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31.5.08
 

Tellus Audio Cassettes (1983-1993)....... UbuWeb is pleased to present the entire run of the legendary New York-based Tellus audio cassette magazine. Originally a subscription-based bimonthly publication, the series took full advantage of the popular cassette medium to promote cutting edge music, documenting the New York scene and advanced US composers of the time. Highlight issues include: All Guitars! (1985), The Sound of Radio (1985), Just Intonation (1986), Audio By Visual Artists (1988), The Voice of Paul Bowles (1989) and Flux Tellus (1990). Featuring hundreds of artists including Marcel Duchamp, Alison Knowles, Sonic Youth, Joan Jonas, George Brecht, Pauline Oliveros, John Zorn, Richard Prince, Glenn Branca, Harry Partch and Mike Kelley. Tellus cassettes were edited by Joseph Nechvatal, Claudia Gould and Carole Parkinson. This UbuWeb feature is presented in conjuction with Continuo's Weblog. Produced for UbuWeb by Steve McLaughlin.



 
 

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binaural
 
 

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SUONI PER IL POPOLO 2008
June 1 to June 30, 2008 in Montréal, Québec, Canada

 
 

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A 24 de Junho p.f., sai na AUM Fidelity 17 Musicians in Search of a Sound: Darfur (AUM046), disco de BILL DIXON gravado ao vivo a 20 de Junho de 2007, na XII edição do Vision Festival. Com o apoio do New York State Music Fund. Do mesmo ciclo de concertos com obras encomendadas e estreadas no Vision, de que já saiu Akhenaten Suite (AUM045) do Roy Campbell Ensemble, a 12 de Agosto, será a vez do novo de William Parker, com Sunrise Over Neptune (AUM047).

 
 

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Sessão dupla no Jazz on 3. Neste Dutch Special, primeiro ataca o trio Braam/DeJoode/Vatcher (Michiel Braam, piano; Willem DeJoode, contrabaixo; e Michael Vatcher, bateria), ao vivo no Pizza Express de Londres, em Janeiro deste ano; depois, The Astronotes, tenteto do trombonista Joost Buis (Felicity Provan, Joost Buis, Jan Willem van der Ham, Tobias Delius, Frans Vermeerssen, Paul Pallesen, Achim Kaufmann, Wilbert de Joode, Alan Purves e Michael Vatcher), gravado no Bimhuis de Amsterdam, Holanda, em 11 de Abril de 2008. O programa inclui entrevistas com Michiel Braam, pianista, compositor e director; Huub van Riel, director do Bimhuis; e o baterista e percussionista Han Bennink. Na próxima edição do Jazz on 3, da BBC Radio 3, Alexander von Schlippenbach / Eddie Prévost in session.

 
29.5.08
 

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I.C.P. 005 Instant Composers Pool (1970)

Han Bennink, drums, percussion, etc.
Misha Mengelberg, piano
John Tchicai, saxophone
Derek Bailey, guitar

 
 

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inconstant sol produções apresenta:
Roscoe Mitchell' s Note Factory
The Knitting Factory NYC - June 16 1997

Roscoe Mitchell - reeds, flutes
George Lewis - trombone
Hugh Ragin - trumpet
Matthew Shipp - piano
Craig Taborn - piano
William Parker - bass
Jaribu Shahid - bass
Tani Tabal - drums
Gerald Cleaver - drums

Part I // Part II

 
28.5.08
 

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Leroy Jenkins The Jazz Composer’s Orchestra
For Players Only

1. For Players Only, Part 1 - 15:45
2. For Players Only, Part 2 - 20:35

Composed by Leroy Jenkins

Recorded live January 30, 1975, Wollman Auditorium, Columbia University, New York City

Leroy Jenkins, conductor, violin; Leo Smith, trumpet; Joseph Bowie, trombone; Sharon Freeman, french horn; Bill Davis, tuba; Becky Friend, flute, piccolo; Dewey Redman, clarinet, musette, banshee horn; Anthony Braxton, contrabass clarinet; Charles Brackeen, soprano saxophone; Kalaparusha Maurice McIntyre, tenor saxophone; Diedre Murray, cello; James Emery, guitar; Romulus Franceschini, synthesizer; Dave Holland, Sirone, bass; Jerome Cooper, drums, percussion, piano; Charles 'Bobo' Shaw, Roger Blank, drums, percussion.

(Nota: devido a um problema técnico ocorrido com a transcrição de um dos ficheiros deste LP, entretanto resolvido, fiz um re-up e está tudo a andar. Já é possível baixar as duas partes de Leroy Jenkins The Jazz Composer’s Orchestra, For Players Only)

 
 



Thelonious Monk Quartet (1963)
Round Midnight / Blue Monk / Criss Cross

 
 

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VARIABLE GEOMETRY ORCHESTRA

No 2.º Aniversário do podcast de Abdul Moimême (abraço!), que se comemora amanhã, 29 de Maio, Freemusic oferece um presente especial aos seus ouvintes/leitores: The VGO was invited by Advanced Custom Development (Novabase group) to participate in its Annual Event. Being dedicated to innovation in the entrepreneurial sector, the firm invited VGO to perform as an example of innovation in the creative sector.

Ernesto Rodrigues - viola, conduction
Gerhard Uebele - violin
Guilherme Rodrigues - cello
Johannes Krieger - trumpet, french horn
Eduardo Chagas - trombone
Nuno Torres - alto saxophone
Bruno Parrinha - clarinet, alto clarinet
Carlos Santos - electronics
Abdul Moimême - electric guitar
Pedro Roxo - double bass
João Parrinha - drums, percussion

Recorded Live at Novabase Annual Event, Lisbon, 18 April 2008
Recorded by AM, mastered by Carlos Santos

 
27.5.08
 

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Brian Morton, crítico que em co-autoria com o recém-falecido Richard Cook assinou numerosas edições do afamado Penguin Guide to Jazz, tem quase pronta para edição uma biografia sobre Eric Dolphy, compositor e improvisador norte-americano. A edição está prevista para daqui a um ano, em Junho de 2009. Um olhar importante sobre a vida e a obra de Eric Dolphy, saxofonista, flautista e clarinetista, autor de Out to Lunch (Blue Note), obra-prima do jazz de todos os tempos, gravado a escassos meses da sua morte, em Berlim de 1964, aos 36 anos, por motivos ligados a complicações diabéticas. A história encontrou-o a tocar com John Coltrane, Charles Mingus e tantos outros. Gone in the Air - The Life and Music of Eric Dolphy, titulo da biografia que Brian Morton escreveu, conta uma história que começa ao sol da Califórnia nos anos 30, e inclui conversas com músicos, amigos e família do biografado. Vai sair na Equinox Publishing.

 
 

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DIATRIBES with DRAGOS TARA and PIERO SK - l'instant d'après
[insubcdr03/moremars06]

 
26.5.08
 

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Margaret Noble - The Walk Home on Ashland [ACP012]

«Margaret Noble started her career in the sound-arts as an electronic music DJ in the underground club community of Chicago in 2002. In 2004, she branched out from dance floor DJing into more experimental interests to curate and perform at a monthly sound arts showcase in Chicago called, “Spectacle.” From 2005 to 2007, she completed an MFA in sound art at the School of the Art Institute, Chicago. She now performs as an experimental composer in solo and in collaboration. Her recorded works have been exhibited in a variety of film festivals and art openings nationally and internationally. She uses electro-acoustic sound sources and focuses on creating experiential moments that reference the visual world».

 
 

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Soube há dias pelo Bagatellen que, depois de Jimmy Giuffre, Walt Dickerson. RIP
Sun Ra with Walt Dickerson: Visions
Walt Dickerson Quartet with Sun Ra: Impressions of a Patch of Blue
Toca a ouvir.

 
 

Greg Burk, Ivy TrioDave Rempis, Hunter-GatherersMemorize the Sky, Memorize the Sky

Na 482 Music, de Chicago, três duma vez:

Greg Burk: Ivy Trio

Dave Rempis: Hunter-Gatherers

Memorize the Sky: Memorize the Sky

 
25.5.08
 

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experimental etc. o que aqui vai não vai na feira da ladra.

 
 

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Alexander von Schlippenbach Solo & Trio
SWR Radio - Jazzpreisträger 2007
Mainz (Alemanha) SWR-Funkhaus. 13.06.2007

Alexander von Schlippenbach - solo piano
1. Trinkle Tinkle (2:26)
2. The One (2:11)
3. Twelve Tone Tales (3:06)
4. Out There (4:08)
Alexander von Schlippenbach Trio
Alex von Schlippenbach - piano
Evan Parker - tenor sax
Paul Lovens - drums
5. Winterweise (31:05)

 
 

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Assisti ao segundo concerto do novo projecto do saxofonista e compositor luso-brasileiro Alípio C Neto, SINGULARITY, no Hot Clube de Portugal, em Lisboa, ontem (25 de Maio) à volta da meia-noite. Prezo-me de conhecer bem o trabalho de ACN, pelo que não foi de estranhar ter ido ao encontro de um grupo que, mal se formou, já apresenta um som maduro e trabalhado, com tudo colocado no devido lugar, mesmo (ou sobretudo) num tipo de manifestação artística em que as decisões são tomadas no instante em que várias opções se deparam no caminho. Nessa medida, o trio, dentro da diversidade idiossincrática dos seus membros, falou a uma só voz, com Alípio a dar espaço para solos, duetos e triangulações, num vai-vem entre a forma e a abstracção, com deambulações largas por um vasto conjunto de sinais identitários do jazz, com passagem pelo bop, free, jazz de câmara e blues cubista, tudo envolto em progressão swing mutante. Foi desse modo que o trio conseguiu fundir o devir temporal que vem de tempos distantes da historia do jazz para o momento presente, integrar tudo numa só corrente de expressão multipolar, abrindo novas amplitudes de visão futura – tudo condensado no instante em que a música brota a partir da escrita e da composição instantânea por via da improvisação em trio. Um prazer, ouvir Alípio C Neto a discursar solto e seguro no saxofone soprano curvo, instrumento que lhe tem permitido acrescentar agilidade e fantasia ao seu som mais potente e robusto de tenor. Tem dado bons frutos a atenção que ACN tem dispensado ao soprano neste último ano de intenso trabalho de descoberta e invenção sonora. Bem secundado esteve pelo contrabaixista japonês Masa Kamaguchi, conhecido pelas gravações que tem feito para a editora Fresh Sound, com o pessoal da downtown de Nova Iorque, do Jazz Composers Collective, e também com Alex Harding e com o veterano Ahmed Abdullah, o que dá bem a ideia da versatilidade e ductilidade do músico. Kamagushi mostrou ser um contrabaixista criativo, de timbre suave e leve, tão bom a acompanhar e a marcar o tempo, como a colorir e a preencher espaços, além de ter assinado dois ou três solos de grande invenção, numa espécie de jogo de arte marcial com o contrabaixo. Num mar de contrabaixistas que são, tantas e tantas vezes, ou imitadores de William Parker ou clones uns dos outros, é bom encontrar alguém personalizado como Masa Kamagushi. Perfeito para fechar o triângulo, o baterista norte-americano Clarence Becton. Impressionante na sabedoria dos seus 74 anos, na humildade de quem, tendo vivido e trabalhado com grandes vultos do passado (só para dar uma ideia, Thelonious Monk, Mal Waldron, Joe Henderson e Henry Grimes), transporta consigo a capacidade única de se (nos) maravilhar com a simplicidade de um som com a conta, o peso e a medida que o contexto e a situação requeriam em cada momento. Nem mais, nem menos. Novo projecto, bem interessante, por sinal, este que o saxofonista Alípio C Neto pôs em movimento e que se quer ver mais vezes e a rodar por aí, como hoje (25 de Maio) à noite (21h30), na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. Se com um ensaio apenas foi o que se ouviu, com mais trabalho e fluidificação de procedimentos, todo o potencial oculto virá por certo ao de cima.

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(Fotos © RAchele Gigli‏)

 
 
Esta está a fazer um ano por estes dias. Vale a pena recordar POULENC (38'29) ou dar a conhecer a quem não soube ou não se interessou na altura pela quadragésima edição da netlabel CON-V, uma das minhas preferidas. Trata-se de um trabalho conjunto de Jim Brouwer, Paul Emery, Joe Gilmore, Tom Knapp, Ed Martin e Alex Peverett, gravado a 22 de Maio de 2002, em The Crypt, Leeds Town Hall, Inglaterra, inspirado nas Litanies à La Vierge Noire, obra para coro feminino e órgão datada de 1936, do compositor francês Francis Poulenc (1899-1963). Além da importância estética da sessão – uma obra-prima da música electrónica e electroacústica, diria – há que ter presente que Maio é o Mês de Maria. Sugere-se audição atenta com auscultadores de boa qualidade.

Poulenc is a live interpretation of Francis Poulenc's religious choral and organ work Litanies à la Vierge Noir (1936). The original work consists of a series of prayers to Mary and was composed after the composer's pilgrimage to the Marian shrine of Rocamadour which contains a wooden Black Madonna. Black Madonnas are thought to be related to pre-Christian Earth Goddess traditions. Their dark skin, the colour of fertile earth, is associated with feminine sexual power and an archetypal Earth Mother who presides over both fertility and death.
The ensemble performed on three consecutive nights to three different audiences. The unedited recording documented here was recorded directly to DAT on the second night and contains no overdubs or post-production. It was the intention of the artists to preserve the spiritual nature of the original work, to harness the sacred and cosmic, whilst recontextualising the sound.

"I was really struck by the careful dismantling of the original music. Like handling an ancient vase or something. It was like watching a tight-rope walker – the perfect balance between unpicking the classical and reassembling it as something totally contemporary."
Dominic Gray, Opera North

 
 

O Avant Garde Project apresenta um dos maiores compositores norte-americanos de música electrónica, Arthur Kreiger. A sessão faz parte de um conjunto de quatro LPs, que inclui, além de material de Krieger, obras de Roger Reynolds, Otto Luening e Alice Shields. Descarga gratuita através do Minova, por exemplo. Electronic Music I, Arthur Kreiger (Avant Garde Project 106)

01 - Roger Reynolds, "...the serpent-snapping eye" [20:09]
02 - Alice Shields, Coyote [13:02]
03 - Arthur Kreiger, Variations on the Theme by Davidovsky [9:58]
04 - Arthur Kreiger, Dance for Sarah [8:38]
05 - Arthur Kreiger, Theme and Variations [9:15]
06 - Arthur Kreiger, Short Piece [2:42]
07 - Arthur Kreiger, Passacaglia on "Spring and All" [5:01]
08 - Otto Luening, Lines from "A Song for Occupations [6:16]

 
 

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Dennis González: "Ron Steeds of The Improvised Music Collective, from Ottawa, Ontario, Canada, has started his 9-hour special program concentrating on the 30-year music career of Dallas trumpeter and composer Dennis González on radio station CKCU-FM 93.1".

The first 1 ½ hours are now available free online at:
http://www.divshare.com/download/4568682-09b

The Improvised Music Collective is researchable at:
http://www.myspace.com/improvmusiccollective

 
24.5.08
 

....
Já dei uma demão no quádruplo ANTHONY BRAXTON Quartet (2006) GTM, da Important Records. Kudos! Em média, uma composição de hora por disco (n.ºs 340, 341, 338 3 246) - um regalo para as orelhas de qualquer braxtoniano de baixa, média ou elevada extracção, seja ele mais ou menos GTM (Ghost Trance Music) refinado admirador de qualquer das suas quatro fases. Por mim está muito bem assim, GTM para a frente, cultor que sou do Braxton menos assobiativo e cheio de ângulos agudos, rectos, nada obtusos. Recomendadíssimo! O culminar da fase GTM com uma saída destas em quarteto (Anthony Braxton, saxofones alto e soprano; Max Heath, piano; Carl Testa, contrabaixo; e Aaron Siegal, bateria, vibrafone e marimba), é próprio de quem tem a visão que Anthony Braxton possui. A edição inclui um ensaio de Braxton sobre as composições, os músicos e respectivo enquadramento. Tudo isto por $23.99 (pouco acima dos €15), mais qualquer coisa para ajudar aos selos e à gasosa do avião (calma, que não é da GALP...), a pagar através de paypal.

 
 
Open Ears Music
Adventure Jazz & Improvised Music

A weekly concerts of adventure jazz and improvised music. The performances are on Wednesdays, upstairs at The Blue Nile, 532 Frenchmen St. NOLA. Curated by Jeff Albert, Justin Peake and Dan Oestreicher. Its simple goal is to provide an accessible venue for interesting music.

Helen Gillet (cello), Aurora Nealand (saxes, bass clarinet, accordion)
Set 1 (mp3) - Set 2 (mp3)

 
 

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Sylvie Walder und Siegmar Fricke - Nahtod (ca131)

Nahtod, or near-death-experience, is the phenomenon of absolute detachment from our actual being encompassed in fears, ego-mania, weaknesses and false wisdom. It leads to an out-of-body-experience offering the opportunity to watch the inner tree of life (Yggdrasil) from outside.
Nahtod, a collaboration between Sylvie Walder and Siegmar Fricke, intends to describe the withering of the tree of life as in neurosis or other traumatic states. Using the drones from Sylvie Walder as a basis for the electronic textures, Siegmar has constructed paranormal ambiences reflecting the different stages of detachment eventually leading to a new conscience gained in fear and pain. As the world is slowly collapsing outside, it is time to turn inwards. An acoustic sign for the world in its final stage.


 
23.5.08
 

(Alípio C Neto - foto: Rodrigo Amado)

O conceito de "singularidade" (SINGULARITY), explorado por este trio, consiste na actualização atemporal das diversas correntes estéticas que marcam o jazz na sua história. A "singularidade" é esta capacidade de condensar passado, presente e futuro num único momento, o momento em que a música acontece, explorando ao máximo o poder que três músicos compositores oferecem através da improvisação. O jazz como linguagem em constante mutação, expressão do instante agudo da experiência artística musical que propõe a curiosidade pelo novo. Clarence Becton, que gravou com Mal Waldron o primeiro álbum da ECM, Free at Last, e trabalhou com Thelonious Monk, Joe Henderson e Henry Grimes (entre outros), junta-se ao contrabaixista japonês Masa Kamaguchi, que tem actuado ao lado de Frank Kimbrough, Paul Motian, Ben Monder, Tony Malaby e Ron Horton, para acompanhar Alípio C Neto neste novo projecto,
SINGULARITY TRIO, "POWER" TRIO.

Alípio C Neto – saxofones
Masa Kamaguchi – contrabaixo
Clarence Becton – bateria

23 e 24/5, no Hot Clube de Portugal // 25/5, na Fábrica de Braço de Prata

 
 

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SQUIDCO/SQUID'S EAR NEWS

 
 

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Piscis - Set en Vivo 14/05/2008, Estudios Garrapata, Mexico

 
 

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Improvised Music From Japan, Vol. 6

 
 

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ARCHIVO SONORO

 
 
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Alexander von Schlippenbach: Twenty Minutes


 
 

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The Fourth Annual New Languages Festival // June 12th to 14th, NYC

 
22.5.08
 

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FRIGIDA RECORDS

 
 

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Ted Daniel Quintet – Tapestry (Sun Records, 1974)

Chega finalmente a reedição Porter Records em CD de Tapestry, original de Ted Daniel, herói da época do Loft Jazz. A gravação original, com produção de Noah Howard, teve lugar no estúdio Artist House, de Ornette Coleman. Nesta importante sessão de 1974, Ted Daniel toca trompete e flugelhorn; Khan Jamal, vibrafone; Richard Daniel, Fender Rhodes; Tim Ingles, baixo; e Jerome Cooper, bateria. A edição em CD inclui um tema extra, Asagefo. Atenção às reedições Porter de discos tremendos de Byard Lancaster, entre outros. "Ted Daniel is an American trumpeter in the NYC loft scene who has been sorely under-recorded over the years. Strangely, this is not the expected free jazz blowout like his self-titled private pressed album is. Instead, Rhodes driven too hot through a leslie with placid improv by Khan and Ted over the top is the order of the day. The result is a gorgeous album that is mellow, modal, and perfectly aimless". - Soul Strut

 
 

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João Ricardo, aka Operador de Cabine Polivalente (OCP), de novo na Test Tube.

 
 

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SUN RA - COSMOS

(Blue Silver, 1976; P-Vine Records, 2003)

The Mystery Of Two (5:47); Interstellar Low-Ways (4:45); Neo Project #2 (5:15); Cosmos (2:50); Moonship Journey (6:30); Journey Among Stars (5:50); Jazz From An Unknown Planet (8:10).

Sun Ra, Danny Davis, Marshall Allen, Danny Ray Thompson, Eloe Omoe, Jac Jackso Larry Bright, R. Anthony Bunn, Vincent Chancey, John Gilmore, Craig Harris e Ahmed Abdullah.

 
 

Henry Threadgill - Too Much Sugar for a Dime




Henry Threadgill - Makin' a Move




Henry Threadgill - Carry the Day

 
 

Giacinto Scelsi (c. 1940)

Giacinto Scelsi - Music for Wind Instruments and Percussion

1 I Riti: Ritual March, "The Funeral Of Achilles" For Percussion (1962) (Fragment) (0:57)
2 Ko-Lho For Flute And Clarinet (1966): I, II (7:13)
3 Pwyll For Flute Alone (1954) (4:15)
4 I Riti: Ritual March, "The Funeral Of Achilles" For Percussion (1962) (3:05)
5 Ixor For Bb Clarinet (Or Other Reed Instrument) (1956) (4:00)
6 Rucke Di Guck For Piccolo And Oboe (1957): I, II, III (8:56)
7 Hyxos For Alto Flute, Gongs And Cowbell (1955): I Tranquillo, II Con Moto, III Tranquillo (9:49)
8 Quattro Pezzi For Trumpet Alone (1956): I, II, III, IV (9:16)
9 I Riti: Ritual March, "The Funeral Of Achilles" For Percussion (1962) (Fragment) (1:14)

 
20.5.08
 
Michel Blanc (bateria, vibrafone, percussão), membro do trio Push the Triangle, Jean-Luc Capozzo (trompete, cornetim), Franck Vigroux (guitarra eléctrica, electrónica), Antonin Rayon (órgão), Sandrine Robilliard (violoncelo), Eloise Decazes (voz), Jean-Marc Bourg (voz), Tom Gareil (vibrafone, quadro 9) e Aurélien Besnard (clarinete), participam no disco do primeiro, Les Onze Tableaux de L'Escouade, um fresco evocativo das pequenas misérias e desventuras do indivíduo na enorme tragédia colectiva que foi a Primeira Guerra Mundial. Inspirado na leitura de obras sobre a Grande Guerra e no Diário do Regimento de Infantaria n.º 158 a que pertenceu o avô Adrien Blanc, que serviu na frente de batalha entre 1914 e 1918, Michel Blanc idealizou, escreveu e pôs em marcha (trata-se da guerra…) estes onze quadros, numa mistura de improvisação electroacústica, spoken word e composição vanguardista, para contar a história dos horrores vividos no dia-a-dia das trincheiras no Norte de França. A sequência musical baseia-se num tema melódico enunciado pelo vibrafone, que depois é utilizado como matéria-prima ao longo dos quadros seguintes, sob a forma de variações. Além de um baterista competente, muito activo na cena francesa da fusion e do avant-rock modernos, Michel Blanc prova que tem talento para compor e arranjar, e que sabe coordenar o trabalho de um grupo de notáveis músicos franceses. Cor, movimento, improvisação, banda sonora, excertos do Diário do Regimento n.º 158 lidos por Jean-Marc Bourg, num experimentalismo conceptual de difícil balanço, a que podem ser atribuídos diversos rótulos e etiquetas, elementos que Blanc consegue equilibrar sem perder a capacidade de nos mergulhar no drama contado de forma audaciosa, o passo a passo de um doloroso “dever de memória”. Gosto especialmente do contraste entre a acidez da guitarra de Vigroux, que exprime a bravura dos combates, e a melancolia da trompete de Capozzo, que mostra a angústia desoladora da paisagem depois do Inferno de Verdun – durante 300 dias, entre 21 de Fevereiro e 19 de Dezembro de 1916, foi considerada a mais longa, violenta e mortífera de todas as batalhas que a história militar registrou até hoje. Co-produção de Michel Blanc e Franck Vigroux. Edição de estalo da independente francesa D’Autres Cordes.

 
 



Novas da EMANEM:

Phil Minton - No Doughnuts in Hand (2007)

Spontaneous Music Ensemble & Orchestra - Trio & Triangle (1978/1981)


 
 

greetings drawing

SPEKK

Established in January 2004 by Nao Sugimoto (aka mondii) based in Tokyo, Japan. Spekk explores and focuses on various interpretations of minimalism ranging from experimental electronics, electro-acoustic to field recordings and unclassifiable tones... whether they are structured / non-structured or improvised / non-improvised or even just documents of phenomena.

 
 

narrominded split lp series #3
mats gustafsson / cor fuhler
released may 9 2008

 
 
Szilárd Mezei e Albert Márkos acabam de editar KOROM na Creative Sources Recordings. Mezei e Márkos são dois nomes relativamente desconhecidos ou porventura menos badalados nos circuitos alargados da música improvisada europeia, embora se conheçam trabalhos publicados na Leo Records e na Ayler Records, entre outros. Mezei, sérvio de minoria húngara da região de Vojvodina, é violinista de formação mas domina igualmente a viola, instrumento pelo qual opta para se apresentar neste duo com Markós, violoncelista húngaro, membro do grupo Realistic Crew. Ambos têm participado em projectos diversos, como o Szilárd Mezei Ensemble, em duos, trios, quartetos, quintetos, ou na performance de Les Philosophes, peça para cinco músicos escrita por Szilárd Mezei e inspirada na obra de Bruno Schulz. Em KOROM (CS #123), a ideia parece ter sido improvisar e investigar sons de cordas em ambiente de composição instantânea, a partir de pequenos motes pré-compostos com que os músicos se provocam mutuamente. Nessa medida, o disco é um documento que espelha bem o gosto do duo por ambientes classicistas dentro das formas actuais da improvisação acústica europeia, num complexo emocional que vai do lírico e meditativo, ao transcendente, com inesperadas irrupções após prolongado acumular de tensão, sucessão de metáforas acerca do mundo que nos rodeia, em que a luta pela sobrevivência é simbolizada pelas dissonâncias e pelas súbitas e imprevisíveis mudanças de ritmo. As peças, em número de dezoito, além de variarem muito no que respeita à coloratura, ao ambiente emocional e à duração (dos 20 segundos aos 15 minutos), constroem-se com linhas formais muito diferentes entre si, de recorte predominantemente sinuoso, com múltiplas arestas e formas angulosas. No geral, é comum um gosto especial pela estruturação mínima, progressão irregular e arranjo de criação instantânea. Nota-se um ouvido bem-educado nos clássicos, a somar a uma vasta memória dos ambientes próprios do jazz de câmara de lavra europeia. KOROM não cessa nunca de estimular o ouvinte, ao desfiar sequências de pormenores interessantes, à medida que a música se desenvolve com brilho e emotividade. Estas são algumas das razões pelas quais o disco, fruto da convergência de dois espíritos cultural e musicalmente sintonizados, é tão elegante.

 
 

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Pharoah Sanders – Meditation
Montreux, July 22, 1978 (Jazz File)

The Creator Has a Master Plan (You've Got To Have Freedom)

Pharoah Sanders / Duke Jones / Bobby Lyle
Billy McCoy / Norman Connors / Lawrence Killian

 
 

DMG.gif picture by eduardochagas

DMG Newsletter - May 16th, 2008

Anthony Braxton Piano Compositions BX - Dennis González - Sun Ra - Ab Baars - Vandermark! O'Leary / Kang / Van der Schyff - Bobby Previte - Jamie Saft - Noonan / Ribot / Tacuma - Miller / Prévost / Dean - Soft Heap - Mo' ESP remasters!

 
 

Fundação Calouste Gulbenkian - Serviço de Música

 
19.5.08
 

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Boa notícia é que o São Paulo Underground, projecto de Rob Mazurek (Chicago Underground Duo/Trio/Orchestra, Exploding Star Orchestra) e Maurício Takara, com discos na Submarine Records e na Aesthetics, actua dia 12 de Junho no palco da ZDB, em Lisboa. Segue-se uma enfiada de datas espanholas, a começar em Santiago de Compostela (13/6),seguido de Allariz, Ourense (14/6); Huesca (15/6); Múrcia (17/6); Madrid (18/6); Barcelona (20/6) e Bilbao (21). Dali, o duo norte/sul-americano segue para Verona, Itália, onde toca a 28/6, no Verona Jazz Festival.

 
 

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http://www.flur.pt

 
 

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A propósito de Third Stream – termo que Gunther Schuller inventou para designar um movimento que veio a tornar-se bastante activo nos anos 50 e 60, com defensores e detractores – a Jazz.com publica uma resenha de 12 obras consideradas essenciais para compreender o fenómeno.

 
 

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ricardo freitas
iNTeRLúNio

Gonçalo Lopes_clarinetes baixo e soprano
Johannes Krieger_trompete
Eduardo Lála_trombone
Ricardo Freitas_guitarra baixo acústica
Raimund Engelhardt_tabla, percussão


Quinta, 22.05.2008, 22.00
Centro Cultural de Belém, Lisboa

 
 

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Mike Nock Quartet - Magic Mansions
(LP Laurie, 1977)

Mike Nock (piano, teclados), Charlie Mariano (saxofone), Ron McClure (contrabaixo), Al Foster (bateria), Nacho Mena (percussão), Lyn Williamson (voz).

 
18.5.08
 

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A Power Stronger Than Itself: The AACM and American Experimental Music
George E. Lewis
The University of Chicago Press (Amazon)

 
 

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Sun Ra And His Arkestra em Nova Iorque e Paris, 1972/73. Lost Reel Collection Vol 5 - The Universe Sent Me. O quinto volume das recém-descobertas bobines contendo gravações inéditas de concertos da Arkestra reúne duas sessões, a primeira no South Street Seaport Museum, a 9 de Julho de 1972, com versões de Outerspaceways Incorporated, Discipline e Untitled Improvisation. A metade do parisiense do disco, datada de 8 de Setembro de 1973, prossegue na mesma senda do free jazz espacial com sotaque AACM. Edição da Transparency.

 
17.5.08
 

AUDIOACTIVITY est un collectif d'artistes sonores et visuels, fondée en 2000 à Genève (CH), dont les membres sont répartis entre la Suisse, la France et la Belgique. Ses principales activités sont l'organisations d'événements et la diffusion de musique au travers du netlabel.

 
 

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d’incise - les restes du festin [tube' 123]

 
15.5.08
 

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Eddie Gale's Ghetto Music (Blue Note, 1968)

The Rain / Fulton Street / A Understanding
A Walk with Thee / The Coming of Gwilu

Eddie Gale - trumpet, soprano recorder, jamaican thumb piano, steel drum, bird whistle; Russell Lyle - tenor saxophone, flute; Judah Samuel, James "Tokio" Reid - bass; Richard Hackett, Thomas Holman - drums; The Noble Gale Singers: Elaine Beiner, Sylvia Bibbs, Barbara Dove, Joann Gale, Evelyn Goodwin, Art Jenkins, Fulumi Prince, Norman Wright, Edward Walrond, Sondra Walston, Mildred Weston - vocals.

 
 

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Jazz at the Palace of Legion of Honor, Oct. 4, 1971

Registo em arquivo da emissão radiofónica de um concerto de jazz ocorrido no dia 4 de Outubro de 1971, no Palace of Legion of Honor, em São Francisco, Califórnia. Na primeira parte participou o Michael White Group, que publicaria por essa altura “Spirit Dance”, na Impulse! Records; na segunda, Anthony Braxton, em saxofone alto solo; e na terceira, Michael Nock Underground. Este triplo concerto (189') faz parte do acervo da RadiOM, subsidiária da Other Minds, organização sem fins lucrativos baseada em São Francisco, promotora da comunidade global de artistas, compositores, estudantes e amantes de novas músicas, que disponibiliza uma vasta colecção de arquivos de música, entrevistas, documentários, etc.).







 
 

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1955 RCA Electronic Music Synthesizer

 
 

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Anthony Braxton - Town Hall (Trio & Quintet) 1972
Part I // Part II

1. Composition 6 N (Braxton) 18:18
- Composition 6 (O) (Braxton)
2. All The Things You Are (Jerome Kern/Oscar Hammerstein) 14:12
3. Composition 6 P I (Braxton) 13:46
4. Composition 6 PII (Braxton) 21:25

Trio
Anthony Braxton - alto sax
Dave Holland - bass
Philip Wilson - drums
Quintet
Anthony Braxton - alto and soprano sax; flute; contrabass, soprano, and Bb clarinet; percussion
John Stubblefield - tenor sax, flute, bass clarinet, gong, percussion
Jeanne Lee - vocals
Dave Holland - bass
Barry Altschul - percussion, marimba

 
14.5.08
 

VGO Stills (The WIRE review)

 
 

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Rob Mazurek na ALARM

 
 

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Quase me passava ao lado este SYMMETRY, de Henning Sieverts, edição de 2007 da alemã Pirouet Records, não fora a advertência de quem, estando atento, me fez competente aviso. Em boa hora, pois teria sido uma pena. Porque além da brincadeira com palíndromos, que o compositor Sieverts usa, desde os títulos – Top Spot; Sun Is In Us; Lion Oil; Deep Speed; All For One, One For All; Bird Rib; Leaves Fall Fall Leaves; Sum Summus Mus; Luz Azul; Never Odd Or Even; Evil Olive; We Few; Emit Time; Dr. Awkward – às séries de acordes, escalas, estruturas rítmicas, etc., à curiosidade engenhosa e humorística associada à ideia de jogar com imagens visuais e musicais reflexas, a música de SYMMETRY é inventiva, lógica, rigorosa, refrescante e muito agradável de ouvir. Para este projecto euro-americano, Henning Sieverts (contrabaixo e violoncelo) convidou Johannes Lauer (trombone), Chris Speed (saxofone tenor e clarinete), Achim Kaufmann (piano) e John Hollenbeck (bateria e percussão). Interessante é notar a mistura homogénea de elementos que são caros a uma música enérgica e musculada como a de Albert Mangelsdorff, como ao jazz de câmara de feição europeia, na parte em que mais influenciado tem sido pelo modernismo e pela escrita contemporânea, ao bop e ao west coast de raiz norte-americana, e à improvisação livre, formas de expressão que exprimem contrastes entre figuração e abstraccionismo, nas quais os cinco músicos são amplamente ilustrados e praticantes com total à-vontade. O disco, de cores suaves, é um trabalho sólido que ganha corpo com frequente revisitação. Distribuição lusa da Mbari.

 
13.5.08
 

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I . Anthony Braxton Quartet - At Moers Festival, 1974

Anthony Braxton, Kenny Wheeler, Dave Holland, Barry Altschul

Part I // Part II

A1. 6-------77--(NJD)--T AR--36K (26:23)
B1. 489M 70-2--(THB) M (21:50)
B2. 84°--KELVIN--M (1:42)
C1. 84°--KELVIN--M (9:00)
C2. BOR---N-K64 (60)--M 0 H S (18:15)
D1. F64-- H488 (10:08)
D2. RBHM-F KNNK (10:59)

II. Anthony Braxton/George Lewis
Elements of Surprise, Live at Moers, 1976

 
 

Creative Construction Company, Vol. I
(Muse Records, 1970)

A. Muhal (Part I) (19:24)
B1. Muhal (Part II) (14:40)
B2. Live Spiral (2:40)

LEROY JENKINS: violin, viola, recorder, toy xylophone, harmonica, bicycle horn
ANTHONY BRAXTON: alto sax, soprano sax, clarinet, flute, contrabass clarinet, chimes
WADADA LEO SMITH: trumpet, flugel horn, french horn, seal horn, misc. percussion
MUHAL RICHARD ABRAMS: piano, cello, clarinet
RICHARD DAVIS: bass
STEVE MCCALL: drums

 
 

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John Coltrane - Live in Japan


 
12.5.08
 

farewell

Mirakelmusik is dead, but the music is still alive

 
 

adozen.org :: netaudio

http://www.adozen.org/releases.htm

 
 

Jeph Jerman Hindsight [cnv48]

raw material performed by:

Greg Davis (laptop, elephant bells, singing bowl, shortwave, gongs);
Lawrence English (laptop, shortwave, piano);
Jeph Jerman (contact mic and amp, cymbal, baby monitor).

 
 

VICTO cd0110 INFO-pdf
KIKURI
Keiji Haino / Masami Akita

"Pulverized Purple"

VICTO cd0109 INFO-pdf
ANTHONY BRAXTON
"12+1tet (Victoriaville) 2007"
VICTO cd0108 INFO-pdf
ANTHONY BRAXTON
"Trio (Victoriaville) 2007"
VICTO cd0107 INFO-pdf
MARTIN TÉTREAULT
& KID KOALA

"Phon-O-Victo"
VICTO cd0106 INFO-pdf
BORBETOMAGUS & HIJOKAIDAN
"Both Noises End Burning"
VICTO cd0105 INFO-pdf
SATOKO FUJII MIN-YOH ENSEMBLE
"Fujin Raijin"
VICTO cd0104 INFO-pdf
NELS CLINE - ANDREA PARKINS - TOM RAINEY
"DOWNPOUR"
VICTO cd0103 INFO-pdf
THE NO-NECK BLUES BAND
"Nine For VICTOR"
VICTO cd0102 INFO-pdf
WILLIAM PARKER
& THE LITTLE HUEY CREATIVE MUSIC ORCHESTRA

"For Percy Heath"
VICTO cd0101 INFO-pdf
MY CAT IS AN ALIEN
"Il suono venuto dallo spazio"

Les Disques VICTO

 
 
Clic To Continue Shruti Project

Novidades na Ambiances Magnétiques:

Bernard Falaise - Clic

Jean Derome et les Dangereux Zhoms - To Continue

Ganesh Anandan, John Gzowski - Shruti Project

 
 

O inconstant sol quando nasce é para todos.

 
11.5.08
 
Há algum tempo que esperava poder ouvir Andrea Parkins num contexto deste tipo, espécie de prolongamento natural da performance que vinha a pôr em prática a partir das experiências em trio com Ellery Eskelin e Jim Black desde meados dos anos 90. Deriva notória no trabalho com Nels Cline e Tom Rainey, e nas sucessivas estadias na Europa, onde tem vindo a desenvolver intenso trabalho com músicos da improvisação electroacústica, de que é exemplo o duo com Jessica Constable, entre muitos outros. Ao curso de uma série de incontáveis projectos adiciona o trabalho de composição, actuações a solo, escrita para pequenos ensembles e desenho sonoro de instalações multimédia. Compositora, artista sonora, performer e improvisadora, Parkins utiliza acordeão, processamento electrónico e laptop, piano e sintetizadores, maquinaria que a artista manuseia com inteligência e sensibilidade. Para esta sessão de 2006 – gravada ao vivo num teatro de Lausanne, Suiça, em trio com o suíço Laurent Bruttin (clarinete, clarinete baixo e clarinete contrabaixo) e com o do romeno-suíço Dragos Tara (contrabaixo), a que se acrescentam os vocalizos onomatopaicos de Wanda Obertova em dois momentos – Andrea Parkins optou pelas três primeiras categorias, servindo-se delas para reinventar a sua própria linguagem em progressões fluidas e lineares, fracturas e disrupções, complexas estruturas rítmicas, samplagem pertinente e ruído disperso em vagas de electricidade modulada. Pulverização electrónica articulada com o puro som acústico do clarinete de Laurent Bruttin e do contrabaixo de Dragos Tara, que acrescentam perigosidade à mistura. Quick-Drop (Creative Sources Recordings #104) oferece uma impressionante colecção de 11 temas de improvisação electroacústica moderna, carregada subtilezas misteriosas que se vão revelando a pouco e pouco, ao longo de audições repetidas. A qualidade da gravação é excepcional para este tipo de preparação, tendo a montagem convenientemente optado por eliminar as incómodas palminhas entre temas, o que faz parecer um disco de estúdio em ambiente live.

 
 

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Mario Schiano [1933-2008‏]

A notícia-bomba acaba de chegar por mail. "Saxophonist Mario Schiano, one of the initiators of the Italian Free Jazz scene and one of the most influential figures in European Improvised music, passed away after a long illness yesterday [10/5] in his house in Rome".

 
10.5.08
 

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Nicole Mitchell e o Black Earth Ensemble numa dedicatória à escritora norte-americana Octavia Butler (1947-2006) que escreveu principalmente num género raríssimo em mulheres negras, a ficção científica. Xenogenesis Suite, título homónimo de uma trilogia ficcional da escritora homenageada, é uma peça em vários actos escrita por Nicole Mitchell, interpretada pelo Black Earth Ensemble, e originalmente apresentada ao vivo na XII edição do Vision Festival (2007). A música segue na onda afro-futurista da moderna escola AACM de Chicago, com David Young (trompete), Nicole Mitchell (flautas), David Boykin (sopros), Justin Dillard (piano), Tomeka Reid (violoncelo), Josh Abrams (contrabaixo), Arveeayl Ra (percussão), Marcus Evans (bateria) e Mankwe Ndosi (voz). Novidade na Firehouse 12.

 
 

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Henry Threadgill Sextett: Rag, Bush and All
(LP Novus, 1988)

Off the Rag [12:40]
The Devil is on the Loose and Dancin' with a Monkey [6:44]
Gift [5:44]
Sweet Holy Rag [13:20]

Henry Threadgill (saxofone alto; flauta baixo)
Ted Daniels (trompete; flugelhorn)
Bill Lowe (trombone baixo)
Diedre Murray (violoncelo)
Fred Hopkins (contrabaixo)
Newman Baker (bateria, percussão)
Reggie Nicholson (bateria, percussão)

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Henry Threadgill

 
8.5.08
 

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Joe McPhee

"What time is it?"
"Nation Time."


 
 

Tenho-me esquecido de agradecer os mais de 400.000 acessos ao Jazz e Arredores desde Setembro de 2004. Voluntários, uns, involuntários outros, obrigado a todos os que por aqui têm passado. Sempre há alguém mais a entreter-se além de mim próprio e da vasta equipa que aqui trabalha.

 
 

Freemusic: "This newly formed ‘improv’ trio is filmed here in it’s Lisbon. This formation will be exploring both open forms of music as well as structured compositions".

Abdul Moimême - tenor sax
Miguel Mira - cello
Pedro Roxo - double bass, electronics

 
 
Sou um admirador confesso e declarado do grupo mais dark underground dos vários que o meu amigo Rent Romus tem em marcha, os Lords of Outland. Neste quarteto jogam o versátil Rent Romus, moço trintão, que além de fundador da Edgetone Records, é versado nas artes do acordeão e dos saxofones alto, soprano e c-melody, cabendo-lhe também vozear para dentro duma maquineta a ver no que dá; depois há C J Borosque, electrónica e pedais de efeitos; Ray Scheaffer, baixo de 6 cordas; e Philip Everet, bateria, autoharp e electrónica. É desta invulgar e arrevesada combinação de músicos das áreas acústica e electrónica que o saxofonista da West Coast extrai a energia e a inspiração para os seus carrosséis sonoros, vulgo composições, que são tudo o oposto de uma música inócua, descritiva, confortável ou de bons sentimentos. Porque a realidade é grotesca, natural se torna que a arte reflicta esse lado menos conveniente e acomodatício. You Can Sleep When You're Dead (Edgetone Records, 2007), apanha o grupo no maior freakout de que há memória nos Lords of Outland, um dos expoentes do avant-jazz actual, bastante diferente das escolas de Nova Iorque e Chicago. Uma mistura luxuriante de catarse sonora e hipérbole psicótica de visões demoníacas. Mas calma aí, que nada disto se deve confundir com estardalhaço gratuito (gratuito aqui, para mim, só o exemplar que me calhou, porque me foi gentilmente oferecido pela artista, prática assaz saudável, que recomendo a todos os artistas que me interessem ouvir), ou com uma vulgar sessão em que se desatina forte e feio e há porrada de criar bicho. Não, aqui há ideias, há enquadramento, estrutura, mesmo que muito vaga e flexível, maturidade, saber (este pessoal da Califórnia sabe-a toda, de trás para a frente e têm menos cagança que o da Costa Este, em geral), expressividade e sólida cultura musical. O disco é bom, ouve-se várias vezes seguidas sem cansar. Sugere imagens visuais as mais coloridas e assim refresca os neurónios. Nessa medida faria particularmente bem àqueles (neurónios) habituados a uma dieta rigorosa de jazz murcho e copião, tão em voga nos salões da actualidade. Au contraire, a brincadeira aqui é muito a sério e por vezes em You Can Sleep When You're Dead a tensão sobe a pontos de meter medo. Mas não há papão nenhum, é só a mostrar os dentes, não morde. Só Lord (esta foi gira). Acordai, permanecei vigilantes, que tendes tempo para dormir depois do apito, digo, do Juízo Final.

 
 

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IDavistic
Thoughts from the primordial abyss...

 
 

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De John Ruocco, saxofonista e clarinetista saiu Am I Asking Too Much? (If I Ask for World Peace), disco em trio com o veterano pianista britânico John Taylor e o contrabaixista italiano Riccardo Del Fra. Ruocco é norte-americano, vive radicado na Europa, deambulando entre a Bélgica e a Holanda, onde mantém intensa actividade com a ACT Big Band, a Dutch Jazz Orchestra e a Den Haag Conservatory Big Band, formações de grande porte, que dirige ou já dirigiu. Além destas, conta colaborações dispersas com músicos daquelas paragens, como Charles Loos, Bert Joris, Peter Hertmans e Michel Herr. A mais recente intervenção em disco alheio regista, no final de 2007, uma colaboração com a pianista Myriam Alter, em Where is There (Enja), com Jacques Morelenbaum, Pierre Vaiana, Greg Cohen e Joey Baron. Este ano, e em nome próprio, arranjou tempo para terminar a produção de Am I Asking Too Much?, disco gravado em 2006, que abrirá certamente portas para um conhecimento mais alargado do trabalho deste excelente clarinetista. Ruocco, exclusivamente em clarinete, prefere um discurso lírico de tonalidades claras, toadas intimistas e formas arredondadas, de pele lisa e beleza suave, características comuns a todas as seis composições originais do clarinetista, que o músico oferece à criação tripartida, graças ao espaço que concede para a conversa livre a três vozes equivalentes, instância na qual que o piano preenche espaços, acentuando a subtileza das variações harmónicas e o contrabaixo sublinha a sofisticação rítmica da progressão. Pessoalmente, incluo o disco no lote do que de mais interessante e refinado se pode ouvir no jazz de câmara da actualidade, trabalho evocativo de um dos grandes do clarinete que tanto aprofundou o contexto triangular, o recém-desaparecido Jimmy Giuffre, invenção à qual Ruocco empresta modernidade e atrevimento. Só a pequena maravilha que é Waltz 4 seria razão bastante para não perder a audição de Am I Asking Too Much?. Edição da alemã Pirouet Records, com distribuição nacional pela Mbari.

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John Ruocco
(Foto: Cees van de Ven)

 
 

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Boustrophedon é Evan Parker de novo na ECM, a capitanear o Transatlantic Art Ensemble, formação euro-americana de excelência, cuja liderança alterna com Roscoe Mitchell, e que inclui, além daqueles dois, Neil Metcalfe, Corey Wilkes, Phil Wachsmann, Nils Bultmann, Marcio Mattos, Craig Taborn, Jaribu Shahid, Barry Guy, Tani Tabbal e Paul Lytton. Evan Parker e companhia deslizam suavemente das instâncias free improv que mais se lhes colaram à pele ao longo das décadas e enveredam por ambientes típicos da moderna escrita contemporânea. O disco faz par com o anterior Composition/Improvisation nr. 1, 2 & 3, um pastel muito massudo e de difícil audição, um pouco pomposo até, embora aqui e ali o sol consiga romper um céu cinzento e geralmente muito nublado. Este segundo volume, chamemos-lhe assim, escrito por Evan Parker, é felizmente menos pantagruélico e opulento que o precedente, tornando mais fácil e acessível a digestão das seis peças que o compõem. Não é este o Evan Parker que me encanta, nem o Roscoe Mitchell que admiro, mas considero-os como complementos ao lado espontâneo de que deram mostras nas largas dezenas de gravações que um e outro realizaram. Distribuição em Portugal: DARGIL.

 
7.5.08
 

Issue 17 - May 2008

Page One: a column by Bill Shoemaker

What's New?: The PoD Roundtable

A Fickle Sonance: a column by Art Lange

Esteem: Steve Lacy Remembered

Far Cry: a column by Brian Morton

Moment's Notice: Recent CDs Briefly Reviewed

A European Proposal: a column by Francesco Martinelli

Travellin' Light: Steve Lehman

Free Jazz: The Point of Departure Contest

 
6.5.08
 

lum : drane vase tubii (ogredung.077)

 
5.5.08
 

balance point acoustics

 
 

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Anthony Braxton - The Montreux / Berlin Concerts
Part I // Part II (
Arista 2 LP 5002)

Anthony Braxton (as, cl, ss s, cbcl, fl); Kenny Wheeler (tp);
George Lewis
(tb); Dave Holland (b); Barry Altschul (d, perc, gongs);
The Berlin New Music Group
conducted by Herr Hummel

1. Comp. 6 C [10:38]; 2. Comp. 6 F [7:38]; 3. Comp. 40 K [13:51];

4. Comp. 63 [23:34]; 5. Comp. 40 N [7:59]; 6. Comp. 23 J [13:49]; 7. Comp. 40 (O) [9:58]

O mui afamado e criticamente incensado duplo LP Arista de 1975/75, compilação de três grandes momentos europeus de Anthony Braxton de meados da década de 70. O primeiro, em trio com o trompetista Kenny Wheeler, o contrabaixista Dave Holland e o baterista Barry Altschul, a 20 de Julho de 1975, em Montreux, Suiça; o segundo, apresenta Braxton com o trombonista norte-americano George Lewis e de novo a secção rítmica do Circle de Chick Corea, Dave Holland e Barry Altschul, num registo de Berlim, em 4 de Novembro de 1976; o terceiro set é composto por duetos de Braxton e Lewis, e foi gravado em Berlim num programa complementar, dois dias mais tarde, a 6 de Novembro de 1976. Como diria o Pedro Braz ('Brazinho', 1952-2001), "isto é Obra do Senhor".

 
4.5.08
 

Por ser bestial, na belga Entity recomendo a multi-audição de PlanetZoo - 2 Humans In A Cage With Their Everything Box [NTT049]. Samuel Glaser (Zoogloo) e Anthony Colas (Planet Aldol), norte-americano e francês, respectivamente, juntaram esforços e montaram uma estrangeirinha sonora que é um acepipe para quem aprecia os recentes desenvolvimentos da música electroacústica experimental. "From the deepest darkest place in dimension void abyss lives an entity of sound that contorts and expels electricity and perspective as it evolves around its circular halo of shadows. When visual abstract art morphs into vibration, there you will find PlanetZoo". Algo por eles definido como provindo de um organic abstraction planet. Mergulho nisto a fundo e com gosto.

 
 
Punck é o pseudónimo do artista italiano Adriano Zanni. Há anos que mantém em actividade a netlabel Ctrl+Alt+Canc, bem como numerosos projectos individuais e em colaboração ligados à arte sonora e ao cruzamento com a improvisação electroacústica experimental. O fascínio maior de Punck é andar pelas ruas e pelos campos do meio em que vive, de microfone em punho a registar sons do quotidiano das cidades, murmúrios da natureza, material sonoro que passa despercebido ao cidadão comum, distraído que anda com as coisas da vida. Há mais de um ano que Punck criou e mantém um interessante diário sonoro onde disponibiliza algumas gravações de campo registadas na sua constante actividade de pesquisa. São estas captações que lhe servem de matéria-prima à confecção de peças acústicas, depois de trabalhadas, refinadas, organizadas e contextualizadas através das ferramentas digitais do seu computador, adquirindo no final uma têmpera e uma conformação de que não se suspeitaria se apenas consideradas no meio em que se produzem “em bruto”. O abrir de uma porta, o estalar duma folha seca debaixo de um pé, o zunir de um insecto e vozes espectrais, são processados, digitalmente manipulados, misturados e agregados de maneira a produzir composições mistas de sons reais e ficcionais, baseadas em drones sussurrantes de sons orgânicos e reverberações digitais. Estamos pois no imenso domínio do ambientalismo criativo, enriquecido por uma colecção de sons subliminares, tributários de um certo espacialismo alien futurista e sonhador, “produto” parcial e remotamente inspirado nas excursões de John Cage e de Sun Ra. Não se encontram vestígios de narrativa nas seis propostas de A Constant Migration (Between Reality and Fiction); apenas fazem sentido enquanto peças musicais que tanto se bastam com o percorrer de caminhos anteriormente sulcados por legiões de outros artistas, como aqui e ali apresentam facetas inovadoras, momentos emocionais que, exprimindo ora vitalidade, ora desolação, acabam de ser descobertos e revelados no seu esplendor desconhecido. Punck encontrou uma forma peculiar e personalizada de disseminar sons de uma nova arqueologia. Masterização e supervisão final do trabalho, de Hue (Matteo Uggeri). Edição da Creative Sources Recordings, 2007, com produção de Ernesto Rodrigues e design gráfico de Carlos Santos.

 
 

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Jimmy Lyons, saxofonista alto, em três temas de dois LPs da Hat Hut, Push Pull e Riffs: Mary Mary, Part 1; Mary Mary, Part 2 (Push Pull, com Karen Borca, Munner Bernard Fennell, Hayes Burnett e Roger Blank); Theme (Riffs, com Karen Brocca, Jay Oliver e Paul Murphy). Sugere-se uma passagem pela caixa de 5 CDs da Ayler Records, "The Box Set", com inéditos de Jimmy Lyons. Beware of the Blog...

 
 

Ogredung

 
3.5.08
 

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NTT040 - Tetroid 2012 [Entity].


 
 

Novidades na Creative Sources Recordings:

Mark Trayle - Goldstripe

Paed Conca & Raed Yassin - The Muesli Man

Szilárd Mezei & Albert Márkos - Korom

 
 

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Maximo Ricci - 'Touching Extremes' - ouviu e escreveu:

«This is the Creative Sources release number 100. An historic goal reached by such a small label, therefore worth of a serious celebration. That’s why Ernesto Rodrigues prepared this triple CD featuring the VGO, a marauding multi-timbral collective comprising several among the finest Portuguese (and not only that) avant-garde artists, all able to grace our ears with their ability of performing impromptu. Among the many, Sei Miguel, Fala Mariam, Johannes Krieger, Nuno Rebelo, Carlos Santos, Rafael Toral, Alípio C. Neto. Rodrigues himself describes the conducting procedures as “balancing the sound masses that travel in the acoustic space, dictating the construction of the real-time composition, and thus revealing the organized juxtaposition of specific instruments as mobile sound groups”. The five lengthy tracks were recorded live (in Lisbon and Barreiro) in different settings - art galleries to festivals to jazz stores. Rather than swallowing an impossible “regular” review, take a look at the notes that this writer jotted down in reaction to the sounds heard, just to have vague indications of what’s contained in this boiler.
First disc: a single cut of about 54 minutes, no muteness at all, many moments of gradually growing tension without looking back, lots of instrumental muscularity, dynamics tending to the “fortissimo” in the final fraction of the piece, where the majority of the players literally screams. Distant similarities: “Strings with Evan Parker”, Centipede’s “Septober Energy”. Tendency to a magmatic chaos, sometimes morphing into semi-structured libertarianism, but the musical flux remains concentrated in well determined batches of timbres and interrelations. Appreciable balance between electric and acoustic instrumental tinctures.
Second disc: additional prominence is often given to the “brass section”, the improvisational ebb and flow making the whole sound even less organized; calm appears every once in a while, the musicians apparently taking a little break in the battlefield before deploying the next attack strategies. A little bit more “experimental” in terms of general sonority, with no promise of good behaviour from anyone. Pluck and hit techniques are applied sparsely amidst the different families of instruments. Lots of electronic interferences coming and going. Delirious accordion dissonance. Not always ear-pleasing, yet perennially stimulating materials.
Third disc: starting with a throbbing pulse, the group reaches for the highest level of liberation, often bordering on sheer confusion. This time, strings, brass and electronics search for a common denominator that in other places had been difficult to imagine, finding it in a mixture of raging exhalation and pulverizing power. No one suffers in silence, everybody sticks to the amalgamation of happiness and excitement that the occasion generated. This is probably the most “freewheeling” segment of the set, and Rodrigues’ hasty “obrigado” at the end of the record looks like an excuse to cut short something that could have gone on for a whole night.

If all of the above wasn’t clear enough, we’re talking about a great album. Besides the CS cognoscenti, also fans of Emanem’s aesthetics should lend an ear or two. Conducted improvisation at a high level of maturity, still vibrating enough to keep listeners wide awake».

 
 

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CYRO - Derek Bailey & Cyro Baptista
(INCUS, 1982)

 
 

Four Decades of Music That Redefined Free, título do artigo publicado na edição de 2 de Maio do New York Times sobre o livro do trombonista, improvisador e académico George Lewis, «A Power Stronger Than Itself: The A.A.C.M. and Experimental Music», a ser editado este mês pela University of Chicago Press.

Art Ensemble of Chicago
(Foto: Dominik Huber)

 
 
De Gunnar Geisse, improvisador alemão que tem sido visto e ouvido na companhia de artistas tão diversificados como Phil Durrant, Barry Guy, Franz Hautzinger, Wilbert de Joode, Jason Kahn, Thomas Lehn, Günter Müller, Phill Niblock ou Evan Parker, saiu META ATEM na Creative Sources Recordings. Esta é uma edição que conto entre as melhores que me foi dado ouvir no primeiro quadrimestre do ano. Produto acabado da improvisação livre de características europeias, com guitarra eléctrica, baixo, processamento de sinal, tratamento de voz humana, field recordings, é no trabalho de montagem e edição em estúdio que o artista desenvolve a sua alquimia sonora através da pesquisa microtonal a partir de ondas electromagnéticas do mais variado tipo, produzidas e transformadas por processos analógico-digitais. Se o pontilhismo da guitarra eléctrica é o ponto de partida e de chegada, pelo meio há um mar de referências. Gunnar Geisse pensa e toma cada som em si mesmo considerado e na relação com os outros, com apurado sentido de economia, capacidade de escolha e organização. Em META ATEM (CS #90), obra amadurecida de um artista que sabe o que procura, importa tanto o modo de gerir a acção que está a acontecer num dado momento, como o lugar específico em que cada forma e unidade de tempo ocupa no hiperespaço. Num interessante equilíbrio de contrastes, Geisse procede à “desmontagem” do espectro sonoro, sopesa todas as peças, domestica-as, estuda-lhes as formas e encaixa-as umas nas outras, deixando-as propositadamente permanecer em equilíbrio instável de modo a criar oscilações, fracturas, dissonância, reverberação e glitch, de que resulta um extravagante composto multiforme de sons com valor musical.

 
 

http://www.outfest.pt.vu/

 
 

Depois de duas edições consecutivas na Test Tube, Western Spaghetti (2007) e Sandshoes (2007), o artista português Long Desert Cowboy, aka Daniel Catarino, retoma os trilhos da edição e publica Handmade Music [Mi093] na netlabel lusa MIMI.

"De vez em quando, há um álbum com uma sonoridade tão crua que se torna praticamente irresistível. Não é frequente, mas é o que encontramos neste "Handmade Music 1999-2003", pelo projecto Long Desert Cowboy, de Daniel Catarino. Desde a crueza da gravação em k7 dos temas de abertura e fecho, à beleza estética de "Sacred Vows of Mother Earth" e ao crescendo melódico de "Poor But Honest", este álbum gravado, segundo o autor, dos seus 16 aos 20 anos, mostra um trabalho imperfeito, sim, mas com um enorme potencial criativo e uma vontade de transformar simples melodias em canções instrumentais. Os ouvintes conhecedores dos anteriores trabalhos de Long Desert Cowboy irão certamente estranhar as diferenças óbvias entre o ambiente "horror-spaghetti" dos EP's "Sandshoes" e "Western Spaghetti", e o lado claramente mais rock deste álbum. Não obstante, algumas das características estão lá, e não serão obra do acaso. Importante não deixar este álbum escorregar entre os dedos sem o ouvir". - Carlos Gonçalves

 
2.5.08
 

Peter Brötzmann Chicago Tentet

Da esquerda para a direita: Joe McPhee, Michael Zerang, Jeb Bishop, Fred Lonberg-Holm, Kent Kessler, Peter Brötzmann, Johannes Bauer, Per-Åke Holmlander, Ken Vandermark, Paal Nilssen-Love (2007)

Live at Nickelsdorf Konfrontationen, 2003

Peter Brötzmann, Mats Gustafsson, Ken Vandermark, Mars Williams, Joe McPhee, Jeb Bishop, Kent Kessler, Fred Lonberg-Holm, Hamid Drake, Michael Zerang.

 
 

1, 2, 3, 4, 5, 6 discos já gravou o pianista Mathias Landæus (n. 1969), sem contar com as variadíssimas colaborações com músicos escandinavos. Goes a Long Long Way continua a debulhar o que de mais interessante encontro na arte de Landæus, a riqueza e a variedade estilística, com uma aragem pop muito leve (a foto mostra bem a pinta do rapaz), sem contudo incorrer do pecadilho de querer ir a todas para agradar ao público mais alargado possível. Mathias Landæus soube evitar tais armadilhas, conseguindo um disco inteligente e esteticamente plural. Além de piano acústico, faz-se ouvir em piano eléctrico, cravo, órgão e sintetizador, sempre com desenvoltura e coisas para dizer. Boa nota também para o trabalho apoiante do grupo House of Aproximation: Karl-Martin Almqvist (saxofone tenor, clarinete e flautas), Filip Auguston (contrabaixo), Sebastian Voegler (bateria) e Ola Bothezen (percussão). Olhos e ouvidos na Escandinávia. É lá que está o viveiro do que de mais interessante se anda a passar no mundo do jazz. Saiu na Moserobie no final de 2007.

Cover

 
1.5.08
 

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Do-Division Street Fest

Empty Bottle, 1035 N Western Ave., Chicago, IL

 
 

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Eric Dolphy - Iron Man (1963)

1. Iron Man; 2. Mandrake; 3. Come Sunday; 4. Burning Spear; 5. Ode to C. P.
Eric Dolphy (clarinete baixo, flauta), Eddie Kahn (contrabaixo), J.C. Moses (bateria), Bobby Hutcherson (vibrafone), Prince Lasha (flauta), Cliff Jordan (saxofone soprano), Huey Simmons (saxofone alto), Woody Shaw (trompete), Richard Davis (contrabaixo).

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E o Conversations (Fred Miles), do mesmo ano e com o mesmo pessoal?

 
 

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Jimmy Giuffre: A Look Back (NPR Music)

 
 

23five Incorporated

We define sound works as: artistic endeavors that are primarily concerned with the use of sound, but fall outside of what is normally considered "music." This includes but is not limited to: recordings, radio transmissions, performances, installations, sound sculpture, site specific public art, and new media arts.

 
 

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Last Exit
Live at Fasching Jazz Club
May 18, 1986, Stockholm, Sweden
Peter Brötzmann, Sonny Sharrock, Bill Laswell, Ronald Shannon Jackson

 
 

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JAZZ ÀS 5ªs, no CCB


MÚSICA DOS EXTREMOS DA EUROPA / ORCHESTRUTOPICA
FESTIVAL IN EXTREMIS - I

 
 

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Johann Sebastian Bach - Cantata BWV 21
Ich hatte viel Bekümmernis

Pieter Jan Leusink

Holland Boys Choir / Netherlands Bach Collegium

 
 

Inês Amaro, LeCool, 1-7 de Maio

 
 

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889 por um Congresso da Segunda Internacional Socialista, realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu no dia 1º de Maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos EUA do final do Séc. XIX.

 
jazz, música improvisada, electrónica, new music e tudo à volta

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