, over which events drift in and out, while Sleeping Beauty is a chaotic, swirly masterpiece with lots of effects added to the instruments, interestingly mixed. As an ex-LP, it's LP length."- Chris Cutler

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SUN RA - On Jupiter [aka Seductive Fantasy] (Art Yard 004; UK) "A big band studio recording made a month before Sleeping Beauty and released by Saturn in 1979 consisting of three quite different pieces: On Jupiter, which is a vocalized, relaxed, swing trance piece, UFO - Sun Ra's unashamed approach to disco, layering big band events over a funky beat and chunky chants -, and Seductive Fantasy, which lurches along in classic Ra fashion, very easygoing and with a good high-definition recording quality. It's nice to hear the oboe and bassoon, often lost in live recordings, so prominent, Again, the mixing is unusually sophisticated. As an ex-LP, it's LP length."- Chris Cutler

 
 

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A edição deste ano do Vision Festival, em Nova Iorque, foi dedicada ao saxofonista veterano, sobrevivente de New Orleans, Edward "Kidd" Jordan. William Parker e o resto do pessoal do Vision resolveram homenagear Kidd Jordan como reconhecimento por uma vida inteira dedicada ao jazz e à intervenção social pela música improvisada. Steve Dollar, do New York Sun, e Nate Chinen, do New York Times, registaram previsões e impressões sobre o evento, que decorreu entre 10 e 15 de Junho, no Clemente Soto Vélez Cultural Center. (Foto: John Rogers)

 
 


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Investigação e experimentação laboratorial levada a cabo por um cientista vienense, homem que é bioquímico de profissão, Sascha Neudeck, inventor (ou adaptador) dos seus próprios instrumentos electroacústicos. São-lhe conhecidos trabalhos a solo na austríaca Chmafu Nocords, e em parceria com artistas com os quais mantém afinidades estéticas, entre os quais Jos Smolders, Christopher McFall, David Velez, Adrián Juárez, Staplerfahrer, Martin Clarke e Ulrika Wedin. Sascha Neudeck usa o seu computador pessoal (max/smp) em linha com geradores sinusoidais, órgão e outro material para compor e executar peças musicais em que a microscopia sonora de melodias breves convive harmoniosamente com a síntese granular e o noise abstracto, sendo este último o território de eleição do conterrâneo de Freud, ou se já não é assim, é de lá que surge. Neudeck, sem se preocupar demasiado com a inovação num campo que regista níveis populacionais apreciáveis nos dias que correm, consegue com Seroton um compromisso original entre aquelas linhas de força, que doseia livremente, sem comprometer a noção de estrutura global. Seroton, o EP (22') publicado pela CON-V em Janeiro de 2007, é uma das melhores realizações de Sascha Neudeck, a que regresso regularmente e com gosto. A imagem que serve de base ao grafismo da capa é do próprio Sascha Neudeck.

 
 
ESP 404640444044

Novidades da ESP-Disk:

ESP 4046 Totem – To Solar Forge
ESP 4045 Holy Modal Rounders – Live in 1965
ESP 4044 Yuganaut – This Musicship

 
14.6.08
 

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Machinefabriek - Stuip/Staar [one031]

Experimentalismo com drones do holandês Rutger Zuyderveit, aka Machinefabriek, em duas peças de longa duração. Stuip (32') e Staarf (24') foram gravadas ao vivo no Reino Unido (Cross Street Chapel, Manchester) e na Holanda (Toneelschuurm, Haarlem). Apesar de pouco variadas quanto á instrumentação utilizada, Zuyderveit consegue manter as expectativas altas e os resultados não desmerecem atenção, bem pelo contrário. As texturas saturadas de Stuip/Staar, oscilantes e repetitivas de acordes mais ou menos longos de guitarra eléctrica por vezes áspera e abrasiva (mais na primeira das duas peças), outras cálida e delicada (sobretudo em Staar), com e sem distorção, são esculpidas em tempo real através pedais e de processamento electrónico, criam ondas de efeito encantatório talhadas para nos transportar a diferentes estados emocionais. Edição da netlabel norte-americana de Louisville, Kentucky, One (Yet another netlabel).

 
13.6.08
 

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Conta o Destination: Out, blog que publicou há tempos um interessante Beginner's Guide to Free Jazz: «I’ve cooked up a sampler of tracks from his [falando do pianista Bobby Few] wide-ranging discography. You’ll hear several selections of Few alone at the piano, but they’re balanced by examples of his work as an outstandingly adaptable team player in bands led by [Steve] Lacy, Albert Ayler and others». Tive oportunidade de ouvir a selecção que fizeram de mestre Few e o mínimo que posso dizer é que se trata de um conjunto de temas que cobre um período alargado da actividade do pianista, logo representativo de boa parte do que Bobby Few nos tem vindo a oferecer nas quatro últimas décadas. O evento é momentoso, ou não fora caso de se poder ouvir por junto o grande, enorme Booker Ervin, Tyra, seguido de Albert Ayler, Music Is the Healing Force of the Universe; Frank Wright Quartet, Last Polka in Nancy?; o próprio Bobby Few, que toca e canta Children of Joy, em Solos & Duets, de 1975; Noah Howard, Red Star; The Steve Lacy Sextet, The Gleam; Wickets, inédito de Steve Lacy e Bobby Few, gravado ao vivo em 1992; e para terminar em beleza, senhoras e senhores, Lights and Shadows, Bobby Few piano solo. Saudações a agradecimentos ao Destination...Out! (com reticências e ponto de exclamação no original), o blog que, como quase toda a gente sabe, foi denominado em homenagem a um grande disco homónimo de Jackie McLean (com Grachan Moncur III, Bobby Hutcherson, Larry Ridley e Roy Haynes), uma obra-prima do jazz publicada em 1963 pela Blue Note Records.

HUNG UP ON NOTHING: A BOBBY FEW MIXTAPE

 
 

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Prosseguindo este breve périplo pelo mundo das netlabels, formas alternativas de edição musical a ganhar espaço cada vez maior e mais importante como meio de divulgação de alguns dos projectos mais interessantes da actualidade, entidades que vão aparecendo como cogumelos um pouco por todo o mundo e em todos os géneros e subgéneros musicais, sinal de que muita coisa está a mudar nos conceitos e paradigmas ao nível da concepção, produção e edição musical pós-revolução digital. Visto que as mais interessantes (aqui) são as que se relacionam com as áreas da nova música improvisada, electrónica, electroacústica e field recordings, proponho agora uma visita à norte-americana Wandering Ear, editora lançada em 2006, que já vai na oitava edição, e que foca a sua atenção em material sonoro criado a partir de gravações de campo com pós-produção em computador. Orientada por Nathan Larson e Mike Hallenbeck, a dupla tem feito por manter um nível de qualidade elevado nas produções que divulga, prevalecendo uma certa homogeneidade estética, um fio condutor entre os oito fascículos. A mais recente edição da Wandering Ear – o projecto A Small Ceremonial Soaking Of Moving Sounds (Ascsoms), Realms (25') – é um trabalho do britânico Adam J Wimbush, artista sonoro que manipula electronicamente as gravações de campo, identificadas em cada tema, para desafiar o ouvinte à respectiva identificação, registos que o próprio Adam J Wimbush/Ascsoms realiza e altera posteriormente através de processos ligados à improvisação, remistura, loop e composição instantânea, que têm por base sons originais e sons clonados, num curioso e interessante jogo de som e eco, de luz e sombra.
Nathan Larson, do Minnesota, é também co-fundador da Dark Winter, editora irmã da Wandering Ear, que desde 2002 se tem vindo a especializar no dark ambient e noutros aspectos menos convencionais da música de raiz electrónica próxima de temáticas ambientais de tons escuros e melancólicos do dim, do noise e dos drones industriais. Uma forma de arte sonora abstracta que tanto oscila entre as cores vivas e variadas e o conteúdo monocromático, cujas origens remotam às primeiras experiências de Brian Eno, que, com David Bowie, idealizou o som fixado na segunda parte de Low, disco seminal de 1977, da fase "Berlim". Um bom exemplo do "som" Dark Winter é a edição de Cordell Klier & Datura 1.0 - Repeal Compulsion, o apuro e sofisticação em matéria de ambient noise por dois dos seus cultores de referência na cena norte-americana de Minneapolis, Cordell Klier e Datura 1.0. (Para a Isabel Palma).

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Calarco/Juárez - Tierra Abierta [Resting Bell]

 
12.6.08
 

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Ernesto Rodrigues & Hans W. Koch: Nostalgia
Ernesto Rodrigues: viola
Hans W. Koch: electronics
[Ctrl+Alt+Canc Records]

 
 

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siji19 / 3 Soundscapes / Scott Smallwood

composed by scott smallwood / performed by the the now ensemble, mark dresser, frances-marie uitti and scott smallwood / s i j i s . com / music with a limited appeal

 
 
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TRANSPORT vol. 1, vol. 2 e vol. 3
Compilation Thématique [La P'tite Maison]

 
 

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Heribert Friedl, John Hudak, Jason Kahn, Kenneth Kirschner, Steve Roden, Steinbrüchel e Ubeboet: sd-001: graceful degradation: variations. «As a continuation of the graceful degradation of my original recordings i asked seven artists to use the material in their own ways to create a new piece. Each artist put the material into their systems of working with sound and came up with the results featured on this album. I am very honored to have their contributions and pleased to present them on this first release on sourdine. Available for download for a limited time, these are the five compositions which were used as source materials for the compositions featured on graceful degradation: variations» - Asher Thal-nir

untitled #287; untitled #291; untitled #296; untitled #303; untitled #305

 
11.6.08
 

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Luigi Archetti
Fragments on Speed, Slowless and Tedium

domizil 26, 2007/2008


 
 

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Picturing Music: The Return of Graphic Notation
- Alyssa Timin [NewMusicBox]

 
 

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Tzesne - La Comarca [alg040]

Do País Basco, nova edição de Tzesne, agora na netlabel/associação cultural galega alg-a. Criador de um tipo de organic drones fora do comum, Tzesne – artista sonoro com trabalhos publicados desde 2000, entre outras, na sua editora Series Negras – mistura sons contínuos com gravações de campo (sinos, pássaros, vozes humanas, sons de trabalho e ambientais) e outros resíduos sonoros electronicamente processados. É com eles que compõe e conta histórias audio-etnológicas de um mundo situado algures entre o real e o imaginário, o passado e o futuro. «Extraer os sons, soplidos e ruídos residuais das cintas, mimando e redondeando con coidado pode servir para compoñer audioficcións. Narracións sonoras que si imaxinan paraxes donde aínda hoxe persisten elementos folclóricos profundamente arraigados». Também vale uma espreitadela a Rekalde, edição recente de Tzesne e Bazterrak na Ruidemos.

 
10.6.08
 

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Aymeric de Tapol - Call from Outside a Window

«Aymeric de Tapol est preneur de son et électroacousticien. Il travaille pour le cinéma et participe à différents projets d’improvisation sonore. Il a réalisé quelques résidences, notamment au Groupe de Musique électroacoustique d’ALBI, à l’institut français de KUALA LUMPUR, Malaisie, à l institut français de Bilbao». [La P’tite Maison]

 
 

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Do Laos, Ayankoko!!! - Sakda Sissi [headphonica]

«Hi there, my name is David Vilayleck aka Ayankoko!!!, I'm a self-taught improvising musician/soundartist Laos-born, French-adopted. I'm away from music business so i simply give my music, through netlabels or directly through the internet archive. Nowadays is wonderful for creating, i really dig making music, i hope you feel the same while listening: enjoy! Eclectic and illogical music. The basic directions: abstract, avantgarde, improvisation, manipulation, free-form jazz, illbient, dark ambient, noise, tape music, acousmatic music, intuition improvisation, sound sculpture, electroacoustic, rhythmic noise, drone, turntablism, experimental, industrial, field recordings, glitch, microsound, montage, psychedelic, psy-trance, trip-hop, soundscape, sound art, spoken word, strange and other forms ...»

 
 

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Mike Hansen & Tomasz Krakowiak - The Confines of Power [FE007]

A Frozen Elephants Music, netlabel de Berlim que trabalha desde 2005 sob a curadoria de Moritz Fehr e Peter Prautzsch, editou o ano passado um projecto de Mike Hansen e Tomasz Krakowiak, duo de gira-discos acomplados a pedais de guitarra, e percussão com microfones de contacto e efeitos (delay/echo/reverb effect box), sobre grande variedade de objectos metálicos, tambores, gongs, arcos, lâminas, címbalos, estruturas rotativas, etc.. A música, assente em ruído electroacústico estruturado afim das texturas dark ambient, explora interessantes patamares de composição próximos da criação electrónica digital, mas que dela divergem essencialmente quanto ao modo de produção. The Confines of Power, conjunto de 7 peças (65'), vibra, funciona e amplifica a experiência em contínua transformação, graças à competência, sensibilidade e concentração dos artistas, de tal modo aplicada que é virtualmente impossível destrinçar quem está a fazer o quê em cada momento.

«Mike Hansen from Canada and Tomasz Krakowiak from Poland. Both artists have been involved with improvided music for a decade, collaborating and releasing outstanding works with international artists such as John Butcher, Kaffe Matthews, John Oswald, Otomo Yoshihide, Aki Onda and many more. For Frozenelephantsmusic.com they have selected various unplugged and improvised works, a tremendous collection of raw and haunting compositions made from record-player (Hansen) and percussion (Krakowiak) only. The demanding recordings of “The Confines of Power” combine crackling ruins of sound, concrete noise-incidents, sine feedbacks, intimate close-ups and detailed ideas of scale and movement».

 
 

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Andre Vida, Vidatone is in your face.

I don't know whats wrong with me, my computer eyes or my internet knees

 
 

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Dave Liebman / Ellery Eskelin Quartet
Tübingen, Alemanha - 29 de Abril de 2005

Dave Liebman - saxofones tenor e soprano
Ellery Eskelin - saxofone tenor
Tony Marino - contrabaixo
Jim Black - bateria

1. Off A Bird; 2. Tie Those Laces; 3. You Call It; 4. Ghosts; 5. Tempos

 
8.6.08
 

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NEGURDIN EP, belo trabalho de Joseba Irazoki, lançado em Maio último na netlabel CON-V. O guitarrista e improvisador basco, que em 2006 editou OLATUETAN na Creative Sources Recordings, põe de novo em evidência a sua arte de encantar via guitarra, banjo e voz, com refinamento e imaginação. Lenta e sofrida, a música canta e chora, enfatiza os aspectos fragmentários das melodias e as texturas metálicas das seis cordas, criando uma espécie de blues para o Séc. XXI, como alguém já chamou à música de Joseba Irazoki. Derek Bailey paira por aqui. Gravado em Bera, País Basco, no Outono de 2007.

 
 

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AB 4tet - Comp. 98

 
 

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Stasisfield wants you to wake up and smell what Veron's been cooking...

Veron Dreamtime

Budapest, Hungary's Veron creates hypnotic, melodic electronic music brimming with subtle textures and slow-burn hooks. Opener "dreamtime" starts the set off with a quasi-1950s sci-fi overture, while "trees" shifts the tone down a notch and focuses on a buzzing melodic drone with a skeletal pulse. "early morning" offers the slow sonic tectonics of shifting layers of structure, while "flower" ends the proceedings in a windswept garden of blooming synth patches. - John Kannenberg

 
 

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electro-music 2008 festival
August 14-16, 2008
Kingsport, Tennessee, USA

 
7.6.08
 

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De Jeremy Bible e Jason Henry, rapazes de Canton, Ohio: GLARE. Field recordings, found sounds, musique concrete, electrónica diferenciada, electroacústica experimental contemporânea em diálogos complexos, resultado de aturada reflexão interior. Ideal para ouvir ao lusco-fusco, quando as sombras se adensam. Editado em Maio passado na Resting Bell.

“glare” is a huge piece of modern contemporary music. Five tracks, about 60 minutes duration. From the first track, you can almost grab the intense and exciting spirit, being inherent in these pieces. Dark and gloomy melodies meet abstract glitches, lost radio frequencies, mysterious field recordings and other interferences. With all these ingredients, Jeremy and Jason create warm, nostalgic, and at times frightening scenery. It smells like old basements, dusty treasure chests, old physical instruments and yellowed pictures from your grandmother’s photo album.

 
 
Eddie PrevostAlex von Schlippenbach

Duas lendas da free music europeia, o fundador do AMM e percussionista britânico Eddie Prévost e o mentor da Globe Unity Orchestra, compositor e pianista alemão Alexander von Schlippenbach, juntaram-se os dois à esquina do clube Vortex, em Londres, a 31 de Março passado. No termo da curta digressão britânica de Março passado, tocaram um set em exclusivo para o Jazz on 3 – a sua primeira gravação conjunta de sempre, imagine-se. Redobrado interesse, portanto. Eddie Prévost / Alexander von Schlippenbach Session.

 
 

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PURA MISTURA
Vitor Martins, Jorge Oliveira, Pedro Castello Lopes e Armando Pereira
(foto: Fernando Aleixo)
Fábrica Braço de Prata - Sábado, 7 de Junho, 1h00. Sala Nietzsche

 
 

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Músico e cineasta norte-americano, David Michalak escreveu as peças acústicas de Ghost in the House para serem interpretadas por um quarteto formado por cordas, sopros, percussão e objectos estranhos. Cada som ou conjunto de sons foi escolhido para sugerir imagens e criar uma associação íntima entre fotogramas em movimento e banda sonora instrumental. Intervêm David Michalak, em lap steel guitar e buffalo drum; Karen Stackpole; gongs, percussão; Kyle Bruckmann, oboé e trompa; e Tom Nunn, com a habitual parafernália de invenções originais, coisas que não lembram ao demo – todos membros da cena vanguardista da Costa Oeste dos EUA, músicos familiarizados com as duas principais formas de expressão que Michalak favorece neste projecto, o free jazz e a livre-improvisação. Como o título sugere, Ghost In the House lida com fantasmas, que tanto podem estar na nossa cabeça, como à nossa volta ou na cabeça dos outros, e com modo como uns e outros comunicam entre si. Por um lado, exploram-se sonoridades arrepiantes, imagens tétricas e arrepiantes vão tomando forma a passo lento, ambientes de tensão e suspense que provocam aquela sensação de que algo de sinistro está para acontecer, aspecto que o grupo sabe gerir da maneira mais eficiente. Por outro lado, os temas funcionam como esboços sonoros de ideias para filmes que o realizador e compositor tem em mente, que anota e arranja musicalmente, em vez de usar o caderninho do costume, seja o Moleskine da moda, genuíno ou contrafeito, ou outro qualquer. Sons glaucos, matéria onírica, imaginário fantasmagórico, ideias acentuadas pelo oboé de Bruckmann e, sobretudo, pelos gongs de Karen Stakpole, já para não falar no ranger de dentes causado pelos sons que Tom Nunn extrai dos instrumentos que inventa. Profundas e misteriosas, algumas das sete composições de Ghost in the House chegam a ser perturbantes e a fazer olhar por cima do ombro, não vá andar por ali o Fantasminha Brincalhão do Avô Cantigas. Edição da Edgetone Records.

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6.6.08
 

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Improvised Music From Japan, Vol. 7

 
 

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De Tim Hagans tem-se dito muita coisa, boa e menos boa. Que tem um som de trompete nítido e brilhante, preciso no tempo e no recorte das figuras, ora redondo e macio ora acutilante; mas que foi amolecendo com o passar dos anos, entregando-se conformadamente a um certo ramerrame que redunda as mais das vezes em mais chuva no molhado. Nem tanto ao mar nem tanto à terra, diria, pois sendo embora verdade que o arrojo e a chama têm andado algo arredados do discurso hagansiano, as qualidades de compositor e de trompetista improvisador, o saber de experiência feito e a capacidade de surpreender pela positiva, esses permanecem intactos, e se não o vemos a cruzar os céus em voos rasgados, é possível encontrá-lo com os pés bem assentes na terra, a seguir uma via que talhou de há uns anos a esta parte, que passa por afirmar o seu personalizado som multicolor dentro da corrente dominante do jazz actual, marca que lhe ficou colada à pele desde os tempos em que integrava a orquestra de Stan Kenton. Vem isto a propósito de Alone Together, recente realização de Tim Hagans à frente de um quarteto clássico-progressista que de imediato salta à vista pela qualidade nominal: Marc Copland, piano; Drew Gress, contrabaixo; Jochen Rückert, bateria. Mas nem só de nomes vive o produto. Edição de 2008 da alemã Pirouet Records, Alone Together transpira refinamento emocional, expresso de forma intensa, por vezes ao rubro, outras vezes com suavidade baladeira que convoca a carga melodramática que cada caso reclama. O trio de suporte comunica entre si e gere com saber e agilidade todas as nuances, variações cromáticas e mudanças de ambiente, interpretando com inteligência e sensibilidade o que em cada momento Hagans e Copland pretendem enunciar, sublinhar ou apenas sugerir. Escutar a precisão do trabalho colectivo sobre as quatro composições originais de Marc Copland (See You Again; Not Even the Rain; Sweet Peach Tree; e Over and Back), ou ouvir pela enésima ou pela primeira vez o quarteto discorrer sobre clássicos intemporais como You Don't Know What Love Is (D. Raye/G. Paul), Alone Together (H. Dietz/A. Schwartz), ou Stella by Starlight (V. Young), será, em qualquer dos casos, uma experiência iniciática de mais que provável satisfação. Distribuição lusa pela Mbari.

 
 

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SIGNAL TO NOISE, THE JOURNAL OF IMPROVISED & EXPERIMENTAL MUSIC, revista norte-americana que sai ao ritmo de 4 números por ano, comemora a sua quinquagésima edição. Quanta dificuldade superada, quanta perseverança... 50 edições, nas condições em que o fizeram, é obra. Tema de capa, "Our Favorite Things", que pretende espelhar o gosto e o interesse dos editores, redactores e colaboradores da melhor revista que se faz no(s) género(s). Artigos sobre a rádio WFMU, Ellen Allien, Jay Clarkson, Feuermusik, Instal 08 (Escócia), i&e festival (Irlanda), Sonic Youth na Austrália, Neon Neon em Los Angeles, Keith Jarrett Trio em Los Angeles, e a habitual secção de críticas de discos, com cobertura de mais de 250 títulos. À venda a partir de 13 de Junho. Issue # 50 / Summer 2008.

 
5.6.08
 

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A maior mostra de música portuguesa realizada até hoje num Festival que celebra os compositores, as obras e os músicos portugueses. 52 obras de 48 compositores, 3 orquestras, 2 ensembles, 3 concertos de câmara com 19 músicos, 12 concertos de música jazz, improvisada ou electrónica, em formatos e criações inovadoras, e ainda 4 conferências e 2 colóquios. - CCB, Lisboa, 11, 12 e 13 Jul 2008

 
 

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Oktave – Die Buffetmusik [OTR045]. Denis Borisov e Michael Gurov, a dupla russa de música electrónica, baseada na cidade de Ulianovsk, prossegue o seu caminho em associação pelas artes do ambientalismo electro-experimental, que procura fugir a um tipo de clichés e cair deliberadamente nos braços de outros, aqueles que mais lhes interessa utilizar e subverter. Glitch, clicks & cuts, spoken word (participação de Andrew McNiven, em Winter Morning), um toque de dub e psicadelismo, drones, dark ambient, bug music e ruidismo diversificado, em interessantes combinações de micro-sons de laptop, órgão e sintetizadores, que apenas levantam fervura em lume brando. EP (29') editado pela netlabel russa Otium, em Abril de 2008.

 
 
Novos podcasts no Freemusic:

track #105: Tenor Madness / A Tribute to Jamey
Abdul Moimême – electrified Gibson (+ play-a-long)

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tracks #102/4: 3 Improvisations
Rodrigo Amado – tenor saxophone; Miguel Mira – cello; Gabriel Ferrandini – drums

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nord/est - ijslandgnol [adz007]
3 pieces recorded by aymeric de tapol & françois martig, strasbourg, france.

adozen.org :: netaudio freely distributes experimental electronic music. our main objective is to release music from artists coming from different fields, but with a sound approach corresponding to our expectations. we would like to put emphasis on temporality, narrativity of the sound sources, their origin and production as well as on the questions related to their free distribution.

 
4.6.08
 

John Zorn Presents the Aleph-Bet Sound Project
June 8, 2008 - January 4, 2009

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Highly-acclaimed musician and MacArthur Fellow John Zorn was commissioned by the Contemporary Jewish Museum to curate a series of sound pieces for the Museum’s Special Events/ ‘yud’ gallery, a unique space featuring a 65-foot ceiling, 36 diamond-shaped skylights, and walls that converge at different angles. Featuring new work by leading musicians and composers such as Lou Reed, Laurie Anderson, Erik Friedlander, David Greenberger, Chris Brown, Z’EV, Terry Riley, Alvin Curran, Christina Kubisch, Marina Rosenfeld, Raz Mesinai, and Jewlia, the Aleph-bet Sound Project acoustically explores the Kabbalistic principle that the ancient Hebrew alphabet is a spiritual tool full of hidden meaning and harmony. The works musically link the alphabetic symbols in architect Daniel Libeskind’s design for the new facility with the Museum’s mission of exploring traditions within a contemporary context.
John Zorn Presents the Aleph-Bet Sound Project is supported by a generous grant from The Guzik Foundation.
No inconstant sol...

 
 

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krill.minimaurlaub auf balkonien

Hipnotismo em passo lento e cadenciado, dois ou três sons de piano, reverberação dub, estalidos, arranhões, raspagens, drones sinistros – tudo contribui para criar a atmosfera misteriosa que envolve a música do alemão Marsen Jules, aka krill.minima.

 
 

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Uma das mais importantes reedições dos últimos tempos: Promises (Argo), do Michael Garrick Sextet. Quando, em 1965, saiu com este disco, o pianista britânico, que completa 75 anos em 2008, não estava à espera de fazer história. História, porque marcou um corte concepual com o velho jazz britânico que vinha lá de trás, uma sombra snob, revista e modificada da grande invenção americana. História, porque abriu caminho à experimentação, momento de ouro que foi de inspiração e génio criativo. Daqui partiram sementes que iriam desembocar nas várias formulações que, agrupadas, ficaram conhecidas como a British School of Improvisation. Foram protagonistas deste marcante episódio, além do pianista Michael Garrick, o saxofonista alto Joe Harriott, Ian Carr, trompete; Tony Coe, saxofone tenor, Coleridge Goode, contrabaixo; e Colin Barnes, bateria. Música original de Garrick, fresca e angulosa, com uma maneira muito personalizada de compreender o swing, a que não falta o clássico de George Gershwin, I’ve Got Rhythm. O sexteto, solto e coeso, brilha à vontade tornando Promises numa obra de referência do jazz da década de 60. Reedição oportuna da Dutton Vocalion, em 2008.

 
 

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OUTRAS PELES
Exposição individual de Marcel.lí Antúnez Roca


Esta exposição propõe, sob um olhar atento, marcar um ponto de situação no percurso da obra singular de Marcel.lí Antúnez Roca, partindo da ideia de interfaces e camadas do ser humano, tanto na sua relação emotiva como tecnológica - através do recurso a peles simuladas, identidades espelhadas, próteses, ou exoesqueletos.
Podemos destacar na obra de Marcel.lí Antúnez três pontos temáticos: peles, membranas e processos. Frequentemente surgem exoesqueletos e interfaces mecânicos apresentados enquanto peles; várias peças biológicas como as instalações “Agar” e “Metzina” apresentadas enquanto membranas; e desenhos, objectos e outros elementos remetem-nos para os seus processos metodológicos. Não seguindo uma ordem cronológica, OUTRAS PELES integra desenhos, robótica, arte biológica e sistemas audiovisuais interactivos, cobrindo uma vasta produção da sua obra desde 1994 até a actualidade, reunindo algumas das mais conhecidas instalações do artista, bem como um catálogo videográfico das suas performances mecatrónicas.
No âmbito desta mostra foram produzidas ainda novas peças, cabendo destacar a produção de dois novos trabalhos interactivos: Hipnotoc e Epidermia. Estabelecendo um roteiro visual e conceptual na compreensão do universo Antuniano, uma série de desenhos que revestem as paredes da entrada e dos dois andares da Galeria. Paralelamente e integrando desenhos e materiais produzidos para OUTRAS PELES, no final da exposição, será editado um catálogo/livro de artista, bilingue (PT/ES), fruto da colaboração de Marcel.lí com o desenhador gráfico Barbara Says/António Gomes. Curadoria Natxo Checa

Exposição patente de 8 de Maio a 12 de Julho na Galeria Zé dos Bois. De Quarta a Sexta das 19h às 23h - Sábado das 14h às 23h

 
 

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Archie Shepp: The Original Fire Music - NPR Music
By Steve Schwartz / Photo: Juan Esteves

 
3.6.08
 

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D'incise : Capharnaüm

 
 

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Na Stadtgruen, netlabel alemã de música electónica, saiu há dias Green Planet, disco virtual do artista germânico Gate Zero (aka Stefan Bierdman, n. 1980). Seguindo a dualidade cultura (stadt) / natureza (gruen), espírito e corpo, que a editora cultiva desde 2004, quando se estreou com um disco belíssimo de Lomov (Free Port), a reflexão musical de Stefan Bierdman, embora alojada no lado “natureza”, aproxima aqueles dois mundos de um modo complementar, através de sons nocturnos e beats electrónicos esparsos provenientes da floresta urbana primordial.

Gate Zero surprises with a smooth and calm release which convinces by its balance between natural and electronic sounds, almost romantic harmonies and weird insertions. Major and minor at the same time, floating into each other on the same level, and merging beyond rightness. While listening we drift into a state of self-absorption and we can see clearly our path in this green world: We have to slow down to give all creatures and things their own place and time. Then, everything will have its inner truth beyond the antipodes.

 
2.6.08
 

Até ao fim de Junho..... SPECIAL SALE on POTLATCH



 
1.6.08
 
Estreia em disco do duo PRAED, do suíço Paed Conca (baixo eléctrico, clarinete e electrónica) e do libanês Raed Yassin (contrabaixo, rádio, fita magnética e electrónica). Em The Muesli Man (Creative Sources Recordings # 120) fabricação sonora a quatro mãos fornece interessantes combinações e perspectivas de entender a arte sonora no presente imediato e de perspectivar o desenho do que no futuro se pretende explorar. Musicalmente, o duo devolve-nos um olhar sofrido e irónico sobre o mundo interior e exterior (The Muesli Man…), por via de uma imagética simbólica da violência das sociedades actuais, seja ela emergente das agressões da vida urbana dos dias que correm, seja num contexto de terror e de guerra explícita (o Líbano, que também é a terra de Mazen Kerbaj e Sharif Sehnaoui, há décadas que não conhece outro ambiente), cuja brutalidade e insensatez colocam em evidência. Nessa medida, construir, desmanchar, voltar a colocar pedra sobre pedra, é um processo comum ao que se vive no dia-a-dia, no qual o que hoje parece sólido, amanhã cai por terra e tem que ser reconstruído. É dessa mesma precariedade estrutural em permanente mutação (nada se perde, nada se cria, tudo se transforma), que vive a música de Paed Conca e Raed Yassin. PRAED, termo que resulta da aglutinação dos nomes dos artistas, simboliza, em termos práticos, a convergência e a interacção entre som e imagem em directo, com particular enfoque na discussão que mantém através de práticas tradicionais na abordagem dos instrumentos e de novas formas de entender aquele relacionamento, descarnadas e desmontadas a partir de ligações restabelecidas noutros moldes a partir dos fios da memória próxima e distante.
A panorâmica beneficia de uma gestão ampla do espaço acústico, no qual os artistas vão colocando os sinais sonoros de forma dinâmica, como actores que em palco representam diferentes papéis, ora afastando-se para dar lugar ao outro, ora sobrepondo o discurso. É deste modus operandi, assente na variedade de estímulos proposta e a assertividade da sua produção em tempo real, que nasce a marca da originalidade da música do PRAED. Ela assenta numa contínua exposição das ideias entre o som natural do clarinete e do contrabaixo e a alteração por via electrónica, desconjuntado e espalhado em fragmentos de novo amalgamados com sons de televisão, rádio, ruídos esparsos com que polvilham as texturas que se vão sobrepondo. Os diversos níveis de leitura que The Muesli Man fomenta começam a tornar-se nítidos a partir da terceira audição.

 
 

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A netlabel chilena Pueblo Nuevo, venceu do prémio Quartz 2008 na categoria "Compilação", com o triplo CD 50 años de música electroacústica en Chile. Oportunidade de investigar e conhecer o que no Chile se faz de há 50 anos a esta parte em matéria de electroacústica.

 
 

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John Butcher - The Geometry of Sentiment (Emanem)

 
 

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tube' 125 - uncle bart comes to have breakfast
some paradoxes about the human existence and its arquetips


Ponham só os ouvidos (e bem alto, se possível) no novo projecto de Tiago Morgado, curador da XS Records (concepção, estrutura, programação, processamento, viola alto) e companhia convidada, que neste caso compreende o poeta japonês Kenji Siratori, voz recitativa cibernética; João Tavares, guitarra eléctrica processada; Nuno Reis, trompete; João Martins, saxofones; Henrique Fernandes, contrabaixo; e Gustavo Costa, bateria e percussão. Uncle Bart Comes to Have Beakfast, sai-se com Some paradoxes about the human existence and its arquetips, título comprido que designa uma inebriante sequência musical montada ao longo da meia dúzia de sets que se vão alternando, movimentos compactos e saturados, denominados "metamorfoses" e "interlúdios", ciclo que se encerra com o espantoso movimento de Cyber Chaotic Zen Paradox. Diário de bordo duma apelativa, exploratória e obsessiva viagem pelos labirintos da criação noise-electroacústica, da improvisação livre e da música experimental de lavra lusa, com acentuado cunho ficcional, testemunha o desassossego e o bom gosto estético que felizmente tomou conta de algumas mentes criativas. [Test Tube].

 
 

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Carlos Santos

 
jazz, música improvisada, electrónica, new music e tudo à volta

e-mail

eduardovchagas@hotmail.com

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