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31.12.07
 

Adeus 2007. Até 2008!

Howard Skempton: Lento (1990)
BBC Symphony Orchestra
Mark Wigglesworth


 
 

Tony Coe andou sempre em boa e diversificada companhia: Clarke-Boland Big Band, Derek Bailey, Stan Getz, Dizzy Gillespie, Kenny Wheeler (Coe, Wheeler and Co.), London Sinfonietta, só para dar uma ideia da versatilidade do som de saxofones (tenor e soprano) e clarinete do soprador britânico, tão dextro a tocar dentro como fora. Em 1978, o produtor Howard Lambert, interessado em preservar a música que os jazzmen britânicos iam fazendo no decurso da década de 70, gravou Coe-Existence nos estúdios da BBC, em Londres. O disco foi editado na Lee Lambert, pequena editora independente que Lambert fundara no início da década. Entretanto, esta refrescante e atípica sessão de bop-groove revisto e actualizado pelo olhar brit jazz, perdeu-se durante três décadas, até que há uns anos a Whatmusic resolveu republicá-lo em CD e LP. Mantém-se a minutagem (40') e o alinhamento do LP original (Rio Vermelho; Lover Man; Killer Joe; Don't Get Around Much Anymore; Você; What Are You Doing For The Rest Of Your Life?; Lee Thompson's Blues; I'm Getting Sentimental Over You), jazz mainstream autêntico e com personalidade, tal como executado pelo quarteto em 78, com sopros (Tony Coe), piano (John Horler), contrabaixo (Ron Rubin) e bateria (Trevor Tomkins). Entre duas folhas de jornal, cai muito bem na última tarde de 2007.

 
29.12.07
 

Morton Subotnick - Touch - Experimental Electronic Percolating Rhythms

Morton Subotnick - Touch

Created by Morton Subotnick on the Buchla Electronic Music System
Side One: Touch (Beginning); Side Two: Touch (Conclusion)

Subotnick has been one of the most important electronic music composers. When his pieces like Silver Apples of the Moon and The Wild Bull were released on LP in the late '60s, they were striking demonstrations that true new music could be exciting, vibrant, and readily accessible. Subotnick's deft, masterful touch was much more appealing than other electronic music emerging from academic settings. This is an excellent piece. There are rapid pulses, layered gestures, dense passages of percolating rhythms. The music is distinctive, otherworldly, sophisticated, and holds up well. The quality of these old analog tapes is quite good. (LP Columbia, 1969)

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Morton Subotnick, Silver Apples of the Moon/The Wild Bull (1967/1968)

 
 

Domingo 30 de Dezembro, 19h30
Associação Bacalhoeiro, Lisboa

Alípio C. Neto Trio

Alípio C. Neto_saxofones
Diogo Palma_contrabaixo
Gabriel Ferrandini_bateria

guest stars
Ernesto Rodrigues_viola
Rodrigo Amado_saxofone tenor
Lizuarte Borges_saxofone alto
Johannes Krieger_trompete
Eduardo Chagas_trombone


 
 

Steve Lacy Quintet, ao vivo no Studio 104, Radio France. Paris, 17.10.1976.
1. The Crust; 2. Micro Worlds; 3. The Throes; 4. Flakes.
Steve Lacy, saxofone soprano; Derek Bailey, guitarra elec.; Irene Aebi, violoncelo, voz; Kent Carter, contrabaixo, violoncelo, harpa; e Noel McGhie, bateria.

 
28.12.07
 

Já muito se disse e redisse sobre este enigma que Sun Ra nos deixou e não há quem explique o mistério. É realmente um disco do outro mundo, que nos faz crer que há vida em Saturno, isto para quem ainda não sabia ou, recalcitrante, se recusava a acreditar na evidência. Electrónico, analógico, cosmológico, cheio de reverberação e efeitos estranhos, Strange Strings é um dos discos mais profundamente out do visionário Ra, um caso à parte na discografia do mestre, gravado em Nova Iorque no ano de 1966. Strange Strings lançou das bases do imenso manancial de ideias e formas musicais que viria a ser desenvolvido na década seguinte, aquela que melhores e mais desvairados frutos trouxe ao nosso imaginário musical. Uma obra de arte, este disco, em reedição recente do programa Unheard Music Series, da Atavistic, em conjugação com El Saturn. Sun Ra and his Astro Infinity Arkestra. Sun Ra, Marshall Allen, Danny Davis, John Gilmore, Pat Patrick, Robert Cummings, Ali Hassan, Carl Nimrod, Ronnie Boykins, James Jackson, Clifford Jarvis e Art Jenkins... I’m painting pictures of things I know about, and things I’ve felt, that the world just hasn’t had the chance to feel... I’m painting pictures of another plane of existence, you might say, of something that’s so far away that it seems to be nonexistent. I’m painting pictures of that, but it is a world of happiness which people have been looking for or say they wanted, but they haven’t been able to achieve it. - Sun Ra. E agora, ladies and gentlemen, Some Blues But Not The Kind That's Blue.

ASTRO-BLACK MYTHOLOGY, by Ben Schot

 
27.12.07
 

resonancia inductiva


 
 

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Abstracção e experimentalismo são os parâmetros de enquadramento da música do basco Joseba Irazoki, em OLATUETAN (Creative Sources Recordings), disco de 2006. A guitarra ainda tem espaço para ser questionada e Irakozi (guitarra eléctrica e acústica, lap steel e banjo) segue os princípios dos vultos a quem rende homenagem e dedica o disco, o norte-americano Robbie Basho e o britânico Derek Bailey, músicos que procuraram não tanto seguir as pegadas dos mestres do passado, mas, formulando o mesmo tipo de questões, tentar obter respostas diferentes. Seguindo por essa via, Olatuetan é um disco conseguido, resultante do balanço entre improvisação idiomática e não-idiomática (com Bailey, esta última era ela própria um idioma autónomo), equilíbria forma e abstracção, raga e pontilhismo, com uma pitada de folk à maneira de Eugene Chadbourne, a denotar atenção sobre o que se faz actualmente com as seis cordas na Europa, na América e no Japão. A partir deste caldo de cultura e dos traços e influências que processou, Irazoki sabe organizar e trabalhar sobre o acervo de micro-sons electroacústicos e texturas de ruído modulado, capaz de surpreender o ouvinte. Mostra desenvoltura e capacidade de problematizar sem se deixar cair na tentação do tecnicismo exibicionista ou da exposição de um mostruário de improvisação experimental. O que Joseba Irazoki faz aqui – fora de outro tipo de trabalho ligado a formas pop ou jazz, que também cultiva – é deambular livremente por linhas irregulares e assimétricas, questionar as convenções e desenvolver renovadas possibilidades de combinação sonora a partir do imenso livro da guitarra eléctrica e cordofones conexos. Feitas as contas, do País Basco, bom vento e bom encordoamento.

 
26.12.07
 

Na imperdível Tomajazz, fanzine de Pachi Tapiz, feita a partir de Pamplona, Espanha, Fernando Ortiz de Urbina, Diego Sánchez Cascado e o próprio Pachi entrevistam mestre Anthony Braxton.

 
 

Oscar Peterson (1925-2007)

 
25.12.07
 

Recordando Derek Bailey, desaparecido a 25 de Dezembro de 2005

Ring them bells, ye heathen / From the city that dreams / Ring them bells from the sanctuaries / Cross the valleys and streams / For they're deep and they're wide / And the world's on its side / And time is running backwards / And so is the bride. - Bob Dylan

 
24.12.07
 

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¡¡¡Bienvenidos a ORO MOLIDO!!!
Aquí lo tienes.... cumpliendo nuestra promesa de sacar tres números al año. Este es el 21, en pleno mes de diciembre. Puedes aprovechar e incluirlo en tu lista de regalos. Aquí está su contenido:
Para empezar, nuestro colaborador y amigo más antiguo en ORO MOLIDO, Rogelio Pereira, nos sigue obsequiando con entrevistas bien bonitas. En esta ocasión, pasó el cuestionario a Victor Gama, músico y constructor de instrumentos, de origen angoleño.
Nuno Catarino, desde Lisboa, nos cede una entrevista realizada al improvisador Evan Parker, quien visitó la ciudad nuevamente el año pasado. En su participación en el festival Jazz em Agosto 06, el músico de Bristol fue destacado en la programación con una actuación en solo y la conferencia sobre el músico John Coltrane, al que estuvo dedicado / homenajeado buena parte del festival, en el cuarenta aniversario de su fallecimiento. Este número también aporta dicha conferencia, gracias al propio Evan Parker y Bill Shoemaker (Point of Departure).
Aprovechando la coyuntura parkeriana, ya tocaba dedicar el dossier del sello discográfico a Psi Recordings, aquí en su primera parte, con reseñas de nuestros colaboradores portugueses Eduardo Chagas y Rui Eduardo Paes y de tomajazz, Patxi Tapiz y Jesús Moreno.
El capítulo de Escenarios lo compartimos escribiendo con Rubén Gutiérrez del Castillo con actuaciones en Madrid; de Francia las trajo Jesús Moreno, y Nuno Catarino visitó nuevamente la Fundación Calouste Gulbenkian, para escribir sobre Jazz em Agosto 07.
El apartado final lo conforma el artículo sobre notación gráfica de Pelayo Fernández Arrizabalaga. Amigo y colaborador de ORO MOLIDO con experiencia en distintos campos artísticos, nos remite una bonita muestra de partituras gráficas y comenta su experiencia profesional con ellas. Pronto estarán disponibles para una mejor visión, en color, en nuestra página web.
Cerramos con Flores... y Coronas e intercalamos las citas que hemos considerado interesantes en este próximo trimestre.
Desde aquí mi sincero agradecimiento a los colaboradores, a tod@s l@s que creemos en la música viva. Saborea la diferencia.... incluso en Navidad. Feliz 2008.
Chema Chacón, 21 de diciembre de 2007.

 
23.12.07
 

Estreia do Velhote pela pena de Thomas Nast na Harper's Weekly de 3.1.1863

 
 

Passaram 10 anos. Foi em 1997 que Peter Brötzmann pôs em movimento aquela que começou por ser uma experiência transgeracional e geográfica de improvisar a dez, num contexto de liberdade formal, e viria a constituir um dos grupos mais interessantes de sempre do veterano soprador de Wuppertal, Alemanha – o Chicago Tentet. Com ligeiras alterações de titularidade, o Tentet manteve-se estável, apesar de não ser fácil ligar Chicago, Nova Iorque e várias cidades europeias. Foi em 1997 que se iniciou a ponte aérea entre Berlim, Oslo, Estocolmo e Chicago, atestada pela edição do triplo The Chicago Octet/Tentet, gravado parte em estúdio, parte no Empty Bottle. Para assinalar a efeméride, Brötzmann organizou um concerto comemorativo no âmbito do Molde Jazz Festival, na Noruega, em 20 de Julho passado. Joe McPhee, Peter Brötzmann, Kent Kessler, Michael Zerang, Johannes Bauer, Per Ake Holmlander, Fred Lonberg-Holm, Mats Gustafsson, Ken Vandermark, Mats Gustafsson e Paal Nilssen-Love, em três 'singles': Ten By Ten (39’06); Little By Little (11’52); Step By Step (22’57). 10 Years - At Molde 2007 saiu há dias na Okka Disk.

 
22.12.07
 

No que eu me fui meter... Disse aqui há dias que não fazia o malfadado top ten, por isto e por aquilo, etc. e por aí adiante, não sei já como nem porquê. Rei só há um, dizem... Entretanto, toma, levei com um coro (e com um ou outro coiro) de reclamações por falta da lista, objecto pelo qual nunca morri de amores. Como resolver o problema sem ceder a pressões político-musicais? Difícil, esta arte do equilíbrio. Eis que me surgiu uma já esperada prenda. Laurence Svirchev, o crítico, teve a amabilidade de me indicar a listinha dele (bem escolhido, Laurence, um abraço!) e a de uma quantidade de magníficos opinadores que escrevem regularmente para a Jazz House. Aqui há para todos os gostos e é só escolher o fatinho à medida do cliente. Sai-se satisfeito e não se paga nada. A lista de Stuart Broomer também não está nada mal. Afinal, para que é que interessava a minha?

 
 

Pharoah Sanders - Journey to the One

1. Greetings To Idris; 2. Doktor Pitt; 3. Kazuko (Peace Child); 4. After The Rain; 5. Soledad; 6. You've Got To Have Freedom; 7. Yemenja; 8. Easy To Remember; 9. Think About The One; 10. Bedria.

Pela rede chegou-me a edição japonesa deste Pharoah Sanders tardio, Journey To The One, duplo LP publicado pela Theresa, pequena editora independente de S. Francisco. Com tardio quero dizer de 1980, isto é, cronologicamente longe do período final de Coltrane e do pós coltraneanismo partilhado com Alice, mas musical e espiritualmente próximo do Pai. Sanders, que segundo Albert Ayler, o Holy Ghost, ocupava o lugar do Filho dessa trindade. Quem não se pela por voltar a ouvir After the Rain, de J. C., Greetings To Idris e outras preciosidades que preservam intacto o espírito e a forma dos anos Impulse!, executados por um grupo alargado de músicos que gravaram com Pharoah Sanders no Automatt and Bear West Studios, em S. Francisco, Califórnia, de que destacaria Eddie Henderson (flugelhorn); John Hicks e Joe Bonner (piano); Paul Arslanian e Bedria Sanders (harmónio); Ray Drummond e Joy Julks (contrabaixo); Idris Muhammad e Randy Merritt (bateria); Phil Ford (tabla); e Babatunde (shekere, congas).

Pharoah Sanders

 
 




Morton Feldman, String Quartet (1979), pelo Ives Ensemble. Acaba de sair na Hat [Now] Art. The string quartet has a special place in classical music, second in importance among ensembles only to the orchestra.The string quartet repertoire is rich, ranging from the 18th and 19th century Classicists and Romantics—Haydn, Mozart, Beethoven, and Schubert most prominently—to Modernists of the past century—Bartok, Shostakovich, and Milhaud among the most prolific and respected. Even iconoclasts like Schönberg, Berg, Babbitt, and Carter confirmed a connection to the tradition and created works which adhered to the formal logic and dramatic ambience of those of their predecessors while incorporating their own compositional procedures. But there have been exceptions as well, extremist composers who rejected the genre outright, or distorted it beyond recognition. Morton Feldman fits into the latter category...or does he?Art Lange

 
21.12.07
 

O mestre austríaco Wolfgang Muthspiel em concerto de guitarra eléctrica solo, mais efeitos, gravado ao vivo nos estúdios da BBC. Esta semana, no Jazz on 3.

 
 

A movie by Yells At Eels

 
 
Grosse Abfhart, ou a Grande Partida, octeto formado por Serge Baghdassarians (electrónica), Boris Baltschun (electrónica), Chris Brown (piano, electrónica), Tom Djll (trompete), Matt Ingalls (clarinete), Tim Perkis (electrónica), Gino Robair (sintetizador analógico) e John Shiurba (guitarra), uns da familia Braxton (Shiurba, Robair, Ghost Trance Music); outros, parentela próxima. Com tanta electrónica a bordo deste zepellin carregado de hidrogénio, o risco de despenhamento e explosão era real, por causa da putativa interferência com os comandos de voo. Além disso, somando sintetizador e guitarra eléctrica, poder-se-ia pensar que Erstes Luftschiff zu Kalifornien (Creative Sources 065), título deste episódio associativo entre músicos alemães e californianos houvesse de resultar numa massa sonora compacta e de elevado volume, sem nuance nem detalhe. Suposição errada, pois nada nos movimentos do Luftschiff a caminho da Califórnia vai aos trambolhões, não há sheriff nem tiros para o ar. Os cinco desdobramentos da peça são duma rara ductilidade e subtileza em escala diminuta. Para se perceber o que se passa é necessário fazer um penetrante zoom auditivo e estar atento ao mínimo sinal, porque a movimentação é quase imperceptível. Por vezes, mal se dá pelos sinais vitais, a música quase perde o pulso; noutras, como é o caso de Interkontinentale Luftshiffhart, crescem estalagmites de piano e guitarra em direcção ao espaço sideral, intervaladas por silêncios ameaçadores. Aos poucos, as formas começam a revelar-se a partir da quase ausência de som. Por cima do sussurro, camada fina de electrónica, crescente marulhar das ondas, reconhece-se um silvo de clarinete, um restolhar de trompete, o lento gotejar do piano. Parece que nada se passa mas a tensão está lá, presente ou eminente. Quando a Europa se encontra com a Bay Area de S. Francisco tudo pode acontecer, e desta vez aconteceu magia. Há vida e música com ideias nesta estimulante perspectiva de um novo Summer of Love euro-americano.



 
20.12.07
 

Sonatas para piano de grandes compositores russos da primeira metade do Séc. XX, Scriabin, Prokofiev e Shostakovich. Só faltam Rachmaninov e Stravinsky para a festa ser mesmo integral.

 
19.12.07
 

Quinta 20, 22h30 - Associação Bacalhoeiro, Lisboa
VARIABLE GEOMETRY ORCHESTRA
'Um evento com muitos músicos a sonorizar os dois andares do Bacalhoeiro'
http://variablegeometryorchestra.wordpress.com/

 
 

Já se anuncia o 25e Festival International de Musique Actuelle de Victoriaville, de 15 a 19 de Maio de 2008. Este ano com duas cabeças de cartaz: Art Bears “Songbook” world premiere, com Chris Cutler, Julia Eisenberg, Carla Kihlstedt, Zeena Parkins, Kristin Slipp e Fred Frith; e John Zorn “The Dreamers”, com Cyro Baptista, Joey Baron, Trevor Dunn, Marc Ribot, Jamie Saft, Kenny Wollensen e John Zorn.

 
 

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À semelhança da festa que fizemos no #211 da AVENIDA, com 13 concertos, em 13 salas numa sexta-feira 13, irá haver 21 concertos - não em 21 salas – de um grupo de gente que vai tornando a tuga um sítio incrível para se presenciar música contemporânea, medido em que escala seja (ainda para mais em véspera de solstício). As portas abrem às 21h e o som arranca às 21h30, logo com três concertos - Phoebus e p.ma, Osso Exótico com Francisco Tropa e Heatsick, pelo que atrasar é mesmo desperdiçar. Mais, para quem não está numa de jantar a correr para chegar a horas, a Comida do Povo vai fazer também refeições a 5€ (cous cous vegetariano e brownies).
Um bom Natal para vocês. 2008 vai ser bonito.
Beijos e abraços,
Filho Único

 
18.12.07
 

Instal 2008 - Brave New Music. 15th to the 17th of February 2008.

INSTAL.... Glasgow, Escócia, 3 dias de festa em Fevereiro de 2008, de 15 a 17 - Brave New Music: A 3-day festival of experimental music, sound and performance. This year we've pulled in a clutch of artists to create a series of events that each explore different aspects of music that doesn’t quite fit any given category.

 
 
Há que tirar o chapéu a Andrew Drury por este disco de percussão solo. O que mais admiro na arte deste percussionista de Brooklyn, Nova Iorque, em particular neste Renditions – Solos 2004-2007 é a capacidade de evocar toda a sorte de sons naturais ou culturais, da natureza ou industriais, pessoas a respirar ou máquinas a trabalhar, sons orgânicos a imitar electrónicos. Todas as superfícies são percutíveis, além das folhas de serra, berlindes em caixas, peles, contentores de plástico e metal, quase sempre metal contra metal. Com uma panóplia de instrumentos e artefactos, Drury faz soar granizo em chapa de zinco, putos na rua a rodar com arcos e gancheta, um desporto que já não se vê praticar, eléctricos a deslizar sobre carris, carros que passam ao longe numa auto-estrada, aviões, pássaros, ondas no mar, insectos, o que se quiser, basta encostar o ouvido à percussão, deixar-se conduzir e imaginar outras fontes, outros sons. Andrew Drury, artista completo, tanto debica na pop, como no klezmer ou na new music, toca nas ruas e nos estúdios, partilha palcos e festivais na América e na Europa com artistas tão diferentes e poli-facetados como Myra Melford, Mark Dresser, Briggan Krauss, Jack Wright, Michel Doneda, Mazen Kerbaj, Jason Kao Hwang, Wade Matthews, Reuben Radding e de tantos mais, além de baterista de jazz (estudou com o grande Ed Blackwell) toca piano e trompete, e é também um compositor com ouvido culto e educado com queda para a melodia, ao mesmo tempo que trabalha em grupos fora do ambiente downtown de Nova Iorque. Este Renditions – Solos 2004-2007 (Creative Sources Recordings, 2007), irresistivelmente áspero e complexo, arrepiante nas suas fricções metálicas e bruscas explosões de ruído, é um disco arriscado, mesmo dentro do contexto mais “natural” num músico com as características de Andrew Drury.

 
 

I am happy to share the exciting news that Sky Blue received two Grammy nominations, one for Best Large Jazz Ensemble and one for Best Instrumental Composition (Cerulean Skies)! We couldn't have done it without the help and support of all the participants, especially the ArtistShare Gold, Silver, Bronze and Executive Producer Participants. Most of all, I feel so happy to share this honor with all these incredible musicians represented on this recording who brought life to the music each in their own very personal way, with our amazing engineer, Joe Ferla, all the assistants who contributed to this recording, and Ryan Truesdell, my wonderful co-producer and mainstay of support.
I can't thank you all enough and I share this wonderful achievement with all of you who each helped make it happen.

Most Sincerely,
Maria Schneider

 
17.12.07
 
Dennis González Yells At Eels - Hymn for Julius Hemphill



Yells At Eels
with guests Tim Green on tenor sax and Scott Bucklin on piano play the song that's been in Dennis González's repertoire for 16 years, live at St. Paul United Methodist Church on Tuesday, December 11, 2007.

 
16.12.07
 

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Frank Denyer - Music for Shakuhachi (Another Timbre)

 
 

Ao jantar...THE FISH...Live at Olympic Café & Jazz à Mulhouse, numa reprise da tremenda malha da Ayler Records (2007), com Jean-Luc Guionnet (saxofone alto), Benjamin Duboc (contrabaixo) e Edward Perraud (bateria). À sobremesa, THE RETURN OF THE NEW THING, com os mesmos Perraud e Guionnet, mais Dan Warburton e François Fuchs. Jantar animado. Ausência de corpo / Presença de alma / Num mundo futuro / Sem fronteiras...

 
 

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Clear or Cloudy: gravações de György Ligeti na Deutsche Grammophon

Disc 1:
Sonata for Solo Cello--Matt Haimovitz, cello;
Six Bagatelles for Wind Quintet--Members of the Chamber Orchestra of Europe;
String Quartet no. 1 "Métamorphoses nocturnes"--Hagen Quartet;
Ten Pieces for Wind Quintet--Vienna Brass Soloists;
String Quartet No. 2--LaSalle Quartet

Disc 2:
Atmosphères for large orchestra--Vienna Philharmonic, Claudio Abbado;
Volumina for organ--Gerd Zacher, organ;
Lux aeterna for 16 voices--Choir of North German Radio Hamburg;
Organ Study no. 1 "Harmonies"--Gerd Zacher, organ;
Lontano for orchestra--Vienna Philharmonic, Claudio Abbado;*
Ramifications for strings--Ensemble Intercontemporain, Pierre Boulez;
Melodien for Orchestra--London Sinfonietta, David Atherton

Disc 3:
Aventures--Ensemble Intercontemporain, Pierre Boulez; Nouvelles
Aventures--Ensemble Intercontemporain, Pierre Boulez;
Cello Concerto--Jean-Guihen Queyras, cello; Ensemble Intercontemporain, Pierre Boulez;
Chamber Concerto--Ensemble Intercontemporain, Pierre Boulez;
Mysteries of the Macabre--Hakan Hardenberger, trumpet;
Double Concerto for Flute and Oboe--Members of the Chamber Orchestra of Europe

Disc 4:
The Big Turtle Fanfare from the South China Sea--Alfons & Aloys Kontarsky, pianos;
Monument-Self-portrait-Movement--Alfons & Aloys Kontarsky, pianos;
Piano Study no. 2 "Cordes à vide"--Gianluca Cascioli, piano;
Piano Study no. 4 "Fanfares" Gianluca Cascioli, piano;
Piano Concerto--Pierre-Laurent Aimard, piano;
Violin Concerto--Saschko Gawriloff, violin; E. Intercontemporain, Pierre Boulez


 
 

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Fora de tops 10 e outras brincadeiras, um dos melhores discos que ouvi em 2007 foi este The Perfume Comes Before the Flower, do Alípio C Neto Quartet. Em outubro passado opinei assim: 'Alguns discos (Whishful Thinking, Snug as a Gun…) e vários grupos depois (Wishful Thinking, IMI Kollektief e DIGGIN’), a certa altura percebia-se que devia estar prestes a nascer o opus magnum da ainda breve carreira discográfica de Alípio Carvalho Neto. E aí está, The Perfume Comes Before the Flower, disco de 2007 (Clean Feed), nascido para o mundo com a força das coisas ingentes e com a urgência de afirmar um som maduro, articulado e processado através de uma linguagem musical moderna e com ideias assertivas, algo que poucos improvisadores, do jazz e de fora dele, podem reclamar para si com inteira propriedade. The Perfume Comes Before the Flower é fruto de decisões claras (e clarividentes), de muita prática quotidiana, estudo, trabalho e meditação. E talento. Que aqui existe a rodos, visto que para além do saxofonista, participam no quarteto americano de Alípio C Neto, quatro dos melhores improvisadores da actualidade, de Nova Iorque e de todo o mundo: o trompetista Herb Robertson, o contrabaixista Ken Filiano, e o baterista Michael T. A. Thompson, creditando-se do tubista californiano Ben Stapp em três das cinco faixas do disco (1. the perfume comes before - early news; 2. the will – nissarana; 3. the flower – aboio; 4. the pure experience – sertão; 5. la réalité - dancing cosmologies). Pessoalmente, tive o privilégio de ter escutado este disco ainda em cru, acabado de chegar de Nova Iorque onde tinha sido gravado. De imediato me impressionou a força do quarteto, a concentração expositiva e o bem tricotado das composições, propositadamente flexíveis nas juntas para deixar entrar e sair a torrente da improvisação. Sou de há anos um apreciador do som de saxofone tenor de Alípio. Gosto das suas tonalidades quentes, “tropicais sem serem tropicalistas”, como disse um dia em entrevista, das arestas por limar, do poder do som cru, que se dá tão bem no desenho de uma melodia – e Alípio sabe escrever uma melodia! – como no reforço das complexas estruturas harmónicas, ou nos solos, reveladores de aromas e essências intemporais, património genético onde reconheço vestígios de Frank Lowe, Pharoah Sanders ou John Gilmore. Difícil, se não mesmo impossível, se torna fazer sobressair individualidades do seio da banda, unidade perfeita na diversidade que encerra, que assim se mostra nos tempos de entrada e de saída, fulminante no ataque, sem medo de arriscar tudo na improvisação, na garra com que se atiram à luta, na atitude criativa, solidez, balanço, variação dinâmica, com o à vontade próprio duma working band muito rodada (que não teve tempo nem propósito de o ser, pois foi chegar, mostrar as composições, trocar uma ideias e gravar), cujos processos criativos flúem com assinalável eficácia e naturalidade. Que dizer, que ainda não tivesse sido dito, sobre o sopro luminoso e coruscante de Herb Roberston; a fantasia e a precisão de Ken Filiano, no pizicatto como no arco; a espessura e a densidade da tuba de Ben Stapp, o drumming incomparável de T. A. Thompson... O drive colectivo é potente e descontraído, cheio de manha e sabedoria, particularmente assinalável quando os quatro (ou cinco) se lançam declive abaixo, velocidade nas curvas apertadas e nas rampas sinuosas, para, chegados ao fundo, descomprimir e iniciar nova subida até ao cume mais alto, ficando-se sem saber se o perfume chega antes da flor, como o título sugere, ou se é a flor, que viçosa, nasce primeiro e exala esta irresistível fragrância. O que importa é que, chegado o termo da jornada, apetece aspirar de novo e partir para outra aventura nesta fantástica montanha russa de sons, cores e aromas. Melhor que tudo é ouvir e deixar-se maravilhar e comover ante tamanha “oferta”. Dito isto, The Perfume Comes Before the Flower é um disco muito bom, de intenso prazer físico e emocional". - Dedicado a Filipa (Ana Filipa Pimentel).


ACN

 
 

Em boa hora a ESP-Disk descobriu e editou o registo radiofónico de um concerto de 1966 do trompetista Don Cherry (1936-1995) com Gato Barbieri (saxofone tenor), Karl Berger (vibrafone), Bo Stief (contrabaixo) e Aldo Romano (bateria). Neste encontro histórico o estilo de Cherry descende na linha recta do quarteto de Ornette Coleman, de que o trompetista tinha feito parte até 1962, ainda a dar os primeiros passos na carreira a solo que viria a desenvolver até ao fim dos seus dias por cá. LIVE AT CAFÉ MONTMARTRE 1966, gravado logo a seguir à saída de Complete Communion – obra-prima editada no final de 1965, documento essencial para se entender o jazz daquela década, e que constituiu a estreia de Cherry como líder – já apresenta um esboço do que viria a ser o seu trabalho nos anos subsequentes, nas áreas do free e do world jazz. Nessa actividade de permutação do jazz com a música de outras culturas, africana e asiática, sobretudo, Don Cherry é justamente considerado um pioneiro. Voltando a Live at Café Montmartre 1966, os cinco temas em formato de suite ou meddley (Cocktail Piece; Neopolitan Suite: Dios e Diablo; Complete Communion; Free Improvisation: Music Now e Cocktail Piece - end), gravados ao vivo no afamado clube de Copenhaga, Dinamarca, local que Cherry conhecera antes com Albert Ayler, os New York Contemporary Five e com Sonny Rollins, partem invariavelmente de frases curtas, que se desenvolvem com muita animação em movimentações rápidas de inesgotável energia. Gato Barbieri é o mais atrevido em cena, o que é natural, pois tinha feito parte da gravação de Complete Communion meses antes, e assume papel de relevo condução do trio reunido na Europa de propósito para esta festa.

 
 

Foi editado ontem, 15 de Dezembro, e é provavelmente o monumento do ano que está acabar: a Transparency editou uma caixa com 28 discos, onze concertos integrais, mais de 26 horas de música, retiradas da residência que Sun Ra realizou no Detroit Jazz Center em 1980. Já tinha ouvido cochichar sobre o que me pareceu possível embora pouco provável, mas o certo é que é mesmo verdade. The Complete Detroit Jazz Center Residency, de que já havida sido publicado Beyond The Purple Star Zone, inclui sobretudo inéditos e é vintage Sun Ra com a Omniverse Jet-Set Arkestra, daquele que é para muito boa gente o melhor período do mestre, toda a década de 70, em particular os últimos anos. Sun Ra em órgão, sintetizador e piano, Marshall Allen e John Gilmore, saxofones; Michael Ray e Walter Miller, trompetes; June Tyson, voz e dança; Tony Bethel, trombone, Vincent Chancey, trompa; Danny Thompson, contrabaixo e flauta; James Jacson, fagote; Skeeter McFarland e Taylor Richardson, guitarras; Richard Williams, contrabaixo; e Luqman Ali, bateria. A edição é de 400 exemplares, numerados. Recebi hoje um e-mail a informar que na ReR Megacorp está anunciado em pré-encomenda por £45. Na Downtown Music Gallery vale $85.

Sun Ra,Beyond The Purple Star Zone,UK,LP RECORD,361728

Sun Ra and his Omniverse Jet-Set Arkestra

 
 

EKYU #1 [insub22]

Christophe Berthet: saxofone alto; Cyril Bondi: bateria e percussão; Christian Graf: guitarra, loops; Raphaël Ortis: baixo. Honesto e bem feito. EKYU est un quartet qui aime intégrer, détourner ou transmuter quantités de langages musicaux actuels afin d’en proposer des lectures résolument personnelles d’où émergent des conversations musicales multiformes.Les musiciens qui constituent ce 4tet sont des improvisateurs et compositeurs reconnus, habiles à modifier ou redessiner les frontières entre matériau écrit ou matériau improvisé, ou tout simplement à saisir l’instant musical.

 
 

[FrankMorgan.jpg]

Frank Morgan, o saxofonista do som macio e elegante, morreu há dias. Discretamente, como o foi durante os quase 74 anos de vida. RIP.

 
 

John Stevens - Freebop (Affinity Records, 1982)

1. Blue Line; 2. Rhythm Is; 3. Take Care; 4. Okko; 5. Kook

Gordon Beck, piano; Jeff Clyne, contrabaixo; Jon Corbett, trompete; Pete King, saxofone alto; Paul Rutherford, trombone; John Stevens, bateria. Gravação ao vivo no South Hill Park Arts Centre, Bracknell Jazz Festival, em 3 de Julho de 1982.

 
 

LAMPO

 
14.12.07
 

É hoje! Já esteve prometido, foi falso alarme, mas agora é mesmo de vez. Esta noite, às 23 badaladas e meia do Big Ben, sobe ao palco do Jazz on 3, BBC Radio 3, Simon H. Fell, cinco anos depois de lhe ter sido encomendada uma obra pela estação britânica. Trata-se de Composition No. 75: Positions & Descriptions, peça estreada este ano no Huddersfield Contemporary Music Festival, com Simon H. Fell a dirigir um ensemble alargado, composto por Chris Batchelor, Steve Beresford, Tim Berne, Joby Burgess, Rhodri Davies, Jim Denley, Phillip Joseph, Joe Morris, Damien Royannais, Clark Rundell, Mark Sanders, Andrew Sparling, Philip Thomas, Mifune Tsuji e Alex Ward – numa peça definida como indo “de Mahler ao tango via Xenakis e Ellington". É essa actuação que a BBC transmite durante a semana, de 6ª a 6ª, no Jazz on 3.

 
 

Eddie Prévost entrevistado por Nic Jones para a All About Jazz: Out On The Free

 
 

SERRALVES: JORNADAS NOVA MÚSICA - 10 ANOS
14 Dez - 15 Dez 2007 - AUDITÓRIO


No fim-de-semana de 14 e 15 de Dezembro, a Arte no Tempo apresenta no Auditório de Serralves um conjunto de actividades com que comemora o 10º aniversário da primeira edição das Jornadas Nova Música (Aveiro, 1997).
Revivendo o espírito de um espaço de partilha por onde passaram nomes como Emmanuel Nunes, Salvatore Sciarrino, Philippe Hurel, Beat Furrer, Pascal Gallois, Christophe Desjardins e Edwin Roxburgh, mas também dezenas de jovens estudantes que hoje trabalham como profissionais na área da música, surge um evento em que é precisamente a geração “Nova Música” que está agora em destaque.
Mantém-se a vontade de fazer e partilhar música, de reflectir e discutir, de ouvir os mais jovens e estudantes, de cuidar com rigor o terreno fértil da criação, interpretação e divulgação.
Um breve programa que junta música instrumental, electroacústica, improvisação e electrónica em tempo real, num jogo contrastante de linguagens e estéticas variadas, é a proposta de um grupo de jovens músicos oriundos de Portugal, Alemanha, Espanha e Áustria, a que se associa uma modesta homenagem a um dos maiores vultos da música ocidental: Karlheinz Stockhausen (22.08.1928 – 05.12.2007).

Sexta-feira, 14 de Dezembro
22:00 - Concerto 1: Endphase (entrada 5 €, preço único)

Sábado, 15 de Dezembro
14:00 - workshop pelo Endphase* [Casa da Música]

17:00 - mesa-redonda com compositores (entrada gratuita)
[L. A. Pena, R. Ribeiro, J. M. Pais, T. Cutileiro; moder. D. Ferreira]

19:00 – Concerto 2: electroacústica (entrada gratuita)
[peças de R. Torres, G. Gato, J. Kreidler, J. Reis, A. Bernal, J. Chowning]

22:00 – Concerto 3: solistas (entrada 5 €, preço único)
[obras de J. M. Pais / j. chippewa, L. A. Pena, T. Cutileiro, K. Stockhausen, R. Ribeiro;
intérpretes: V. Pereira, flauta; B. Graça e H. Gonçalves, clarinete; W. Zamastil, violoncelo]

 
13.12.07
 

Saudades de Ari Brown como líder, e daquele som especial da escola free AACM que o tornou um caso à parte nos saxofonistas de Chicago, pela ferscura que trouxe a uma tradição com mais de 40 anos? É natural, pois há já anos que Brown não marcava posição de comando. Onze anos depois de Ultimate Frontier, e 9 depois de Venus, ambos na Delmark, pondo termo a um exílio forçado ou voluntário, eis que volta à dianteira com Live at Green Mill (Delmak 577), gravado no clube homónimo de Chicago, onde Ari Brown (saxofones tenor, soprano e flauta) actuou durante duas noites de Junho passado, à frente de um grupo composto pelo trompetista Pharez Whitted, Kirk Brown no piano, Yosef Ben Israel, contrabaixo, Avreeayl Ra, bateria, e o enigmático Dr. Cuz, em percussão. Delmark, claro.

 
 

A não perder, os quartetos de cordas de Dmitri Shostakovich (1906-1975), pelo Rubio Quartet. A caixa da holandesa Brilliant Classics, Complete String Quartets, que inclui a totalidade dos 15 quartetos escritos pelo compositor russo entre 1935 e 1974, foi reposta à venda, e é uma pechincha. Custou-me € 17 e picos, mas ainda se pode encontrar mais barata na net. A leitura do belga Rubio String Quartet (Dirk Van de Velde, Dirk Van den Hauwe, Marc Sonnaert e Peter Devos), de 2003, gravada ao vivo numa igreja, em Mullem, Bélgica, entre Abril e Setembro de 2002, vem somar-se às versões anteriores, mais ou menos conhecidas, de outros quartetos que se abalançaram à integral, como o Borodin Quartet, o St. Petersburg String Quartet, Quatuor Danel, Fitzwilliam String Quartet, Shostakovich Quartet, Rasumovsky Quartet, Sorrel Quartet, Manhattan Quartet ou o Emerson String Quartet.

The Rubio String Quartet is one of the preeminent string quartets in Europe. Formed in 1991, the quartet wascoached in the great classical and romantic repertoire by the Melos Quartet from Stuttgart. Today they play the full range of the string quartet repertoire from Haydn to Alfred Schnittke and Stephen Paulus. Natives of Belgium, they have hadseveral Flemish composers dedicate works to them. The quartet is regularly invited to play at major music festivals, such as the Edinburgh Festival and the Festival of Flanders. In 1996 they gave concerts in the United States and China as “cultural ambassadors” of the Flemish Community. In November 1997 they made their New York debut at CarnegieHall. The Rubio’s discography includes nine CDs, including the string quartets of Shostakovich for the Globe label, and a recording of piano quintets by Schumann and Brahms with the Dutch pianist Paul Komen. A live recording of the complete Shostakovich quartets was released on Brilliant Records in January 2003.

 
 
Michael Vorfeld e Wolfgang Schliemann, Alle Neune: Rheinländer Partie. À partida, a proposta constitui um desafio arriscado: conceber e executar uma obra de música improvisada, criada instantaneamente, por dois músicos, com recurso exclusivo a instrumentos e objectos de percussão. Michael Vorfeld e Wolfgang Schliemann, são dois destacados improvisadores germânicos com trabalho de décadas como percussionistas e artistas sonoros. Para ambos, os aspectos visuais e a formulação tridimensional da concepção acústica assumem papel de primazia na organização do som, de características puramente acústicas, muito para lá de noções tradicionais como a marcação do tempo. O duo aplica-se na definição de uma linguagem própria, processo de depuração que passa por um especial cuidado em colocar o material sonoro em pontos-chave de silêncio, com atenção ao mínimo detalhe. O desafio no imediato é perceber onde iniciar e terminar os eventos sonoros, como ligar pontas e segmentos, que duração permitir, que escolhas realizar a partir de um leque de opções bastante alargado – tudo questões a que o duo responde segundo a segundo, com eficiência, proporção e equilíbrio. A estrutura global da obra é, assim, pensada em função do átomo de som, base a partir da qual se ergue e é posta em equilíbrio cinético. Os ambientes por que optam favorecem o uso exclusivo de elementos percussivos, que, sendo absolutamente estáticos, provocam no ouvinte uma sensação ilusória de movimento e progressão constantes. Imprevisível na forma como nascem e nas direcções que tomam, os sons têm origem no uso de técnicas instrumentais extensivas sobre artefactos feitos de pele, madeira, metal ou cordas, que são batidos, afagados, esfregados e arranhados, formam um amplo conjunto de texturas organizadas com sentido orquestral, variada nas cores e nas formas electrizantes, de fonte tantas vezes insuspeita – por vezes parecem produzidos electronicamente – resultando nas atmosferas únicas emergentes dos nove temas de Alle Neune: Rheinländer Partie. Um grande disco de música improvisada experimental. Edição da portuguesa Creative Sources Recordings.

 
 
VGO em Braço de Prata

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Disco recente do guitarrista americano Bruce Eisenbeil, Inner Constellation (Volume One), na NEMU Records. Com Bruce Eisenbeil (guitarra acústica e eléctrica), Jean Cook (violino), Nate Wooley (trompete), Aaron Ali Shaikh (saxofone alto), Tom Abbs (contrabaixo) e Nasheet Waits (bateria). Em 2001, Bruce Eisenbeil, Jean Cook e Aaron Ali Sheik passaram uma temporada a tocar num ensemble dirigido por Cecil Taylor. Essa passagem pelas hostes de Taylor levou Eisenbeil a interessar-me particularmente pelo trabalho que o grupo de Taylor desenvolveu a partir de 1970, com Jimmy Lyons, Raphé Malik, Ramsey Ameen, Sirone e Ronald Shannon Jackson. Foi este o modelo organizacional que o guitarrista pretendeu adoptar para a explanação da sua música, seguindo inclusivamente o mesmo tipo de instrumentação, com a excepção do piano, substituído pela guitarra eléctrica. “Pensei que seria interessante observar a forma como os outros instrumentos podem servir para iluminar as cores da guitarra”, escreveu Bruce Eisenbeil nas notas à edição de Inner Constellation. Para tanto, reuniu o sexteto e desenhou um plano em que os sons foram pensados como se fossem estrelas duma imensa constelação. Tal como as estrelas, os sons, mantendo a sua posição fixa no firmamento, estabelecem entre si diferentes relações de altura, duração, intensidade e timbre, permitindo conectar pontos luminosos e desenhar figuras geométricas ou outro tipo de imagens sugestivas. A música levou dois anos a ser escrita. Seguiram-se cinco meses de trabalho prático, antes de o grupo ir para estúdio. A estratégia de Bruce Eisenbeil para a construção de Inner Constellation, estruturado como uma suite em 27 partes, com a duração total de 47 minutos, foi gizada do seguinte modo: a cada ciclo de música escrita, com enunciação do tema e desenvolvimento colectivo, segue-se a improvisação a cargo de um instrumentista, a quem é dada plena liberdade para criar dentro do enquadramento previamente definido.
Inner Constellation não tem nada de clonização do passado, seja ele de Cecil Taylor ou de qualquer outra grande marca do jazz de outros tempo. Estilisticamente, Bruce Eisenbeil posiciona-se algures entre Derek Bailey e Joe Morris. No modo rápido, ágil e sinuoso como desenvolve as frases melódicas lembra um pouco a maneira de Ornette Coleman. Eisenbeil tem voz própria e trabalho feito e publicado ao longo de uma ainda relativamente breve carreira como líder, iniciada no final da década de 90 com Nine Wings (1997), a que se seguiram Mural (1999), Opium (2001) e Ashes (2002). Antes disso, estudou com grandes mestres, como Joe Pass e Dennis Sandole (também professor de John Coltrane e de Pat Martino) e tocou em variadas formações dirigidas por nomes como Milford Graves, Andrew Cyrille, David Murray, William Parker, Ellery Eskelin ou Gregg Bendian. A preencher o restante o tempo útil, o disco inclui três pequenas peças (Rain in the Face, Cues to the Vagabond e Receding Storm) que não diferem muito das precedentes e bem podiam integrar a suite. Tal como no corpo principal, as progressões são desenvolvidas em plano horizontal, cruzadas pela marcação vertical dos acordes, como texturas estratificadas que facilitam a expressão individual. Do mesmo modo, os riffs de guitarra eléctrica sobrepõem-se ocasionalmente à massa estratificada de texturas sonoras, que ora atingem o limite da saturação, ora se tornam tão finas e planas que quase se desintegram. Exemplo perene de como as secções escritas e improvisadas se imbricam de forma flexível e homogénea. Jazz progressivo fora do comum, Inner Constellation é dos que exige atenção concentrada para melhor fruição.

 
11.12.07
 

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O espectáculo que o grupo WORDSONG vai apresentar no CCB, dia 21 de Dezembro, é na sua essência transdisciplinar combinando a música e o vídeo em volta das palavras de Al Berto e de Fernando Pessoa. A linguagem musical algo inovadora, interpretando as palavras dos poetas com total liberdade criativa, recriando imagens e manipulando linguagens, transpõe para este trabalho uma interessante e original visão do imaginário induzido pelos poemas destesgrandes vultos da poesia contemporânea Portuguesa. Neste espectáculo, que se quer único e irrepetível, os Wordsong convidam alguns dos mais criativos e interessantes músicos e artistas portugueses e contemporâneos a colaborar na criação de ambientes musicais, visuais e cenográficos, que possam permitir outras leituras.

 
 

Sou um admirador confesso do trabalho do Gruppo D'Improvvisazione 'Nuova Consonanza', do famoso Ennio Morricone, e também de Giovanni Piazza, Mario Bertoncini, Gualtiero Branchi, Francesco Evangelisti, Egisto Macchi e Jesus Villa Rojo. Então não é que foi reeditado o disco homónimo de 1975, Nuova Consonanza, o último e famoso disco editado na Cinevox – era eu puto – que a malta mais velha procurava encontrar lá fora, nas viagens a Londres ou a Paris. Dois dos quatro temas (Eflot e Soup) já se podiam encontrar em CD, numa compilação da Edition RZ. Os outros dois (Settimino e Scratch) nunca antes haviam sido publicados em CD, o que torna esta re/edição qualquer coisa de particularmente interessante para os melómanos inveterados. Agora, que o então trompetista Ennio Morricone é uma estrela planetária à conta das bandas sonoras de que toda a gente conhece ao menos uma (convém prevenir que o Nuova Consonanza quase nada, ou mesmo nada, tem que ver com a música para filmes do mais conhecido dos seus membros), pode ser que este grupo tão importante no que foi a música improvisada europeia das décadas de 60 e 70 (o Gruppo foi fundado em 1965 por Franco Evangelisti), possa ter ao menos um pouco mais de audiência, uma vez que, além da relevância histórica, mantém intacta muita da frescura que então o caracterizava. Reedição da Bella Casa Music.

 
 
12 de Dezembro, 22h00
European Movement Jazz Orchestra

Concerto Comemorativo do 6º Aniversário da Elevação do Centro Histórico de Guimarães a Património Cultural da Humanidade
Câmara Municipal de Guimarães / Ministério da Cultura – GPEARI


EUROPEAN MOVEMENT ORCHESTRA
Grande Auditório do CCVF

A European Movement Orchestra-EMJO integra jovens músicos alemães, eslovenos e portugueses, e pretende dar a conhecer a grande vitalidade de que goza o jazz europeu actual. Durante a itinerância portuguesa realizar-se-ão concertos em Guimarães, Coimbra, Porto, Faro e Lisboa. Zé Eduardo assume a função de maestro deste colectivo, que dá a conhecer composições inéditas de Paulo Gomes, Andreia Pinto Correia, Paulo Perfeito, Claus Nymark e Matthias Schriefl.

Kristina Brodersen - 1º sax alto; Jaka Kopac - 2º sax alto; Jure Pukl - 1º sax tenor; Phillip Gropper - 2º sax tenor; Elmano Coelho - sax barítono; Lars Arens - 1º trombone; Paulo Perfeito - 2º trombone; Jorn Markussen-Wulf - 3º trombone; Rui Bandeira - 4º trombone; Matthias Schriefl - 1º trompete; Alexander Hartmann - 2º trompete; Igor Matkovic - 3º trompete; Susana S. Silva - 4º trompete; Kaja Draksler - piano; Sacha Henkel - guitarra; Robert Jukic - contrabaixo; André Carvalho - contrabaixo; Tobias Backhaus - bateria; Maria João Mendes, voz; Zé Eduardo, direcção.

Organização: Câmara Municipal de Guimarães e Ministério da Cultura – Gabinete do Planeamento, Estratégia, Avaliação, e Relações Internacionais - GPEARI, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia.

 
 

One Night in Burmantofts: os temíveis Alan Wilkinson e Peter Brötzmann (saxofones), apoiados por Simon H. Fell (contrabaixo) e Wlli Kellers (bateria), na londrina Bo'Weavil Recordings.

A long overdue meeting of two of the titans of the saxophone. Alan Wilkinson (alto, Baritone & Voice) and Peter Brotzmann (clarinet, tarogato & tenor) together with Willi Kellers (drums) and Simon H. Fell (bass) blow up one hell of a storm. The individuals on this recording consciously commit, putting themselves 'out there', over the edge. The energy, the electricity, generated by saxophonists Wilkinson and Brötzmann, is a result of their fearless approach to the precipice and their willingness to stare, unblinking, into the abyss. And yet while this music, free jazz, improv, call it what you will, exists at the boundary of our cultural existence, it echoes the sounds first identified as jazz, back at the birth pangs of the modern age. It is the commitment to a collective sound devoid of ego with the fearless individual, that makes this music extraordinary, that provides the moments of almost spiritual communion.

 
10.12.07
 
Aqui para nós, Bob Marsh tem um fraquinho pelo sinistro. Já se percebeu há uns anos que aquilo que o encanta são os ambientes soturnos e tétricos, no limiar da violência psicológica, digamos assim. Eis de novo uma oportunidade de conhecer o lado negro de Marsh, num disco a solo na Public Eyesore Records, a que o compositor chama uma colecção de 'rantings, ravings, sermons, scenes, little operas and whatever they might be'. O que quer que seja, é essa mesmo a expressão-chave, embora seja estulto tentar encontrar um rótulo para classificar toda esta insana actividade musical. Do lado da instrumentação, em VIOVOX Bob regressa à boleia das cordas do violino e do violoncelo, electrónica caseira, loops alucinogéneos (via Boss Looper Station) e uma quantidade de outras coisas inidentificáveis, por entre percussão e voz processada através de maquinaria apropriada (Boss Harmonizer), com registo final e mistura em minidisc. E aí está ele, a criar um alter ego que regressa ao mundo dos vivos proveniente das profundezas do inferno mais distante, ainda envolto em chamas, a voz embargada de emoção electrónica, emergindo de uma torrente de sons espiralados, visões alucinadas de uma mente perturbada, que encarna espíritos ancestrais (que digo eu?) e comunica por sons e palavras ou por quase-palavras, sugeridas ou parcialmente enunciadas. “Preencham o que faltar”, sugere o autor nas notas que escreveu para o disco. Bob Marsh, artista experimentalista de Richmond, Califórnia, passou-se desta vez? Não, tem sido sempre assim. Para uns, tem falta de juízo; para outros, também, mas o que produz entre refeições à base de cogumelos mágicos é musicalmente relevante. Enquadro-me nesta segunda categoria. Para perceber a ligeira nuance, basta ouvir o projecto do ano passado, DOCTOR BOB, com David Michalak, ou LUGGAGE, com Theresa Wong e Bryan Eubank, para se ter uma ideia do que pode acontecer se se apanhar o sol da Califórnia em “certas e determinadas” quantidades na moleirinha. Voltando à música, a esmagadora maioria das pessoas que conheço detestariam esta sucessão de lengalengas completamente fora deste mundo a que estamos habituados, tenho um dedo que adivinha, mas também Bob Marsh não faz música a pensar nessa gente toda.

 
 
Burning Cloud (FMP CD77) com Butch Morris, corneta; Lê Quan Ninh, percussão; e J.A. Deane, trombone, flauta e electrónica. Gravado extra-programa numa daquelas sessões que decorrem a latere do evento principal, neste caso, do festival Total Music Meeting, de Berlim, edição de 1993 de um grande acontecimento que se realiza desde 1968. Os três movimentos do disco, Ozone Burning Red (19'16); Ozone Burning Blue (18'27); e Ozone Burning Yellow (16'48), vêm creditados a favor do trompetista como tendo sido por ele compostos. Porém, a sensação que se tem é que a acepção aqui usada será talvez a da conduction, que Lawrence D. “Butch” Morris habitualmente pratica em directo, orientando os músicos através de um sinalética particular por si inventada para conduzir o set, que, neste caso, mais parece totalmente improvisado. A verdade é que não se consegue distinguir um único movimento pré-delineado, um qualquer indício que possa fazer pensar numa escrita anterior ao momento da criação. O que há é um sábio uso do tempo, uma hábil acomodação espacial, e a mais eficiente gestão das oportunidades de entrada e saída dos membros do trio, aspectos que fazem supor uma mãozinha invisível, mas orientadora, de Morris, a puxar pelo melhor dos companheiros. Lê Quan Ninh, percute tudo o que lhe vem à mão, desde que acrescente valor à incrível variedade de sons que produz (inesquecível, o recital de percussão solo que deu no Jazz em Agosto, da Fundação Gulbenkian, em 2006), recursos que o franco-vietnamita aplica na criação das suas sinfonias de pele, madeira e metal (sobretudo este último, via folhas de metal, címbalos, sinos, placas afagadas com arco, gongs, etc.), num raro equilíbrio de texturas, timbres e intensa exploração dinâmica, que fazem de Ninh um dos maiores percussionistas improvisadores da actualidade. Nada do que é convencional e previsível no jazz tem a ver com a sua postura e atitude criativa. E os resultados fazem-se sentir. J.A. Deane adapta os circuitos electrónicos a esta particular situação de trio, privilegiando, a par do processamento sonoro em tempo real, a criação de drones, épicos sussurrados de ficção científica, criadores de drama e suspense. É nestes jogos de luz e sombra que assentam todos os impulsos sonoros, com interessante contrapeso no uso da flauta e do trombone em diálogo permanente com a corneta de Butch Morris, sem tiros para o ar nem exuberâncias exibicionistas, numa conseguida interligação entre as três fontes. Pelo-me por isto.

 
 

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08.12.07 VARIABLE GEOMETRY ORCHESTRA ernesto_rodrigues conduction; joão_camões viola; guilherme_rodrigues cello; johannes_krieger trumpet; pedro_portugal trumpet; eduardo_chagas trombone; gil_gonçalves tuba, euphonium; joão_viegas bass clarinet; jorge_lampreia flute, soprano saxophone; fernando_lyra soprano saxophone; alípio_c_neto tenor saxophone; abdul_moimême tenor saxophone; nuno_torres alto saxophone; lizuarte_borges alto saxophone; josé_pessoa alto saxophone; peter_bastiaan melodica; rodrigo_pinheiro piano; armando_pereira accordion; pedro_sousa electric guitar; guilherme_leal electric guitar; daniel_marques acoustic guitar; joão_silva electronics; travassos electronics; nuno_moita turntables; hernâni_faustino double bass; diogo_palma double bass; pedro_lopes percussion; monsieur_trinité selected objects; gabriel_ferrandini drums. – Livraria Ler Devagar (Foto: Rui Portugal)

 
8.12.07
 

THE CONVERGENCE QUARTET - Live In Oxford

Live In Oxford (FMR), THE CONVERGENCE QUARTET, disco de composições para quarteto de improvisação, com Taylor Ho Bynum (cornet, flugelhorn), Alexander Hawkins (piano, objectos), Dominic Lash (contrabaixo) e Harris Eisenstadt (bateria). Notas de Simon H. Fell ... Music isn't simply an escape from the complexities, ambiguities and misunderstandings of human existence - although thankfully it can be sometimes. We also need music that provokes tough questions, such as: what is music supposed to 'do'? how do we determine whether a piece of music has 'succeeded' or 'failed', and should we even try? how is it that any truly honest assessment of 'quality' can never be unequivocal? and does this mean we should dismiss any ideals of 'quality' as elitist and simply wallow in a postmodern love-fest? These are the kind of issues that listening to this record will lead you to consider, since this record affords no easy assimilation. The several compositional strategies seem to range from the inscrutable to being perhaps too easily scrutable, and the resulting music includes moments of the sublime, the awkward and the deeply puzzling. At the end of the record, you may even be tempted to ask yourself 'what was that all about?'. Well, thank heavens the Convergence Quartet are prepared to stick their necks out on our behalf.... Na página da Bruce's Fingers.

 
 

Ernesto de Sousa
Centro de Estudos Mixed-Media (cemes)
Bolsa Ernesto de Sousa

 
 

VARIABLE GEOMETRY ORCHESTRA em Braço de Prata, Lx. Sáb. 8, 23h


 
7.12.07
 

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Anthony Braxton (sopros), Taylor Ho Bynum, trompete, e Tom Crean, guitarra. Trio (Glasgow) 2005. Ao vivo no Glasgow's Centre for Contemporary Art, em Junho daquele ano, dias depois das actuações no Phonomanie VIII, Festival de Ulrichsberg, Áustria. (Leo Records). A Leo está aqui está a lançar a caixa de 9-CDs-9 de Anthony Braxton, as obras completas para piano que Leo Feigin há anos anda a preparar: Piano Music 1968 - 2000, com interpretações da pianista belga Genevieve Foccroulle e captação sonora de Jon Rosenberg. Nesta altura, o monumento, com edição prevista para Março do ano que vem, de que serão feitas apenas 500 cópias, já está em regime de pré-encomenda.

 
 

Karlheinz Stockhausen (1928-2007)

 
 

Para falar com franqueza (já não era sem tempo...), não vou muito na onda do top 10, seja no que for, jazz/improv incluído. Nunca fui. Feitios, manias... Não gosto de best of, de digests ou de compilações, por mais jeito que possam dar aos cultores da forma abreviada e da papinha feita por outros. É claro que a questão tem também a ver com alguma dose de preguiça, nem sempre apetece ir lá atrás vasculhar arquivos, escolher 10 de entre a caterva de discos ouvidos durante 12 meses. Que castigo... Gosto de fazer revisões, menos por atacado. Mas compreende-se que revistas, jornais, rádios, televisões, blogs e sites se interessem particularmente nesta altura do ano por regurgitar materiais – afinal são esses mesmos materiais que lhes alimentam parte do negócio, com e sem aspas, dependendo dos casos. E estamos na época do Natal, há que decidir onde aplicar o subsídio. Seja como for, e porque me foi perguntado, respondo que não há top no Jazz e Arredores. Sugestões, sim, mas essas vão sendo feitas ao logo do ano. É só ir lá atrás e ver ou rever, caso haja interesse. Entretanto, o Jazz on 3, da BBC Radio 3, não comunga da mesma atitude e resolveu inspirar os seus ouvintes na elaboração das suas listas de Natal. Jez Nelson, editor, John Fordham, crítico do Guardian, e Steve Shepherd, também da BBC, resolveram preencher a hora e meia do programa desta semana com o que para eles foi o melhor do jazz editado em CD. Bill Frisell, Joe Lovano, Hank Jones, The Thing, David Torn, Gwilym Simcock, Michael Wollny e Dave Stapleton, entre outros, preenchem a lista comum do trio, ilustrada via rádio com a qualidade habitual do Jazz on 3. Vale a pena ouvir e tirar uns apontamentos, já que daqui não sai listinha oficial ou oficiosa. Tantos foram os discos bons que ouvi em 2007, que não cabem no desconforto do exercício estulto de uma lista de 10.

 
6.12.07
 

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Manuel Mota & Afonso Simões / Stefano Pilia & Riccardo Wanke

Barreiro, 7.12 - 22h30

 
 

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Dennis González Yells at Eels...

 
 

test tube news ~ #013 ~ dez 2007

Krypton - Silent Drama

 
5.12.07
 

absinthRecordsabsinthRecords

solo de Axel Dörner na Absinth Records: sind

 
 
Na Creative Sources Recordings já se conhecia o diálogo vocal de Ute Wassermann com o som granular do trompete de Birgit Ulher. Foi em Kunststoff, disco que as artistas alemãs gravaram para a editora de Ernesto Rodrigues, em 2004. Trompete que se mistura com a voz e confunde com electrónica na procura de um léxico fora dos limites convencionais. E porque não retomar as linhas refinamento e experimentação vocal, agora com electrónica de raiz? Beneficiando da proximidade e do imediatismo que proporciona a actual tecnologia de gravação, a mezzo-soprano Ute Wassermann, figura simultaneamente da new music e da improvisação, expõe o imenso espectro da sua arte ao nível dos registos, do timbre e da articulação, no uso inteligente do espaço disponível, que combina com a chuva de partículas electrónicas que circulam à sua volta, poalha que se agita e depõe em torno das imensas possibilidades da expressão com aparelho vocal, usado enquanto instrumento musical, como faz o britânico Phil Minton, por exemplo. Em Pollen, o trabalho de Wassermann vive de sons minúsculos, cavos e superficiais, guturais e labiais, imitação de pássaros e insectos, apitos, assobios, gorjeios, roncos e rugidos, toda uma imensa variedade de sinais sonoros que estabelecem um entendimento "natural" com a participação do galês Richard Barrett, membro do FURT, duo britânico de electrónica, onde desenvolve um trabalho muito diferente, mais dentro do convencionalismo da electrónica digital comum. Aqui, Richard Barrett utiliza as sofisticadas ferramentas electrónicas de que dispõe, para, com apurada sensibilidade e em tempo real, deixar-se contagiar pela actividade da artista vocal (em Pollen, Wassermann não canta uma única nota) e libertar encadeados de sons humanóides. Estes questionam a inventividade e respondem às provocações de Wassermann, criando uma obra sonora densa, ainda que frágil e transparente, rica em sugestões visuais.

 
 

'Provenientes de Austin, Texas, mas hoje residentes em Chicago e Bruxelas, os Stars of the Lid são o duo de Brian McBride e Adam Wiltzie. Foram parte fulcral de um grupo de bandas associado ao selo norte-americano da Kranky, que, com gente como os Windy & Carl, Magnog, Philosopher's Stone ou Labradford, reinventou as coordenadas das músicas abstractas, ambient, espaciais, focadas no domínio do cósmico e do intangível (sob o rótulo do mui abrangente pós-rock). Como sempre, no que concerne a designados movimentos de artistas originais, em meados desses anos 90 pareceram confluir, por razões irmãs e influências semelhantes, estes e outros projectos, que sonhavam estrelas nos tectos dos seus quartos, movendo-se a beleza e a tripe cósmica, em busca de salvações celestes. Enquanto os Labradford parecem ter terminado o seu percurso como tantos outros ("Prazision", o histórico álbum de estreia, foi agora reeditado), os Windy & Carl parecem ter abrandado na quantidade de trabalho (apesar do sublime último registo, ainda pela Kranky), os Stars of the Lid, lentamente, continuam a amassar um corpo de trabalho notável, que continua a fazer todo o sentido enquanto organismo vivo e em evolução. Vão-se dedicando progressivamente a notáveis explorações de cariz orquestral para secções de cordas, com acompanhamento e processamento electrónicos, nunca deixando as suas metafísicas guitarras para trás. Continuamos, como sempre, a ver neles o Eno ambiental, Harold Budd ou as passagens sem voz dos últimos dois discos dos Talk Talk, mas o lado Gavin Bryars (especialmente "The Sinking of the Titanic") vem cada vez mais grandiosamente ao de cima. Situam-se entre os reis da música abstracta fundada na orquestração da harmonia e da melodia, no universo da designada clássico contemporânea (com muito Gorecki e Arvo Pärt à mistura), inventando um novo espaço estético. Miles Davis escreveu na autobiografia dele, a citar o Prince, qualquer coisa como: "os pretos, quando vão para a cama, ouvem tambores. Os brancos, ouvem cordas". Stars of the Lid, beleza e amor em estados puros e universalizantes, para quem ainda se rala com essas coisas. É a primeira produção ZDB Muzique / Filho Único numa sala de cinema, ainda para mais numa das nossas mais estimadas na cidade, a sala do Nimas, onde Adam Wiltzie e Brian McBride serão acompanhados de um projeccionista e de um quarteto de cordas. Bons voos'. - Filho Único Quinta 6 /12, às 22h NO CINEMA NIMAS - Beatificação_cósmica_sessions

 
4.12.07
 

Jazzatelier Ulrichsberg

Festival für Jazz, Improvisierte Musik und Neue Musik

 
 

Lux Jazz Sessions João Lencastre Group - QUARTA 05 23h00

 
3.12.07
 

Leitura instrutiva: Fred Anderson: Customizing Conviction

 
 

Steve Lehman Quintet - On Meaning: Steve Lehman (saxofone alto); Jonathan Finlayson (trompete); Chris Dingman (vibrafone); Drew Gress (guitarra baixo); e Tyshawn Sorey (bateria).

 
2.12.07
 

O saxofonista alto Loren Stillman saiu com um disco novo na alemã Pirouet Records. O disco chama-se Blind Date, e com o saxofonista tocam Gary Versace, piano; Drew Gress, contrabaixo; e Joey Baron, bateria. Stillman, sem a exposição de tantos que não lhe chegam aos calcanhares, tem a escola toda, sabe da poda e inspira-se nos grandes de outros tempos, Lee Konitz e Jackie McLean. Surpreendeu toda a gente há uma década, quando gravou Cosmos, disco de estreia na Soul Note, aos 15 anos, ainda era apenas um menino-prodígio com talento e potencial. De então para cá ganhou arcaboiço e gravou perto de uma dezena de discos nas editoras Fresh Sound/New Talent, Steeplechase, Challenge, Nagel-Hayer, e agora na Pirouet. Muito premiado, ainda não obteve a projecção que a sua arte merece, mas encontrou um som actual, personalizado, de timbre maduro e envolvente, mais rápido, seco e anguloso que o de Konitz, menos bluesy que o de McLean, um tertium genus de lirismo agressivo. O programa de Blind Date tem um total de oito composições e uma reprise (Etude), originais de Stillman bastante variadas no tempo e no modo. O disco é bonito, cheio de groove, e bem executado pelo quarteto de afamados downtowners de Nova Iorque. Distribuição em Portugal, Dwitza.

 
 
O duo Masul é composto por Paul Giallorenzo e por Thomas Mejer. Giallorenzo é improvisador de Chicago, oriundo de Nova Iorque, devotado ao desenho sonoro através de piano e derivados electrónicos. Nesta actividade, tem apreciado todos os contextos estéticos, jazz, noise, improvisação livre, electroacústica, o que vier, em troca de experiências com Fred Lonberg-Holm, Jeb Bishop, Dave Rempis, Tim Daisy e outros. Mejer, de Lucerna, Suiça, também tem formação jazzística e estudou com Urs Leimgruber, Marcus Weiss e Vinko Globokar, dedicando-se essencialmente ao trabalho com saxofone contrabaixo em grupos com Martin Schütz, Fredy Studer, Michael Zerang, Fred Lonberg-Holm e outros. A proposta que elaboraram conjuntamente, intitulada The Arousal City (Creative Sources Recordings, 2007), inscreve-se num domínio estético muito vasto e activo, o da música improvisada de base electroacústica, com a vantagem de ser original relativamente à maioria dos projectos que têm vindo a surgir nesta área, um pouco por toda a parte. Paul Giallorenzo e Thomas Mejer apresentam uma proposta encantatória, no limiar entre o sono e a vigília. Com uma base instrumental constituída por sintetizador, piano, samples, computador (Giallorenzo), e saxofone contrabaixo, samples, e computador (Mejer), o duo ficciona estados alternados de lucidez e alienação, consciência e inconsciência, que percorre de cima a baixo num tom dolente de torpor glauco, induzido pelas tonalidades sépia e cinza que vão sendo impressas em fonogramas de exposição lenta. Inquietante é a permanente sensação de que algo está para acontecer a cada passo, tão bem a dupla gere o dramatismo e o momentum das ocorrências. Para tanto, além da execução instrumental, em que se destaca o espesso e prolongado rumorejar do saxofone, o piano distante e o drones electrónicos, indutores de estados sonoros que primam por uma certa irrealidade melancólica, o Masul aplica várias lentes sobre a realidade circundante, desfocam-na intencionalmente e fragmentam-na em imagens parcelares, sem que com isso a música perca a coerência interna e a noção de conjunto ao longo da narrativa não-idiomática que vai tomando forma. A sensação geral é a que se tem ao acordar de um sonho de que fica pouco para recordar. Visões difusas, agradáveis e envolventes, que fogem no preciso instante em que se deixam aprisionar. Gravação de 2005, realizada no 3030 (actual Elastic), em Chicago.

 
1.12.07
 

Novo e muito antecipado disco do cooperativo quarteto-maravilha dirigido e participado por Roy Campbell Jr. (trompete), Daniel Carter (saxofonses alto e tenor), William Parker (contrabaixo) e Hamid Drake (bateria) – Other Dimensions in Music: Live at Sunset, Paris, 2006. Disco duplo editado pela francesa Futura/ Marge. O quarto do quarteto mais antigo da downtown nova-iorquina, já lá vão para cima de 25 anos juntos com a mesma formação, salvo o caso do baterista, que passou a ser H. Drake em vez de Rashid Bakr. Tudo o mais é puro ODIM de sempre: free jazz como deve ser feito, com musicalidade, energia e emoção.


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Other Dimensions in Music

 
 

ALL ABOUT JAZZ-NEW YORK DECEMBER 2007 ISSUE NOW AVAILABLE


 
 
Psicólogo, académico e músico japonês, Nobu Stowe, continuador no piano das estéticas de Bill Evans e Keith Jarrett, tem mantido activa uma mão-cheia de projectos, todos eles nas áreas da improvisação total (à maneira de Keith Jarret, descontadas as influências dos blues, que Stowe não tem), improvisação livre e pós-fusão. No último ano e meio, Stowe lançou quatro discos nas editoras Konnex e Black Saint/Soul Note. Cronologicamente, Brooklyn Moments (Konnex, 2006), capta a Total Improvisation Unit, com Blaise Siwula, Nobu Stowe e Ray Sage, num conjunto de improvisações abstractas em ambiente lírico, com uma ponta de calor à maneira de Don Pullen, aquele em que o pianismo do japonês melhor transmite a sua arte. O trio funciona em pleno, destacando-se o trabalho de construção de Blaise Siwula, saxofonista e flautista conhecido de projectos com inúmeros artistas de Brooklyn e Nova Iorque. Ray Sage, na bateria, opta de modo eficiente por um tipo de drumming mais textural, sem marcação de tempo.
Na mesma linha de Brooklyn Moments, surge New York Moments. A formação é a mesma (Blaise Siwula, Nobu Stowe, Ray Sage), acrescentada do guitarrista Dom Minasi. Em quarteto, a musica ganha outra expansão, prosseguindo o mesmo tom de misticismo abstraccionista, com estruturação e fragmentação melódica, com diálogos à maneira de Cecil Taylor e Jimmy Lyons, por entre os quais Minasi se insinua sempre com pertinência. Nesta medida, os Moments de Nova York constituem um passo em frente em relação aos de Brooklyn.
A estreia de Nobu Stowe na Soul Note fez-se ainda há poucos meses, com um tributo ao actor alemão Klaus Kinki. Para Hommage An Klaus Kinski, subtitulado Total improvisation on sonic canvas, Stowe associou-se ao escultor Lee Pambleton (som, electrónica). O resto do programa foi preenchido com sessões em trio, quarteto e quinteto. Reincide Blaise Siwula, ao lado de Perry Robinson (clarinete e ocarina), Ross Bonadonna (clarinete, saxofone e guitarra) e John McLellan (bateria), num set de composições instantâneas, com uma curiosa versão (mais uma) de Round Midnight, de Thelonious Monk, a fechar a sessão, puxada até aos 76 minutos. Talvez este seja o disco de Nobu Stowe em que a influência de Jarrett é mais notória ao nível da criação de tensão via repetição de acordes em progressão ascendente e descendente.

Prestes a sair na italiana Soul Note em Dezembro de 2007, está programado An Die Musik, Baltimore, disco com outro baterista, Alan Munshower e com o histórico percussionista norte-americano, Badal Roy, em tabla e voz. A sessão foi gravada ao vivo no clube An Die Musik, de Bernard Lyons, casa que habitualmente programa concertos de jazz e música improvisada das mais diversas correntes. Na noite de Baltimore, EUA, o trio de Nobu Stowe retomou a suas sequências da total-improvisation jarrettiana, fundindo a improvisação livre com a composição instantânea, num estilo mais próximo do que Stowe designa por post-fusion, subgénero que pratica habitualmente com o Trio Ricochet (Nobu Stowe, Tyler Goodwin e Alan Munshower). O disco balanceia tranquilas exposições sonoras com momentos de maior atrevimento exploratório, denotando uma prática musical regular em conjunto.
Ainda na alemã Konnex, em co-produção com a ICTUS Records, editora do percussionista italiano Andrea Centazzo, Nobu Stowe editou Soul in the Mist em Julho de 2007, material resultante de dois concertos realizados em Novembro de 2006, na Universidade da Pensilvânia, e no Trumpet’s Jazz Clube, de Montclair, New Jersey, EUA. Com Stowe e Centazzo tocou o clarinetista Perry Robinson. As composições, oito no total, são todas de Centazzo, que também utiliza samplers e teclados. De todo o conjunto de discos, este é o mais sereno e introspectivo, cheio de frases delicadas, tanto no clarinete como no piano, esparsos sons de percussão.
A fechar o lote de gravações de Nobu Stowe, um disco do Trio Ricochet, em versão demo, intitulado February 2006. Nas palavras de apresentação do disco, diz-se que a ideia é explorar a post-fusion, definida como um híbrido entre a improvisação baseada em composições de estrutura aberta típica do post-bop, como fazem os inspiradores Chick Corea, McCoy Tyner ou Keith Jarrett, e o ritmo e a energia da fusão moderna, à maneira de Pat Metheny.
Pessoalmente, February 2006 não me encanta por aí além, já que o que aqui acontece, pese embora a irrepreensível competência do trio, com o pianista à cabeça, é o sulcar de caminhos já muito batidos por outros trios pós-modernistas, como The Bad Plus ou o Esbjorn Svenson Trio, para citar dois campeões de popularidade. Porventura, este virá a ser o disco mais 'vendável' de todo o cacho, e ainda bem. Porque pode servir de chamariz para os outros discos, menos óbvios e orelhudos, mas incomparavelmente mais interessantes. Por uns e por outros, Nobu Stowe merece atenção.

 
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